Irã realiza exercícios navais com tiro real no Estreito de Hormuz enquanto os EUA reforçam presença militar
Estreito de Hormuz — O Irã anunciou, no dia 31 de janeiro, a realização de exercícios navais com fogo real no estratégico Estreito de Hormuz, um dos principais pontos de escoamento do petróleo mundial, conforme confirmou a mídia internacional e avisos à navegação emitidos pelas autoridades iranianas.
Segundo relatos, as manobras com munição real, promovidas por unidades navais do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica do Irã (IRGC), foram planejadas para ocorrer ao longo de dois dias no estreito — canal por onde cerca de 20 % do tráfego marítimo global de petróleo transita —, em momento em que a região é observada com extrema atenção por potências estrangeiras.
As ações iranianas coincidem com a chegada ao Golfo Pérsico de um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln e por outros ativos navais dos EUA, um movimento que Washington descreve como parte de exercícios e de demonstração de capacidade militar na região, em resposta a ameaças e à retórica belicista de Teerã.
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) emitiu advertências ao Irã, pedindo que as manobras fossem conduzidas de forma profissional e que evitassem riscos desnecessários à liberdade de navegação internacional, destacando a importância de padrões de segurança em uma via marítima tão vital para o comércio global.
Autoridades iranianas, por sua vez, criticaram a presença ampliada de forças militares estrangeiras no Golfo Pérsico, afirmando que países externos não deveriam ditar como o Irã conduz seus exercícios em suas águas próximas. O governo insiste que tais atividades são defensivas e não representam ameaça ao tráfico comercial legítimo, apesar das preocupações de armadores e mercados sobre possíveis interrupções logísticas e volatilidade nos preços de energia.■

Na penúltima linha da matéria acredito que deveria ser “tráfego comercial” e não “tráfico comercial”.
Irã fazendo o dever de casa.