Ganzi DDG-128

Ganzi DDG-128

Pequim, fevereiro de 2026 — A Marinha do Exército de Libertação Popular incorporou oficialmente mais um destróier de mísseis guiados Type 052D, o Ganzi (número de casco 128), ampliando a espinha dorsal da frota de superfície do país. Imagens de treinamento divulgadas pela China Central Television (CCTV) mostram o navio realizando exercícios complexos no Mar Amarelo, em um estágio avançado de prontidão operacional.

De acordo com a emissora estatal, o Ganzi navegou de forma independente para uma área não divulgada e executou uma série de atividades de caráter combatente, incluindo operações antissubmarino, ancoragem noturna, amarração e desamarração em bóias, resgate marítimo e operações aéreas com helicópteros. Os exercícios, segundo a CCTV, elevaram a capacidade de combate sustentado e a resposta a emergências da tripulação, preparando o navio para alcançar rapidamente a plena capacidade operacional.

O Ganzi não é o primeiro destróier do tipo a entrar em serviço neste ano. Em 1º de janeiro, a mídia estatal revelou a incorporação do Loudi, também da classe Type 052D, reforçando o ritmo de comissionamento desse modelo.

Especialistas militares chineses destacam que o Type 052D é hoje o destróier mais produzido da frota, com dezenas de unidades já reveladas publicamente. A classe foi a primeira da Marinha chinesa a adotar sistemas universais de lançamento vertical (VLS), permitindo o emprego integrado de mísseis de defesa aérea e de ataque antinavio. Na prática, isso confere ao navio robustas capacidades de defesa aérea de área, habilitando-o a atuar como escolta de porta-aviões, ao lado dos grandes destróieres Type 055.

Type 052D e Type 055

Diferentemente de muitos destróieres ocidentais, o Type 052D também possui poderosa capacidade de ataque de superfície, com destaque para os mísseis antinavio YJ-18 e YJ-20, capazes de engajar alvos a longas distâncias. Cada navio dispõe de 64 células VLS, o que amplia a flexibilidade tática em diferentes cenários.

Um dos principais avanços observados no Ganzi é a atualização do radar do mastro principal. As imagens da CCTV indicam a adoção de um radar AESA rotativo de dupla face, identificado como H/LJQ-368 (Type 368), otimizado para a busca de superfície e a detecção de ameaças de voo rasante. O novo sistema substitui o Type 366 presente nas primeiras unidades da classe, reduzindo os pontos cegos, ampliando o alcance de detecção e aumentando a sobrevivência do navio em combate.

Com atualizações contínuas em sensores e armamentos, o Type 052D consolidou-se como força central da frota de superfície chinesa. Autoridades e analistas ressaltam que esses destróieres contribuem não apenas para a defesa da soberania e dos interesses nacionais da China, mas também para missões internacionais, como escoltas no Golfo de Áden.

Segundo dados divulgados por fontes especializadas, o Ganzi é o 35º destróier Type 052D a entrar em serviço. Há cinco unidades em construção, e a previsão é que até 40 navios da classe estejam comissionados entre 2026 e 2028, reforçando as capacidades navais chinesas no curto e médio prazo.■


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JS MAYA

Aquela região só tem navio de patrão. Estou ansioso para ver os futuros Ballistic Missile Defense BMD da marinha do Japão. Serão os maiores destróiers do mundo, com deslocamento padrão de padrão de 12.000 toneladas e full load chegando a 14.000.

Dalton

Se de fato ficar em “apenas” 14.000 toneladas “full” será superado pelos 3 “Zumwalt” que
“full” já deslocam mais do que 14.000.

Luís Henrique

Sim, parece que as informações mais recentes apontam para deslocamento entre 12.000 e 14.000 toneladas. Antigamente falavam em até 20.000 toneladas.

Carlos

Impressionante a capacidade da indústria naval chinesa. É uma capacidade sem igual no mundo, e olha que estamos falando de investimentos em tempos de paz, o que significa que essa velocidade de construção poderia ser ainda mais ampliada em cenários de guerra.

Dalton

Sabe-se lá quando ou mesmo se haverá uma guerra entre as potências dominantes, a última vez que isso ocorreu foi entre 1939 e 1945, daí para diante “guerras de procuração”
então com as plataformas e armas de hoje não seria muito difícil causar danos na infraestrutura já no início o que impactaria sobremaneira a construção de ambos os lados.
.
Mesmo a China uma hora ou outra chegará a sua meta quanto a tipos e quantidade de navios, passará a substituir os antigos por novos e terá que modernizar o que tem.

Hamom

Correto, tá em “fase de crescimento”, uma vez que se alcance o tamanho planejado, o que continua é a periódica renovação dos meios e as evoluções tecnológicas alcançadas ao longo do tempo.

Last edited 1 mês atrás by Hamom
Fernandão

Curto muito o design dos navios chineses. Fora que parecem ser muito bem defendidos. Quem sabe um dia, quando a defesa for levada à sério por aqui, não cheguemos em algo do tipo, mas até lá, vamos continuar chamando Corveta de Fragata e se contentando com isto ( sendo que já deveríamos estar nos Destróiers ).

Flávio Henrique MCO

Tem gente pior chamado um navio de guarda costeira de fragata…