Indonésia espera receber ex-porta-aviões italiano ‘Giuseppe Garibaldi’ até outubro de 2026
Giuseppe Garibaldi
A Indonésia pretende receber o ex-porta-aviões italiano Giuseppe Garibaldi (C 551) antes de 5 de outubro de 2026, segundo declarou o chefe do Estado-Maior da Marinha indonésia (TNI AL), almirante Muhammad Ali.
A data coincide com o aniversário das Forças Armadas do país (TNI) e, de acordo com o oficial, o processo de aquisição “ainda está em andamento”. As negociações envolvem o Ministério da Defesa da Indonésia, o estaleiro italiano Fincantieri — construtor do navio — e a Marinha Italiana, antiga operadora da unidade.
Até o momento, não há confirmação de contrato assinado nem divulgação do valor da eventual transferência.
Possível transferência como doação
Autoridades indonésias indicaram que o navio poderá ser obtido por concessão (grant) do governo italiano, dependendo da definição dos termos e do modelo de financiamento.
O porta-aviões seria empregado prioritariamente em missões militares além da guerra (OMSP), como operações humanitárias, evacuação em desastres e transporte logístico, embora o uso em combate não esteja descartado.
Primeiro porta-aviões da Indonésia
Caso a transferência se concretize, a Indonésia passará a operar seu primeiro porta-aviões — um salto qualitativo relevante, mas que traz desafios consideráveis.
O país nunca operou navios-aeródromo, o que implica a necessidade de desenvolver:
- doutrina de aviação embarcada;
- formação de pilotos e equipes de convoo;
- infraestrutura de manutenção;
- cadeia logística específica.
Um cronograma acelerado até outubro de 2026 pode exigir apoio significativo de pessoal italiano na fase inicial de operação.
Possíveis modificações
Estudos preliminares discutem a adaptação do navio para operar principalmente helicópteros e veículos aéreos não tripulados a bordo, em vez de depender exclusivamente de caças STOVL, como o AV-8B Harrier II.
A extensão das modificações permanece indefinida e dependerá do acordo final entre as partes.
Perfil do navio
Construído pela Fincantieri e incorporado à Marinha Italiana em 1985, o Giuseppe Garibaldi tem cerca de 180 metros de comprimento e velocidade superior a 30 nós. A unidade foi desativada em outubro de 2024 após quase quatro décadas de serviço.
Análise
A eventual incorporação do Garibaldi representa um movimento ambicioso de Jacarta para ampliar sua capacidade de projeção marítima no Indo-Pacífico. No entanto, o curto prazo até outubro de 2026 sugere que o navio, se transferido, deverá inicialmente operar com limitações e depender de um processo gradual de adaptação doutrinária e técnica.
Mais do que a simples aquisição de um casco, o verdadeiro desafio para a Indonésia será construir o ecossistema completo de aviação embarcada — tradicionalmente uma das capacidades mais complexas no domínio naval.
Porta-aviões Giuseppe Garibaldi (C 551)
| Identificação | |
|---|---|
| Tipo | Porta-aviões leve STOVL (portaeromobili) |
| Construtor | Fincantieri (Itália) |
| Incorporação | 1985 |
| Baixa | 2024 |
| Dimensões e deslocamento | |
| Comprimento | 180,2 m |
| Largura (convés) | ≈ 30,4 m |
| Calado | ≈ 6,7–8,2 m |
| Deslocamento | ≈ 13.850–14.150 t (plena carga) |
| Propulsão e desempenho | |
| Propulsão | 4 turbinas a gás GE/Avio LM2500 (COGAG) |
| Potência | ≈ 81.000 hp |
| Velocidade máxima | > 30 nós |
| Autonomia | ≈ 7.000 milhas náuticas a 20 nós |
| Tripulação | |
| Navio | ≈ 550 |
| Grupo aéreo | até ≈ 230 |
| Total típico | ≈ 800–830 |
| Convés e aviação | |
| Tipo de convés | STOVL com ski-jump (6,5°) |
| Comprimento do convés | ≈ 174 m |
| Capacidade aérea | até 16 AV-8B Harrier II ou até 18 helicópteros (ou composição mista) |
| Armamento (configuração original) | |
| SAM | 2 lançadores Aspide/Sea Sparrow |
| CIWS | 3× Oto Melara DARDO 40 mm |
| Torpedos | 2 lançadores triplos de 324 mm |
| Mísseis antinavio | Otomat Mk2 (removidos em 2003) |




perdemos uma oportunidade ?? rsrsrs
14 mil t de deslocamento, convés com 30,4 m de largura.
Um porta-aviões de pequeno porte,
bom para operar com helicópteros e drones…
Fiquei curioso e fui conferir: O Fujian e o Classe Nimitiz tem praticamente a mesma largura de convés; 76 m e 76,8 m respectivamente.
Dos navios “Porta Harrier” construídos, esse sempre foi o meu favorito. Veloz, bem armado, linhas elegantes, um típico navio italiano.
Concordo!!
A Indonésia tem todas as justificativas para operar um PA, mesmo de pequeno porte, porque é um país em grande parte insular, com uma miríade de ilhas vulcânicas , muitas delas de dificil, ou nenhum acesso, a não ser por helicópteros. Então, um PA, é um meio eficaz para prestar assistência a estas populações disseminadas nessas ilhas.
Como assim a Marinha Brasileira perdeu essa oportunidade!!
Calma gente foi só uma piada!!
Bom Carnaval a todos!
O garibaldi é realmente um pocket PA. Ele consegue ter comprimento menor que o NAM Atlântico com seus 200m de comprimento. Não sei quanto ao comprimento efetivo de pista, mas acho que a do Atlântico é maior.
Perdoado! kkkkkk
Estava olhando o convôo e notei que um simples porta-aviões pequeno tem 11 caças apenas no convôo. A FAB tem 11 Gripados pra praticamente um continente. Praticamente estamos na m&rda.
Mais estamos em uma merda melhor do que nossos vizinhos.
Nossos vizinhos nunca foram a real ameaça para o Brasil.
Se o Brasil tivesse vergonha na cara e fizesse o mínimo do mínimo em defesa, já teríamos três esquadrões com 12 gripados em três bases diferentes.
Já foram sim, Paraguai, Argentina e Uruguai já foram responsáveis por 4 guerras no nosso solo, uma das quais foi a maior do continente, e mais recentemente tivemos certos atritos com a Venezuela, o Brasil não deve ignorar seu entorno estratégico, além do mais a maior ameaça além-mar é os EUA, e nunca vamos conseguir competir com eles militarmente de qualquer modo.
Eu falo num período da década de 50 do século XX até hoje. Se na época do Maduro, quando ele queria invadir a Guiana passando por território brasileiro, o Brasil tivesse 3 esquadrões com 12 Gripados em três bases diferentes, já seria um sinal vermelho para a Venezuela se aventurar por essas bandas. Ele percebeu a fraqueza que são as forças armadas do Brasil, foi mais culpa nossa do que dele. Nunca venceremos uma potência, mas se tivermos uma força armada minimamente bem equipada e bem treinada e com táticas de guerrilha, poderemos infligir uma vitória de Pirro ao inimigo… Read more »
Quem acha que o Brasil está tentando se rearmar devido a nossos vizinhos,é porque certamente tem a visão muito limitada…
Nenhum de nossos vizinhos são ameaça para nosso país!
Incursão aérea contra o Brasil, duvido muito, quantos vizinhos tem aeronaves reabastecedoras para conseguir adentrar ao nosso espaço aéreo?
Alguns dados que sobre convoo pode interessar sobre esse novo conceito e a largura desses sistemas (creio que seja a limitação para operar além da pista uma vez que interfere no espaço livre para operar) MPSS (Dom Pedro II) 107x20m a 130x20m Giuseppe Garibaldi 172x 30,4m (10m na rampa) JC1/Cnaberra/Andulo:213x32m (12m na rampa) Dokdo 199x32m Mistral 199x32m Tawara/Wasp/America 254/257×32,3m Atlântico 193×32,6m Hyuga 199x33m Invincible 168(174)x36m (10 a 11m na rampa) Trieste 245x36m (15m na rampa) Izumo 245x38m Cavour 244x39m (14,3m na rampa) Aeronaves que foram ou pode ser base para uma modificação ou nova classe de navios NAe/NVant Harrier II… Read more »
“MPSS (Dom Pedro II) 107x20m a 130x20m”
O que seria isso???
acho que ele quiz se referir ao D. João II
Eu troquei os D. II… desculpa aí
Quando analiso uma matéria como essa, lembro que na época da desativação do nael Giuseppe Garibaldi comentei que seria uma ótima oportunidade de nossa marinha adquirir como tampão até dias melhores, ele é muito pequeno 130 metros de convés, mas tem excelentes qualidade marinheiras, bem armada e equipada com sistemas ainda eficazes e a confiabilidade de ser uma plataforma de fabricação italiana, que na minha opinião produzem excelentes navios, poderia permanecer na ativa pelos próximos 20 anos, e no bojo do negócio, nossa marinha poderia aproveitar duas janelas, a 1ª a possibilidade de se adquirir 6 unidades do M346 no… Read more »
Por quanto tempo os Harrier vão voar?
50 segundos.
Os últimos “AV8-B” serão os espanhóis, até cerca de 2030, enquanto a Itália deverá aposentar os seus um pouco antes e de qualquer forma já começou a receber o F-35B.
.
Obg!
Pouco tempo de operação né?
Estarão pensando em drones? He Atq?
Será q o F-35 operaria nele? E seria vendido pra eles?
Helicópteros seja de ataque ou de transporte e “drones”, mas, o F-35B seria demais para ele, trata-se de um avião maior e mais pesado que o “AV-8B” e
muitas modificações seriam necessárias para operar um mero destacamento
de umas poucas unidades.
O pessoal gosta de zoar, mas esse pequenino é armado e equipado até os dentes para o tamanho dele , com as devidas modificações e modernização pode ser um excelente drone-carrier .
eu acho que serviria bem a marinha, armado com helicópteros de ataque. comprar alguns Bell AH-1Z Viper ou reativar os sabres
Porcaria de Bell! Pessoal só pensa no Brasil para gastar grana com lixo idoso…
Prezado Luciano, se a ideia é operação com ANV de asa rotativa, já temos o A140… o investimento, então, seria em mais aeronaves e não em outro navio… cordial abraço…