Portugal autoriza venda de quatro navios-patrulha classe Tejo à República Dominicana por €24 milhões
NRP Tejo
Portugal autorizou a venda de quatro navios-patrulha costeiros da classe Tejo à Marinha da República Dominicana por um valor total de €24 milhões, equivalente a €6 milhões por unidade, no âmbito do reforço da cooperação bilateral em defesa.
A decisão foi formalizada em 17 de fevereiro de 2026, após aprovação pelo Conselho de Chefes de Estado-Maior português. O pacote inclui os navios NRP Tejo, NRP Douro, NRP Mondego e NRP Guadiana, que serão transferidos para o Ministério da Defesa dominicano.
Segundo as autoridades, a operação integra os esforços de Lisboa para aprofundar parcerias de segurança marítima com países aliados e, simultaneamente, otimizar a gestão da sua própria frota.
Reforço da segurança no Caribe
Para a República Dominicana, a aquisição deverá representar um salto relevante nas capacidades de vigilância e de patrulha marítima. Os navios serão empregados principalmente em:
- combate ao narcotráfico
- fiscalização de águas territoriais
- operações de segurança marítima
- missões de busca e salvamento
O Caribe permanece como uma das principais rotas do tráfico internacional de drogas, o que torna o reforço dos meios navais uma prioridade para Santo Domingo.
Cooperação luso-dominicana
A transferência dos navios da classe Tejo é apresentada como parte de uma agenda mais ampla de cooperação em defesa entre os dois países. Fontes oficiais indicam que o acordo também pode abrir espaço para futuras iniciativas de treinamento, apoio logístico e intercâmbio técnico.
Os navios-patrulha costeiros da classe Tejo, da Marinha Portuguesa, têm origem dinamarquesa, sendo antigos navios modulares StanFlex 300 (classe Flyvefisken) adquiridos por Portugal em 2014 para substituir unidades mais antigas da classe Cacine e reforçar a vigilância do litoral.

Construídos originalmente na década de 1990 para a Marinha da Dinamarca, os navios foram adaptados no Arsenal do Alfeite às necessidades portuguesas antes de entrarem ao serviço entre 2015 e 2017.
Com cerca de 54 metros de comprimento, deslocamento próximo de 500 toneladas e vocacionadas para missões de fiscalização marítima, busca e salvamento e controle da poluição, as patrulhas foram empregadas sobretudo na zona costeira e em operações de segurança marítima nacionais e europeias.



Imprescindível manter o canhão.
Sucata a render dinheiro e sem substitutos imediatos.
Como não têm substitutos imediatos? Estes navios foram adquiridos com a crise de 2011 e o adiamento do programa NPO. Serão substituídos com os 6 NPO até 2030. A classe Argos vai continuar a ser os patrulhas costeiros até a chegada dos novos que possivelmente será 2029…
No futuro poderá ser 10 NPO + 8 NPC. Embora os 4 primeros NPO podem vir a ser substituídos pelas EPC…
De referir que a GNR têm 1 navio de patrulha costeira e vai adquirir outro.
Interessante essa configuração usada de acordo com o emprego, tudo instalado em mini contêineres, tira um põem outro e sai pra missão . Nada mal para os anos 90 👍
E cadê os nossos patrulhas de 500 toneladas heim?
Mano, um desse com pelo menos alguns lançadores anti navio e alguma defesa de ponto, talvez colocando mais locais de lançamentos de AA que alguns para defesa, seria ótimo para patrulhas costeiras.
Fernandão, o problema é a definição da função do navio quando foi projetado. Se o navio se destina à patrulha, então não precisa de mísseis antinavio ou defesa antiaérea. Ele pode usar o espaço que seria ocupado por esses sistemas, e de um eventual magazine para acomodar munições antiaéreas, para ter mais espaço para combustível, para ter maior autonomia, sensores de varredura/busca e armamento de calibre mais baixo. Agora se o intuito for o de combate, aí acho que seria melhor um navio maior e/ou mais rápido, à depender de onde ele vai operar, para que seja realmente efetivo na… Read more »
Não foi esse projeto de navio que teve problemas no desenvolvimento e nem se quer construíram todos os previstos?