Novo lote de navios-tanque Type 903A para a Marinha Chinesa
Type 903A
A Marinha do Exército de Libertação Popular da China (PLA Navy) iniciou a incorporação de um novo lote de navios de reabastecimento de mar da classe Type 903A, reforçando sua capacidade de apoio logístico para operações de longo alcance.
Os dois primeiros navios revelados deste lote receberam os indicativos visuais 892 e 893. O casco 892 — o oitavo Type 903A construído — foi lançado em dezembro de 2024 pela China Shipbuilding Industry Corporation (antiga Guangzhou Shipyard International). Já o casco 893 — o nono da classe — foi lançado em janeiro de 2025 pelo estaleiro Wuhu Xinlian Shipbuilding Co., Ltd.
Segundo informações de fontes abertas, o navio 893 poderá receber o nome “Ulungur Lake”, embora a designação oficial ainda não tenha sido confirmada.
Lote deve totalizar cinco unidades
Dados disponíveis indicam que o terceiro navio deste novo lote foi lançado em junho de 2025 pela China Shipbuilding Industry Corporation. Além disso, outras duas unidades encontram-se atualmente em construção em dique seco.
A expectativa é que este lote seja composto por cinco navios Type 903A, o que ampliará significativamente a frota logística da PLA Navy.
Espinha dorsal do apoio logístico
Os navios da classe Type 903A são considerados a espinha dorsal do reabastecimento no mar da marinha chinesa, permitindo que grupos-tarefa operem por períodos prolongados em águas distantes do território nacional.
Com deslocamento aproximado de 23.400 toneladas em plena carga e velocidade máxima de cerca de 20 nós, essas unidades são capazes de transferir combustível, suprimentos e outros materiais essenciais para navios de combate em operação.
Frota logística em expansão
Com a incorporação contínua dessas plataformas, a PLA Navy já conta, até o momento, com 14 grandes navios de reabastecimento oceânico, distribuídos da seguinte forma:
- 2 navios Type 901 (48.000 t, até 25 nós)
- 2 navios Type 903 (20.530 t, até 20 nós)
- 9 navios Type 903A (23.400 t, até 20 nós), com mais três em construção
- 1 navio Type 905 (37.000 t, até 15,5 nós)
Além disso, a marinha chinesa opera três navios de reabastecimento para ilhas e recifes da classe de 15.000 toneladas (um Type 904A e dois Type 904B).


Implicações estratégicas
A expansão contínua da frota de navios-tanque reflete a prioridade atribuída por Pequim à capacidade de sustentação logística em águas distantes, elemento essencial para operações expedicionárias, presença naval persistente e proteção de linhas de comunicação marítima.■



Ao invés de sonhar por navios ingleses de segunda mão, com manutenção cobrada em libras, os marinheiros brasileiros deveriam deixar os pré-conceitos de lado e avaliar de verdade opções como estas aqui.
Então Jugger;
Os turcos tem um belo projeto, agora não sei o preço 🤷♂️
já foi até publicado aqui no naval 👍
Não é preconceito é mais geopolítica, no actual cenário é imaginável o Brasil entrar em briga com EUA até se capacitar , por isso uma opção com os turcos era a melhor opção…
Eu também toco nessa tecla. O Brasil assinou o contrato dos 36 Gripen por 5,4 bilhões de dólares (cerca de 12/13 bilhões de reais) em 2014. Hoje, muito pouco do contrato foi pago, e o valor já subiu para quase 30 bilhões de reais por conta da cotação. O mesmo serve para a Marinha. O Brasil está comprando fragatas por 550 milhões de dólares. Enquanto isso, a China tem os melhores preços, e a Rússia tem as melhores corvetas. E não, os EUA não têm mais esse poder todo de sanções e tarifaços contra países grandes como antes. Ontem, o… Read more »
Ja passaram a Marinha russa em tonelagem de tanqueiros. Ainda assim os russo tem uma frota notavel desse tipo de navio, vamos lá: 3 + 3 navios (3 em construção) classe 23130 de 14.000 toneladas. 2 navios em construção classe 23131 de 12.000 toneladas 2 navios em construção classe 23630 de 4.700 tonladas 4 navios classe 03182 de 3.500 toneladas de deslocamento 4 navios projeto 03180 de 2200 toneladas Todos acima tem menos de 10 anos de operação. Os seguintes sao cacarecos ainda em operação, alguns modernizados outros nao: 10 navios antigos, ainda em operação, da era sovietica, classes diversas… Read more »
As vezes penso como nossos militares são inaptos em suas funções…
Poderíamos suprir muitas das nossas carências de equipamentos militares, se adquiríssemos produtos de outros parceiros, fora da tradicional “palelinha” Franco-anglo-germano-estadounidense…
Poderíamos aproveitar nossa parceria comercial e boas relações com os chineses para sanar muita de nossas demandas, o problema não é a tal da faláciosa desculpa “doutrinas incompatíveis” e sim ideológica…
Sofremos pressão política, militar e comercial da união européia e americanos.
Sim era mesmo o que o Brasil precisava compar uma guerra com trump nas actuais condições das sua forças armadas. Essa ideia que os chineses iam vir da Asia até o Brasil já ficou demostrado com o maduro…
“Sim, era mesmo o que o Brasil precisava, compar uma guerra com trump nas actuais condições das sua forças armadas”. Ferre-se o Trump e os EUA! Ninguém mete o bedelho nas compras militares dos estados unidos, por quê temos que beijar a bunda deles e pedir a benção caso quiséssemos comprar um navio tanque chinês?! Porque comprar um navio tanque em dolar ou euro se poderíamos comprar por alguns bilhões de Yuan?! Seria um abastecedor, não um cruzador de batalha… Depois acham ruim por que não sobra dinheiro para aquisições de meios, não sobra por usarem o dinheiro que quase… Read more »
repara eu não estou a criticar a escolha mas sim é impossível neste momento, o trump trata a América latina como colónia a não ser que se ela rearmar não existe isso de protestar ou brigar ia ser uma Venezuela 2.0. O importante agora é ser discreto e se armar ou então aceitar ser uma colónia. Comprar navios militares chineses mesmo logísticos é pedir problemas.
“o trump trata a América latina como colónia a não ser que se ela rearmar não existe isso de protestar ou brigar ia ser uma Venezuela 2.0″. Discordo quanto a parte da Venezuela 2.0… Quero só ver oque vai acontecer quando o governo Lula comprar o reator Modular russo para levar energia a região norte do Brasil… O governo brasileiro, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME) e em parceria com a estatal russa Rosatom, está estudando a implementação de reatores nucleares modulares de pequeno porte (SMRs – Small Modular Reactors), incluindo usinas flutuantes (navios-usina), para fornecer energia… Read more »
Em 1964 as forças armadas do brasil defendeu o interesse americano (doutrina Monroe) usando a justificativa de combater o comunismo.
Presidente peruano foi derrubado por fazer negócio com chineses,no outro dia foi anunciado que empresa americana ganhou mega contrato para modernizar base naval e a compra de F-16 pelos peruanos.
Só não ver quem não quer.
Pois é.
Do ponto de vista pessoal, “parceria” tem outro significado.
Repare que, em relação ao China, mantemos a mesma relação comercial que tínhamos na época do Brasil Colônia com os Europeus.
Enviamos comodities enquanto eles enviam produtos manufaturados, principalmente de alta tecnologia.
Não muda muito em relação aos EUA ou Inglaterra.
É preciso valorizar os países que compram produtos industrializados nacionais.
Alvos e mais alvos…
A produção do Type 901 também deve acontecer, devido a incorporação do Fujian e a construção de dois novos NAe para o PLAN, isso sem mencionar a expansão da frota anfíbia.
Olha aí, MB.
Os chineses já possuem capacidade de navegar com um Strike Group ou esquadra, perto das costas ocidentais. Vocês não se perguntam o porquê de não fazerem, sendo águas internacionais?
Eu sei: por respeito. O mesmo respeito que não lhes é dado, quando fazem provocações perto de Taiwan. Mas tudo tem limite, e provavelmente quando o fizerem será histórico.
Não, é que não há necessidade de enviar um “Strike Group” para uma área onde não nenhuma contestação de território e onde o tráfico marítimo é menor e/ou mais seguro do que o que ocorre no Mar do Sul da China por exemplo. . É justamente no entorno da China que os problemas acumulam-se, há aliados e parceiros importantes além de potenciais adversários como Coréia do Norte e Rússia também. . Seria contraproducente a China enviar um de seus 2 NAes – o terceiro ainda não está devidamente certificado – para um “tour” ao redor do Havaí ou costa da… Read more »