LST100

O governo da Austrália confirmou a encomenda de oito navios de desembarque pesado (Landing Craft Heavy – LCH) baseados no projeto LST100, no valor de cerca de US$ 2,8 bilhões (aprox. A$ 4 bilhões).

O contrato foi concedido à Austal Defence Australia no âmbito do Strategic Shipbuilding Agreement e representa um dos principais investimentos recentes do país na modernização de sua capacidade anfíbia e logística no Indo-Pacífico.

Construção local e cronograma

As embarcações serão construídas em Henderson, na Austrália Ocidental, utilizando as instalações da Austal e a infraestrutura do Common User Facility.

Segundo o cronograma divulgado:

  • O início da construção está previsto para 2026.
  • A entrega do oitavo e último navio deverá ocorrer em 2038.

O programa também deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos na cadeia naval australiana, reforçando a base industrial de defesa do país.

Reforço da capacidade anfíbia

Com base no projeto Damen LST100, os novos navios terão cerca de 100 metros de comprimento e foram concebidos para operações anfíbias, transporte de tropas e veículos pesados, além de missões humanitárias e de resposta a desastres.

Entre as capacidades destacadas:

  • alcance superior a 4.000 milhas náuticas;
  • autonomia de cerca de 15 dias;
  • transporte de mais de 200 militares;
  • capacidade para seis tanques Abrams ou nove IFVs Redback;
  • Convoo para helicópteros médios.

Cada navio ainda poderá transportar aproximadamente 500 toneladas de carga militar, incluindo blindados e sistemas de mísseis.

Papel na estratégia australiana

O programa visa restaurar e expandir a capacidade de sealift pesado e de desembarque direto em praia, consideradas essenciais para operações distribuídas no vasto teatro do Indo-Pacífico.

As novas unidades atuarão como elo logístico entre os grandes navios anfíbios da Marinha australiana e as forças terrestres, permitindo o deslocamento sustentado de tropas e equipamentos sem depender exclusivamente de meios aéreos ou de poucos navios de alto valor.

Transformação da força litorânea

O investimento integra a transformação mais ampla das capacidades litorâneas das forças de defesa australianas sob a Estratégia Nacional de Defesa de 2024, que busca aumentar a capacidade do país de:

  • projetar poder regionalmente;
  • sustentar forças em ambientes contestados;
  • negar acesso aos seus acessos marítimos do norte.

 

 



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Fábio CDC

Gostaria de ver uns 5 desses com a MB…

Marcelo Andrade

Mania que o pessoal tem de achar que tudo que é lançado lá fora serve para nós! Cada TO com suas necessidades!

Henrique A

É um navio anfíbio muito interessante e relativamente barato. Realmente há espaço para ele na MB.

Burgos

Tendo Países vizinhos disputando a tapa cada milímetro de águas territoriais e ilhas oceânicas tem que ter equipamentos atualizados e em quantidade suficiente para evitar a negação e uso de suas águas territoriais e ilhas como até o próprio continente, depois que o Laranjão lançou a moda tem gente recortando, copiando e colando se bem que a China já vinha fazendo de um modo mais discreto e na calada da noite 😏

Ruas

A Austrália é a maior potência militar do Hemisfério Sul há décadas. Se tivesse uma população de uns 60 milhões de habitantes, a Austrália seria uma grande potência. É uma espécie de diminuto EUA na Oceânia, porém com menos problemas sociais.

Iran

Espaço eles tem pra uma população do tamanho do Brasil, só precisariam aprender com Israel como reverter desertificação sem zoar o ecosistema nativo

J R

Já acho que eles estão bem justamente por ter uma população diminuta e muitos, muitos recursos naturais.

Ruas

Sim, em parte isso ajuda, mas a Austrália é per capita mais industrializada que qualquer país da América Latina. Uma maior população daria mais capacidade de escala para a indústria local e para os serviços avançados também.

O Canadá tem 41 milhões e continua organizado. Não tem favela e bairros ruins nível América Latina.

Heli

As empresas do setor bélico deviam dar uma comissão à China em sinal de gratidão

Alex Barreto Cypriano

A Austrália não cansa de ser passada pra trás…

Dalton

O que aconteceu antes Alex ?

Last edited 6 meses atrás by daltonl
Alex Barreto Cypriano

Antes dela ser transformada num apêndice da política norte americana pro oeste do Pacífico? Não lembro…

J R

lembro que se dizia a alguns anos que esse tipo de navio estava com seus dias contados, pois se expunham muito ao ter que embicar na praia, pelo visto estavam errados.

Dalton

Talvez interesse ler o resumo do que é o relativamente novo conceito “EABO” ou Expeditionary Advanced Base Opeations, solução encontrada pelo USMC que aparentemente terá vez com à Austrália também. . “The EABO concept was developed with an eye toward potential conflict scenarios with China in the Western Pacific. Under the concept, the Marine Corps envisions, among other things, having reinforced-platoon-sized Marine Corps units maneuver around the theater, moving from island to island, to fire anti-ship cruise missiles (ASCMs) and perform other missions so as to contribute, alongside Navy and other U.S. military forces, to U.S. operations to counter and… Read more »

Piassarollo

Esse conceito de abicar direto na praia para o desembarque de tropas e veículos, que foi largamente utilizado e aperfeiçoado na segunda guerra, retorna em pleno século 21. A uns tempos atrás, lembro de ler matérias dizendo ser um conceito ultrapassado para os dias de hoje. O mundo dá voltas.

Alex Barreto Cypriano

Não pros objetivos e capacidades norte-americanas mas, sim, é uma idéia datada e além do alcance pra todo o resto a reboque. Mesmo os EUA querem dezenas de LSM classe McClung (LST-100, Damen) uns 30, que só o ímpeto suicida dos semper Fidelis marines tolera – a Navy não curte LSM inerentemente suscetível.

Last edited 6 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Henrique A

Nem sempre um desembarque anfíbio será contestado e até mesmo pode haver a possibilidade de, na área do desembarque, a superioridade aérea já tenha sido conquista e não haja forças inimigas relevantes na costa para ameaçar o desembarque permitindo que navios grandes como um LST poçam abicar sem perigo.

A quantidade de veículos/suprimentos/homens que um LST pode desembarcar de uma vez não tem igual; é uma classe muito necessária para op anfíbias.

Piassarollo

É vero!