Drone MQ-9B ganha armas de longo alcance e capacidade de ataque naval

SAN DIEGO – 23 de fevereiro de 2026 – A General Atomics Aeronautical Systems, Inc. (GA-ASI) está desenvolvendo a integração de armamentos stand-off de longo alcance aos seus MQ-9B SkyGuardian® e SeaGuardian®, modelos de ponta da empresa.

A demanda continua por parte de forças navais e aéreas por plataformas capazes de manter alvos sob risco a grandes distâncias, especialmente nas vastas áreas aéreas e marítimas do Pacífico Ocidental. Por isso, engenheiros da GA-ASI iniciaram trabalhos para adaptar a capacidade de carga, a estabilidade, o alcance e outros atributos do MQ-9B, de modo a acomodar a nova geração de armas de precisão de alcance estendido.

“O MQ-9B continua impressionando em operações e seguimos ampliando nossa base global de clientes”, afirmou David R. Alexander, presidente da GA-ASI. “Queremos continuar agregando valor à aeronave ao ampliar seu leque de missões. O MQ-9B possui extraordinária capacidade de carga útil, portanto, faz todo sentido ampliar seus perfis de emprego com a capacidade de transportar armamentos de longo alcance.”

Até o momento, a GA-ASI já realizou todas as análises de desempenho e está confiante na capacidade do MQ-9B de transportar armas de longo alcance por grandes distâncias, mantendo elevados níveis de persistência e autonomia. Engenheiros da empresa continuam refinando os aspectos técnicos dessa integração e os conceitos de operação potenciais, considerando armamentos como o Joint Air-to-Surface Standoff Missile (JASSM) e o Long-Range Anti-Ship Missile (LRASM), da Lockheed Martin, além do Joint Strike Missile (JSM), da Kongsberg/Raytheon.

A GA-ASI planeja realizar o voo de pelo menos uma dessas novas armas já em 2026.

Em um perfil hipotético de missão, MQ-9B poderiam decolar de diversas bases amigas no Pacífico Ocidental ou Meridional, voar até um ponto de espera e permanecer em órbita fora da zona de engajamento de armas de uma potência hostil. Caso recebam ordem de disparo, as aeronaves poderiam lançar os armamentos em coordenação com outras operações dos EUA ou de aliados.

Além dos modelos SkyGuardian e SeaGuardian, a família MQ-9B também inclui o Protector RG Mk1, atualmente em entrega à Royal Air Force (RAF) do Reino Unido. A GA-ASI também possui contratos de aquisição do MQ-9B com a Bélgica, o Canadá, a Dinamarca, a Alemanha, a Índia, o Japão, a Polônia, Taiwan e com a Força Aérea dos EUA em apoio ao Comando de Operações Especiais.

O MQ-9B também tem participado de diversos exercícios da Marinha dos EUA, incluindo Northern Edge, Integrated Battle Problem, RIMPAC e Group Sail.

MQ-9B SeaGuardian

Sobre a GA-ASI

A General Atomics Aeronautical Systems, Inc. é a principal fabricante mundial de Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UAS). Com mais de 9 milhões de horas de voo acumuladas, a linha Predator® opera há mais de 30 anos e inclui os modelos MQ-9A Reaper®, MQ-1C Gray Eagle®, MQ-20 Avenger® e MQ-9B SkyGuardian®/SeaGuardian®. A empresa dedica-se a fornecer soluções multimissão de longa permanência que oferecem consciência situacional persistente e capacidade de ataque rápido.■




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11 Comentários
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Emmanuel

MB, corre aqui.
Isso é uma “arma” que vale muito a pena o uso pela MB. Esse drone faria uma diferença sem igual na nossa marinha.

Yamamoto

Valor militar muito superior aos AF-1 do Esqd. VF-1.

HANS KELSEN

Dois mlk num barco armados com um 38 tem mais valor militar que os AF-1, sejamos sinceros.

Rodrigo

O valor do AF-1 é apenas ser alvo para o inimigo gastar munição.

Carlos Campos

Pessoal me criticava, mas taí, os EUA estão ampliando capacidade anti navio com drones grandes armadsos com capacidade antinavio, fora o fato de eles terem uma versão que serve como um HUB de dados, basicamente um satélite, assim mantendo a conexão de longo alcance entre caças e drones na vastidão do pacífico.

Mestre Splinter

Seria bacana se fosse desenvolvido um drone dessa categoria aqui no Brasil.

Iran

Sensacional, alguns desses bem coordenados com navios conseguem multiplicar muito o poder ofensivo de uma frota, e negar áreas enormes a uma força de superfície hostil.

Alex Barreto Cypriano

Sério que vão colocar um LRASM (1,25 toneladas) ou um JASSM (1,02 toneladas) de modo assimétrico, sob uma asa (já que o payload do MQ9-B é de 1,7 toneladas)? Não dá problema pra decolar?

Alex Barreto Cypriano

Corrigindo e esclarecendo: o MQ-9A Reaper tem payload de até 1,7 toneladas ao passo que o MQ-9B Skyguardian e Seaguardian tem payload de 2,1 toneladas.

Bosco

Deviam possibilitar o A-10 para levar 4 JASSM-ER.
Seria uma boa adição à capacidade de ataque americana.

Bosco

Interessante a diferença de doutrina relativa ao emprego de mísseis de longo alcance dos EUA em relação aos russos, chineses, coreanos e iranianos. Os EUA vê mísseis de alta velocidade (supersônicos e hipersônicos) como ferramentas para neutralizar alvos de tempo crítico (incluindo a função DEAD), tipicamente de pele fina. Para essa emprego bastam ogivas menores que 200 lb , geralmente de alta fragmentação e espoleta de proximidade. A única exceção é o ATACMS (Mach 3+), que tem uma ogiva de 500 lb , mas é por conta de ser pensado para neutralizar concentração de tropas e equipamentos empregando submunições. Todos… Read more »