HII e Path Robotics firmam parceria para levar IA física à construção naval militar

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A Huntington Ingalls Industries (HII) e a Path Robotics assinaram um memorando de entendimento (MOU) para explorar a integração de inteligência artificial física à soldagem em estaleiros navais, em uma iniciativa que poderá acelerar a produção de navios tripulados e não tripulados da Marinha dos Estados Unidos.

O acordo foi formalizado em 17 de fevereiro de 2026, na sede da Path Robotics, em Columbus (Ohio), com a presença de Eric Chewning, vice-presidente executivo de sistemas marítimos e estratégia corporativa da HII, e de Andy Lonsberry, CEO e cofundador da Path Robotics.

Segundo Chewning, a parceria busca ampliar a produtividade e reforçar a base industrial marítima norte-americana. A HII registrou um aumento de 14% no ritmo de construção em 2025 e projeta um crescimento adicional de 15% em 2026. A empresa vê na automação baseada em IA um caminho para acelerar ainda mais a produção sem comprometer a qualidade exigida pela Marinha dos EUA.

Foco em soldagem autônoma

As duas companhias irão avaliar oportunidades em três frentes principais:

  • desenvolvimento de capacidades de construção naval autônoma;
  • formação de mão de obra para expansão da automação;
  • criação de um arcabouço de propriedade intelectual para sistemas de soldagem autônoma baseados em IA física.

Também estão previstos esforços de pesquisa e desenvolvimento para integrar os modelos de IA da Path a outras tecnologias empregadas nos navios da HII, incluindo a linha de veículos de superfície não tripulados ROMULUS.

Para Lonsberry, a colaboração ocorre em um momento crítico para a indústria de defesa. Ele destacou que a soldagem é historicamente um dos processos mais difíceis de automatizar e afirmou que a IA física da empresa foi projetada para operar em condições reais, adaptando-se em tempo real às variáveis do ambiente industrial.

Tecnologia Obsidian™

O modelo de IA física da Path para soldagem, denominado Obsidian™, combina sensores proprietários, visão computacional e aprendizado de máquina para transformar braços robóticos tradicionais — normalmente rígidos e repetitivos — em sistemas capazes de perceber, compreender e decidir em tempo real.

Durante a visita técnica que antecedeu a assinatura do acordo, representantes da HII acompanharam demonstrações de soldagem robótica no novo centro de inteligência da Path. Os testes mostraram a capacidade do sistema de lidar com condições típicas de estaleiros, como variações de encaixe, juntas complexas e diferentes materiais estruturais.

Atualmente, a HII utiliza soldadores robóticos automatizados que ainda dependem de colaboração humana e de trajetórias pré-programadas. A adoção de soldagem totalmente autônoma baseada em IA é vista como uma oportunidade para ampliar a capacidade distribuída na construção naval e mitigar a escassez de mão de obra especializada.

Impacto estratégico

A iniciativa reflete a crescente pressão para aumentar a cadência de produção naval dos EUA, em meio à expansão das frotas de competidores estratégicos. Ao combinar automação avançada com a experiência industrial da HII, as empresas esperam acelerar as entregas e reforçar a prontidão naval americana.


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2 Comentários
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Underground

Brasil não tem navios, nem Marinha, quanto mais robôs.

Alex Barreto Cypriano

Bom, processo de soldagem completamente autônomo não vai apenas mitigar a escassez de mão de obra especializada – irá exterminar uma (sofrida) categoria profissional. Vão fazer isso e nem assim vão igualar o output industrial chinês. Mas vão lucrar por um pouco mais…