Missão ‘Jeanne d’Arc 2026’ reforça presença francesa no Indo-Pacífico e forma novos oficiais navais

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PHA Dixmude - 2

PHA Dixmude

A Marinha Nacional da França deu início à missão Jeanne d’Arc 2026, um desdobramento operacional de longa duração que combina formação avançada de oficiais com demonstração de presença estratégica em áreas sensíveis do globo. A operação começou em 17 de fevereiro e seguirá até meados de julho de 2026, mobilizando mais de 800 militares a bordo do navio-anfíbio PHA Dixmude e da fragata furtiva Aconit.

Treinamento no centro da missão

Tradicionalmente considerada o ápice da formação dos aspirantes da Escola Naval francesa, a missão coloca os futuros oficiais em ambiente operacional real, exigindo elevada capacidade de adaptação e de compreensão dos desafios contemporâneos do combate naval e conjunto. Ao todo, 162 aspirantes participam do desdobramento, acompanhados por tripulações, instrutores e por um grupo tático embarcado do Exército.

Durante mais de cinco meses, os cadetes acumulam mais de 100 dias no mar, alternando períodos de navegação, exercícios internacionais e atividades operacionais, aprofundando conhecimentos em navegação, operações e engenharia naval.

Foco estratégico no Indo-Pacífico

A edição de 2026 concentra-se principalmente no Indo-Pacífico, região considerada prioritária pela estratégia francesa. O grupo-tarefa percorrerá três continentes e transitará por onze estreitos marítimos, com escalas em Djibouti, Singapura, Jacarta e Manila, entre outras.

Segundo o material oficial, o desdobramento visa demonstrar a capacidade da França de atuar desde a costa africana até o Sudeste Asiático, reforçando parcerias militares e contribuindo para a estabilidade regional.

Interoperabilidade e cooperação internacional

Ao longo da campanha, o grupo realizará exercícios com forças armadas parceiras e com unidades francesas de presença permanente. As atividades incluem manobras anfíbias, operações aeromóveis e missões de vigilância marítima, permitindo validar a interoperabilidade em ambiente conjunto e multinacional.

A missão também prevê participação em ações reais de segurança marítima, como combate ao tráfico ilícito e à pirataria, além de missões de soberania nas zonas econômicas exclusivas francesas.

Meios navais e aéreos

O núcleo do grupo-tarefa é o PHA Dixmude, navio-anfíbio de 21.500 toneladas, com capacidade para até 16 helicópteros e cerca de 450 militares a bordo, além de ampla infraestrutura médica e de comando.

A escolta é feita pela fragata furtiva Aconit, navio multimissão de 3.600 toneladas, projetado para proteção do tráfego marítimo, operações especiais e coleta de informações em áreas sensíveis.

O destacamento aéreo inclui helicópteros Dauphin, helicópteros de combate do Exército e drones Camcopter S-100, ampliando as capacidades de vigilância e de apoio.

FS Aconit (F713)

Projeção conjunta com o Exército

A bordo do Dixmude segue também um Grupo Tático Embarcado com cerca de 160 soldados, equipado com mais de 30 viaturas — incluindo blindados Griffon — e helicópteros Gazelle e Caïman. Essa força permitirá executar operações anfíbias completas, evacuação de civis e missões de assistência humanitária, se necessário.

Formação da marinha do futuro

Para a Marinha francesa, a missão Jeanne d’Arc continua sendo uma vitrine de projeção de poder e um laboratório operacional para a formação de seus futuros comandantes. O programa expõe os aspirantes a um ambiente conjunto e aliado considerado “um dos mais renomados do mundo” para a formação naval.

Além do componente militar, a edição de 2026 integra iniciativas educacionais ligadas ao 400.º aniversário da Marinha Nacional, incluindo produção de conteúdos pedagógicos para escolas e ações de aproximação com a juventude.■




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15 Comentários
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marcelo

Um porta helicópteros mistral desse na MB colocaria a ela em outro patamar.

Rogério Loureiro Dhiério

Sem duvidas. Eu pensei que fossemos ficar com os que acabaram no Egito.
Hoje teríamos o OCEAN e um Mistral.
Olha que belezinha.!!!

Leandro Costa

Eu não gostaria de ver isso não. Prefiro dois navios iguais se for o caso de ter dois desse tipo.

Facilita a logística, manutenção, etc.

É bom lembrar que o Ocean, ‘por dentro’ é como um navio mercante. Feito assim para baratear seu custo operacional. O mesmo não acontece com os navios da classe Mistral.

Bardini

Negativo. O projeto da classe Mistral faz extenso uso de práticas, normas e componentes do mundo civil, derivados principalmente da construção de navios de cruzeiro. Tudo feito com a intenção de baratear custos de aquisição e mantenimento.

Last edited 6 meses atrás by Bardini
Leandro Costa

Então foi feito sob a mesma filosofia do Ocean? Não sabia dessa.

Imagino qual o impacto em relação à ‘survivability’ do Mistral. A do Ocean eu sei que não está nem próxima da de um Invincible.

Flávio Henrique MCO

Na verdade parte do casco (creio que o fundo dele) do ocean ainda tem especificações militares…É algo a ser estudado não adianta ser full militar e ser caro de repor e demorado ao mesmo tem que não pode ter uma sobrevivência sofrida…

Veja os americanos suas especificações são tão altas que os derivados dos burkes fabricados na Coreia e Japão por seguirem padrões mais próximos ao dos europeus sai por uma fração…mesmo sendo um produto licenciado e com componentes importados… não só isso permite uma produção mais rápida!

joao

Só que isso faz do material americano sobreviver melhor…
Essa é a diferença.
Os EUA fazem meios q sabem q usarão na guerra.
Os europeus fazem para se, talvez.., quem sabe…

pgusmao

Precisamos de navios patrulha efetivos, os quais sejam distribuídos por toda costa, de que adianta essas invencionices da MB, não conseguimos nem patrulhar nossa costa, tudo está baseado no RJ, um porta-helicópteros que não sai do porto por falta de missão, combustível e dinheiro. Frotas pesqueiras chinesas fazem a festa no nosso litoral, brincar de Forças Armadas é o que fazemos no Brasil, precisamos de uma Guarda Costeira e não de Marinha!!!

Leandro Costa

Precisamos tanto de Guarda Costeira quanto de Marinha. Basear a Esquadra no Rio Faz sentido. Mas que precisamos de um número expressivamente maior (dúzias e dúzias) de Patrulhas, isso precisamos mesmo.

Nilo

Nos damos ao luxo de aposentar de forma prematura 12 helis Mi-35. Não precisa tudo se resolve na mesa de negociação rsrs

Marcelo Andrade

Na vdd entubaram esses helis na FAB isso sim!

Jagder

Impressiona a altura desse navio.

Marcelo Andrade

Essa ” corveta” Aconit é muito bonita! Digo “corveta” pois, de acordo com a especificação de alguns foristas aqui, 3.600ton de deslocamento é “corveta”, vide as FCTs

Mestre Splinter

Esse não é aquele que dizem que afundaria fácil?

Flávio Henrique MCO

E pensa que o EAS tem um dique com capacidade para produzir em simultâneo 2 deles em tandem ou apoiar 4 deles, o dique seco tem 400m x 73m e o mistral tem 189m por 30m na linha da água e 199m por 32m no total, já o pier daria para quase 5 deles atracados….mas vamos deixa aquele coloso dormindo 😴 😴 😴