Novo CEO da TKMS Brazil destaca impacto das fragatas classe Tamandaré para a indústria naval brasileira

18
Paulo Alvarenga

Paulo Alvarenga

Desde 2 de fevereiro de 2026, Paulo Alvarenga assumiu a posição de CEO da TKMS Brazil. Com mais de 13 anos de experiência na thyssenkrupp, Alvarenga deixa sua função de liderança corporativa no nível do grupo para liderar duas operações estratégicas em um momento decisivo na transformação do conglomerado industrial alemão.

“É uma honra liderar a TKMS Brazil em uma etapa tão importante. O Programa Fragatas Classe Tamandaré representa não apenas um salto tecnológico para a Marinha do Brasil, mas também uma forte contribuição para a capacidade industrial nacional, a inovação e a geração de empregos qualificados”, afirma Paulo Alvarenga, CEO da TKMS Brazil.

Na TKMS Brazil, o principal destaque é o Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), um projeto estratégico que envolve a construção de quatro fragatas de última geração em Itajaí, Santa Catarina, com o objetivo de modernizar a Marinha do Brasil e proteger a chamada “Amazônia Azul”.

Alvarenga é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Itajubá (Minas Gerais, Brasil), com pós-graduação em Administração de Empresas pela FGV e em General Management pelo IMD, em Lausanne, Suíça. É também membro do Conselho da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) e Vice-Presidente do Conselho de Administração da ABIHV – Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde. Além de sua função na TKMS Brazil, o executivo também foi nomeado CEO da thyssenkrupp nucera na América do Sul.

Desde outubro de 2025, a TKMS tornou-se independente e passou a ter capital aberto, ingressando no índice MDAX em dezembro de 2025. Como o único fornecedor europeu totalmente integrado de sistemas de defesa marítima, a empresa possui uma carteira recorde de pedidos superior a EUR 18 bilhões, beneficiando-se de maior independência financeira, agilidade e novas oportunidades de inovação e crescimento.

Sobre a TKMS

A TKMS é uma das principais empresas navais do mundo, com mais de 9.100 colaboradores (incluindo trabalhadores temporários) em três estaleiros em Kiel e Wismar, na Alemanha, e Itajaí, no Brasil, além de unidades em diversos países. A empresa atua como fornecedora de sistemas para submarinos e navios de superfície, bem como para eletrônica marítima e tecnologias de segurança. Cerca de 3.300 colaboradores trabalham na unidade de Kiel, tornando-a o maior estaleiro da Alemanha. Seus 185 anos de história e a busca constante por aprimoramento permitem que a empresa estabeleça repetidamente novos padrões. A TKMS oferece a seus clientes em todo o mundo soluções sob medida para enfrentar os desafios altamente complexos de um mundo em transformação. A força motriz por trás dessa energia inovadora são seus colaboradores, que moldam o futuro da TKMS com paixão e compromisso todos os dias. Mais informações em: www.tkmsgroup.com




Redes Sociais

A Trilogia Forças de Defesa também está presente nas redes sociais. Para comentar e discutir as matérias com os editores e outros leitores, entre no nosso grupo no WhatsApp e no Facebook. Para correções, críticas e sugestões de pauta, contate os editores: redacao@fordefesa.com.br.
Subscribe
Notify of
guest

18 Comentários
oldest
newest most voted
Nilo

Que maravilha, a TKMS Brazil com z.
Daqui a quarenta anos a MB vai comprar outro lote de Fragatas com transferência de tecnologia cara, é onde a Alemanha entrou com a cara e o Brazil rsrsr, perdeu a oportunidade de fazer negócio com os italianos.

Last edited 6 meses atrás by Nilo
Esteves

Pois é. Brazil com Z.

Se houver decisão de ampliar a FC Tamandaré para mais unidades, a TKMS Brazil terá vantagem competitiva (capacidade instalada já pronta). O CEO terá papel central na negociação mas, a decisão não virá dele.

Alvarenga é facilitador e articulador, não decisor. Também é um executor estratégico com margem tática, não um gestor independente que define rumos globais.

Será que ele sabe aonde fica Itajai?

MMerlin

Alvarenga é engenheiro de formação mas com forte tato para setores estratégicos e comerciais. Galgou diversos setores na Siemens, iniciando na área de consultoria numa das matrizes da Siemens, em Munich da Alemanha. A outra fica em Berlim. Alcançou os cargos de Head e CEO no berço de uma das empresas alemães mais conceituadas. Ser colocado nestes cargos demonstra o quão foi reconhecido por seus pares que ocupavam cargos de comando da empresa. Falo isso porque trabalhei por mais de duas décadas nesta mesma empresa, que tem um modelo de gestão ao velho (mas altamente eficiente) estilo alemão, bastante rígido.… Read more »

Last edited 6 meses atrás by MMerlin
Esteves

Deveria ser o padrão. Foco na eficiência e
não somente nos resultados.

Mas o EBITDA pressiona.

Camargoer.

sei lá.. pior era Petrobrás com X

Moriah

Não fala em X que lembramos de outro X…

Marcelo Andrade

Aguardando a confirmação da Marinha sobre a compra de um segundo lote

Esteves

Tem cadeira aí?

Marcelo Andrade

kkkkkk

Yamamoto

A confirmação sairá em breve.

Esteves

Alvarenga tem o poder de reorganizar a cadeia produtiva. Se Esteves pretendesse fornecer a essa gente…e isso deve começar em Niterói, incluiria o CEO no roteiro de visitas corporativas.

Na mesa…Apfelstrudel.

Leandro Costa

Por quê acha que isso deve começar aqui? Fiquei genuinamente curioso, Esteves.

Esteves

Se um segundo lote aumentar a receita com maiores esforços e ganhos X primeiro lote, elevar a margem, prolongar a presença industrial da TKMS (Meko A-200?) no Brasil, reduzir o risco de ociosidade do estaleiro…

Acho que Alvarenga ganha um plus.

Alex Barreto Cypriano

Soberania é isso aí. Soberania deles, claro.

Esteves

Forte lobby alemão na MB.

Josué

Fico satisfeito com uma empresa desse porte, elevando a capacitação de seus funcionários, para um trabalho relevante.

Carlos Campos

Achei ruim o estaleiro ser comprado pelos alemães, boa parte da tecnologia comprada, ficará com os próprios alemães, por exemplo e o projeto de fabricação dos navios em seções que são unidas no final, e são modulares, acredito que se não foi empregado pesquisadores e professores universitários nesses processos jogamos dinheiro no lixo, e se for assim, as Mogamis seriam muito melhor, sem nem pensar muito.

Alex Barreto Cypriano

A Alemanha está em desindustrialização. Perdeu centenas de milhares de empregos nos últimos anos. Dizem que a culpa é parcialmente da guerra na Ucrania, a partir da qual houve o corte do acesso a energia barata, ambientalmente simpática e abundante: o gás russo. Mas há outras causas, claro, dentre elas, a rigidez da burocracia. Curiosamente, a indústria de defesa (indústria de guerra) alemã, mesmo hoje ainda modesta, tem boas perspectivas frente ao keynesianismo militar que assola o mundo. A ThyssenKrupp Marine Systems TKMS se tornou independente da ThyssenKrupp AG (TKA), da qual era subsidiária, em outubro de 2025 com a… Read more »