Programa Type 31 avança com marcos simultâneos no estaleiro de Rosyth
A Babcock anunciou dois marcos importantes no programa das fragatas Type 31 (classe Inspiration) da Marinha Real britânica, evidenciando o ritmo acelerado de construção da nova geração de escoltas. No estaleiro de Rosyth, na Escócia, a empresa realizou simultaneamente o corte de aço da HMS Bulldog e o rollout da HMS Active.
O corte de aço da HMS Bulldog marca o início oficial da construção da quarta de cinco fragatas planejadas, enquanto a saída da HMS Active do galpão de montagem representa a primeira vez que a segunda unidade do programa emerge da instalação antes de sua futura colocação na água. A realização dos dois eventos no mesmo dia foi destacada pela empresa como demonstração da maturidade do método moderno de construção modular adotado no programa.
Segundo a Babcock, o avanço sequencial das embarcações tem permitido incorporar, de forma progressiva, lições aprendidas, melhorando o planejamento, a integração e a gestão da cadeia de suprimentos. Aperfeiçoamentos de projeto derivados das duas primeiras fragatas já estariam aumentando a eficiência construtiva das unidades seguintes. A empresa também enfatiza o maior nível de pré-equipagem de compartimentos e sistemas ainda nas áreas de fabricação, medida que deve reduzir o tempo de integração no grande galpão de montagem.
O CEO da Babcock, David Lockwood, afirmou que os marcos demonstram o foco na entrega e a maturidade das instalações de Rosyth, bem como a capacidade da equipe envolvida. Segundo ele, o programa não apenas constrói uma nova classe de navios para a Royal Navy, mas também fortalece a indústria naval britânica e cria uma base industrial avançada com impacto de longo prazo.
O programa Type 31 desempenha um papel relevante na soberana capacidade de defesa do Reino Unido. Com a maior parte das atividades concentradas na região de Fife, na Escócia, a iniciativa é apoiada por uma ampla rede de fornecedores britânicos e internacionais, incluindo pequenas e médias empresas. Estima-se que o programa sustente cerca de 2.500 empregos altamente qualificados e contribua para aprofundar a expertise doméstica em projeto e construção de navios de guerra complexos.
O projeto da fragata baseia-se no design Arrowhead 140, que também vem obtendo sucesso no mercado internacional. A Polônia selecionou a plataforma para o programa Miecznik, enquanto a Indonésia já possui múltiplas fragatas baseadas no mesmo projeto em construção, incluindo novos contratos de licença recentemente firmados.
Autoridades britânicas destacaram o impacto industrial e estratégico do programa. O ministro para Prontidão e Indústria de Defesa, Luke Pollard, afirmou que os marcos demonstram o melhor da construção naval escocesa e ressaltou os benefícios econômicos para as comunidades do Reino Unido. A vice-primeira-ministra escocesa, Kate Forbes, classificou a cerimônia como prova da capacidade técnica da força de trabalho e enfatizou a importância de investimentos contínuos em qualificação e retenção de talentos.
Já o comandante da frota da Royal Navy, vice-almirante Steve Moorhouse, afirmou que as fragatas Type 31 representam um passo importante na modernização da força de superfície, destacando a flexibilidade e a arquitetura modular dos navios, projetados para receber atualizações ao longo de sua vida operacional.
As cinco fragatas da classe Inspiration deverão constituir elemento central da futura frota de superfície britânica, com missões que incluem interdição marítima, coleta de inteligência, presença naval e apoio humanitário. A primeira unidade, HMS Venturer, foi apresentada fora do galpão de construção em meados de 2025, enquanto a quilha da terceira fragata, HMS Formidable, foi batida no final do ano passado, sinalizando a progressão contínua do programa.■


Podem falar o que for mas em matéria de construção eles pelo menos não brincam em serviço (velocidade nas obras) .
Agora ver se vão dar certo pq até então as Type 45 foram um fiasco e ainda estão paradas dando dor de kbeça para achar o acerto delas 🥴
Burgos, os “T-45s” não foram um “fiasco” mesmo antes do “problema de propulsão” ser tratado chegaram a cumprir muitos meses de missão, são considerados os melhores navios especializados em “AA” da Europa e já começaram a receber os 24 silos adicionais para o Sea Sceptor, uma nova versão do Aster 30 os tornará capazes de interceptar mísseis balísticos e o “Harpoon” poderá ser substituído pelo “NSM” além de outras melhorias que os tornarão mais relevantes.
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Falta de pessoal, investimento e planejamento adequados ocorreram, mas, estão sendo devidamente tratados, não que sejam perfeitos, mas sempre há um certo exagero.
Não falo de ampliação ou atualização de Armamento eu falo da parte de propulsão praticamente estão todas paradas e uma ou 2 em fase de teste de confiabilidade pra mim foi um fiasco sim não tenta divergir pq eu acompanhei essas mod tec na parte de propulsão que parece que ainda não convenceram 😏
Não adianta ter equipamento de ponta no convés se a parte de propulsão é problemática ou seja não vão a lugar nenhum 🤷♂️🤦♂️
Alguns andaram ocupados recentemente, o “Diamond” esteve sob fogo dos Houthis no Mar Vermelho em 2024 e saiu-se bem, o “Dauntless” retornou poucos meses atrás fazendo parte do “CSG 25” liderado pelo “Prince Of Wales” até o
Pacífico, um desdobramento de cerca de 8 meses não incluindo o período de treinamento e o “Dragon” participou ano passado do “Formidable Shield”.
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A situação está melhorando, muito lentamente, mas está.
Estas que vc citou parecem que já sofreram ajustes na propulsão ainda sim algumas destas citadas desincorporam do GT de suas respectivas missões e regressaram para base para sofrer novos ajustes no maquinário para poder seguir com a missão.
As demais ainda estão atracadas sofrendo ajustes e sendo modificadas no maquinário para aguentarem temperatura de águas tropicais.
Esses navios parecem que foram projetados para navegarem em águas gélidas.
E os engenheiros esqueceram que eles tem territórios pelo mundo todo 👀
Em uma Marinha Global independente da localização não pode ficar limitada a somente a um tipo de clima 👍
Independente de erros passados que a lentidão do governo em solucionar não ajudou quando se tem apenas 6 unidades e natural que a disponibilidade não seja das melhores mas o que importa é que medidas estão sendo tomadas e o DDG tem muito potencial.
Dalton, onde ficarão localizados esses 24 silos adicionais?
A frente dos já existentes Heli
Obrigado. Estava pensando em todas as possibilidades mas nao considerei essa.
Tbm não entendi o “foram um fiasco”…. apesar de respeitar seu ponto de vista, discordo em parte.
“Fiasco” no caso aí ele quis dizer que não deram certo.
pq elas navegavam devagar, não geravam tanta energia, ficavam paradas muito tempo
Essas 5 TYPE 31 junto com as 3 primeiras TYPE 26 seriam um dos navios 0km que mais rápido poderíamos tentar conseguir para MB se realmente o poder político entendesse que existe a necessidade real de recomposição de frota
Mais rápido do que encomendar algo de tonelagem de deslocamento similar 0km que seria ainda produzido, principalmente se fosse feito aqui.
Isso não significa que não teríamos segundo lote de Tamandaré, só que além dele, seria adquirido navios maiores e que já estão, em sua maioria, em fase final de construção
Não tenho tanta certeza, a RN está com pires na mão, vender essas 5 Type 31 não significa ficar sem fragatas, mas jogar esse gasto para frente
A Type 31 tem quase 6 mil toneladas e custa 350 milhões de dólares. Ela possui quase três vezes mais mísseis antiaéreos que a Tamandaré. A Tamandaré custa 550 milhões e possui 12 mísseis antiaéreos. Ela quase não tem condição de autodefesa, quem dirá fazer escolta.
Sabemos a situação financeira da Marinha. Porém, querer um navio de patrulha e querer que ele cumpra todas as funções é decepcionante. Deveríamos focar na guerra de superfície, pois, sem condições de garanti-la, você nem retira seus navios do porto para fazer a parte antissubmarina.
No segundo lote da Tamandaré o vácuo na Frota da Marinha continuará grande até a conclusão da última das fragatas daTKMS, por isso é importante que o Brasil passa uma oferta por 4 dessas 5 T31
Royal Navy não vai vender nenhuma das suas Type 31, muito menos 4 de 5.
Se for um contrato maior, envolvendo várias unidades e for vantajoso para eles, talvez eles abram mão de 1 (para furar a fila) e depois eles encomendem outra no lugar.
Eles estão precisando dos navios para ontem, não sei de onde estão tirando que estes navios estão disponíveis para venda.