Panamá assume controle de portos do Canal e gera disputa com conglomerado de Hong Kong

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O conglomerado de Hong Kong, CK Hutchison, afirmou que o governo do Panamá tomou “controle administrativo e operacional” de dois portos estratégicos localizados nas extremidades do Canal do Panamá, numa decisão que elevou a tensão geopolítica em torno de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

Segundo a empresa, autoridades panamenhas entraram fisicamente nos terminais de Balboa, no Pacífico, e de Cristóbal, no Atlântico, assumindo a gestão das instalações após decisão judicial recente.

A tomada de controle pelo Estado representa a mais recente reviravolta em uma saga de um ano para a CK Hutchison, que se viu envolvida em uma disputa tripartite entre a China, os Estados Unidos e o Panamá, após o retorno do presidente americano Donald Trump à Casa Branca no ano passado.

A partir de dezembro de 2024, Trump passou a alegar que o Canal do Panamá estava sendo operado pela China e prometeu “retomá-lo” – usando a força militar, se necessário – como parte de um esforço maior para reafirmar a hegemonia dos EUA no Hemisfério Ocidental.

Decisão judicial desencadeou a intervenção

A medida ocorreu depois que a Suprema Corte do Panamá considerou inconstitucional a concessão de longa duração que permitia à subsidiária da CK Hutchison operar os portos desde 1997, o que levou o governo a ordenar a tomada de controle das instalações.

Autoridades panamenhas defenderam a ação como necessária para garantir a continuidade das operações enquanto um novo processo de concessão é preparado. O governo insiste que a medida não constitui expropriação, mas sim uma ocupação temporária de interesse público.

Empresa denuncia ação e prepara arbitragem

O Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do governo chinês (HKMAO) manifestou-se sobre a controvérsia, descrevendo a decisão como “absurda” e “vergonhosa” e alertando que o país latino-americano pagaria “um preço elevado, tanto no âmbito político quanto no economico”.

Impacto estratégico e disputa de influência

Os portos de Balboa e Cristóbal são considerados ativos críticos para o comércio global por estarem posicionados nas duas entradas do Canal do Panamá. A disputa ocorre em meio ao crescente embate de influência entre os Estados Unidos e a China na América Latina.

O governo panamenho indicou que pretende abrir uma nova concessão em aproximadamente 18 meses, enquanto operadores temporários mantêm o funcionamento dos terminais.■


 

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Burgos

Laranjão fazendo de tudo para expulsar os flango flito da América Latina.
Pode ter certeza que tem dedo dele nessa história 😏
Casa de ferreiro mas o espeto é de Pau 😰
Podem ter certeza essa história aí vai longe 🤔

Heitor

Quero só ver quando a China bloquear investimentos ao Panamá nos órgãos econômicos internacionais. Cancelar acordos. Trump vai passar…

Alecs

“O Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do governo chinês (HKMAO) manifestou-se sobre a controvérsia, descrevendo a decisão como “absurda” e “vergonhosa” e alertando que o país latino-americano pagaria “um preço elevado, tanto no âmbito político quanto no economico”.” Ué, isso não é discuso de país imperialista? kkkkkk Quando são os USA os canhotos estufam o peito e gritam: “imperialistas!, Facistas!…” Quando a China fala nostermos acima eles se calam com o rabinho entre as penas igual cachorrinho adestrado. O que o Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau do governo chinês (HKMAO) fez nessa “manifestação” fou… Read more »

Victor Carvalho

A diferença é que o governo panamenho praticamente deu um calote em uma empresa chinesa, então, existem bons motivos para ameaças de retaliação por parte dos chineses.
Os EUA (ou melhor, o governo Trump) utiliza de ameaças sem ter sido provocado antes.

Hamom

Embora tenha sido forçada, ocorreu uma venda: … “4 de março 2025, Cheung Kong Hutchison Holdings Limited, uma subsidiária da Li Ka-shing A HK, anunciou na Bolsa de Valores de Hong Kong que chegou a um acordo de princípio com um consórcio liderado pela BlackRock para vender os principais ativos do seu negócio portuário global, incluindo uma participação de 90% na Panama Ports Corporation. Preço total da transação : O preço total de venda de 43 empresas portuárias em todo o mundo (incluindo portos em ambas as extremidades do Canal do Panamá) é US$ 22,8 bilhões Embora o preço total… Read more »

Last edited 2 meses atrás by Hamom
Marcelo

Foi melhor vender do que ser desapropriado e não receber nada.
A Blackrock negocia com porrete das força armadas americana em cima da mesa.

Matheus

Isso não importa. O Panamá abriu um precedente para a estratégia americana na América Latina:
https://chinaglobalsouth.com/analysis/panama-precedent-us-challenge-china-latin-america/

Adriano Madureira

País vassalo da nisso1 Agora tem duas cordas no pescoço…

RODRIGO

Kkk qual país latino não é???

Artemis

O Panamá existe por causa dos EUA , agradeçam por isso , eu defendo que se transformem no 53; estado Americano!

Leandro Costa

Quero ver a China correndo atrás de arbitragem internacional para essa disputa. O mesmo foi feito com as Filipinas. A China perdeu e segue ignorando o resultado até hoje.

Então… só lamento para os Chineses…

Ou não… 😉

Last edited 2 meses atrás by Leandro Costa
Artemis

Pois é , óleo de peroba na nos olhos puxados ! China e hipocrisia são siamesas !

Pedro Mariano

Acredito que com o Porto de Chancay e Ferrovia Transoceânica, em pouco tempo o canal vai perder relevância.

silvom

Panamá oficialmente é mais uma cadelinha dos EUA