Submarino nuclear de ataque ‘De Grasse’ inicia seus testes de mar
Em 24 de fevereiro de 2026, o SSN De Grasse, o quarto submarino nuclear de ataque da classe Barracuda, realizou seu primeiro teste de mar. O submarino passará agora por diferentes ensaios para testar seu desempenho antes da entrega prevista ainda este ano à Marinha Francesa.
O primeiro teste de mar do SSN De Grasse ocorre após os testes de cais realizados desde o lançamento do submarino em maio de 2025, bem como após a ativação de seu reator nuclear em dezembro de 2025. As operações ocorreram sucessivamente no hall de montagem e em diques secos e inundados para testar equipamentos e sistemas.
Esse novo marco representa um passo importante na execução do programa Barracuda, no qual os três primeiros SSNs já foram admitidos ao serviço ativo (SSN Suffren em junho de 2022, SSN Duguay-Trouin em abril de 2024 e SSN Tourville em julho de 2025). Os dois últimos submarinos do programa (SSN Rubis e SSN Casabianca) estão atualmente em construção, em diferentes estágios de conclusão, e suas entregas ocorrerão de forma escalonada até o fim da década.
Conduzido pela Direção-Geral de Armamento francesa (DGA), em parceria com a Comissão Francesa de Energia Atômica e Energias Alternativas (CEA), para a parte das caldeiras nucleares, o programa Barracuda tem como objetivo substituir os seis SSNs da classe Rubis, colocados em serviço na Marinha Francesa a partir da década de 1980. O Naval Group é responsável pela produção desses submarinos, desde o projeto até a construção, bem como pela fabricação dos principais componentes das caldeiras nucleares, desenvolvidos e produzidos em parceria com a TechnicAtome.
O Naval Group também é responsável por fornecer suporte logístico e manutenção dos submarinos em Toulon. Com uma vida útil superior a 30 anos, o programa Barracuda compromete as forças submarinas até pelo menos 2060, tornando-o um dos principais sistemas de armas deste século. Um total de 2.500 profissionais, incluindo cerca de 800 subcontratados do Naval Group, contribui atualmente para a produção da série Barracuda.
Projetados para atender às necessidades operacionais de hoje e do futuro, os SSNs da classe Barracuda são mais versáteis, de maior desempenho e melhor armados do que seus predecessores. Entre os submarinos mais furtivos do mundo, eles proporcionam à Marinha Francesa uma verdadeira superioridade em combate, notadamente graças aos mísseis de cruzeiro naval (NCM) da MBDA, que lhes conferem capacidade de ataque de precisão em profundidade. Também estão equipados com o torpedo pesado F21, produzido pelo Naval Group, e com o míssil antinavio SM39 Exocet, da MBDA. Esses SSNs ainda dispõem de capacidades aprimoradas para o emprego discreto de forças especiais subaquáticas.
Características técnicas dos SSNs Barracuda
- Deslocamento em superfície: 4.700 toneladas
- Deslocamento em imersão: 5.200 toneladas
- Comprimento: 99 metros
- Diâmetro: 8,8 metros
- Armamento: mísseis de cruzeiro naval (NCM), torpedos pesados guiados por fio F21, mísseis antinavio Exocet SM39 modernizados
- Propulsão híbrida: reator de água pressurizada derivado dos reatores dos SSBN classe Triomphant e do porta-aviões Charles de Gaulle, uma turbina de propulsão, dois turbogeradores e dois motores elétricos
- Tripulação: 63 militares + comandos
- Disponibilidade: > 270 dias por ano
Sobre o Naval Group
Como ator internacional da defesa naval, o Naval Group é parceiro de países que buscam manter o controle de sua soberania marítima. O grupo desenvolve soluções inovadoras para atender às necessidades de seus clientes e atua ao longo de todo o ciclo de vida dos navios. Ele projeta, produz, equipa, integra, dá suporte e moderniza submarinos e navios de superfície, bem como seus sistemas e equipamentos, até as fases finais de desativação e desmantelamento.
O know-how único do Naval Group em sistemas autônomos, armas submarinas e drones o coloca em posição de destaque para se tornar líder europeu no setor. Como empresa de alta tecnologia, apoia-se em sua expertise, em recursos únicos de projeto e produção e na capacidade de estabelecer parcerias estratégicas, especialmente no âmbito de transferências de tecnologia. Também fornece serviços de estaleiro e de bases navais.
Atento às questões de responsabilidade social corporativa, o Naval Group é signatário do Pacto Global das Nações Unidas. Presente em cinco continentes, o grupo gerou receita de 4,355 bilhões de euros e conta com 16.722 empregados (equivalentes em tempo integral médio anual — dados de 31 de dezembro de 2024).■




Alou França!!!
Ajuda a desencalhar o projeto da MB !!!🥴
No hay plata.
Curioso: De Grasse foi um oficial naval francês mais conhecido pela vitória sobre a Royal Navy no fim da Guerra pela Independência dos EUA. . Por outro lado o último dos 7 “SSNs” da classe Astute – que encontra-se em construção s teve seu nome mudado de “Agincourt” – uma grande vitória britânica sobre os franceses durante a Guerra dos 100 anos – para “Achilles” para não ofender os franceses, mas, embora faça algum sentido é pura especulação. . Se diz que mudar o nome de um navio dá azar, mas, como, ainda encontra-se em construção deverá ficar tudo bem,… Read more »
Me lembrei agora do USS Comte De Grasse DD-974 👍😊
Bem lembrado Franz até porque os franceses foram aliados importantes para expulsar os britânicos principalmente quando entenderam que os revolucionários eram bons de briga e estavam determinados após a batalha de Saratoga.
.
Hoje em dia, não sei se haveria espaço para outro navio na US Navy com tal nome,
poderia ser mal interpretado pelos britânicos, assim como dizem que não teria sido de bom tom enviar um NAe chamado Harry Truman para o Japão.
Propulsão híbrida, suponho, seja mecânica/elétrica. Uma escolha estranha posto que a mecânica, apesar dos avanços, sempre é menos discreta que a elétrica.
O reator é o K-15, o mesmíssimo encontrado tanto no porta aviões nuclear Charles de Gaulle quanto no submarino nuclear estratégico (de mísseis balisticos) classe Triomphant. Ele produz 150 MW térmicos. A potência no eixo propulsor é bem menor, 30 MW/41.500 hp, suponho que pras maiores velocidades entre 14 e 25 nós (pra velocidades menores que 14 nós, motores elétricos acoplados ao eixo são utilizados no lugar da turbina a vapor engrenada). Comparado aos classe Rubis, desastrosamente barulhentos, oque só se corrigiu nos AmeTHySTE (que é o acrônimo do programa corretivo, Amelioration Tactique Hydrodynamique Silence Transmission Ecoute, cujos padrões foram… Read more »
Curioso que mesmo sendo bem menor que o Astute a diferença de preço é pequena, cerca de 10%.
Parece que um Suffren custava cerca de U$ 2 bi e um Astute cerca de U$ 2,3 bi
Isso uns 10 anos atrás.
Atualizando o preço acho que hoje seria cerca de U$ 2,3 bi por um Barracuda e cerca de U$ 2,6 bi por um Astute.
A diferença de deslocamento e armas é bem maior, com o Barracuda deslocando 5.300 toneladas e levando 20 armas e o Astute deslocando 7.800 toneladas e levando 38 armas (quase o Dobro).
Na verdade Luís, 24 “armas” no total contando com as 4 já colocadas nos tubos de torpedos assim como conta-se um máximo de 38 para o “Astute” incluindo 6 nos tubos.
.
Uma coisa que o Tom Clancy ensinou-me é que normalmente um tubo e uma vaga nas
“prateleiras” permanecem vazias para facilitar a movimentação/manutenção então acredito
que o total embarcado de armas seja um pouco menor que o máximo possível.
Interessante. Também ja li que a solução francesa por um submarino com diâmetro menor e deslocamento menor é por causa do reator nuclear frances que é bem compacto, e isso favorece agilidade, operação em águas mais rasas e também colabora com a furtividade. Por outro lado os ingleses usaram um tipo de sistema de “jangada” (rafting) e também é um dos motivos dele ser maior porque ele usa tipo um sistema de berços suspensos, onde todo o maquinario barulhento (motor, bomba, geradores) não é parafusado diretamente no casco, em vez disso é montado em uma “jangada” ou plataforma maciça de… Read more »
Onde você leu que o K-15 não usa bombas no circuito primário (o circuito do ‘refrigerante’, água pressurizada)? Você acha mesmo que o funcionamento de uma turbina a vapor, e sua caixa de engrenagens redutoras, é mais silencioso que o de meras bombas? Salvo engano, a solução do ruído das bombas é a sua localização dentro do reator…
Navegar com torpedos nós tubos é uma aposta arriscada , diz a lenda que o Kurski sofreu a explosão por causa disso , dentro do tubo não conseguiram inspecionar é um pequeno vazamento provocou a explosão no momento que iam lançar , li isto a uns 15 anos atrás!
Daí ter escrito que haverá tubos vazios ou espaço vago nas prateleiras
O ocorrido no sub russo foi algo bem mais sério.
Nada mal ter 6 subs atômicos na garagem. Coloca 3 no Atlântico, 3 no Mediterrâneo e protege a casa.
Impossível, mesmo os franceses usando duas tripulações para seus “SSNs” algo como duas tripulações para quatro deles – os 4 SSBNs possuem duas tripulações para todos eles – sempre haverá um ou outro em manutenção de rotina e eventualmente de longa duração, então, por um curto período de tempo até é possível ter 4 deles em atividade
mas não faz sentido aumentar o desgaste em tempo de paz que traria sérias consequências a médio prazo.
Protege contra ameaças externas , mas se sabotaram internamente , difícil imaginar algo que os proteja agora desta realidades ! A frança vive seus últimos momentos .
Ah tá…
Embriagado com os contos do bob !
Já viveram ” seus últimos momentos” uma porrada de vezes, amigo.
Séculos de guerras, revoluções, misérias, depressões, agressões externas, colonização de terras distantes, filhos e filhas enviados para assentar e morrer em territórios inóspitos…
Essa gente , franceses, russos, britânicos, norte americanos e companhia só vai desaparecer no dia em que o mundo todo for pra cucuia.
Pra azar de nossa insignificância brasuca.
EDITADO:
6 – Mantenha-se o máximo possível no tema da matéria, para o assunto não se desviar para temas totalmente desconectados do foco da discussão.
Por acaso esses mísseis de cruzeiro (NCM) podem eventualmente ser equipados com nukes?
Não.
Esse SSN da Classe Barracuda é similar ao que se pretende para o nosso futuro SN Álvaro Alberto?
O Álvaro Alberto apesar de ser baseado na classe Barracuda e receber assistência francesa tera algumas diferenças pois o reator nuclear é nacional e diferente do frances e parece que a MB optou por 6 tubos para torpedos e mísseis em vez de 4, para ter maior capacidade de ataque de saturação.
O nosso provavelmente terá deslocamento de 6.000 toneladas em vez de 5.300
E 6 torpedos e/ou mísseis prontos para disparo em 6 tubos, em vez de 4.
Espero viver para vê-lo entrando em operação e ver o seu par fazendo testes no mar !
O Álvaro Alberto tem projeto baseado na classe Barracuda?
Ele não seria um Scorpène aumentado?
Nem um, nem outro. Sacre Bleu, gente: dá uma lida nas matérias sobre o AA nos arquivos do PN. 🔍🗃️
Não é baseado no Barracuda e a França se limita sua ajuda na construção do Casco resistente e outros equipamentos como no Riachuelo, toda a planta nuclear é brasileira.
Inclusive alguns soldadores foram treinados na frança !
Os Suffren são muito melhores em tecnologia de propulsão, sensores, gerenciamento e armamentos. Não lembro se o AA tem mastro optronico (não penetrante)… Só pra você ver: o reator do AA só produz 48 MWt, o que deve entregar uns 10 MW ao eixo através do motor elétrico – e, sendo mais pesado que os classe Suffren, só desenvolve 20 nós submerso. Vai ter algum gaiato a defender a lentidão do AA submerso por motivos de discrição acústica 🤪
Com a atual conjuntura internacional,
Penso ser bem mais eficiente as potências europeias aglomeraram as suas necessidades e optarem por projetos e desenvolvimentos conjuntos.