Atlantic 2 rénové

A Direção-Geral do Armamento (DGA) entregou, em 17 de fevereiro de 2026, na Base Aeronaval de Lann-Bihoué (Morbihan), à Marinha Nacional francesa o 18º e último avião Atlantique 2 (ATL2) modernizado para o padrão 6. Os ATL2 modernizados dispõem, em especial, de uma capacidade aprimorada para enfrentar ameaças em todas as condições meteorológicas, sejam submarinos, navios de superfície de última geração ou veículos terrestres.

Atlantique 2 modernizado

A modernização dos aviões Atlantique 2 (ATL2) foi realizada pelo Serviço Industrial da Aeronáutica (SIAé), sob responsabilidade da DGA, com base em definições desenvolvidas pela Dassault Aviation e pela Thales. Focada no sistema de combate da aeronave, a modernização tem como objetivo permitir o emprego operacional do avião após 2030, com desempenho significativamente superior.

Essa modernização consiste em:

  • integrar às aeronaves existentes novas tecnologias no sistema tático de missão, nos subsistemas de sensores e nos consoles de visualização;
  • realizar tratamento de obsolescência dos equipamentos;
  • elevar o desempenho das aeronaves aos mais altos padrões operacionais.

Os equipamentos instalados estão entre os mais eficazes e avançados da indústria aeronáutica, como o novo radar Searchmaster da Thales, que utiliza tecnologia de antena ativa (AESA) desenvolvida para o caça Rafale.

Missões do ATL2

A aeronave de patrulha marítima Atlantique 2, de fabricação francesa e em serviço desde o final da década de 1990, foi projetada principalmente para guerra antissubmarino armada. Ela contribui para a segurança e autonomia dos submarinos nucleares lançadores de mísseis balísticos (SNLE) da Força Oceânica Estratégica (FOST), além de atuar na proteção de forças navais em operações.

O ATL2 participa do controle do ambiente aeromarítimo, do litoral ao alto-mar, podendo também ser configurado para diferentes missões, como apoio aéreo a operações terrestres e coleta de informações de inteligência.

A Lei de Programação Militar 2024-2030 prevê que os ATL2 sejam substituídos, por volta de 2035, por uma nova geração de aeronaves de patrulha marítima (Patmar Futur).

Características técnicas

  • Envergadura: 37 metros
  • Comprimento: 32 metros
  • Altura: 11 metros
  • Peso máximo de decolagem: 46 toneladas
  • Velocidade máxima: cerca de 600 km/h
  • Teto operacional: 30.000 pés
  • Autonomia: até 12 horas de voo
  • Alcance: aproximadamente 5.500 km



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11 Comentários
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Leandro Costa

Clássico voando por mais tempo.

Tomcat

Mais clássica ainda é a bolha no nariz. O tripulante dali tem visão privilegiada

Edmond Dantes

Enquanto o Brasil tem somente um P-3AM em operação…

J L

Dos 8 que foram atualizados (asas) só tem 01 operacional ? Não sabia, é uma pena, porque nós com um litoral extenso como temos necessitamos e muito ainda mais no tempos atuais de aviões de patrulha bem equipados.

Edmond Dantes

Os remanescentes apresentam problemas estruturais sérios…

J L

Grato pela informação. Como disse anteriormente é uma pena.

silvom

compramos sucatas

Fernandão

A Embraer não estava desenvolvendo algo em cima do E190-E2?

Fernando soares

Salvo engano foi o Paquistão que comprou aviões Embraer E-190 de segunda mão e adaptou para patrulha marítima

J L

Eu particularmente tenho uma boa simpatia pelos quadrimotores turbo-hélices, além creio eu de passar mais segurança por serem 4 motores funcionando em caso de algum tipo de pane, para a função de patrulha quanto mais lento melhor para vigilância. Opinião minha claro.

J L

Seria o ideal, e se não está deveríamos correr para fazer essa adaptação o mais rápido possível. Equipamento fabricado aqui e de manutenção facilitada. Teríamos que ter pelo menos 2 esquadrões, um direcionado ao litoral norte/nordeste e o segundo sul/sudeste. A Azul deve ter alguns aí disponíveis para venda para servir pelo menos de protótipo e se funcionar bem, aí partir para compra direto zero bala da Embraer.