EUA estudam sistema de comboios navais para reabrir o Estreito de Ormuz
Planejadores militares dos Estados Unidos estão avaliando diferentes opções para restabelecer a navegação comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo e atualmente afetada pela escalada do conflito no Oriente Médio. Entre as alternativas analisadas está a criação de um sistema de comboios navais semelhante ao utilizado na Segunda Guerra Mundial, no qual navios mercantes viajariam em grupos sob forte escolta militar.
Nesse modelo, embarcações comerciais seriam agrupadas e acompanhadas por navios de guerra, cobertura aérea e vigilância contínua, formando uma rede de proteção capaz de reduzir o risco de ataques com mísseis, drones ou minas navais. O sistema incluiria ainda meios de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), permitindo monitorar ameaças em tempo real ao longo da rota marítima.
A ideia de escoltar navios mercantes não é inédita. Durante a fase conhecida como “Guerra dos Petroleiros” no conflito Irã-Iraque, os Estados Unidos implementaram a Operação Earnest Will (1987-1988), na qual petroleiros kuwaitianos foram re-registrados sob bandeira americana e passaram a navegar em comboios protegidos pela Marinha dos EUA. A operação tornou-se o maior sistema de escolta naval desde a Segunda Guerra Mundial e envolveu dezenas de navios de guerra e aeronaves de vigilância.
Apesar disso, especialistas alertam que reabrir completamente o estreito seria uma tarefa complexa. Mesmo um número reduzido de lançadores de mísseis ou de drones escondidos poderia manter uma ameaça constante ao tráfego marítimo, obrigando as forças navais a manter uma presença significativa e permanente na região.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto do comércio global de petróleo, tornando sua interrupção uma preocupação central para a economia mundial. Diante da paralisação parcial do tráfego e do aumento dos riscos para navios comerciais, autoridades norte-americanas também discutem a possibilidade de escolta direta da Marinha dos EUA a petroleiros, enquanto o conflito regional continua a afetar as rotas energéticas do Golfo.■

O problema vai além disso. As 12 maiores seguradoras cancelaram “war insurance” pra região do estreito de Ormuz uma semana antes dos ataques iniciarem. Vai ser difícil convencer as operadoras das embarcações com bandeiras de países europeus, americanos e japoneses a autorizarem seus barcos passarem sem seguro pelo risco de algumas serem atingidas pelos iranianos.
https://gcaptain.com/washington-moves-to-break-hormuz-shipping-paralysis-with-20b-maritime-insurance-plan/
Outro link interessante…
The state that controls the underwriting controls the passage. Iran figured out something the Pentagon had not. You do not need to mine a strait. You need only make it uninsurable.
https://www.ndtv.com/opinion/iran-israel-war-how-a-club-of-insurance-firms-sitting-in-london-brought-hormuz-to-a-halt-11171536
Parece que é ilegal navegar sem seguro.
Primeiro meteram a guerra e depois foram pensar na estratégia caso o estreito fosse fechado kkkk
E tem gente que jura que o Trump é um estrategista.
Lógica alguma. Provavelmente tudo ficará mais caro.
A melhor solução é devolver Ormuz a Portugal😆.
Agora mais a sério tempos difíceis vem ai o melhor é poupar porque os preços vão aumentar e vai ser para todos.
Os EUA estão bobeando: apreendam os navios tanques do Irã. Bombardear iranianos não dói na liderança iraniana – mas Isso, dar-lhes prejuízo, doeria. Muito.