Governo Trump anuncia programa de US$ 20 bilhões para segurar petroleiros no Golfo Pérsico
O governo do presidente Donald Trump anunciou a criação de um programa de seguro marítimo de até US$ 20 bilhões destinado a proteger petroleiros e navios comerciais que operam no Golfo Pérsico, em meio à escalada do conflito com o Irã e ao colapso do tráfego marítimo na região.
A iniciativa será implementada pela U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e funcionará como um mecanismo de resseguro governamental, oferecendo cobertura contra riscos de guerra, danos a navios e cargas que transitem pelo Estreito de Hormuz.
Segundo autoridades americanas, o objetivo é restaurar a confiança das companhias de navegação e seguradoras privadas, muitas das quais suspenderam a cobertura para navios que operam na região após ataques com mísseis e drones ligados ao conflito.
O estreito de Hormuz é considerado o principal gargalo energético do planeta, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente, além de grandes volumes de gás natural liquefeito e outros produtos energéticos.
Comércio marítimo praticamente paralisado
A escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã levou a um forte aumento dos prêmios de seguro marítimo e à retirada de diversas seguradoras do mercado regional. Como resultado, o tráfego de petroleiros diminuiu drasticamente e centenas de embarcações ficaram retidas no Golfo Pérsico aguardando melhores condições de segurança.
O governo americano avalia que o novo programa de resseguro poderá ajudar a reabrir as rotas comerciais e estabilizar os fluxos de energia, reduzindo o risco de interrupções prolongadas no fornecimento global de petróleo.
Possível escolta naval
Além da garantia financeira, Trump também indicou que a Marinha dos Estados Unidos poderá escoltar navios mercantes que atravessem o estreito caso a situação de segurança continue deteriorando.
Especialistas, porém, alertam que o montante de US$ 20 bilhões pode ser insuficiente para cobrir todos os riscos do tráfego marítimo na região. Analistas do setor energético estimam que o valor potencial de seguros necessários para as centenas de navios que operam no Golfo poderia ultrapassar US$ 350 bilhões.
Enquanto isso, a instabilidade no estreito já impacta os mercados internacionais de energia, com o preço do petróleo ultrapassando US$ 90 por barril e aumentando preocupações sobre inflação e abastecimento global.■

Essa aventura do laranjão está ficando cara.
20Bi Dólar, kkkkk troco de balinha para o comercio marítimo mundial, o comercio marítimo não vai aceitar essa merreca.
Michael Hudson diz que o setor F.I.R.E. comanda o capitalismo financeirizado/rentista lá nos EUA. F.I.R.E. = finance, insurance, real estate (finança, seguro, propriedade imobiliária). O Sal Mercogliano fez uns dois ou três programas YT sobre o caso esclarecendo que quem parou o tráfego de navios em Ormuz foram as companhias de seguro (que cancelaram coberturas e abriram negociações pra aumentar solvência própria e firmar novos contratos com prêmios majorados) e não o Irã. Companhia de Seguro é negocio que depende de cálculo de risco, uma modalidade de cálculo de probabilidades, coisa do tempo de Blaise Pascal (meados do século XVII)… Read more »
pensei nos tripulantes. mas danem-se eles né?
Ele não vai durar muito tempo na cadeira se não resolver essa encrenca imediatamente… Encrenca que ele e Bibi arranjaram sozinhos…
e as vidas dos marinheiros? e meio ambiente?
Irã é governado por um regime terrível.
mas estes combates para agradar netanyahu e esconder o caso epstein continua uma desastrosa brincadeira.
mas os devotos de St. Trump engolem tudo.