Forças iranianas atacam mais três navios mercantes no Estreito de Ormuz
Três embarcações comerciais foram atingidas por projéteis no Estreito de Ormuz, segundo empresas de segurança marítima e operadores de navegação, elevando o número de navios atacados na região a pelo menos 14 desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no final de fevereiro.
Os incidentes ocorrem em um momento em que o tráfego marítimo pelo estreito — uma das rotas energéticas mais importantes do planeta — praticamente paralisou. Desde que forças norte-americanas e israelenses iniciaram ataques contra alvos iranianos em 28 de fevereiro, grande parte das companhias de navegação suspendeu operações na área, interrompendo o fluxo de cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente e pressionando os preços internacionais da energia.
Navio tailandês sofre incêndio após ataque
O caso mais grave ocorreu com o graneleiro Mayuree Naree, de bandeira tailandesa, que foi atingido por dois projéteis de origem desconhecida enquanto navegava pelo estreito.
Segundo a empresa operadora Precious Shipping, o impacto provocou um incêndio e danos na sala de máquinas da embarcação. Três tripulantes foram inicialmente considerados desaparecidos, e acredita-se que tenham ficado presos no compartimento atingido.
A companhia informou que está trabalhando com autoridades regionais para localizar os tripulantes, enquanto os outros 20 membros da tripulação foram evacuados com segurança e levados para Omã. Imagens divulgadas pela marinha tailandesa mostraram fumaça saindo da parte traseira do navio após o ataque.
Outros dois navios também atingidos
Outras duas embarcações sofreram danos menores no mesmo dia.
O porta-contêineres ONE Majesty, de bandeira japonesa, foi atingido por um projétil cerca de 25 milhas náuticas a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. A inspeção revelou danos leves acima da linha d’água. A empresa japonesa Mitsui O.S.K. Lines e a operadora Ocean Network Express (ONE) informaram que todos os tripulantes estão seguros e que o navio permanece operacional.
Um terceiro incidente envolveu o graneleiro Star Gwyneth, registrado nas Ilhas Marshall, que foi atingido a aproximadamente 50 milhas a noroeste de Dubai. O projétil danificou o casco na área do porão de carga, mas não houve feridos entre os tripulantes.
Navegação praticamente paralisada
Os novos ataques reforçam a percepção de risco extremo no estreito. Desde o início da guerra, companhias de navegação têm solicitado escolta militar para atravessar a região, mas a Marinha dos Estados Unidos tem recusado os pedidos, alegando que o risco de ataques permanece demasiado elevado.
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu recentemente que navios ligados aos Estados Unidos ou a seus aliados poderão ser considerados alvos legítimos, enquanto o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou intensificar os ataques contra o Irã caso o país continue interferindo na navegação no estreito.
Impacto global
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado o principal gargalo energético do planeta. A paralisação do tráfego marítimo na região tem provocado forte volatilidade nos mercados de petróleo e aumentado os temores de uma crise energética global caso a situação persista.■


Mas tem que ser muito maluco pra prosseguir viagem num lugar que se sabe que haverá ataque contra sua embarcação. Você está sem seguro, sem escolta e se arrastando lentamente na mira de sei lá quantos lançadores de foguetes, misseis e torpedos.
Sempre tem um disposto a morrer pelo lucro do patrão.
O pior são as possíveis minas e torpedos. Uma mina naval, se você der azar, pode muito bem causar a morte de toda a tripulação.
Vai ficando claro que os EUA começaram esta guerra sem nenhuma estratégia além da primeira semana. O fechamento do Ormuz é algo que o Irã sempre disse que faria, não é nenhuma surpresa, e parece que os EUA não têm nenhuma resposta para isso. Quantos caça minas os EUA têm na região? Eu realmente não sei, mas se a resposta for poucos, então o fechamento do Ormuz não estava no planejamento americano.
Salvo engano tem dois LCS dentro do Golfo Pérsico configurados para varredura. E acredito que vão estar operando em breve, se é que já não começaram.
Um LCS não sobrevive ali no momento.
Por quê não? Ele é feito de papel?
Nesse momento é extremamente arriscado o colocar um navio como o LCS no ponto mais “quente” do estreito. Tenho dúvidas se um LCS consegue lidar com o enxame de drones/mísseis vindo da costa do Irã. Ele teria que ser coberto por um meio de defesa de área, um AB por exemplo. Mas isso tbm iria expor o Destroyer.
Até que a costa do Irã seja limpa operações navais ali são perigosas demais.
Melhor que colocar um varredor clássico, não?
Mas a idéia seria essa mesma. De ir limpar, sob escolta naval e aérea. E ainda assim seria continuaria muito arriscado.
Chegará um ponto que não terá jeito, ou os EUA abandonam o conflito ou se quiserem prosseguir vão ter que tomar o estreito e apenas controle naval não será suficiente, vai ter que por tropas em terra e garantir a segurança de muitos km adentro do território Iraniano.
Tem muita coisa pra rolar nesse conflito ainda.
praticamente, já que tem muito alumínio na superestrutura e até no casco.
São três:
USS Tulsa LCS 16
USS Canberra LCS 30
USS Santa Barbara LCS 32
Obrigado Franz.
LCS? Só dois? Isso aí o Irã teria posto fogo rapidinho
Em 1991, após a guerra do Golfo, mais de uma dúzia de navios americanos, britãnicos, franceses e belgas levaram mais de 50 dias para liberar a parte minada pelo Iraque na costa do Kuwait, sendo que o USS Princeton e o USS Tripoli foram danificados por minas na mesma época.
Também não dava para esperar o dia que os EUA terão navios varredores suficientes isso irá demorar e na verdade nunca será o bastante.
.
Atualmente há apenas 4 ^varredores^ baseados no Japão com a retirada de serviço próxima ,não muito adequados para a missão no contexto dessa guerra e apenas 3 ^LCSs^ equipados para varrer minas de forma mais eficiente embora o equipamento necessite ajustes.
.
É como se diz…combate-se com o que se tem não com o que se gostaria de ter .
Está sendo preparada a matéria falando dos dois encalhes de embarcações da MB e uma civil no Recreio dos Bandeirantes – RJ? A nota oficial da MB foi rasa e nada esclarecedora e o contribuinte ainda quer entender o que aconteceu.
Rodrigo, consideramos o incidente irrelevante.
Irrelevante ou só não queremos ver a MB passando mais vergonha e mais gente criticando?
Um encalhe? Tudo bem. Mas dois? Um navio vai socorrer outro e encalha também?
Rodrigo, eu estou com o Galante nessa. É irrelevante. Isso aí acontece em qualquer Marinha do Mundo. Provavelmente o navio de desembarque perdeu o controle a propulsão, e com o mar naquele estado, foi parar na Praia da Macumba. A embarcação civil não deveria ter estado lá, mas apareceu para ajudar e ficou na praia. Ela literalmente foi destruída pela ação das ondas em pouco tempo enquanto os dois tripulantes tentaram salvar o que puderam dos equipamentos à bordo. O terceiro, um barco Patrulha pequeno, que geralmente eu via só dentro da Baía, também não deveria estar lá. Chegou para… Read more »
Boa tarde Leandro ;
Só uma pequena correção não é navio de desembarque é uma EDVM (Embarcação de Desembarque de Viaturas Motorizadas)👍
Fala Burgos! Eu sempre me perco nas siglas da MB, cara. Obrigado por qualquer esclarecimento que der. Sempre!
Por nada 👍
TMJ
Pelo que tenho visto, parece que o Marlin acabou na areia em função de um cabo que enroscou no hélice e o imobilizou.
Boa tarde Rodrigo; Eu analisei as imagens do momento que tava fazendo a abicagem e bateu uma forte onda na popa que chegou até varrer o convés da EDVM levando ela de través para areia e consequentemente encalhando o mar tava numa ressaca danada no momento da abicagem. Acontece, mas o importante seria ter evitado a abicagem. Prudência seria o nome ?!👍😰 Quem trabalha com essa função é complicado tem um quê chamado tentativa, erro e sorte no final 🤔 Mas todas embarcações já foram desencalhadas e já voltaram para seu porto de destino e o que é importante, sem… Read more »
Obrigado pela resposta Galante, Leandro e Burgos. Como moro na Zona Oeste do RJ, estive lá a noite e a tarde e acompanhei de perto por alguns momentos todo incidente. Mesmo no local, faltou informações sobre o que havia acontecido e foi de certa forma uma surpresa esse tipo de incidente visto que havia, desde a tarde anterior, na página oficial da Marinha do Brasil no Instagram, um alerta para ressaca válido a todas as embarcações na faixa litorânea do RJ. Enfim, como disse Burgos, o mais importante é que não houve feridos e todos os meios estão a salvo.
Ninguém com alguma sanidade comemora uma “guerra”, independente das motivações.
Porém, uma coisa é um eventual dano colateral, fruto de um ataque a alvo militar, com morte de civis inocentes.
Outra coisa é atacar alvos civis propositalmente, causando a morte de civis inocentes.
O que esperar de um regime (iraniano) que matou milhares do próprio povo por “discordarem do governo”? nenhuma surpresa.
Uma salva de palmas para os “passadores de pano” de plantão.
O que é pior: um governo que mata o próprio povo ou um governo que mata o povo de outros países?
A universidade de Brown (uma das mais tradicionais dos EUA, membro da “Ivy League”), fez um estudo que estima que desde 2001, as guerras dos EUA causaram 4.7 milhões de mortes, entre mortes diretas e indiretas e 38 milhões de pessoas foram deslocadas.
Se quiser ler o estudo: https://costsofwar.watson.brown.edu/findings
Lembrando que a mina que afunda navio levando petróleo é a mesma mina que afunda navio trazendo alimentos, medicamentos e mercadorias para o país.
É o caso de dar tiro nos dois pés….
Não é assim que funciona. Quem mina cria rotas seguras. No caso do Irã, inclusive, o fechamento do Estreito de Ormuz é seletivo. Segundo o The Wall Street Journal, os carregamentos para a China continuam passandoe até aumentaram.
Agora de tarde chega mais uma carga de pano para ti…
Não sou eu quem está dizendo que o bloqueio é seletivo. É este grupo comunista de extrema esquerda chamado “The Wall Street Jounal”, um pessoal tão comunista que tem a foto do Karl Marx na parede e prega o fim do Capitalismo.
O que a discussão dicotômica de comunista/direitista tem a ver com o assunto???
Aliás, cadê a galera do crime de guerra. Isso é um crime de guerra, tá? Ataque à navios neutros.
Isso é crime de guerra sim, sem dúvidas. Mas como você passou pano pra morte das crianças no ataque dos EUA, eu entendo que você está querendo colocar um contraponto aqui. Me desculpe se eu estiver enganado Agora, eu espero realmente que você não esteja comparando o ataque a uma escola, sem aviso prévio nenhum, a um ataque que já havia sido avisado que ocorreria, onde foram adultos profissionais que estavam cientes de tudo o que aconteceria caso os mesmos passassem por ali. São coisas muito diferentes. Infelizmente ninguém vai responder criminalmente a nenhum dos dois casos, pelo menos é… Read more »
Alexandre, como eu disse antes, um não foi intencional e o outro foi intencional. Existe uma grande diferença. Expliquei para alguma outra pessoa que uma boa analogia seria como quando no Brasil diferenciamos ‘Homicídio Culposo’ de ‘Homicídio Doloso.’ O bombardeio à escola foi efeito colateral, e sinceramente ainda gostaria de no mínimo, ver um pedido de desculpas (podemos esperar sentados), mas ainda assim não foi uma ação intencional, por mais trágica e lamentável que seja. Faz parte da guerra. Já o Irã está fazendo isso de forma intencional. Há dolo nessas ações. Esses países não tem nada a ver com… Read more »
A Universidade de Brown fez um estudo sobre as consequências das guerras dos EUA desde 2001 e chegou à conclusão de elas causaram 4.7 milhões de mortes, entre mortes diretas e indiretas e 38 milhões de pessoas foram deslocadas. A maior parte destas mortes pode ser “culposa” como você quer dizer, mas isso faz alguma diferença para os milhões de pessoas que morreram? E depois de causar mais de 4.5 milhões de mortes, será que não está na hora de reconhecer – emprestando conceito de direito penal como você faz – que há o chamado “dolo eventual” nos ataques dos EUA? Aquela situação… Read more »
Jacinto, você leu o estudo?
Mais especificamente o “How Death Outlives War: The Reverberating Impact of the Post-9/11 Wars on Human Health”?
Claro que li.
Este capítulo reforça que esta conversa de “efeito colateral” é uma pantomima para quem gosta de se enganar. No linguajar de hoje: passa panismo para a real mortandade de uma guerra.
Guerras – e é assim desde sempre – não causam mortes apenas pelo efeito imediato das armas, mas pelo desarranjo social que ela provoca e isso inclui tudo: doenças, fome, frio, contaminação ambiental, etc..
Essa idéia de que as guerras dos EUA têm poucas vítimas civis é querer fechar os olhos para uma realidade muito feia: guerras continuam matando pessoas muito tempo depois que elas acabam.
Poxa Jacinto, eu achei que você tivesse lido tudo. Principalmente essa parte logo da introdução: “Rather than teasing apart who, what, or when is to blame, this report shows that the post-9/11 wars are implicated in many kinds of deaths, making clear that the impacts of war’s ongoing violence are so vast and complex that they are unquantifiable.” A autora (antropóloga cujo currículo é interessantíssimo, sendo que uma das áreas de estudo dela é a Polícia carioca) seleciona um espaço de tempo para o estudo dela. Guerras pós-11/09/2001 e o efeito cascata na vida das pessoas de determinadas regiões. É… Read more »
Mas o que esta parte tem demais? Ela não quer apontar culpados, mas uma coisa é obvia: se quem está lutando a guerra são os EUA então a culpa não é da Bolívia nem do Equador não é mesmo? E ai vemos: Guerra do Iraque: os EUA invadiram o Iraque porque lá haveria armas de destruição em massa – coisa que nunca foi encontrada. Os EUA ocupam o pais, mas quando dissolvem o exército jogam na rua centenas de millhares de pessoas com treinamento militar que vão formando milicias, há na prática uma guerra civil até que uma delas se… Read more »
Jacinto, eu lamento, mas você não tem subsídios para argumentar sobre o assunto. Eu digo isso porque você escreveu essa pérola “os EUA invadiram para combater a Al Qaeda, um grupo terrorista fundado por pessoas recrutados pelos EUA na guerra do Afeganistão com a URSS.” A Al Qaeda nunca foi financiada nem recrutada pelos EUA. Essa frase nem faz o menor sentido. Também disse que a Al Qaeda também vai para a Africa, quando na verdade, o primeiro ‘centro’ ou ‘base de operações’ da Al Qaeda foi na África. Inclusive a invasão do Afeganistão foi em 2001, e o Iraque… Read more »
Leandro, leia direito, por favor e não distorça o que está escrito.
Eu nunca escrevi que a Al Qaeda foi “financiada nem recrutada pelos EUA“. Isso é você distorcendo o que eu escrevi.
O que eu escrevi foi:”Al Qaeda, um grupo terrorista fundado por pessoas recrutados pelos EUA na guerra do Afeganistão com a URSS“
E isso é correto. A Al Qaeda é uma sucessora da Maktab al-Khidamat, criada pelo Bin Laden. A CIA, com os serviços secretos da arábia Saudita e do Paquistão financiavam a Maktab al-Khidamat que por sua vez recrutava pessoas para lutarem no Afeganistão.
“Um não foi intencional e o outro foi intencional.”
Um foi avisado, para o mundo todo que quem passasse ali seria atacado.
Não quero passar pano pro Irã, mas espera aí, você dá a entender que este ataque ao navio, que o mundo inteiro sabia que ia acontecer, foi mais grave que atacar uma escola sem aviso prévio. Eu não consigo seguir o seu raciocínio.
Mais de um mês de tensões e avisos, alocação nada secreta de forças e ameaças não bastaram para avisar o Irã e fazer as autoridades retirarem civis de áreas passíveis de bombardeio?
Um escola é área passível de bombardeio?
Não, não é e não há nada mais infeliz que a morte ou sofrimento de crianças, não importando nacionalidade ou circunstância.
No entanto, li que esta escola ficava a 60 metros de uma base da IRGC, tendo, inclusive, já feito parte da base.
Não acho que tenham alvejado a escola intencionalmente mas isso não muda o fato de ser um evento indescritivelmente triste pelo qual eu gostaria que os responsáveis respondessem nos tribunais embora não ache que vá acontecer.
Esquece. A galera que ficou indignada com a pataquada americana atingindo uma escola se fingiu de besta com o Irã atingindo embaixada e agora com o Irã minando rota comercial e atingindo navio mercante com drone naval, navios de países que não tem nada a ver com a guerra.
Quem defende os EUA é Israel tem que ir catar coquinho. Não tenho paciência estratégica com defensor de assassinatos de crianças e ocupações ilegais de terras palestinas.
Tua indignação é seletiva, amigo. O próprio Irã até um mês atrás estava matando o próprio povo nas ruas.
O que seria “paciência estratégica”?? Kkkkkkk
Os aiatolás estão conseguindo a façanha de unir vários países contra si e a sua ditadura, se tivessem entrado num acordo com o laranjão estariam em uma situação diferente.
Acho que você ainda não entendeu que quem está em uma situação difícil é o laranjão.
Olha, comparando Washington com Teera não é o que parece.
O acordo era praticamente se transformar em uma colônia americana, sem poder e/ou autonomia sobre o próprio território e recursos, algo que dificilmente qualquer país no Mundo, tirando a atual Argentina e o Brasil entre 2018 e 2022 aceitariam. Igualmente ao que aconteceu na Venezuela, em que o Maduro aceitou praticamente tudo que os E.U.A imporam, menos sair do poder, e mesmo assim foi sequestrado, o objetivo não é vê-los aceitar essas coisas, sabem que, da forma com que o Trump exige e o que ele exige, é impossível aceitarem. A guerra sempre foi o plano A, B e C,… Read more »
estavam no meio da negociação do acordo quando o Irã foi atacado sem aviso…. O Bibi não quer acordo, está no plano satanico de Israhell limpar toda a area para o projeto da “Grande Israel”.