Escolta

A Marinha dos Estados Unidos tem recusado quase diariamente pedidos de companhias de navegação para escoltar navios comerciais através do Estreito de Ormuz, afirmando que o risco de ataques iranianos ainda é demasiado elevado para garantir a segurança dessas operações.

Segundo fontes do setor marítimo citadas pela imprensa internacional, os pedidos de escolta aumentaram significativamente desde o início do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã. Contudo, oficiais da Marinha norte-americana informaram à indústria naval que, nas atuais condições de segurança, não é possível organizar missões de proteção naval no estreito.

Tráfego marítimo em queda

A crise no Estreito de Ormuz — uma das rotas mais estratégicas do comércio global — tem provocado uma forte redução no tráfego marítimo. Diversos petroleiros e cargueiros permanecem ancorados ou aguardando autorização para navegar devido ao risco de ataques com drones, mísseis ou minas marítimas.

Relatórios de segurança marítima indicam que pelo menos 14 embarcações já foram atingidas por projéteis ou por ataques desde o início da guerra, evidenciando a vulnerabilidade dos navios comerciais na região.

Estreito de Ormuz em 10-3-2026 pelo Marinetraffic

Divergência entre avaliação militar e discurso político

A posição da Marinha também evidencia um contraste com declarações públicas do presidente Donald Trump, que afirmou recentemente que os Estados Unidos estariam preparados para escoltar navios para garantir o fluxo de petróleo global. Ainda assim, autoridades militares confirmaram que nenhuma ordem formal para iniciar essas escoltas foi emitida até o momento.

Gargalo energético global

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais gargalos energéticos do planeta, responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Qualquer interrupção prolongada no tráfego marítimo pode ter impacto direto nos mercados internacionais de energia e nos preços do petróleo.

Uma operação internacional de escolta enfrentaria desafios significativos, devido às capacidades do Irã de utilizar minas marítimas, drones e embarcações rápidas para atacar navios na região.

Enquanto isso, centenas de embarcações continuam aguardando melhorias nas condições de segurança antes de tentarem atravessar o estreito, evidenciando o impacto direto da guerra na logística energética global.■


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Carvalho2008

Isto responde ao que ja comentei….seria necessario tomar as margens iranianas por terra….

Custo muito caro….

Leandro Costa

Acho que não chega nesse ponto, Carvalho. Dá para sanitizar, mas como eu tinha dito antes, é um trabalho demorado.

Carvalho2008

Mestre…tempo é o que não se tem….esta é a enrascada….tempo virou dinheiro…e sustentabilidade…havia a expectativa de uma campanha limpa e rapida….parece a Ucrania dos Russos…os aliados que cederam bases na regiao estao pagando a conta….isto ai vai dar reflexo…e parecem haver de fato perdas americanas….eles nao estao acostumados com isto…agora, se Trump desejar ficar no Governo…esta obrigado a ir ate o fim….

Leandro Costa

Como eu disse, leva tempo. Da mesma forma que tentar resolver o problema por terra. Levaria muito tempo.

Acho que simplesmente não se prepararam para essa possibilidade. O que seria um erro trágico. No momento em qualquer coisa fosse acontecer com o Irã, a primeira coisa à se pensar seria em formas de se executar varredura e garantia da navegação. Que eu acho que é plenamente possível, mas os custos quando comparados à ameaça percebida se tornam proibitivos.

E faltam meios navais na região.

Helio Eduardo

Amigo Carvalho2008, você e o Leandro Costa expuseram o que, do meu modestíssimo ponto de vista, é a questão central: tempo. De um lado, fica evidente, até aqui pelo menos, que a dupla EUA-Israel apostou numa campanha curta, talvez contando com uma rápida queda do regime e, me parece, o Irã se preparou para uma campanha longa, de atrito, abrindo mão de certas coisas, como enfrentamentos no ar (por opção, por medo, por falta de meios, sei lá…). Trump deu sinais nesta direção e, muito embora ele mude de discurso, versão e arroubo mais rápido até que as redes sociais,… Read more »

Leandro Costa

Helio, acho que qualquer campanha tem que ser iniciada tendo um objetivo final em vista, e que seja alcançável pela via da força. Caso contrário é inútil. Se for mesmo esse objetivo de derrubar o regime, então isso não vai acontecer. Não aconteceu nem quando efetivamente conseguiram derrubar um regime, mas ou não havia vontade popular ou não havia uma oposição unida. No caso do Irã, a população está dividida e não há oposição unida. A queda desse regime é extremamente improvável, para não dizer sonho com direito à pequenos pôneis voando felizes sobre os céus de Teerã. Basicamente ninguém… Read more »

Victor Carvalho

Sobre o uso de meios aéreos por parte do Irã, é só tomar como base o último conflito com Israel (Guerra dos 12 Dias), já deu para notar que o Irã não iria realizar combates aéreos. De certa forma, eu acho até bem inteligente.

Os iranianos não tem capacidade para bater de frente com EUA e Israel em combate aéreo, então seria melhor guardar seus vetores para usá-los em situações de oportunidade.

Parece que eles tem muita confiança que sua força central fica debaixo do solo. Tão deixando a superfície numa espécie de terra arrasada.

Leandro Costa

Victor, o problema nesse caso, do uso do Terra Arrasada, é que esse conceito era muito válido quando o inimigo fosse ocupar o território, e assim ou não conseguiria fazer uso dos recursos do território (caso clássico com Napoleão), ou teriam que reconstruir toda a infraestrutura existente durante a ocupação.

No caso Iraniano isso não acontece. Eventualmente eles vão ter que reconstruir o que foi destruído. E isso demanda tempo e recursos também. Nem tudo pode ser subterrâneo.

Ainda assim concordo totalmente em relação aos meios aéreos. Estavam defasados demais para sequer oferecerem alguma resistência crível.

Jadson S. Cabral

Não me parece que isso tem solução não. Preço alto demais a se pagar e sem garantia alguma de sucesso.

JuggerBR

Drones de patrulha, tanto de alvos marítimos quanto terrestres, A-10 e drones Reaper equipados com Hellfire pra abater o que for detectado…

Hélio

Tá achando que é vídeo game? Não conseguiram fazer isso nem no Iêmen

curisco

quanto de margem? um raio de pelo menos 300km. inviável.

Trump fazendo trumpices

George A.

Só na cabeça do Trump isso é viável.

amarante

A brincadeira da coalizão epstein saiu cara.

curisco

we fight for epstein!

Jadson S. Cabral

Todo mundo sabia que isso aconteceria. Não farei juízo de valor, julgando se os EUA deveriam ou não terem iniciado essa investida junto com Israel. O fato é que o Irã não é o Iraque, é independente da força com a qual os EUA e aliados arcarem o Irã, mesmo se aceitarem as baixas civis, ainda sobrará muito louco, com muito foguete e míssil pronto pra atacar qualquer coisa que conseguirem. Não dá para travar uma guerra com fundamentalista religioso e achar que tudo vai ficar bem em semanas. Não ficou em 20 anos no Afeganistão… E se os EUA… Read more »

Gabriel

Faltou vc mencionar além dos “loucos”, também as pessoal sãs que só querem viver em paz sem ser colonia de EUA ou Israel !!!

Iran

Não sei se árabes lutariam pelo Irã, mas o Irã por si só já representa o perigo de milhões de persas xiitas.

curisco

lembrando que do lado dos EUA e ISrael quem está bancando este conflito é o Epstein e fundamentalistas protestantes e judeus

Gabriel

Tem tem k# tem medo…hshshshs
Vc que fretou o petroleiro, vai lá buscar…!!!!
Kkkkkkkkk

Charles Dickens

Acho o regime iraniano uma catástrofe em todos os sentidos. No entanto, não consigo achar que os EUA estão corretos em atacar o Irã. Simplesmente não consigo. Na minha vida ativa, tive oportunidade de negociar com americanos em vários assuntos. É impressionante. Por mais que se ceda às exigências deles, sempre haverá um ponto em que não se pode ceder. E basta um único ponto para os americanos acharem que se está sendo hostil a eles. Quanto mais se cede, mais eles avançam nas exigências. É ilusão achar que atender às exigências americanas fazem você se tornar um aliado que… Read more »

Alexandre Costa

Que enrascada que os EUA entraram. A cada dia a pressão aumenta mais. Como alguns já comentaram, o tempo está jogando contra eles.

Sergio Machado

Água batendo nas nádegas é cada um por si.

Filipe

Ué, e os 5 porta aviões? F35? B2? Armas sônicas? Laser? A realidade é um glorioso cemitério 🪦 de sonhos. Problema dos EUA, é que eles venderam para o mundo que não perdem. Já já Trump grita vitória, e sai de lá. Foi assim no Vietnã, Afeganistão, Irã parece ser o próximo.

Glaucus Lima

Escoltar apenas quando não tem perigo ou pouco é no mínimo estranho , para não usar outra palavra, também é para isso que serve uma marinha de guerra. E existe vários exemplos, o mais famoso é a batalha do Atlântico. Como a marinha de guerra do Irã está severamente degrada, esta seria a hora da poderosa marinha de guerra americana ser utilizada para garantir a passagem de mercadorias pelo Estreito de Ormuz, principalmente petróleo já que foram eles que começaram esta guerra. Parece um tanto quanto covarde esta decisão.

curisco

lembremos que esta guerra é meramente politiqueira. mais uma ação sem planejamento estratégico só para eleitorado achar que tem um macho mandando.

não adianta esperar ações realmente articuladas militares e de longo prazo.

curisco

Se navios de guerra de ponta estão com medo de passar imagina petroleiros