Merchant Vessel Transports Decommissioned U.S. Navy Avenger-class Mine Countermeasures Ships

O navio mercante Seaway Hawk navegando no dia 21 de janeiro, no Golfo Pérsico, transportando os navios de contramedidas de minas da classe Avenger da Marinha dos EUA, USS Devastator, USS Dextrous, USS Gladiator e USS Sentry, escoltados pelo navio de combate litorâneo da classe Independence da Marinha dos EUA, USS Canberra (LCS 30)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã contra o uso de minas navais para ameaçar petroleiros no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do planeta. No entanto, os principais navios especializados da Marinha norte-americana para neutralizar esse tipo de ameaça permanecem atualmente nos Estados Unidos, a milhares de quilômetros do conflito.

A advertência ocorre após relatos de inteligência indicando que Teerã teria começado a posicionar minas no estreito, estratégia historicamente considerada uma das formas mais eficazes de interromper o fluxo de navios comerciais na região. O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, tornando qualquer ameaça à navegação um risco direto aos mercados energéticos internacionais.

Navios especializados não estão no teatro de operações

O navio de contramedidas de minas USS Avenger (MCM 1) opera ao largo da costa do Havaí durante o exercício Rim of the Pacific (RIMPAC) 2004. O navio está na reserva desde 2014

Apesar da crescente preocupação com minas marítimas, os navios caça-minas da Marinha dos EUA — projetados especificamente para localizar e neutralizar explosivos submersos — permanecem estacionados em portos nos Estados Unidos, sem planos imediatos de envio para o Oriente Médio.

Durante décadas, esse tipo de navio esteve permanentemente destacado no Golfo Pérsico, especialmente no Bahrein, justamente para responder rapidamente a ameaças de minagem naval. Nos últimos anos, porém, parte dessa capacidade foi retirada ou substituída por sistemas experimentais instalados em outros tipos de navios.

Conflito já envolve ataques a navios mineiros iranianos

Em resposta à ameaça, forças norte-americanas afirmaram ter atacado embarcações iranianas utilizadas para lançar minas no mar. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), 16 navios iranianos usados para minagem foram destruídos em ataques recentes próximos ao estreito.

Autoridades militares afirmam que as operações visam impedir que o Irã bloqueie por completo a passagem marítima, o que poderia provocar um choque energético global.

Risco para o comércio mundial

Especialistas em segurança marítima alertam que a ausência imediata de meios dedicados de guerra contra minas aumenta o risco para navios comerciais. A presença de apenas algumas dezenas de minas pode ser suficiente para interromper a navegação, já que o processo de limpeza de uma área minada costuma ser lento e complexo.

O estreito já foi alvo de operações de mineração naval no passado. Durante a chamada “Tanker War” na década de 1980, um petroleiro protegido por navios de guerra dos EUA foi danificado por uma mina iraniana, o que demonstra a eficácia desse tipo de arma mesmo contra comboios escoltados.

Pressão para garantir passagem segura

Enquanto o conflito continua, companhias de navegação pressionam Washington e seus aliados para estabelecer operações de escolta naval ou de limpeza de minas, de forma semelhante às realizadas em guerras anteriores no Golfo.

Até agora, contudo, a Marinha dos EUA tem evitado escoltar navios comerciais diretamente, argumentando que o risco operacional ainda é elevado e que a situação no estreito permanece altamente volátil.■



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Leandro Costa

Dizem as boas línguas que os LCS foram mais eficientes nesse papel do que os velhos varredores. Eu vou ter que encontrar aonde eu vi a entrevista com um ex-almirante que eventualmente ficou responsável pelos LCS para ver ao certo.

E acho que foi noticiado aqui quando os varredores foram enviados de volta para casa.

Franz A. Neeracher

Interessante que até agora os EUA não usaram os 3 LCS versão MCM que estão no Golfo Pérsico…..quais seriam os motivos?

1. Alto risco para os navios e seus tripulantes serem vítimas de drones ou de mini-submarinos iranianos?
2. Falta de escoltas para esses LCS?
3. O Irã não minou o Estreito de Hormuz?
4. Esperar até que a situação piore a assim justificar um ataque mais pesado contra o Irã?
5. Todos os motivos anteriores juntos?
6. Outros motivos?

Last edited 5 meses atrás by Franz A. Neeracher
Leandro Costa

São as questões que estão na minha cabeça, Franz. Ontem o Chefe do JCS disse quase que por alto, que estavam analisando as opções, o que deu a entender que não havia um plano ‘in place’ para varredura e liberação do canal. Por enquanto, aposto minhas fichas em (2) falta de escoltas para os LCS, o que na minha cabeça seria apenas um aumento de poder de fogo, afinal de contas, os Litoral Combat Ships meio que foram projetados para operarem dessa forma. Mas talvez não em número tão pequeno, claro. Em seguida a preocupação como mini-submarinos Iranianos. A terceira… Read more »

Dalton

Franz os 3 LCSs estão do lado de fora do Golfo Pérsico no Mar da Arábia.

Franz A. Neeracher

Obrigado Dalton!

Pelas informações que tinha; eles estavam em Manama, Bahrein.

Dalton

Entraram e saíram um deles inclusive escoltou inicialmente o navio que transportou os 4 ^MCMs^ retirados de serviço para retorno aos EUA conforme mencionado aqui mas ainda não houve o ^homeport change^ oficial.

Paulo

A minagem de Ormuz e o bombardeio pelo Irã das instalações petrolíferas dos emirados e da Arábia Saudita, tem um efeito mortal para a reciclagem de petrodolares : Pode detonar crise sistêmica do serviço da dívida norte americana e afetar a sustentação do dolar como moeda de reserva e de comércio. China e Rússia agradecem. Se isto realmente ocorrer, os EUA podem ter caído em uma armadilha.

Paulo

O fato dos EUA aumentarem ainda mais o orçamento militar, com Trump avisando que vai quadruplicar a produção de misseis, em meio à crise sistêmica do dolar e dívida, podem fazer a divida federal americana explodir, e vai obrigar o FR à aumentar os juros ,para conter a inflação e segurar os papeis da dívida federal. Se o mercado cheirar queimado, haverá fuga do dolar e dos títulos da dívida americana.

Igor

Excelente análise, é ai que o jogo está sendo jogado.

Palpiteiro

Garantir que todo petróleo no mundo seja transacionado em dólar é vital para permitir que o déficit continue.

Paulo

Perfeito. Toda movimentação de Trump para controlar o mercado de petróleo do mundo, e mais do que isto, sabotar a transição energética, com seu negacionismo climático, se ancora na continuidade do mecanismo de reciclagem de petro dólares, que é vital para sustentação do dolar, e do financiamento da dívida federal americana. As ações na Venezuela, e no Irã, se explicam por ai. Este plano acabou por ser colocado em xeque, com a reação do Irã. O que fica claro, é que a guerra não é contra o Irã propriamente, mas contra a tentativa do mundo, de se livrar do petróleo,… Read more »

Paulo

Este fato explica até a desavença que houve entre Trump e Musk, que apoia, ou apoiva a transição, com seus carros elétricos e as usinas de acumulação ( de vento e solar). Musk apoia o Trump,mas trazia esta contradição, inclusive com seus contatos amistosos com os dirigentes chineses.
Aliás, Musk era herói dos trumpistas e da extrema direita mundial até à alguns meses atrás. As redes estavam cheias de memes sobre ele e sua ” genialidade metafísica”, e de repente esta adoração quase ” divina” , acabou. Estranho, não?

Alex Barreto Cypriano

O estreito, embora largo 🤪, só é praticável pra navegação de grande calado em uma faixa limitada, facilmente vigiavel por satélite ou drone. Certamente as toneladas de dados de vigilância foram devidamente processadas pelos algoritmos e a USNavy sabe exatamente quando e onde os minelaying ships did mine laying. Ou fecha logo essa marinha de fancaria e declara logo vitória, seu TACO. 😅
Simon says: ‘se é pra fechar, feche pra todos e apreendam todos os navios iranianos que passarem por Ormuz’ 😎 – Batman approves, simples assim 🦇

Leandro Costa

Um quid pro quo seria interessante, pelo menos no tocante à abordagem de navios Iranianos. Afinal de contas os Iranianos ainda tem uns dois navios capturados por eles presos no país.

Palpiteiro

Olha a oportunidade para a MB enviar seus caça minas e salvar o mundo. Kkk

Paulo

Se mandassem, grande chance de encalharem por lá.

Dalton

Pequena correção: o ^Avenger^ encontra-se na reserva inativa desde 2014 aguardando destino final, não será reativado.

Fabio Araujo

OFF – O FBI esta falando que o Irã pode atacar a Califórnia com drones Shahed-136, que tem um alcance de até 2500km, a partir de um navio não identificado, se for verdade vai ser difícil localizar um navio no Pacífico lançando drones Shahed!

Leandro Costa

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Dalton

Bem colocado Leandro 😄

Jacinto

A operação de desminagem na guerra do Golfo em 1991 foi chamada “Operation Candid Hammer” é descrita assim no site da história da marinha dos EUA. (perdoem-me a formatação ruim, que vem do copia e colar) Operation Candid Hammer/Gulf War MCM, 1990–9110  As it turns out, the actual title of the 1990–91 Desert Shield/Desert Storm–embedded MCM operations proved difficult to determine, with “Candid Hammer,” “Desert Sweep,” “Desert Clean Up,” and “Arabian/Persian Gulf MCM Ops” used by various sources. Furthermore, some [6] characterized Candid Hammer as an “exercise” while others as an “operation.” Dates were uncertain, too, although a “mid-August… Read more »

curisco

Trumpices. normal.

JuggerBR

OS EUA mantém milhares de militares graduados no Pentágono e em bases mundo afora e não planeja uma ofensiva grande como essa no Irã com a antecedência necessária para antever e contra-atacar um problema sério como este no estreito de Ormuz…
Ou o laranjão, contra a opinião militar de não fazer agora, foi lá e fez sem ouvir ninguém…

curisco

laranjão tem suas prioridades.

O caso Epstein, a perda das taxas e as pataquadas do ICE exigem que ele se mostre macho (com sangue e dólares alheios).

Além de que ele fatura horrores