USS Gerald R. Ford CVN-78 - 11

USS Gerald R. Ford CVN-78

Um incêndio a bordo do porta-aviões nuclear USS Gerald R. Ford, da Marinha dos Estados Unidos, levou mais de 30 horas para ser completamente controlado, segundo relatos de militares e informações divulgadas por autoridades americanas.

O fogo teve início na lavanderia principal da embarcação, provavelmente em um sistema de ventilação ligado a secadoras, e se espalhou rapidamente por compartimentos internos.

Apesar da gravidade do incidente, a Marinha dos EUA informou que o navio permaneceu operacional e que não houve danos ao sistema de propulsão.

Tripulação afetada

O incêndio teve um impacto significativo na rotina da tripulação. Mais de 600 marinheiros perderam seus alojamentos, sendo obrigados a dormir em mesas ou no chão após o sinistro.

Além disso, dois militares ficaram feridos, com lesões consideradas leves, enquanto outros tripulantes relataram inalação de fumaça durante o combate às chamas.

O incidente também comprometeu serviços básicos a bordo, incluindo a lavanderia, o que afetou as condições de vida da tripulação por um longo período de operações.

Desdobramento prolongado e desgaste operacional

O USS Gerald R. Ford, o mais moderno porta-aviões da Marinha americana, encontra-se em um desdobramento prolongado, participando de operações militares relacionadas ao conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.

O navio já ultrapassa vários meses contínuos em missão e pode estabelecer um dos mais longos períodos de operação de um porta-aviões norte-americano em décadas, o que tem gerado preocupações sobre desgaste da embarcação e da tripulação.

Especialistas alertam que desdobramentos excessivamente longos podem afetar tanto a manutenção do navio quanto o desempenho da tripulação, especialmente em ambientes de alta intensidade operacional.

Histórico recente de problemas

O incêndio é mais um episódio de uma série de desafios enfrentados pelo navio durante sua missão atual. O porta-aviões já havia registrado problemas recorrentes em seus sistemas internos, incluindo falhas no sistema sanitário que atende centenas de tripulantes.

Apesar dessas dificuldades, o USS Gerald R. Ford continua conduzindo operações aéreas contínuas, mantendo sua capacidade de combate no teatro de operações.

Autoridades militares indicam que outro porta-aviões deverá substituir o Ford nos próximos meses, à medida que o navio se aproxima dos limites de sua capacidade operacional após um longo período em missão.■




Redes Sociais

A Trilogia Forças de Defesa também está presente nas redes sociais. Para comentar e discutir as matérias com os editores e outros leitores, entre no nosso grupo no WhatsApp e no Facebook. Para correções, críticas e sugestões de pauta, contate os editores: redacao@fordefesa.com.br.
Subscribe
Notify of
guest

40 Comentários
oldest
newest most voted
gordo

Quem diria que uma lavanderia daria problema num projeto complexo desses. Duvido muito que tenha sido atingido por um drone ou algo assim, e também não acho que tenha sido sabotagem. A impressão que tenho é que a qualidade da engenharia dos EUA teve uma queda na qualidade. Os melhores engenheiros estão sendo prospectados para outras áreas mais lucrativas.

José Antônio

Pois parece que a suspeita de sabotagem está ganhando força. Veja essa fonte: https://www.ibtimes.co.uk/us-navy-investigates-sabotage-uss-gerald-r-ford-fire-1786273

Artemis

Há um histórico na Usnavy que favorece a suspeita , já perderam um Navio de desembarque por causa disso , algum musla !

Ozawa

Após esse incidente, vai começar a lavagem de roupa suja na USN …

Sem perdão do trocadilho …

BraZil

Lavanderias são quase que monopólio dos Chineses, no mundo todo. Vai dar problema lavar essa roupa suja…a não ser que lavem na mão…

Hamom

Pois é, lavanderias… ——————- Pelo número de dormitórios que se informou como atingidos pelo fogo, foi feito um cálculo estimando em 800 m² a área incendiada. “Após o incêndio, o USS Ford recebeu sinais de transponder indicando que suas aeronaves estavam se deslocando para o porto israelense de Eilat e solicitou urgentemente apoio de energia em terra do Comando Central (o que significa que o navio pode ter ficado com falhas na área de energia elétrica).” “Esses aspectos também parecem comprovar que o incêndio no USS Ford não foi tão simples. Requeriu a evacuação de emergência das aeronaves baseadas no… Read more »

Hamom

30 horas…
Então este incêndio não foi tão pequeno como descreveram na primeira noticia do dia 12/03 –> “…o fogo foi rapidamente controlado pela tripulação…”

E a coincidência é que este incêndio ocorreu alguns dias depois do Gerald Ford ter entrado no Mar Vermelho… apesar dele ter se mantido no norte do Mar Vermelho, há possibilidade de um drone lançado pelos Houthis o ter atingido.

Last edited 6 meses atrás by Hamom
Dalton

Os ^ houthis ^ declararam ano passado ter atingido o USS Carl Vinson o que levou o comandante a postar um vídeo sobre o estado do navio.
.
Desta vez eles assumiram ? Seria muito difícil esconder um ataque.

Hamom

Os Houthis não declararam nada,
mas a Guarda Revolucionária Islâmica do Iran sim… afirmou que o USS Gerald R. Ford, foi atingido por mísseis e drones durante operações no Mar Vermelho.

E apesar da Marinha dos EUA informar que o navio permaneceu operacional, agora segundo noticias… o Geral Ford interrompeu suas operações no Mar Vermelho e recuou para a Grécia, para reparos.

Last edited 6 meses atrás by Hamom
Dalton

Permaneceu operacional pousos e decolagens continuaram só que isso não poderia ser sustentado então da mesma forma que o ^Harry Truman^ após colisão as operações aéreas não impactadas rumou para Grécia (Creta) para reparos de emergência retornou às operações depois e reparos definitivos serão feitos na vindoura modernização de meia vida .
.
Quando o ^Yorktown^ foi combater em Midway os danos sustentados um mês antes não haviam sido todos sanados e nunca foram pois ele nunca retornou a um estaleiro.

Lucena

A nave mais cara do mundo e já sai natimorto … cheio de problemas grosseiros de projeto…merece uma “CPI” rsrsr

Elint

Teve um certo país que comprou um e depois teve que vender, pois era uma usina de veneno em alumínio e ainda matou 3, por uma explosão na tubulação de vapor de alta pressão que alimenta o sistema de catapultas para lançar aeronaves…

Santamariense

Alumínio, não. Era amianto.

LUIZ

Hoje é um desperdício bilionário construir e manter porta aviões e pior uma dezena deles como tem os EUA. É um alvo enorme como alvo.

Paulo

30 horas parece excessivo, em se tratando de incendio em sistemas secundários de suporte. Parece não fazer muito sentido um incêndio perdurar por mais de um dia inteiro. Há certamente brigadas especializadas em combate de incêndio nesse PA ,e utilizando extintores apropriados. Não conheço um navio Militar por dentro, mas deve possuir sensores de fumaça, monóxido de carbono, etc e sprinklers de acionamento automático, Portas corta fogo. etc. Navios modernos como as FCT, por exemplo, tem gerenciamento automatizado de todas as utilidades existentes no navio e vários alarmes acionados por sensores. Simplesmente não faz muito sentido, principalmente se tratando de… Read more »

Paulo

Outra coisa, o relato aponta que o fogo se alastrou para outras alas além da lavanderia. Como assim? .Um sistema automatizado de gerenciamento dos sistemas de suporte, indicaria a origem do incêndio, e permitiria que a brigada de incêndio, que deve ser setorizada em um navio tão grande, fosse acionada, e prontamente agisse para conter e debelar o incêndio. Os treinamentos desse tipo de brigada são constantes e periódicos. Eles devem saber exatamente o que fazer, e como fazer. Tudo isto é rigidamente normatizado Há algo à ser explicado.

Paulo

Coloquem- se no lugar do comandante desse PA. Ele recebe informes constantes sobre o estado do navio, provavelmente através de seu tablet, ou no console de seu posto. Foi notificado do incêndio. 1 hora depois, o incêndio continua, 5 horas depois, o incêndio continua, 15 horas depois, o incêndio continua….O que vc faria nesse caso? No mínimo alocaria mais brigadistas, engenharia, ou o que fosse necessário para debelar o incêndio o mais rápido possível. Olhando de vários ângulos, não faz sentido. Se for mesmo ” acidente” não provocado, há uma enorme negligência, falta de comando, falta de treinamento, desleixo, quebra… Read more »

Dalton

Talvez fosse interessante ler sobre o incêndio a bordo do ^ George Washington ^ em 2008 que espalhou-se rapidamente também.
.
Criticar é fácil mas citar os sistemas de combate a incêndios da ^Tamandare^ faria sentido se fossem navios similares depois de mais de 8 meses contínuos de mar e em zona de guerra !

Paulo

Eu apontei que navios antes de serem comissonados passam, ou deveriam passar , por inspeções rigorosas, por uma serie de certificadoras especializadas e independentes, pelo menos no mundo ocidental, antes de serem liberadas para comissionamento. Se algo estiver errado, fora de normas de segurança, não conformes , etc, deve, ou deveria ser apontado pelo órgão certificador, para que a correção seja realizada. Isto se encaixa por exemplo no problema do sistema de coleta de dejetos desse mesmo PA. O uso intensivo, não deveria comprometer seu funcionamento, assim como os das lavanderias, se forem utilizadas dentro das especificações do fabricante. O… Read more »

Dalton

E o que o leva a pensar que o ^Gerald Ford^ não passou por ^ inspeção ^ ?
.
Até pelos testes de choque ele passou o que normalmente são reservados a segunda unidade da classe.
.
Em teoria todo incêndio é errado e pode ser evitado na prática é diferente de qualquer forma uma investigação nem foi iniciada e até que se tenha navios de tamanho e complexidade similares navegando além do considerado ^ saudável ^ comparações são infrutíferas.

J. VICTOR BUENO

30 Horas de combate a incentio não é algo comum, ai tem coisa mas como é EUA, “fogo amigo”, “erro operacional”, “falha de equipamento”, mas nunca merito do inimigo.

BraZil

Foi “fogo” amigo…

curisco

trumpão das massas está disposto a sacrificar todos pelo Epstein

Eromaster

Fogo provocado por mísseis do Irã….

Last edited 6 meses atrás by Eromaster
Gabriel

Verdade, essa bagaça foi alvejada e agora ficam fazendo malabarismos pra explicar um dano tão significativo…

Eromaster

Há um semana atrás, o embaixador do Irã em Moscou, falou publicamente que as Forças Armadas do Irã atingiram Porta-aviões do tio Sam. Alguns dias depois, apareceram com papo de incêndio a bordo.
Misteriosamente depois disso, porta-aviões se afastou de longe da costa do Irã, aproximadamente 1500 km de distância. Muito estranho esse incêndio.

Vi uma notícia hoje que USS Gerald Ford está retornando para Grécia para fazer manutenções….

Leandro Costa

comment image

Dalton

Assim como o USS Harry Truman também rumou para Creta ano passado após colisão com um navio de carga que muitos aqui também acreditam ter sido vítima dos ^Houthis^.
.
Outro NAe o ^Carl Vinson^ também teria sido atingido estando em chamas obrigando o comandante a postar um vídeo mostrando as operações aéreas normais.
.
Isso não quer dizer que um NAe dos EUA seja invulnerável apenas que ainda não acertaram ainda mais com o Iran sendo constantemente bombardeado a situação não deve estar boa também que facilite um ataque de sucesso.
.

Marcelo Andrade

Estou me deliciando aqui com nossos “Ispexialistas” em combate a incêndio a bordo de navios, inspeções de entrega, engenharia e comando…..!! kkkkk, o sujeito não quer comentar, quer dar uma aula do que nem tem idéia!!!

NEMOrevoltado

Será mesmo que foi acidente?

Da mesma forma que iranianos mentem ao dizer que atingiram A ou B, americanos podem mentir que não foram atingidos.

Eu não acredito em ninguem!

Last edited 6 meses atrás by NEMOrevoltado
Dalton

Só aproveitando o gancho do comentário já que poucos irão ler de qualquer forma… . Qualquer um que tenha lido mais a fundo a batalha de Midway verá que os japoneses ao retornarem mantiveram os sobreviventes dos NAes afundados completamente isolados muitos eventualmente foram enviados novamente ao combate sem verem os familiares e a imprensa controlada pelo governo nada divulgou aliás focou-se na “vitória” sobre a invasão de duas minúsculas ilhas nas Aleutas. . Não dá para esconder um “ataque” alguém já teria “vazado” a informação sobre os 2 NAes anteriores “Carl Vinson” e “Harry Truman” supostamente também deixados em… Read more »

FRITZ PILSEN

Muito estranho um incêndio durar 30 horas apenas “para ser completamente controlado”. Vejam: controlar não é extinguir. A verdade é que mesmo que o PA tenha sido atacado, a Marinha dos EUA jamais admitiria.

A ROYAL NAVY (que é mais boba) até hoje não reconhece que 1982 os argentinos tenham atacado o PA INVENCIBLE na Guerra das Malvinas, embora existam fortes indícios (principalmente o relato firme dos pilotos sobreviventes) de que o ataque realmente ocorreu.

Leandro Costa

Fritz, uma coisa é um ataque que não resultou em danos ser negado. Outra coisa é um ataque que resultou em danos e incêndio em um navio tão absurdamente visível quanto o Ford. Não tem como esconder algo assim.

Leandro Costa

As últimas informações contam que todo o evento levou 30 horas. Do início do incêndio, ao combate ao incêndio, rescaldo e finalmente limpeza dos compartimentos afetados, etc.

Alex Barreto Cypriano

Equipamento elétrico de alta potência com uso intenso como secadoras sempre dão problema… Bom mesmo eram a drying rooms que usavam o calor rejeitado das caldeiras 🤪 ‘back to ol’good steam’ 🌮😎🤣

rommelqe

Vários são os procedimentos, sistemas e meios destinados a prover detecção e combate a incêndios em navios militares. Imaginem, por exemplo, como devem ser os sistemas de ventilação concebidos e realizados no sentido de que gases e elementos solidos gerados em incêndios sejam isolados e exauridos para o ambiente externo aos compartimentos do navio/embarcação. E as rotas de fuga, etc? Uma embarcação do tipo MCMV destinada a contraminagem já apresenta dificuldades enormes, imaginem então um porta aviões (alguns aqui vão se lembrar do comentário que fiz a respeito dos sistemas instalados ao longo dos tempos no Intrépid, hoje ancorado la… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Caro Rommelque, salvo mal entendido meu, em navios aerodromos contemporâneos as aeronaves não são abastecidas ou armadas no hangar – isso acontece no convoo com a assistência dos purple (os apodados grapes) e dos red suits. Talvez uma lavanderia não conte com grandes recursos de prevenção e combate a incêndio. A causa do incêndio, aposto, foi faísca elétrica que incendiou roupas secas impregnadas de amaciantes. Mas aguardemos maiores informações.

Last edited 6 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
rommelqe

Caro ALEX: de fato, é no convoo que são armados, justamente como medida de proteção, evitando que um acidente (ou mesmo um ataque) possa afetar um maior número de aeronaves / sistemas. Assim, de fato, hangar não pode ser confundido por convoo. Notar que com o emprego do sistema do tipo water mist é até possível isolar uma sub-área do convoo! Quanto à lavanderia certamente não possui(ia) um sistema de detecção e combate a sinistros tão sofisticado, até mesmo porque sua localização fisica no contexto do layout do navio não seria tão exposta. Concordo que a hipótese de ter sido… Read more »

rommelqe

30 horas!

Alex Barreto Cypriano

👍👍