Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM)

Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM)

Infraestruturas fortalecem a logística, o abastecimento e a capacitação de militares

A Marinha do Brasil (MB), por meio da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), entregou, em 18 de março, à Força de Submarinos o Prédio de Comando do Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché (CIAMA) e o Sistema de Abastecimento de Óleo Combustível da Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM), localizados no Complexo Naval de Itaguaí (RJ). A iniciativa amplia a infraestrutura de apoio e contribui para a continuidade do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

Com uma área construída de 4.206 metros quadrados, o novo prédio do CIAMA foi projetado para ampliar a capacidade de formação de Oficiais e Praças. A estrutura conta com salas de aula, laboratórios de informática e eletrônica, além de áreas administrativas e de apoio técnico.

O Sistema de Abastecimento de Óleo e Combustível da BSIM foi dimensionado para atender aos meios subordinados ao Comando da Força de Submarinos que utilizam óleo combustível marítimo (OCMT), assim como outras embarcações que venham a atracar nos cais do Complexo Naval de Itaguaí. Com dois tanques de armazenamento de 700 mil litros cada, o sistema inclui casa de bombas, redes de distribuição interligadas aos cais e separador de água e óleo, garantindo maior eficiência, segurança operacional e conformidade ambiental nas atividades de abastecimento.

Entrega do Sistema de Abastecimento de Óleo Combustível da BSIM

Durante a cerimônia, o Comandante da BSIM, Capitão de Mar e Guerra Leandro Freitas Ribeiro, enfatizou a importância das novas infraestruturas.

Com a inauguração desse novo sistema, a BSIM amplia a sua “carta de serviços”, aumentando suas capacidades para prestar o melhor apoio possível ao maior ativo da defesa nacional: os Submarinos da classe Riachuelo e o futuro Submarino Nuclear Convencionalmente Armado”, afirmou o Capitão de Mar e Guerra Freitas.

Para o Diretor de Contrato do PROSUB-EBN da construtora Norberto Odebrecht, Felipe Piler, programas dessa magnitude, que atravessam décadas, são sustentados pela estabilidade institucional, clareza de propósito e continuidade das políticas de Estado.

A entrega dessas instalações representa mais uma etapa concretizada no âmbito do PROSUB, reafirmando um compromisso institucional da Odebrecht construído ao longo de mais de quinze anos no Programa, que já está em vias de iniciar sua nova fase por meio das obras do Complexo de Manutenção Especializada”, ressaltou.

Já o Comandante do CIAMA, Capitão de Mar e Guerra Marcio Claudio Bomfim Oliveira, destacou a relevância da nova estrutura para o aprimoramento das atividades de ensino e adestramento.

A construção deste prédio representa um avanço importante para o CIAMA, especialmente para a Escola de Submarinos, proporcionando instalações modernas e adequadas para o treinamento e o desenvolvimento dos nossos submarinistas. É um orgulho ver o investimento e o esforço dedicado à melhoria das nossas capacidades, refletindo o compromisso da Marinha com a formação de profissionais altamente capacitados e preparados para enfrentar os desafios do futuro”, afirmou.

As entregas de infraestrutura representam mais uma etapa que consolida a continuidade do PROSUB e o fortalecimento da capacidade operacional da Marinha.

FONTE: Agência Marinha de Notícias




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Felipe

Uma baita estrutura dessa, deveríamos encomendar mais submarinos convencionais, tipo mais 4 Riachuelos pelo menos

Iran

Sim, 8 riachuelos e 4 subnuc dariam uma dissuasão sem igual pro Brasil. Daria pra fazer algo semelhante pra frota de superfície, 8 FCT + 4 fragatas maiores de 6.000 toneladas, seria uma verdadeira marinha de guerra aqui no hemisfério sul. Ai junta com as baterias terrestre pro Mansup e a versão lançada por Gripen, e tá ótimo.

Elint

Aí você acorda e cai da cama…

Felipe

A base tem capacidade para operar 10 submarinos, já foi feita pensando nisso.

ln(0)

No prosub original eram 15 Submarinos convencionais, mais os nucleares… Agora sobrou uma estrutura gigante subutilizada.

Camargoer.

Não. O ProSub é um acordo entre o Brasil e a França que prevê a construção de uma nova base de submarinos, um estaleiro para construção e manutenção dos submarinos, construção de 4 submarinos Scorpene e a construção de um submarino nuclear cujo sistema de propulsão é de responsabilidade brasileira. A MB, por outro, fez um dimensionamento do que ela considerava necessário para atender todas as suas necessidades que resultou no Plano de Equipamento e Articulação da MB (PAEMB), também divulgado em 2009 e demandaria US$ 84 bilhões em 30 anos. Uma conta simples, a MB tem um orçamento anual… Read more »

ln(0)

Eu misturei o prosub com o PAEMB(2009), mas achava que a construção da nova base de submarinos teria relação com a quantidade de 15 convencionais mais os 6 nucleares. Se no fim a MB vai operar a mesma quantidade de submarinos convencionais, por que não reformar o AMRJ?

E, irei ler os artigos, parecem bem interessantes.

Camargoer.

Ola meu colega “Indefinido” (coisa que nem precisa explicar) O plano seria reformar o AMRJ onde seriam construídos e onde seriam feitas as manutençoes dos submarinos 212 alemãoes caso tivessem sido escolhidos Neste caso, seria perdida a oportunidade de construir o submarino nuclear. A MB chegou a escolher o 212, mas depois preferiu o Scorpene (que é superior ao 212) e a oportunidade de constuir o SBN. A inclusão do SBN demandaria uma reforma ainda maior no AMRJ que permitisse a contrução de um submarino de 6 mil ton e a velha base de submarinos em Niteróri também teria que… Read more »

ln(0)

Bom, eu tenho uma vaga lembrança do kichute! Haahaaha
Mas não sei se a MB vai focar somente nos nucleares, financeiramente seria melhor um mix como a Rússia e a China fazem. Os diesel elétricos para fazerem um “defesa de ponto” (foz do Amazonas, porto de Santos, etc) e o nuclear para fustigar a frota inimiga.
Eu aposto 2,1 bilhões de $kichutes nisso.
=D

Camargoer.

Caro

è improvável que a MB contrate outros subarinos convencinais.

A MB operou 5 Tupis. Logo serão 4 Scorpenes e o SBN ja começou a ser construído.

Temos que perguntar o que virá depois do SN10. Obviamente, um segundo SBN é uma arma de maior poder de dissuasão que mais submarinos convencionais. Um SBN custra entre 2~3 Scorpenes. Aalguns colegas estimam em 3~4, que seja. A conclusão da análise é a mesma

Ao invés de contratrar Scorpenes adicionais, pelo mesmo valor será possível construir um segundo SBN.

Estives

“e o SBN ja começou a ser construído”
O que foi construído? O sino? A sessão de qualificação que não vai pro navio? Infelizmente nem o reator do labgene tá pronto… Me explica como que o SBN já começou a ser construído?

Renato

Prezado,

sou da linha que acredita que 3 submarinos convencionais são muito mais úteis do que um sub nuc, especialmente no contexto operacional brasileiro onde a função primordial e a negação de uso de nossas aguas territoriais e ZEE e o alcance não é o fator critico, mas sim a furtividade. E ter apenas um ou dois subnucs não garante ter sempre um operacional considerandos os ciclos de operação, manutenção e treinamento. Considero muito mais útil um flotilha mais numerosa de scorpenes onde vários estariam operacionais e representariam uma ameaça muito maior a adversários do queapenas um sub nuc operacional.

Elint

Mais submarinos convencionais e menos submarinos “convencionalmente” armados…

Camargoer.

Pelo Contrário O poder dissuasório e mesmo o poder de fogo de um SBN é superoir ao dos submarinos convencionais. Uma estimativa rápida, um SBN custa entre 2,5~3,5 Scorpenes (minhas estimativas sempre indicaram algo entre 2~3 Scorpenes, mas isso importa pouco), portanto a ideia de um segundo lote de Scorpenes que tanta gente defende seria o equivalente a ter com certeza 01 SBN adicional na MB, dependendo da conta feita e da capacidade de nacionalização e produtividade, creio que a MB consiga construir 2 novos SBN pelo que seria gasto em 4 (ou 5) Scorpenes adicionais Um frota de 2… Read more »

Nilo

Com tanto recursos financeiros, tecnológico e humano centrado em uma área, acho bom a MB juntar forças com o Exército, urge sistemas de bateria anti aérea e de radares de longo alcance.

Lucena

Focar em guerras submarinas, em inteligência naval através de drones e satélites e misseis de médio e longo alcance .
.
O inimigo já muita das vezes mostrou que só ataca se mostrar fraqueza para ele…. esse é covarde e traiçoeiro.

Scudafax

O inimigo tem uma arma não-secreta: Traidores da pátria e vassalos. Só isto para explicar alguém negativar seu comentário.

De covardia os EUA entendem.

fewoz

5 vassalos já deixaram dislike no seu comentário, que foi certeiro. É exatamente isto: o maior inimigo do Brasil não está fora, mas dentro. Foi/está feita uma lavagem cerebral nestas pessoas.

João

Me lembrou de uma imagem publicada aqui no PA há alguns anos atrás…

comment image

Quase chegando em 2021 😢…

Estives

E pelo google maps tem lugar até hoje que não foi aterrado ainda

Scudafax

Mais um exemplo de infraestrutura que não resiste à qualquer conflito. Instalações deveriam ser subterrâneas, reforçadas e dispersas.

Toda esta infraestrutura poderia ser destruída na primeira hora de conflito. E aí como ficaríamos?

Leandro Costa

Essa estrutura é fácil de manter e relativamente barata de se construir. Se existem instalações que fazem isso de forma subterrânea, eu espero que a MB não divulgue para agradar marmanjos na internet.

José de Souza

Por obvio. Certamente existem estruturas secundárias em pontos de dispersão.

NEMOrevoltado

Bacana, mas e a defesa anti-aérea?

Aéreo

O que melhor fazemos no setor público brasileiro é prédio – não que eles não sejam importantes.  Programas de submarinos nucleares, da-lhe prédios sendo construídos, mesmo que os submarinos nunca saiam.  Programa de lançadores de satélites, da-lhe criar uma base para o foguete, mesmo que o foguete nunca saia.  Acordo com a Ucrânia, os ucranianos entram com o foguete e a gente com infraestrutura na base, mesmo que o lançador nunca saia. Sistema de satélites militares da FAB, dois prédios lindíssimos construídos, um em Brasília outro no Rio, a ideia de dispersão está correta, o que tem de errado é… Read more »

Hamom

“Infraestruturas fortalecem a logística, o abastecimento e a capacitação de militares”
Ok,

Tá tudo muito bom (bom)
Tá tudo muito bem (bem)
Mas realmente, mas realmente…E as defesas?

Last edited 5 meses atrás by Hamom
Leandro Costa

Eu preferia que você….

Nah, na verdade não preferia não.

Hamom

Mas analogia faz sentido…
porque o personagem da música tá num bate papo com cerveja e batatas fritas, mas isto é só preparação para o que ele quer: tira a roupa da garota…

Da mesma forma todos os preparativos das FA devem servir para alcançar um objetivo claro: pegar as mina..ops, a defesa…

Leandro Costa

Mas falando sério agora, as defesas ali só tem uma por enquanto. E estão ‘meio’ defasadas. São os F-5M da BASC.

Hamom

Os F-5 ajudam em alguns cenários, mas precisa ser complementados com defesas locais, um radar e bateria de mísseis antiaéreos instalados ali na ponta da Restinga da Marambaia já ajudaria…

Fora ter sempre uma fragata patrulhando o oceano de frente pra Rio e São Paulo, com radar e sonar varrendo , o que não sei se já é feito…

Last edited 5 meses atrás by Hamom
Leandro Costa

Hamom, eu concordo na maioria. Baterias de mísseis e radares ali na Marambaia seria uma boa. Só não concordo com a fragata fazendo serviço de patrulha. Patrulhas ali tem que ser feitas por meios distritais. Seria interessante que tivéssemos drones fazendo patrulha marítima em conjunto com os navios patrulha. Eu digo isso porque não há crise. Não há uma justificativa operacional para se colocar uma fragata em patrulha especificamente naquela região. Quando for esse o caso, aí basta realmente tirar uma fragata do Mocanguê e fazer com que ela efetue esse trabalho. Mas acho que concordamos que precisamos comer muito… Read more »

João Pedro

Excelente, logística ontem, logística hoje e logística amanhã.

Elint

Submarino Nuclear Convencionalmente Armado”
Ai, que preguiça…

José de Souza

Imagina a nossa, ao ler seus “comentário”…