Marinha Canadense revela modelo atualizado do destróier classe River com alterações no sistema de armas
Ottawa, 25 de março de 2026 — A Marinha Real Canadense apresentou, na terça-feira (24/3), um modelo em escala atualizado do destróier da classe River, revelando modificações significativas no design do sistema de combate da embarcação. A apresentação ocorreu no Quartel-General da Defesa Nacional, conduzida pelo Vice-Comandante da Marinha, Contra-Almirante Charlebois, e pelo Diretor de Grandes Projetos Navais da Coroa – Combatente, Capitão de Mar e Guerra Tremblay.
As mudanças no design
As alterações confirmadas incluem a limitação a 24 células de lançamento vertical, a remoção de um sistema secundário de mísseis, a substituição da artilharia mais pesada e a consolidação das estruturas de sensores e mastros.
As modificações confirmadas pelo modelo apresentado em Ottawa sustentam o esforço canadense para implantar um combatente multifunção mais interoperável e sustentável, alinhado às plataformas aliadas da Type 26, fortalecendo a prontidão naval e as operações de coalizão em ambientes marítimos de alta ameaça.
Construção já em andamento
O programa vai além de maquetes: o navio líder da classe, o HMCS Fraser, já está sendo construído. O primeiro aço foi cortado para o navio líder, HMCS Fraser, em abril de 2025 no estaleiro Irving Shipbuilding, marcando o início da produção em ritmo pleno. A entrega está prevista para o início da década de 2030.
O projeto de destróier classe River, anteriormente conhecido como Programa de Combatente de Superfície Canadense, representa a maior e mais complexa iniciativa de construção naval já empreendida no Canadá desde a Segunda Guerra Mundial.
Os três primeiros navios do Lote 1 foram nomeados HMCS Fraser, HMCS Saint-Laurent e HMCS Mackenzie — em homenagem aos principais rios canadenses que conectam os oceanos Atlântico, Pacífico e Ártico.
Escopo e custo do programa
O programa cobre até 15 navios, com a entrega do primeiro prevista para o início da década de 2030 e a entrega final estimada para 2050. O custo total de aquisição da classe foi estimado em mais de 77 bilhões de dólares canadenses.
As embarcações terão comprimento de 151 metros, deslocamento de 7.800 toneladas e alcance de 7.000 milhas náuticas. A propulsão será baseada em um sistema CODLOG (combinado diesel-elétrico ou turbina a gás), com motores elétricos e turbinas a gás Rolls-Royce MT30.
Os navios serão equipados com o sistema de combate Aegis, o radar de busca aérea SPY-7, desenvolvido pela Lockheed Martin, sistemas de sonar de casco e de reboque da Ultra Electronics, além de um conjunto abrangente de guerra eletrônica.
Parceria trilateral com Reino Unido e Austrália
As embarcações são baseadas no design Type 26 da BAE Systems, que também está sendo construído para o Reino Unido e a Austrália — inserindo o Canadá no mesmo ecossistema tecnológico e industrial de seus aliados no programa AUKUS, ainda que fora dele formalmente, com ganhos em interoperabilidade e padronização de sistemas.
O programa representa a mais ambiciosa renovação da frota de superfície canadense em décadas, substituindo tanto as fragatas da classe Halifax quanto os destróieres da classe Iroquois, já descomissionados.■



Sempre associei a classe River aos OPVs ingleses, nossos Classe AMAZONAS (Amazonas, Apa e Araguari)
Achei meio grandinha demais (7.800 tolenadas) para só 24 lançadores verticais, que aliás, não entendo onde ficarão, na proa, atrás do canhão? A título de comparação, os KDX II sul coreanos tem 32 VLS e deslocam 5.520 toneladas.
Arleigh Burke Flight 1 é comparação até melhor,porque o peso é mais próximo(8400t) e tem 90.Essa classe River é tão desdentada que parece que foi feita na Alemanha.
OFF TOPIC: EUA estão torrando os estoques de Tomahawks disponíveis no Oriente Médio. Mais de 800 mísseis lançados desde o início da guerra, segundo WP.
U.S. has burned through hundreds of Tomahawk missiles in Iran war – The Washington Post
Bom pra China, e acho que eles deveriam apoiar os iranianos de forma um pouco mais incisiva nessa guerra