EUA dispararam mais de 850 mísseis Tomahawk contra o Irã em quatro semanas; estoques preocupam Pentágono
O destróier de mísseis guiados da classe Arleigh Burke, USS Delbert D. Black (DDG 119), dispara um míssil de ataque terrestre Tomahawk (TLAM) em apoio à Operação Epic Fury, em 28 de fevereiro de 2026. (Foto da Marinha dos EUA)
Washington, 27 de março de 2026 — Os Estados Unidos dispararam mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra o Irã nas primeiras quatro semanas da guerra, consumindo o arsenal de armas de precisão em um ritmo que alarmou oficiais do Pentágono e desencadeou discussões internas urgentes sobre como repor e redistribuir o estoque, segundo reportagem do Washington Post com base em fontes familiarizadas com o assunto.
O ritmo de consumo sem precedentes
Os mísseis, que podem ser lançados de navios de superfície e submarinos da Marinha, são uma das principais ferramentas dos ataques militares americanos desde que foram usados pela primeira vez em combate na Guerra do Golfo Pérsico, em 1991. Contudo, apenas algumas centenas são fabricadas por ano, o que limita o estoque global.
Antes do conflito ter início, os EUA provavelmente tinham entre 4.000 e 4.500 Tomahawks disponíveis, segundo analistas. Outros estimam que o número poderia estar mais próximo de 3.000 após operações anteriores. Mark Cancian, consultor sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), afirmou que disparar mais de 800 mísseis equivaleria a cerca de um quarto do inventário total.
Muitos dos mais de 850 Tomahawks foram disparados nos dias iniciais da Operação Epic Fury.
“Alarmantemente baixo” — o alerta interno
Um oficial descreveu o número de mísseis restantes no Oriente Médio como “alarmantemente baixo”, enquanto outro alertou que o Pentágono poderia estar se aproximando do “Winchester” — gíria militar para ficar sem munição — sem intervenção.
O alto consumo exigirá discussões urgentes sobre a possibilidade de realocar mísseis de outras partes do mundo, incluindo o Indo-Pacífico. A preocupação extrapola a guerra com o Irã: o Pentágono já está cada vez mais atento à resiliência de seus estoques de armas ao prever um cenário futuro de alto nível no Pacífico, especialmente um conflito sobre Taiwan.
Cancian alertou que o uso de mais de 800 Tomahawks no Irã “deixaria uma grande lacuna para um conflito no Pacífico Ocidental” e “levaria vários anos para ser suprido”.
O custo e o tempo de reposição
Cada míssil Tomahawk custa entre 2 e 4 milhões de dólares, o que eleva a conta dos 850 já disparados a até 3 bilhões de dólares — uma fração do custo total da guerra, estimado em mais de 18 bilhões de dólares até agora. Repor os mísseis consumidos deve levar anos: a fabricação de um único Tomahawk exige entre 18 e 24 meses, devido à complexidade de seus componentes.
O Pentágono também disparou mais de 1.000 mísseis interceptores de defesa aérea em resposta aos contra-ataques iranianos na região.
O governo rebate
Apesar das preocupações internas, o governo Trump rejeitou publicamente a narrativa de escassez. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA têm “mais do que munições, balas e estoques de armas suficientes para alcançar os objetivos da Operação Epic Fury”. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que o militar americano “tem tudo o que precisa para executar qualquer missão no tempo e lugar escolhidos pelo presidente”.
Apesar do discurso, a administração já tomou medidas concretas: o presidente Trump anunciou em 6 de março que seu governo realizou uma “reunião muito boa” com fabricantes de defesa americanos, incluindo a Raytheon, contratante do Tomahawk. O objetivo declarado é acelerar a produção de armamentos nacionais — mas a geometria industrial americana sugere que o reabastecimento do arsenal levará anos, independentemente da urgência política.■
FOTOS: Marinha dos EUA




Assistindo um documentário americano … os EUA e seus aliados gastaram mais misseis interceptadores nas duas semanas de guerra com o Irã do que o total de misseis enviados a Ucrânia em quatro anos. 😱
Foto antiga do “Sterett” já que não há evidência do sonar rebocado recentemente instalado.
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No mais dependendo do que se lê e acredita seria possível construir 600 “Tomahawks” ou mais anualmente, isso não estava sendo feito porque o estoque era considerado relativamente alto e se estava convertendo os “Block IV” para “Block V”.
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Se este ano se passar a construir 600 ou mesmo mais em 2 anos o estoque voltará ao normal ou mesmo aumentado já que se está levando a sério com um certo atraso a necessidade de ter um estoque aumentado de todo tipo de munição.
Dalton, parabéns.
Poucos entusiastas tem teu conhecimento e capacidade de análise e escrita.
Infelizmente, apesar de toda tua lucidez, comprovada com argumentos, existem aqueles preocupados apenas com a “guerra de torcidas e narrativas”, que terão a capacidade de negativar teu comentário.
Enfim, espero que tenha a paciência necessária, para continuar a compartilhar teu conhecimento.
Grato pelas palavras e pela coragem pois normalmente elogios a mim rendem negativacoes…e não deu outra 😀
Tem uma galera aqui que negativa por esporte, só pode.
Para construir cada missel se utiliza 18kg de terras raras e a china, que detem 90% da capacidade de refino, cortou o suprimento
Então acabou. Os EUA militarmente passarão a ser irrelevantes . Sem mísseis ou poucos deles não justificará tantos navios submarinos aeronaves, bases, satélites, etc
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Provavelmente só conseguirão manter 4 ^SSBNs^ como França e Reino Unido para uma módica capacidade de dissuasao com uns poucos mísseis ^Trident ^ com o pouco de ^terras raras^ que a China em sua benevolência permitirá.
Dalton,
Acho um pouco exagerado esse número de 850 Tomahawks.
Isso exigiria o emprego, por exemplo, de pelo menos uns 26 destroieres.
O mais provável é ser a metade disso.
Não precisa inflacionar ,,😃😃😃😃, menos , menos batista , apague isto !
Queima de estoque antigo, agora fabricar o novo modelo 😏
E as empresas fazerem uma graninha vendendo novos
São armas compradas e pagas a 15 , 20 anos atrás, mas a imprensa e os “oficias que não quiseram se identificar” ignoram na cara de pau isto e …., os tolos torcedores ficam excitadas!
Só falta acertar isso com a cadeia de suprimentos global, onde há uma notável escassez e dependência de poucos fornecedores dos principais insumos utilizados pela indústria bélica (terras raras, componentes eletrônicos e etc)
A Raytheon batendo palmas para futuras novas encomendas pagas pelo contribuinte norte-americano…
Como disse o Major General Smedley D. Butler, 91 anos atrás: “War Is a Racket”
Se preocupe com o contribuinte brasileiro que sente seu dinheiro sendo utilizado em futilidade como Houanet, orçamento secreto , penduricalhos do judiciário , cartão corporativo de primeira espiã dama , pensão de filhas , empréstimos para companheiros ditadores africanos e carbenhos …. , quem tá mais ferrado ?
Boeing, LM, RTX …. maravilha. O que seria dos bilionários se não fossem esses conflitos
Acho que ele está queimando estoque pra agradar os produtores com novos contratos massivos, não é possível alguém ser tão burro.
Bobagens , mísseis tem data de validade , tomahawks não podem ser usados pela Ucrânia , então usá-los no Irã é economicamente interessante , melhor do que descarta-l9s no ferro velho , e eles já estão pagos !
Como referencia a campanha do Iraque em 2003 também gastou entre 800 e 850 misseis Tomahawk. Faz parte da doutrina deles de “choque e pavor” a questão é que o Irã aparentemente consegue suportar mais os efeitos deste tipo de campanha do que outras nações no passado.
Aparentemente os Iranianos aprenderam rápido com os fracassos recentes do pais nos ataques de pouco tempo atrás.
Assista o vídeo do Júlio do canal Sala de Guerra do Youtube, ele demonstra como o Irã resistiu a isso descentralizando (pulverizando seria o termo mais correto) o poder, o que contraria os esforços do Iraque de Saddam que centralizava tudo nele. Os iranianos aprenderam com o fracasso do Saddam.
Esse é um ponto importante. Saddam, assim como outros ditadores são “paranoicos” com a possibilidade de uma revolta interna tirá-los do cargo. Ele chegou a manter mais de 10 serviços de inteligência separados no Iraque, a ideia é que um complô sempre seria “vazado” por algum dos serviços de inteligência. A Venezuela mostrou décadas depois que este tipo de paranoia tinha algum fundo de razão. Bastaram os militares venezuelanos comporem com os EUA para que o ditador de plantão fosse trocado e outro ditador(a) menos hostil assumisse o posto, mantendo os privilégios das castas que são suporte ao governo, no… Read more »
Narrativas de uma imprensa canhota aproveitando a oportunidade para fazer planfetagem , o intuito é agradar a caterva mundial , publicações com o mesmo padrão de frágil verdades foi dito a exaustão sobre Rússia e sobre Ucrânia , falavam que Putin tinha só mais 2 anos de vida , que a Rússia estava sem mísseis , que eles estavam usando tanques da guerra Russo/Japão , e da Ucrânia diziam que Zelesnki ia fugir , diziam que a munição de 155 mm iria acabar e o ocidente levaria 2000 anos para ter condição de produzi- las , enfim , as notícias… Read more »
temos vencedores:
a) indústria de armas (o ‘comunista’ eisenhower nos anos 50 já denunciava isso)
b) os ‘bro’ do mercado financeiro
c) netanyahu e sua gangue