ONU votará resolução sobre Ormuz enquanto China rejeita uso da força
O Conselho de Segurança das Nações Unidas deverá votar nos próximos dias uma resolução destinada a garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, em meio a fortes divisões entre as principais potências globais — com a China liderando a oposição à autorização do uso da força.
A proposta, apresentada pelo Bahrein — atual presidente rotativo do Conselho — busca assegurar o tráfego comercial na via marítima estratégica, responsável por cerca de 20% do petróleo transportado globalmente, afetado pelo conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados.
Divisão entre potências
O texto da resolução passou por revisões após a resistência de membros permanentes do Conselho, especialmente da China, da Rússia e da França, que rejeitam qualquer linguagem que autorize ações militares diretas.
Pequim argumenta que permitir o uso da força poderia agravar ainda mais a crise regional. O embaixador chinês na ONU alertou que tal medida poderia “levar a consequências graves” e defendeu uma solução baseada em cessar-fogo e negociação diplomática.
Versão suavizada do texto
Diante da oposição, o projeto foi reformulado para limitar-se a autorizar “medidas defensivas” para proteger o tráfego marítimo, retirando termos mais amplos como “todos os meios necessários”, que poderiam abrir caminho para intervenção militar direta.
Ainda assim, o texto continua enfrentando obstáculos, já que qualquer resolução requer pelo menos 9 votos favoráveis e não pode ser vetada por nenhum dos 5 membros permanentes.
Contexto de crise energética
O impasse ocorre em um cenário de forte escalada no Golfo Pérsico, após o Irã restringir ou bloquear o tráfego no Estreito de Ormuz em resposta a ataques militares, provocando uma das maiores disrupções no fornecimento global de energia das últimas décadas.
A paralisação parcial da rota marítima já levou à disparada dos preços do petróleo e intensificou a preocupação com a estabilidade econômica global.
Pressão por solução diplomática
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a situação se aproxima de um “ponto de ruptura”, com risco de uma guerra mais ampla no Oriente Médio.
Enquanto isso, países do Golfo e aliados ocidentais pressionam por medidas mais firmes para garantir a liberdade de navegação, enquanto a China e outros membros defendem a contenção e o diálogo.
A votação, inicialmente prevista para esta semana, foi adiada para permitir novas negociações — reflexo das profundas divisões que dificultam uma resposta internacional coordenada à crise.■

O que poderia ser feito pela ONU futuramente caso consiga um cessar fogo indeterminado (isso vai ser difícil):
1) Criar uma FTM de pequenas embarcações como varredores/caça minas e Patrulhas para escoltas desses para realização de uma desminagem e varredura e posterior liberação do Estreito e sendo Patrulhado constantemente o estreito por embarcações de baixa intensidade ao emprego não deixando ou evitando a guerra assimétrica e ataque aos mercantes e aos próprios incorporados pela ONU (UN).
Mas parece que a poeira não “baixa” na região 🥴
Tá difícil 😰
Se eua não vetar de um lado china e russia vetam do outro.
Provavelmente vai dar em nada já que Russia e China vetam qualquer coisa.
Vai acabar juntando todo mundo contra o Irã se continuarem represando abolutamente todo petroleo.
Tem cidades que estão sendo abandonadas na região como dubai e países com serios problemas na asia.
,mais fácil é todo mundo ir negociando com irã
Onu ,
Se o Irã já não tem medo de atacar ativos americanos, israelenses e da vizinhança no Golfo, duvido muito que eles comecem agora a temer algo por atacar fragatas dos EuroBambis…
Que eu saiba atacaram petroleros e não navios militares:
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_ships_attacked_during_the_2026_Iran_war
China, Rússia e França são contra… Isso não passa.
Por que os poderosos EUA e Israel nao liberam o estreito? Não conseguem?