Naval Home Guard

A Dinamarca iniciou o processo de aquisição de 21 novos navios destinados à componente naval da Guarda Nacional (Naval Home Guard), em um movimento que reflete a crescente preocupação europeia com a proteção da infraestrutura crítica marítima e com a adaptação a novas ameaças no ambiente naval.

A iniciativa é conduzida pela Agência de Material e Aquisições do Ministério da Defesa dinamarquês (FMI), que publicou recentemente um Request for Information (RFI) para buscar fornecedores capazes de projetar, construir e integrar as novas embarcações. Os navios deverão substituir unidades mais antigas das classes 800 e 850, atualmente em operação.

De acordo com os requisitos divulgados, as futuras plataformas deverão desempenhar tanto funções militares quanto tarefas de caráter civil, atuando tanto em tempos de paz quanto em cenários de crise ou de conflito. Entre as missões previstas estão a vigilância marítima, a afirmação de soberania, o acompanhamento e a escolta de embarcações, além de operações em águas abertas, sem proteção.

Um dos pontos centrais do programa é a capacidade de proteger infraestrutura submarina crítica, como cabos de comunicação e dutos energéticos, um tema que ganhou relevância estratégica após incidentes recentes de sabotagem e tensões no ambiente europeu. Nesse contexto, os navios deverão dispor de meios para detectar, dissuadir e, se necessário, interceptar embarcações suspeitas.

Outro requisito fundamental é a adoção de um design modular, o que permite a integração futura de sistemas ainda em desenvolvimento, como tecnologias de drones e de contramedidas anti-drones. A exigência reflete a rápida evolução das ameaças no domínio marítimo, especialmente quanto à utilização de sistemas não tripulados.

A Guarda Nacional Dinamarquesa, parte integrante das Forças Armadas do país, desempenha um papel singular ao combinar capacidades militares com uma sólida base de voluntariado. Sua componente naval opera cerca de 30 embarcações distribuídas pelo território dinamarquês, mantendo prontidão permanente para responder a incidentes com aviso de apenas uma hora. Entre suas atribuições estão o apoio à navegação de navios aliados, operações de busca e salvamento e ações de proteção ambiental marítima.

O novo programa busca não apenas substituir meios envelhecidos, mas também ampliar a flexibilidade operacional e a capacidade de resposta diante de um ambiente de segurança cada vez mais complexo. A Dinamarca exige que o fornecedor selecionado atue como integrador completo, sendo responsável por todas as etapas do projeto, desde o design até a construção e militarização parcial das embarcações.

O prazo para manifestação de interesse por parte das empresas termina em 4 de maio, após o qual o governo dinamarquês deverá avançar para as próximas fases do processo de aquisição.■


 

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2 Comentários
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Nilo

21 novos navios, parece piada comparado o mar da Dinamarca com a extensão de mar do Brasil e o número de nossas aquisições.

Last edited 2 meses atrás by Nilo
Palpiteiro

Eles tem a Groelândia