CENTCOM diz que iniciou operação de varredura de minas no Estreito de Ormuz; Irã nega e ameaça atacar navios não autorizados

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US destroyers

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) anunciou, neste sábado (11/4), o início de uma missão de varredura de minas no Estreito de Ormuz, com dois contratorpedeiros da Marinha americana transitando pela passagem estratégica pela primeira vez desde o início da guerra contra o Irã, em 28 de fevereiro. A operação ocorre simultaneamente às negociações de paz em Islamabad entre EUA e Irã, em meio a um frágil cessar-fogo de duas semanas, e ao problema revelado nesta semana de que o próprio Irã perdeu o rastro das minas que plantou no estreito.

Os navios e a missão

O USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112) transitaram pelo Estreito de Ormuz e operaram no Golfo Arábico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja completamente livre de minas navais lançadas anteriormente pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, celebrou o movimento em uma declaração: “Hoje, iniciamos o processo de estabelecer uma nova passagem e, em breve, compartilharemos esse caminho seguro com a indústria marítima para encorajar o livre fluxo do comércio.”

Forças adicionais dos EUA, incluindo drones subaquáticos, deverão se juntar ao esforço de limpeza nos próximos dias. Não está claro quais outros navios de superfície poderão participar. A Marinha americana ainda tem vários navios posicionados ao redor do Oriente Médio que haviam participado da guerra.

A operação não foi coordenada com Teerã

O movimento não foi coordenado com Teerã, mesmo enquanto as negociações de paz começavam mais cedo no dia. A tensão entre a operação militar e as negociações diplomáticas é evidente: os EUA avançam unilateralmente para resolver o problema das minas, exatamente no momento em que buscam um acordo com o Irã em Islamabad.

Após as declarações de Trump, o Irã negou os relatos e ameaçou atacar qualquer navio não autorizado no estreito. A negativa iraniana contrasta diretamente com a declaração do CENTCOM.

O contexto: 230 petroleiros esperando, energia global paralisada

A urgência da missão é refletida em números concretos. No dia 9 de abril, 230 petroleiros carregados estavam esperando no Golfo. A restrição das remessas em mais de 90% — cerca de 10 milhões de barris por dia de produção de petróleo — elevou os custos de energia e de insumos agrícolas em todo o mundo.

Cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo normalmente passa pelo estreito, tornando a sua reabertura uma prioridade econômica global de primeira ordem — razão pela qual a revelação, noticiada pelo New York Times nesta semana, de que o próprio Irã não sabe onde estão todas as minas que plantou representa uma complicação potencialmente grave para qualquer acordo de paz.

Trump reivindica controle da situação

Em publicação no Truth Social neste sábado, Trump afirmou que os EUA estão “limpando” o Estreito de Ormuz e minimizou a ameaça das minas iranianas. “A única coisa que eles têm é a ameaça de que um navio possa ‘esbarrar’ em uma de suas minas marítimas, que, aliás, todos os 28 barcos lança-minas deles também estão no fundo do mar”, escreveu Trump.

O presidente havia advertido na véspera que decidiria em 24 horas se os iranianos estavam levando a sério as negociações de paz ou se os EUA precisariam impor o que chamou de “o mais poderoso reset do mundo”.■


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26 Comentários
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Burgos

Rapaz !!!👀
Eu fui o fuzileiro de proa no D 26 (navegação em canal restrito), não queria estar na pele dos que estão aí agora (fica na proa do navio com um fuzil+cinto com mais 10 carregadores do fuzil preso ao seu corpo)😰
E o Comando teve muita coragem em já executar tal varredura no estreito minado 🥴

Higor

“Ah mas os Yankees perderam a guerra”

Burgos

É o que estão dizendo por aí.
Não consigo entender 🤔
Se os EUA perdeu a guerra, pq eles continuam na cena de ação e dos ataques ?!🤷‍♂️

Nilo

Ao lê os comentários, constatamos, grande possibilidade de Trump, ter a necessidade de antecipar a notícia, a de que já começou a limpeza das minas no estreito de Ormuz, antes mesmo de sua execução, Trump encontra-se claramente em um estado de agonia, busca minimizar o desgaste de seu governo, mas os fatos é que o tráfego no Estreito de Ormuz não voltou ao normal e permanece muito limitado, com fluxo abaixo de 10% da capacidade anterior, operando com restrições impostas pelo Irã.

Tutu

Dias após a queda de Saigon os EUA ainda fizeram ataques no Vietnã. Mas quem perdeu?

Leandro Costa

Quais?

Alex Barreto Cypriano

Em que pese ser um Burke um combatente de superficie com capacidades amplas nos vários domínios, quem tinha que fazer desminagem eram os LCSs classe Independence, estranha e coincidentemente distantes do teatro operacional já deficitário após a remoção dos classe Avenger. A pulga paranóica atrás da orelha se recusa a aceitar coincidencias estonteantes ou citação Tolstói pra justificar a imprevisibilidade numa guerra: ela prefere morder a orelha e sussurrar ‘conspiração de rackets’…

Dalton

Há 42 ^Burkes^ e 17 ^Independence^ no Pacífico e para os últimos, vários não disponíveis há apenas 3 módulos de contra minagem ainda apresentando problemas justamente instalados nos USSs Tulsa,Camberra e Santa Barbara que com troca de tripulações a cada cerca de 3 meses estão em atividade a mais de 12 meses.
.
Independente da matemática os ^Burkes^ estão no Estreito por suas maiores capacidades de defesa não usados para desminagem .

Sergio Machado

Algo de errado não está certo nessa história.
Bem no meio da negociação?
Aí tem.

Leandro Costa

Detalhe que um dos Arleigh Burke transitou pelo Estreito de Ormuz com o AIS ligado, com o Mundo todo vendo.

gordo

“A única coisa que eles têm é a ameaça de que um navio possa ‘esbarrar’ em uma de suas minas marítimas, que, aliás, todos os 28 barcos lança-minas deles também estão no fundo do mar” Trump como um ser da mídia, um vendedor de imóveis gosta de uma boa narrativa, ele fazia isso na TV. O fato é que estão sentados a mesa de negociações e em tese temos um cessar fogo. Os navios antes do cessar fogo não estavam patrulhando por lá, havia algum motivo sério para isso. Trump chegou a pedir para o Mundo ajudar a desobstruir o… Read more »

Hamom

“O USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112) transitaram pelo Estreito de Ormuz e operaram no Golfo Arábico como parte de uma missão mais ampla…” …. O lado iraniano negou esta afirmação, dizendo que: “…alertou a tripulação do destróier que ele estava se movendo sem permissão do Irã e, portanto, seria atacado por mísseis hipersônicos ao tentar passar por Ormuz. Segundo outras fontes, a mensagem iraniana com a ameaça foi transmitida não diretamente ao comandante dos destróiers da Marinha dos EUA, mas ao Estado-Maior paquistanês, que por sua vez transmitiu a informação aos americanos. O canal iraniano IRIB… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Hamom
Leandro Costa

Abre o MarineTraffic que dá para ver um dos Destroyers já no lado do Golfo Pérsico. Estava com o AIS ligado o tempo todo durante o trânsito.

Hamom

Talvez eu não esteja sabendo usar o site… mas fiz uma busca pelos nomes dos dois destroiers, e deu: “Nenhum registro encontrado”

Last edited 1 mês atrás by Hamom
Leandro Costa

Não estão com o nome. Está como US Gov Vessel 112. Última transmissão de posição faz umas 15 horas.

Hamom

Encontrei ,mas a localização mostra estes dados:

US GOV VESSEL 112

ATD: 
2026-02-27 08:34

Desde 26/02/2026, ou seja: antes de estourar o conflito, este navio está dentro do Golfo Pérsico, no Porto de Jebel Ali, Emirados Árabes Unidos.
E a última posição, atualizada 17 horas atrás, mostra o navio ainda dentro do Golfo Pérsico, sem ter cruzado o Estreito de Ormuz.

Ou seja, os últimos dados disponíveis do Marine Traffic parecem confirmar a versão do Iran, que o navio tentou cruzar o Estreito, mas depois recuou.

Se a posição atualizar amanhã, saberemos se cruzou ou não.

Last edited 1 mês atrás by Hamom
Hamom

Que bost..respondi mas caiu em aguardando aprovação, talvez por conter dois links…

Emfim, os dados do MarineTraffic parecem corroborar a versão iraniana, por que o destroier da US Navy, já estava dentro do Golfo desde 26/02/2026, num porto dos EAU.

E o marine Traffic mostra o navio ainda dentro do Golfo, sem ter cruzado o Estreito…

Esperar que o site atualize posição amanhã, para confirmar se cruzou ou não.

Last edited 1 mês atrás by Hamom
Leandro Costa

Hamon, provavelmente o post ficou preso automaticamente pela moderação por causa dos links. Acho que serão liberados a qualquer momento, ou no mais tardar amanhã. Mas é chato que a gente fica meio P da vida por ter escrito algo tão detalhado para simplesmente desaparecer. Mas c’est la vie. Ao que parece os navios deixaram o Golfo antes do início das hostilidades e estiveram operando no Mar da Arábia. Estiveram recentemente em Diego Garcia e depois disso foram em direção ao Golfo, quando entraram ontem. Os navios de Guerra da USN todos ficaram em EMCON, com AIS desligados claro, quando… Read more »

Dalton

Não havia mesmo Leandro mesmo os únicos 3 ^LCSs^ equipados com módulos de contra minagem que estiveram entrando e saindo do Golfo desde os últimos meses do ano passado saíram em definitivo em janeiro.

Franz A. Neeracher

@Dalton:

Vc viu que a USN decidiu desativar o SSN 764??

Decisão correta, já 11 anos atracado esperando vaga num estaleiro!!

Realmente não vale a pena investir mais de 1 bilhão de dólares, tendo apenas 20% de vida útil restante.

Dalton

Acho Franz que havia a possibilidade de fazer com o ^764^ o que fizeram com o ^773^ que como você sabe encontra-se agora em Norfolk mas mesmo assim as obras teriam que ter sido iniciadas alguns anos atrás então chegou a um ponto que não valia mais a pena. . Ao menos se ele tivesse sido revitalizado 10 anos atrás mesmo ele estando agora no fim da vida útil ao menos teria poupado outros submarinos de excessos. . Não pensei que veria tal situação na força de submarinos, ainda não é o ^fim do mundo^ se de fato medidas forem… Read more »

Hamom

” Os navios de Guerra da USN todos ficaram em EMCON, com AIS desligados claro, quando a guerra começou, o que significa que o MarineTraffic está mostrando apenas o histórico de tráfego conhecido.”
….

Esqueci este “detalhe”…Fiz uma pesquisa rápida e de fato:  “o navio desde 26 de fevereiro de 2026 não permaneceu atracado em nenhum porto por um período prolongado, incluindo portos nos Emirados Árabes Unidos.”

Leandro Costa

Cara eu só lembro mais disso porque o Strava faz a mesma coisa quando perde o contato do GPS e ‘extrapola’ sua rota. Várias vezes passei por meio de montanhas com a minha bicicleta entre um ponto de perda de contato e reaquisição do sinal.

cerberosph

Trump disse agora que vai fechar o estreito de ormuz. ??Oi?? O estreito vai estar fechado pq eu fechei não o ira.

Comenteiro

Agora ele vai bloquear o bloqueio dos iranianos.

Fabio Araujo

Os iranianos tinham falado que fizeram os americanos a recuarem de uma tentativa de passar por Ormuz, mas os americanos tentaram passar ou estavam na operação de desminagem? Numa operação de desminagem os navios vão e voltam pela área a ser desminada e por isso os navios retornaram e não por que os iranianos os impediram de seguir em frente!