Frota do Pacífico russa realiza exercício com mísseis Bastion contra invasão anfíbia simulada no Mar do Japão

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Bastion

Vladivostok, 11 de abril de 2026 — A Frota do Pacífico da Rússia realizou exercícios de defesa costeira com unidades do sistema de mísseis Bastion no território de Primorsky Krai, no extremo oriente russo, praticando a defesa contra um ataque anfíbio simulado a partir do Mar do Japão. O exercício, divulgado pelo serviço de imprensa da Frota do Pacífico, via agência TASS, incluiu lançamentos eletrônicos — ou seja, simulados — contra alvos de superfície fictícios e manobras de reposicionamento rápido para a evasão de contra-ataque inimigo.

O cenário do exercício

Segundo o comunicado da Frota do Pacífico, o cenário tático previa um inimigo convencional enviando navios de desembarque em direção à costa de Primorye, com o objetivo de lançar forças em terra e conquistar uma cabeça de praia. As tripulações do sistema Bastion foram acionadas para repelir o ataque.

“Durante o exercício, as tripulações praticaram o deslocamento para posições, a execução de um algoritmo de detecção e a destruição simulada de alvos de superfície ‘inimigos’, além de lançamentos eletrônicos simulados de mísseis. Após os lançamentos eletrônicos, as tripulações do sistema de mísseis Bastion mudaram rapidamente de posição, praticando a evasão furtiva de um contra-ataque de retaliação”, informou o comunicado.

O sistema Bastion: alcance, mobilidade e capacidade antinavio

O K-300P Bastion-P é um dos sistemas de defesa costeira mais avançados em serviço no mundo. Montado em veículos de lançamento móveis, o sistema é armado com o míssil de cruzeiro Oniks — também conhecido como P-800 — capaz de atingir alvos navais a até 600 quilômetros de distância. Sua mobilidade é considerada uma de suas principais vantagens táticas: as baterias podem deslocar-se rapidamente entre posições, dificultando a localização e o ataque por parte de forças adversárias — exatamente o procedimento adotado no exercício de Primorye.

O Bastion foi amplamente utilizado pela Rússia durante a guerra na Ucrânia para lançar mísseis Oniks contra alvos terrestres a partir de posições costeiras na Crimeia, demonstrando uma versatilidade que vai além de sua missão original de defesa antinavio.

Oniks

O contexto estratégico: o Extremo Oriente russo sob vigilância

O exercício ocorre em um contexto de crescente atenção russa à segurança de seu litoral pacífico. A Rússia tem progressivamente reforçado suas posições de defesa costeira na região, incluindo o desdobramento de baterias Bastion nas disputadas Ilhas Curilas — território que tanto Moscou quanto Tóquio reivindicam — e em locais estratégicos ao longo de Kamchatka e Sacalina.

A região de Primorsky Krai, onde o exercício foi realizado, abriga Vladivostok, sede do Quartel-General da Frota do Pacífico e principal base naval russa no Oceano Pacífico. A área enfrenta o Mar do Japão e está a distâncias relativamente curtas do Japão, da Coreia do Sul e da China — tornando sua defesa costeira um elemento central da estratégia naval russa no teatro do Pacífico.■




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34 Comentários
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Iran

Ter alguns sistemas anti-navio assim fixos na costa, escondidos em serras e montanhas, deve dar um sistema interessante pra uma estratégia de A2/AD.

Victor Hugo

Junto com drones aéreos e marítimos, faz um bom A2/AD de “pobre” é algo que o Brasil deveria buscar ter, quem não tem cão caça com gato, o importante é caçar.

Leandro Costa

Um bom sistema de míssil antinavio baseado em plataforma ASTROS, totalmente móvel, combinação com drones e radares OTH, e se possível também radares móveis, seria de excelente tamanho.

Hamom

Para sua defesa costeira é disso que o Brasil precisa.

Adriano Madureira

Seria um sonho! Mas depois você rola da cama, bate a cabeça no chão, acorda com dor e se dá conta que ainda está no Brasil…

Tal coisa sempre será sonho de consumo por aqui…

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Adriano Madureira

As Filipinas fecharam com a Índia a aquisição de misseis Brahmos para proteger seu território, composto oficialmente por 7.641 ilhas.

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Adriano Madureira

Aqui no Brasil dever-se-ia pensar ao menos em algo similar para proteger nossa recém-construída base de submarinos…

Seja este defendido com mísseis estrangeiros ou não…

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paulop

Lembrar que o BrahMos deriva do P-800 Oniks, míssil base do sistema K-300P Bastion-P. Existem relatos que já foi utilizado em função de ataque a solo, na Guerra da Ucrânia. Também possui versões lançadas de submarino, de navio e de aeronave. É interessante que é designado como “míssil de cruzeiro supersônico anti-navio”. Usa o sistema ranjet, tem alcane previsto de até 600km, com velocidade máxima de Mach 2.9. É um baita sistema…. Interessante que no catálogo de produtos de defesa, lançado pelo MD a algumas semanas, chamam a atenção três sistemas: 1 – Míssil MCX da empresas PlamaHUB, que é… Read more »

marcelo

Que dia a MB vai adquirir um sistema desse (nunca) para evitar um bloqueio naval americana igual feito na costa da Venezuela.(nunca).
No quintal americano o Brasil nunca teria uma ousadia dessa.

Dalton

Todo esse arsenal não impediria o bombardeio de infraestrutura importante e os ^americanos^ não ficariam reféns do preço do petróleo escalar nem de bases e aliados sofrerem retaliação de nossa parte.
.
Cada caso é um caso. Investir uma fortuna para evitar um hipotético bloqueio no futuro por parte dos EUA que não é nem será um inimigo não faz sentido e daqui 3 anos o atual presidente estará fora e corre sério o risco de perder a maioria no Congresso ano que vem.

silvom

não será um inimigo é uma coisa bem difícil de prever

Dalton

Nesse caso só armas nucleares tipo ^ICBM^ que ameace o território ^americano^ .

Last edited 5 meses atrás by daltonl
marcelo

Pra você nosso inimigo é a China e a Rússia que estão do outro lado do planeta kkk.
Você não consegue ver a realidade .

sergio 02

São esses sim, China a Russia feram e gente sempre que tem a aportunidadre, não digo que os americanos são santos, mais as garras da Aguia são mais suaves do que as do Dração.

Adriano Madureira

Meu caro, diga algo de benéfico que os estados unidos economicamente fez para o benefício da economia e crescimento de nosso país em toda nossa história como democracia, mas não vale citar fábrica de refrigerante e de fabricação de automóveis…

Me diga algo estrutural que está ou irá beneficiar nossa sociedade durante décadas.

Os chineses podem não ser confiáveis, como qualquer um de nossos parceiros internacionais,mas ao menos as parcerias rendem frutos para o país.

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Venho acompanhado esse projeto e graças a ele, municípios do Brasil terão um boom na economia deles, assim como o crescimento dos próprios municípios.

Adriano Madureira

O projeto de ferrovia bioceânica entre Brasil e China, com estudos avançados em 2025, visa conectar o litoral baiano ao Peru, facilitando exportações. A iniciativa estratégica pretende ligar a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Fico ao porto de Chancay, no Peru, reduzindo o tempo de transporte de 40 para 28 dias.

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Adriano Madureira

já no caso dos russos,o Brasil avalia a aquisição de usinas nucleares flutuantes da estatal russa Rosatom, com foco no uso de Pequenos Reatores Modulares (SMRs) na região Amazônica. Essas unidades visam substituir termelétricas a diesel, oferecendo energia estável para áreas isoladas . A tecnologia, similar à russa Akademik Lomonosov, opera como uma embarcação e é vista como alternativa para fornecer eletricidade e calor em locais remotos.  . O plano, que reforça a cooperação energética com Moscou, avalia instalar pequenos reatores modulares (SMRs) para substituir a geração a diesel, com potencial para até 12 unidades flutuantes até 2035 Oque eles… Read more »

Dalton

Onde escrevi que China e Rússia são nossos inimigos ? China é nosso maior parceiro comercial. Apenas duvido de que uma “Linha Maginot Nacional” como formulada por outros impediria os “americanos” de bombardear a infraestrutura e outros alvos importantes, apenas isso.
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Felipe

com sistema desse a frota inimiga com certeza teria que ficar a mais de 1000km da nossa costa, o que dificultaria bastante as operações do inimigo)

Dalton

Depende do inimigo Felipe. Por aqui já elegeram os EUA como inimigo o que não concordo, Trump está só de passagem.
.
Mas, hipoteticamente e se antes da ^Frota^ o inimigo enviar bombardeiros e misseis de cruzeiro lançados de submarinos ?
.
E se o inimigo não quiser invadir ? E porque invadiria, não somos Cuba e Venezuela com todo um histórico de relação ruim pelo contrário sai governo entra governo aqui as relações continuam boas nem precisam ser ótimas e dúvido que o próximo governo dos EUA seja igual ou pior que o atual.

Leandro Costa

Seria mais fácil se nossa costa fosse minúscula. No entando, nossa costa é enorme.

Adriano Madureira

“Cada caso é um caso. Investir uma fortuna para evitar um hipotético bloqueio no futuro por parte dos EUA que não é nem será um inimigo não faz sentido e daqui 3 anos o atual presidente estará fora e corre sério o risco de perder a maioria no Congresso ano que vem”. Você fala com muita certeza, como se os Estados unidos e nossos leais aliados, algum dia em um futuro lá daqui a duas décadas ou mais, não resolvessem nós trair devido há algum interesse que se atualmente não está em pauta na mesa, amanhã poderá estar. Não acredite… Read more »

Cristiano ciclope

O Brasil já tem uma versão dos astros capaz de lançar misseis anti-navios de fabricação nacional, ainda o da primeira geração com alcance de 70km, mas temos que lembrar que já estão projetando um com alcance de 200km!

Alex Barreto Cypriano

Tem uma gambiarra pra lançar MANSup, uma mutilação e degradação de um complexo sistema lançador de foguetes balísticos composto de várias munições e viaturas pra albergar tubo lançador de míssil guiado ‘nacional’ (não é, mas a propaganda diz que é, então…). O alcance do MANSup é ridículo pra uso A2AD (qualquer alcance menor que 200 milhas náuticas é insuficiente). O Brasil está desarmado pra impor A2AD a uma frota agressora baseada em porta-avioes.

sergio 02

Tem que comessar de algum lugar.

Leandro Costa

Çei naum.

Flavio

É só chamar os amiguinhos russos e chineses. Eles são tão bonzinhos. Vc acha que eles algum dia iriam usar cuba e irá como buchas de canhão para seus interesses?? Lógico que não.

ASantana

Talvez os russos devessem se preocupar com a China querendo recuperar essa área, que eles acham que foi perdida injustamente no século XIX.

Numa guerra convencional, os americanos iriam pela Europa.

Joanderson

Quem tem que se preocupar é o Brasil, país com arsenal nuclear estão assegurados.

Carlos Campos

Também acho, no passado o Proprio Putin deu declarações antichinesas.

Flavio

Tomara que dê tudo errado para esses ditadores lixos.

JBorges

Engraçado….vejo seguidamente considerações sobre a incapacidade brasileira de se defender, da falta de investimento, de como o Brasil é fraco….essas coisas. Também vejo comentários sobre “governos de esquerda no Brasil” sendo citados como ruins ou problemas para o país. Ainda vejo gente defendendo não sei o quê dos americanos. Bueno, todos são livres para emitirem suas opiniões em uma democracia. Temos quinhentos e vinte e seis anos de história como país…duzentos e quatro anos como nação….cento e trinta e sete anos de república. Em todo esse período, tivemos somente vinte anos (até agora) de governos de centro-esquerda….nem perto de um… Read more »

Fábio De Souza

Realmente é impressionante , o poderio das Grandes potencias , como os Americanos e Russos.

Felipe

segundo os próprios Ucranianos, o P-800 Onyks é o míssil Russo mais difícil de ser interceptado (com taxa de sucesso na casa 1%)…só não é mais difícil que o Kinzhal. É a versão Russa do Brahmos (que creio que com uma boa conversa com a Índia não seja impossível de termos no futuro)

Last edited 5 meses atrás by Felipe