Iran sea mine art

Washington/Islamabad, 11 de abril de 2026 — Três dias após o cessar-fogo de duas semanas anunciado entre EUA e Irã, o Estreito de Ormuz permanece efetivamente fechado ao tráfego normal de navios — e a razão é tão surpreendente quanto preocupante: o Irã não consegue localizar todas as minas navais que ele próprio plantou na passagem. Segundo autoridades americanas ouvidas pelo New York Times, Teerã também carece da capacidade técnica para removê-las, mesmo quando as encontra. A revelação transforma o que deveria ser um passo simples do cessar-fogo em um problema potencialmente irresolúvel sem ajuda externa — e coloca a questão no centro das negociações de paz em Islamabad.

A armadilha que o Irã armou para si mesmo

O Irã usou pequenos barcos para lançar minas no Estreito de Ormuz em março, logo após os EUA e Israel iniciarem ataques contra o país em 28 de fevereiro. Agora, Teerã não consegue localizar todas as minas que colocou na passagem e não tem capacidade de removê-las.

As minas, somadas à ameaça de ataques de drones e mísseis iranianos, reduziram o número de petroleiros e outros navios que passam pelo estreito a um fio, elevando os preços da energia e fornecendo ao Irã sua melhor alavancagem na guerra. Agora, porém, esse instrumento voltou-se contra Teerã: a incapacidade de remover as minas impede o cumprimento da condição central do cessar-fogo.

O chanceler iraniano já havia reconhecido o problema — sem dizer isso

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, disse, após o anúncio do cessar-fogo, que o estreito permaneceria aberto “com a devida consideração das limitações técnicas”. Autoridades americanas disseram ao Times que a referência de Araghchi às “limitações técnicas” foi um reconhecimento direto da incapacidade do Irã de localizar ou remover as minas rapidamente.

A complexidade de remover minas navais é um fator central. Mesmo militares avançados, como os dos EUA, dependem de embarcações e de tecnologias especializadas para a contramedida de minas. Apesar de suas capacidades, os EUA não dispõem de recursos de limpeza de minas em grande escala, o que ilustra o quão desafiador é esse tipo de operação.

O impacto no tráfego e nos mercados

No dia 9 de abril, não havia sinais de que o recente acordo para suspender o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz estivesse sendo cumprido, pois navios voltaram a ser impedidos de passar. O CEO da Abu Dhabi National Oil Company, Sultan Al Jaber, disse que o estreito ainda não estava aberto, apesar do cessar-fogo, porque o Irã está restringindo e condicionando o tráfego. Ele acrescentou que 230 petroleiros carregados estavam aguardando no Golfo.

Antes da guerra, uma média de quase 140 navios passava pelo estreito todos os dias. A restrição das remessas, em mais de 90%, elevou os custos de energia e de insumos agrícolas em todo o mundo.

Uma complicação central nas negociações de Islamabad

O problema das minas é agora um fator complicador potencial enquanto negociadores iranianos e uma delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, se reúnem no Paquistão neste fim de semana para conversações de paz.

Trump havia exigido, como condição do cessar-fogo, a reabertura “completa, imediata e segura” do estreito. Em março, o presidente havia minimizado os relatos, escrevendo nas redes sociais: “Se o Irã colocou minas no Estreito de Ormuz, e não temos nenhum relatório de que o fez, queremos que sejam removidas IMEDIATAMENTE!” Agora, o problema não é apenas a remoção — é encontrar as minas em primeiro lugar.■


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Alexandre Costa

“Segundo autoridades americanas…”

Acho que isso diz tudo sobre a veracidade da informação.

Enquanto isso os navios que o Irã autoriza passar, passam sem explodir.

Last edited 1 mês atrás by Alexandre Costa
Camargoer.

Olá Alex. Eu também já desenvolvi anticorpos sobre as declarações do Pentágono, isso há nais de 20 anos após os ataques de 11/set contra as Torres Gêmeas. A invasão do Iraque, as armas de detruição em massa e o papel ridículo de Collin Powell ao levar um vidrinho de talco de sapato no Conselho de Segurança foram os primeiros comichões imunológicos ás declarações do Pentágono Ao afirmar que o Irão perdeu o controle sobre suas minas (e isso pode ter acontecido mesmo), os EUA tentam colar no Irã a imagem de incompetẽncia e de forças armadas sub-preparadas. Verdade ou não,… Read more »

Eromaster

Também estou vacinado. Já sei de cara que é propaganda, com intenção de inferiorizar e humilhar o adversário.

Comte. Nogueira

Mais uma ação da guerra psicológica em andamento. O Irã até divulgou uma carta náutica recente, justamente para evitar as minas. Se o fez, é porque as minas estão catalogadas e geolocalizadas.

BARAK

Dos mesmos autores de notícias como “Rússia usando chips de geladeira” e afins…

Camargoer.

Ola Baeak.

Os chips de geladeira foi uma barbaridas que precisa ser contada para as futura gerações junto com o Boimate

Rodrigo

Seria muito amador isso. Pois prejudicaria o próprio Irã. E como é fonte americanas acho difícil ser verdade

Camargoer.

Olá Rodrigo,

A situação é esquisita.

1) de fato, algumas minas podem ter sido perdidas o que estaria em um contexto estatístico geral

2) pode ser apenas uma figura de propaganda dos EUA para desqualificar o Irã

3) pode ser alguma “vacina” midiática para incidentes que envolvam até minas colocadas pelos EUA que estariam além do conhecimento do Irã.

4) pode ser a tentativa de imputar ao Irã responsabildiades sobre danos futuros em petroleiros que cruzem o estreito.

Joao

É totalmente possível. Isso ocorre na terra e no mar…
Por isso, a Eng Cmb do EB é muitíssimo empregada pela ONU e OEA.

Há extrema indisciplina técnica no lançamento de minas por diversos países.

Um fator contribuinte foi a afundada marinha do Irã estar sob fogos intensos, o que resulta em mais preocupação em sobreviver, do que realizar o serviço tecnicamente.

Sergio Machado

EUA querem dizer algo assim: nem o Irã tem controle de Ormuz. Logo, não está fechado em decorrência das nossas ações. E o drone de US$ 200 mi abatido ontem sobre Ormuz, em pleno cessar fogo acordado e aceito por nós, estava na realidade fazendo entrega da Amazon.
É lúdico o cinismo desses caras, mas daqui a pouco ninguém mais levará eles minimamente a sério.

Burgos

Conversa fiada;
Eles não tem recursos (embarcações específica) para realizar a varredura e desminagem a verdade é essa.
Parece que as Forças de Autodefesa do Japão até se voluntariam para isso, varredor/ caça minas eles tem e com tecnologia de ponta.
Agora vamos ter que aguardar o Governo Iraniano reconhecer e pedir o famoso “Help” a ONU para acionar algum País para realizar a missão de varredura e desminagem e isso deve demorar mais alguns dias e o Laranjão tá ficando sem paciência e ele tá meio estranhado com a ONU também 👀

Nilo

A duas semanas tenho observado que Trump está com uma cara de quem comeu o que não queria comer. Pedir a ONU para contribuir na limpeza de Ormuz ou tomar qual iniciativa na limpeza que não represente a ação um símbolo mediatico do poderio do “King”, não é do seu feitio. Tanto o EUA quanto Iran, não estão preparados para a tarefa lhes falta equipamentos, pasmem, Rsrsrsrs para sair da má notícia, Melania Trump ajuda, convocando a impressa do EUA, para dizer que está sendo perseguida pela mídia no caso Epstein, para surpresa e espanto de todo o mundo.

Nilo

Recente informe no site oficial USCENTCOM.
Os navios USS Frank E. Peterson (DDG 121) e USS Michael Murphy (DDG 112) transitaram pelo Estreito de Ormuz e operaram no Golfo Pérsico como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja completamente livre de minas.
…..drones submarinos, juntar-se-ão à operação de limpeza nos próximos dias.

Eromaster

Foram lá, o Irã deu ultimato de 30 minutos para eles saírem de lá, tiveram que abandonar o Estreito rapidamente.
A mídia mainstream não mencionam isso…

Leandro Costa

O Laranjão estranha a própria sombra porque acha que imita ele. Coisas de maníaco egocêntrico…

Joao

Vai acontecer no mar, o que sempre ocorre em terra.
Sendo a Eng do EB muito empregada e respeitada pela ONU e OEA.

Mauricio R.

Tá aí ó, o Irã venceu a guerra…

Fabio Araujo

Eu não duvido, minas marinhas se não forem ancoradas vão se mover e mesmo as ancoradas podem se deslocar se houver falhas no ancoramento ou fortes correntes, não são como minas terrestres que são fixas e se bem mapeadas se sabe qual região esta ou não minada. Vai dar trabalho mas dá para localizar e desativar essas minas, é torcer para que nenhum navio as encontre primeiro, ou torcer que algumas delas venham parar nas praias onde poderão ser desativadas com menor risco.

Fabio Araujo

Outra coisa se os navios que estavam lançando as minas foram afundados pelos americanos sem terem tido tempo de reportar onde lançaram as minas essas informações podem ter sido perdidas!

Camargoer.

Estava pensando nisso.. quanto dos “ataques” á marinha iraniana foram responsáveis pela dificuldade de remover as minas? Se o Irã perdeu seus navios de varredura, como será possível fazer a remoção das minas?

Pois é. o resultado é sempre o mesmo.. “as minas piram”

Paulo

É por isto que Trump exigiu que a OTAN reabrisse o estreito. Os EUA simplesmente não são capazes de fazer isto. Alegam possuir o tal ” rastreador quântico de batimentos cardíacos à distância ” se é que possuem algo desse tipo, o que duvido muito, mas não são capazes de desminar Ormuz. Os EUA merecem a decadência de que sofrem. Fazem as C*das, e os outros tem de limpar. A China que o diga. Foram os chineses, os responsáveis pelo Irã concordar em negociar, mas tenho certeza que na cúpula futura, O Sr. Xi vai cobrar um preço bem alto… Read more »

Joao

Muitíssimo possível.

Senhor Maskarado

Não confiem em Donald Trump TACOs

Victor Hugo

Mas quem disse que o Irã quer remover? o Irã?

Fabio Araujo

O problema de minas navais perdidas é que até os navios iranianos correm risco, os iranianos não tem interesse em desativar as minas mapeadas e monitoradas pois não são risco para eles, mas minas perdidas essas eles teriam interesse em desativar essas minas pois seus navios não estão a salvo.

André Macedo

Previram que a população iria querer derrubar o regime, previram a destruição dos mísseis iranianos e só atingiram 1/3, previram uma operação rápida e derrota total do Irã, até pra sexualidade do novo aiatolá apelaram… A credibilidade das informações dos EUA está menor que a de um papagaio com um megafone.

Diogo de Araujo

O certo não seria “para si” ao invés de “para si mesmo”?

Alex Barreto Cypriano

Mais essa, o Irã dando uma de João-sem-braço. Onde poderiam estar essas minas arredias? Quem sabe tenham boiado até a via pedagiada ao redor de Larak? Seria uma pena tamanha má sorte pra arrecadação iraniana, não seria?

Dr. Mundico

Não deixa de ser um tiro no próprio pé: segundo a primeira lei do comércio, se não entrega (no caso petróleo) não recebe.

Last edited 29 dias atrás by Dr. Mundico
Camargoer.

Pelo que sei, os navios petroleiros do Irã saem a juzante do estreito, ṕortanto não passam pelo estreiito

sub urbano

Teve muita fake news dessa guerra. Nem dá pra saber se o Irã minou mesmo o Estreito.

Os americanos nao vao navegar por ali tao cedo, e nao é pelas minas, mas pelos misseis do Irã.

Last edited 29 dias atrás by sub urbano
Adriano Madureira

Falando em Minas navais:

O Brasil sabe fabricar ou até essa tecnologia centenária o Brasil compra no exterior?



Fabio Araujo

A Marinha fabrica as minas navais que usa.

André E.

Propaganda norte-americana tentando esconder seu fracasso.

Sequim

Trump quer que o Irã forneça a localização de todas as minas de Ormuz, com coordenadoras por GPS em arquivo com fundo de tela roxo para facilitar a visualização.

mauricio pacheco

Querem mentira maior, do que o torpedo nuclear Russo, que é capaz de vagar pelos oceanos e quando autorizado, detona próximo a costa, destruindo uma cidade grande com uma enorme onda?