Ormuz bloqueado pelos EUA: petróleo a US$ 150, recessão e confronto com a China — o que está em jogo

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Hormuz

O Estreito de Ormuz é o ponto de estrangulamento energético mais crítico do planeta. Antes da guerra, cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural negociados globalmente passava por seus 34 quilômetros de largura mínima. Qualquer perturbação séria nessa passagem não é um choque regional — é um choque sistêmico que, em horas, percorre todas as cadeias produtivas do mundo industrializado.

O petróleo e o efeito imediato nos preços

O impacto mais direto e mais rápido de um bloqueio americano ao Estreito seria nos preços do petróleo bruto. Com o Irã já restringindo a passagem desde o início do conflito em fevereiro, os mercados de energia já absorveram uma alta considerável. Um bloqueio formal dos EUA — que passaria a interceptar não apenas navios iranianos, mas também qualquer embarcação que tenha pago pedágio a Teerã — elevaria dramaticamente a percepção de risco.

Analistas de energia estimam que uma interrupção prolongada do fluxo pelo Estreito poderia levar o Brent a superar US$ 150 por barril, dependendo da duração e da resposta dos produtores alternativos. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos têm capacidade de aumentar a produção, mas parte significativa de suas próprias exportações também passa pelo Estreito — embora ambos os países tenham investido em oleodutos alternativos que contornam Ormuz, como o Habshan-Fujairah, nos EAU, e o East-West Pipeline saudita.

Os países mais vulneráveis

A vulnerabilidade não é uniforme ao redor do mundo. Os países mais expostos são aqueles com maior dependência de importações de petróleo do Oriente Médio e menor capacidade de diversificação rápida.

A China é o caso mais crítico: é a maior importadora mundial de petróleo, e uma parcela significativa de suas importações vem de países do Golfo Pérsico que escoam pelo Estreito. Uma interrupção prolongada pressionaria as reservas estratégicas chinesas e forçaria Pequim a buscar fornecimento alternativo — potencialmente da Rússia —, o que teria consequências geopolíticas consideráveis de segunda ordem. O mesmo se aplica ao Japão e à Coreia do Sul, que dependem criticamente do petróleo do Golfo e têm capacidade limitada de armazenamento para suportar interrupções prolongadas.

A Índia, que já havia construído acordos para transitar pelo Estreito durante o conflito, encontraria seu acesso ao petróleo iraniano e do Golfo comprometido, o que pressionaria uma economia já sob estresse inflacionário.

A Europa, que reduziu sua dependência do Oriente Médio após a crise da Ucrânia, seria menos afetada no curto prazo, mas não imune: o preço global do petróleo não respeita fronteiras.

Os mercados financeiros e o risco de recessão

Um choque de energia da magnitude potencial de um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz seria estagflacionário por natureza: pressiona os preços para cima ao mesmo tempo que comprime o crescimento econômico. As experiências históricas dos choques de petróleo de 1973 e 1979 demonstraram que interrupções severas de fornecimento podem precipitar recessões mesmo em economias sólidas.

Os mercados de ações tenderiam a responder negativamente, especialmente os setores mais intensivos em energia — manufatura, aviação, transporte e química. O dólar americano, paradoxalmente, poderia se fortalecer no curto prazo como ativo de refúgio, enquanto moedas de economias emergentes dependentes de energia importada seriam pressionadas para baixo.

O problema das cadeias de suprimento

O Estreito de Ormuz não transporta apenas petróleo bruto — também transporta derivados refinados, GNL, petroquímicos e fertilizantes nitrogenados. A interrupção ou o encarecimento drástico desses fluxos teria efeitos em cadeia sobre a produção agrícola global. Os fertilizantes nitrogenados derivados do gás natural já registravam preços elevados; uma pressão adicional poderia comprometer o plantio em países do Sul Global que dependem de insumos importados, com reflexos sobre a segurança alimentar global em prazos de meses a um ano.

A dimensão geopolítica: China, Índia e a colisão de interesses

O bloqueio americano cria um dilema severo para países que dependem do petróleo do Golfo: obedecer a Washington e aceitar restrições de fornecimento ou continuar transitando pelo Estreito e arriscar um confronto com a Marinha americana. A China e a Índia, cujos navios estavam entre os poucos a transitar sob acordos com Teerã, encontram-se numa posição especialmente difícil.

Se a China decidir desafiar o bloqueio — enviando escolta naval a seus petroleiros, por exemplo —, o conflito passaria de uma guerra EUA-Israel-Irã para uma crise de proporções potencialmente muito maiores. A probabilidade de um confronto direto entre forças americanas e chinesas no Estreito seria baixa mas não negligenciável, e mesmo a perspectiva desse confronto seria suficiente para elevar drasticamente os prêmios de risco globais.

Os cenários possíveis

O desfecho depende criticamente da duração e da intensidade do bloqueio. Há pelo menos três trajetórias plausíveis.

No cenário de curta duração — dias a poucos semanas — o bloqueio funcionaria como pressão coercitiva para forçar o Irã de volta à mesa de negociações, os preços de petróleo subiriam bruscamente mas depois recuariam, e o impacto econômico global seria doloroso mas absorvível.

No cenário de duração média — semanas a meses — os estoques estratégicos seriam mobilizados, as cadeias de suprimento sofreriam ruptura parcial, a inflação se aceleraria globalmente, e o risco de recessão em economias importadoras de energia seria real. Nesse cenário, a pressão sobre Washington para negociar seria enorme tanto por parte de aliados quanto da opinião pública americana, que já sente os efeitos nos preços dos combustíveis.

No cenário de longa duração — meses a mais de um ano — o impacto seria equivalente a um choque de petróleo histórico. Cadeias produtivas globais seriam forçadas a se reorganizar, investimentos em rotas alternativas e fontes de energia seriam acelerados, e o custo político para qualquer governo envolvido seria proibitivo. É o cenário menos provável precisamente porque os incentivos para resolver o conflito se tornariam irresistíveis.

O fator americano interno

Há uma dimensão doméstica americana que não pode ser ignorada. Os EUA são hoje exportadores líquidos de petróleo, o que os isola parcialmente do choque de fornecimento. Mas os consumidores americanos são diretamente afetados pelo preço global do barril, que determina o preço na bomba. Com a inflação já como tema político sensível, um salto acentuado nos preços da gasolina teria consequências diretas para a popularidade de Trump e para a dinâmica política interna. Isso cria um incentivo poderoso para que o bloqueio seja de curta duração e produza resultados visíveis — seja pela capitulação iraniana, seja por uma nova rodada de negociações.

Em última análise, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA é uma aposta de alto risco com prazo implicitamente curto. A economia global tem a capacidade de absorver choques energéticos temporários — já o demonstrou em 1973, 1979 e 2008. O que ela não consegue absorver indefinidamente é a incerteza sobre se o fluxo de energia que move a civilização industrial voltará a correr normalmente. Essa incerteza, por si só, já tem custo. E o relógio, para todos os envolvidos, está correndo.■


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Rafael Aires

Trump é o famoso insider tarde. Ele diz e depois desdiz. Nessa, alguém faturou um dinheiro. É improvável (difícil de provar), mas não é impossível.

JuggerBR

Sim, desde o inicio do governo dele ele tem manipulado os mercados, até agora só surgiram suspeitas, mas a coisa é real e em larga escala. O mercado tem medo de mexer nisso, mas quando a coisa estourar, será outro escândalo enorme.

Victor Hugo

Se eles podem bloquear ou não isso não importa, o que importa é a narrativa.

Hamom

Declaração do ministro da Defesa chinês, almirante Dong Jun
comment image
Destacando:
“Respeitaremos e honramos estes acordos…não se intrometa em nossos assuntos…Ormuz está aberto para nós.”

Last edited 1 mês atrás by Hamom
JuggerBR

Ele vai sempre dobrando sua aposta, esperando que o outro lado aceite o blefe e perca as fichas na mesa. Mas desta vez está jogando contra jogadores que se prepararam, que não aceitam blefe. Ou ele desiste de vez, o que não faz parte da natureza dele, ou teremos realmente um conflito muito grande envolvendo muitos países.

JuggerBR

O interessante é que os EUA estão contrariando os interesses de todo mundo, um bloqueio naval teria potencial de unir China, Índia, Japão, Coréia do Sul, Irã, países do Golfo… Todos contra os americanos. É muita insanidade esta que vivemos.
E o enterro da PAX Americana, definitivamente.

João

Estude o bloqueio…
Quem negociar com os EUA, vai passar….

Luciano

O Trump enlouqueceu. É escravo de sua própria narrativa narcisista, rentista, e megalomaníaca, e não sabe como voltar atrás. Os EUA atacaram o Irã ano passado, e destruíram a capacidade nuclear, segundo o próprio Trump. Poderiam ter parado ali, mas Trump, movido por vaidade e lobby israelense, alcançou o horizonte de eventos de um buraco negro, ou seja, não tem volta sem a desmoralização politica. Eu temo por uma desgraça econômica e humanitária, mundial. Somente os próprios norteamericanos podem pará-lo. Até o Papa e Jesus foram banalizados com uma brincadeira irresponsável e declarações óbviamente nada cristãs. Os muçulmanos nunca fizeram… Read more »

Richard Stallman

Se fosse o Lula, diria a mesma coisa?

Luciano

Diria. Mas no fim, quem fez algo parecido com o Trump, está preso por tentativa de golpe de Estado. O Brasil é muito melhor que os EUA nisso.

Leandro Costa

Não é o que a História mostra.

macgaren

Estamos presenciando hoje como o brasil está muito melhor sim, confia kkk

Escandalos master e INSS mostram

João

aposentados estão adorando….

pensionistas se lambuzando…

bolsistas e quem vive de salário mínimo estão nadando…

Lula tá tão bem, q perde até de WO a eleição, pela rejeição q tem

João

kkkkkkk
mais um q acredita em balela

Dr. Mundico

O Brasil deveria tirar uma lição disso, mas parece que manteremos nossa condição de “torcedor” de potências estrangeiras.
Alguma proposta para diminuir nossa dependência do petróleo (e seus derivados), fertilizantes, químicos e eletrônicos de potências chantagistas?
Alguma intenção de substituir importações e fortalecer setores da indústria nacional desenvolvendo pesquisa e qualificando mão de obra?
Não, né?
Então é melhor mesmo ficar na arquibancada tomando a cervejinha com linguiça e torcendo pelo desfile mais bonito…

Marcelo Andrade

Relaxa que tem Shakira em Copacabana e Copa do Mundo em Junho! Pega aí uma Spaten!! kkkk

Alexandre Costa

Pra essa crise de agora está tarde, não dá mais tempo de correr atrás.

Mas adivinha o que vamos fazer para nos prepararmos até a próxima crise mundial? Nada. Na próxima continuaremos sendo torcedores.

Paulo

Sim, há . No setor de petróleo, derivados e fertilizantes, a Petrobrás tem programas ativos e progressivos para atingir auto suficiência até 2028/29. O Brasil já é autosuficiente em Petróleo bruto, e já exporta muito, mas há deficit nos derivados, sobretudo o Diesel. Há programas para aumento progressivo de produção de biodiesel, bio querosone de aviação, e biogás. No setor de química fina e bio derivados há também investimentos pesados em empresas nacionais por parte de BNDES para produção de insulina, fármacos, princípios ativos, vacinas de última geração e derivados biotecnológicos como imunoterápicos usados em tratamento de câncer e doenças… Read more »

João

O Brasil importa petróleo fino, pra adicionar ao nosso pesado, pras nossas refinarias conseguirem fazer o serviço…

As refinarias são da época do Gov mil…

A atual administração está na 5ª…. QUINTA vez no governo, e não resolveu nossas refinarias…. só comprou uma sucateada e deu no que deu…

Camargoer.

Mundico Mais ou menos sabemos o que precisa ser feito 1) aumentar a produção nacional de diesel construindo novas refinarias para o petróleo do Pré-sal 2) aumentar a produção do biodiesel, envetualmente usando rotas enzimáticas 3) aumentar a produção de etanol. Curiosamente, se em SP continua baseada na cana, no CO tem sido usado o milho, reduzindo o custo de transporte e processamento 4) aumentar as importações de gás da Bolívia 5|) a questão do fertilizante, é preciso desenvolver novas tecnologias que sejam mais eficientes que o tradicional PKN, como por exemplo usar rizovbactérias 6) é preciso construir novas usinas… Read more »

cerberosph

Esqueceu da parte de incentivar a venda de veículos elétricos o que diminuiu a demanda de derivados de petróleo. Alguns países, na América Latina, Ásia e até na África, já conseguiram economia importante na sua balança de pagamentos assim.

Leandro Costa

O problema do carro elétrico no Brasil é a péssima infraestrutura que temos aqui. Poucos eletropostos e muitos prédios nas grande capitais. Maioria desses prédios antigos não tem exatamente como instalar carregadores nas vagas dos apartamentos, e ainda assim esse aumento no consumo de eletricidade provavelmente vai causar uma baita sobrecarga nas redes municipais. Ou seja, em bairros ou mesmo cidades, que já sejam propensas à ter falhas no abastecimento de energia, a coisa vai piorar bastante. Mesmo assim, eu ando vendo uma quantidade cada vez maior de carros elétricos e híbridos nas ruas, o que é um bom sinal.… Read more »

Camargoer.

na crise do petróleo na década de 70 e 80, o limite de 80 km serviu para reduzir o consumo..

João

O partido no poder foi contra usinas nucleares sempre…. atrasamos décadas…

Foram também a favor de refinarias como Pasadena, e não melhoraram as nossas…

Perdemos muito tempo e $$

macgaren

Melhor postagem aqui, porém sabemos que esse ano será de lacradas para se reeleger ou eleger presidente.

E na virada do ano, mesmo que se mantenha presidente nada mudará, se for alterado presidente, muito menos algo será mudado.

Veremos só um monte de projetos para apaziguar cercadinhos eleitorais.

Estamos fadados a inércia nos últimos 15 anos e estamos flutuando sem alguma direção definida e sendo deixado para trás por outros países até na America do sul.

EduardoSP

Os EUA tem capacidade de fazer um bloqueio naval ao Irã, como já fizeram com Cuba e com a Venezuela. Especialmente considerando que mais de 80% do petróleo iraniano é embarcado na ilha de Kharg, lá nos fundos do Golfo Pérsico. É só tampar a rolha que todo mundo fica preso dentro do galão. A questão não é se conseguem, mas as consequências de um bloqueio desse tipo.

Joanderson

Mas quantos drones é mísseis Cuba e Venezuela tinham ?
O Irã todo mundo viu o que pode fazer.

Sergio Machado

Para chegar a Ilha de Kharg tem que cruzar o estreito. Se você acha que é viável militarmente…
Podem até conseguir – o que duvido- mas há milhares de mísseis, minas, drones e até artilharia esperando por eles. Para obterem sucesso, o Irã tem que ser completamente dominado por terra, regime substituído etc.
Se em 30 dias de combate e sem por o nariz no estreito, perderam totalmente o acesso para o Irã, fico imaginando embarcações ali dentro levando mecha por todo lado.
Complicadíssimo. Parece que EUA, Laranjão & CIA Ltda perderam feio essa, só não estão querendo aceitar.

João

E para sair do Estreito?

Quem domina a foz de um rio, domina o rio. Quem domina a saída de uma baía, estreito ou golfo, os domina….

Otto Lima

O Irã não é a Venezuela, onde os EUA compram um general com 10 mil dólares e um Vale Disney.

Rafael Aires

Os petroleiros terão que escolher entre ser extorquido pela Máfia – pagar pedágio – ou ser roubado pelos Piratas do Caribe (Golfo Pérsico) – ter o navio apreendido! Acho que não vai passar nenhum navio.

Alexandre Costa

Ainda estão levando a sério esse papo de bloqueio do estreito pelos EUA? Eles não tem condições de fazer isso. Quem controla o estreito é o Irã.

Pestana

Se está certo, porque tanta preocupação?

Alexandre Costa

Eu não estou preocupado. Estou bem tranquilo.

TeoB

O Bloqueio americano é impraticável no nível geopolítico, todo mundo quer que o estreito seja liberado, quando digo todo mundo é 99% do planeta mesmo, dessa forma eu acredito que ele deve fazer umas firulas lá destruindo alguma coisa de produção do petróleo do Irã como retaliação aos ataques que ele fizeram nos outros países do golfo e vazar de lá cantando vitória, deixando a bomba nas mãos de Israel que já sabe lidar com os persas… É a melhor opção para ele no momento, a guerra ali é cara! não vai se resolver assim. o que ele pode fazer… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Trump fez o certo: ou libera pra todos ou ninguém passa. E nem precisava de toda a pantomima de cessar-fogo e negociação – ambos sabem que agora é até o fim, danem-se lei e bom senso – nem navegar Burkes pelo estreito pra desminagem ou pra provar que não há minas navais. Claro que a China, relativamente incólume até agora, não gostou. A guerra continua, alguém vai cair exausto ou morto – é só questão de tempo. Quem sabe o mundo não dá sorte e ambos se matam?

JAC

Novembro tem eleicoes de meio termo nos EUA, e o resultado pode ser desastroso para o Trump. Perder a Camera Americana e dado por muitos analistas internos como certo. Resta saber se o Senado vai sair do controle Republicano. Trump fazer o certo e aceitar a situacao e voltar para casa, focar nos problemas internos, custo de vida, inflacao e imigracao. O Americano medio se importa com a economia, nao com o mundo.

Leandro Costa

Acho que é muito provável perderem o senado também.

Alex Barreto Cypriano

Americano médio não importa pro governo oligárquico – lá como cá, não importa a figura em cargo executivo nem as promessas programáticas, a teleologia do capitalismo financeirizado oligárquico na nação hegemônica, o caso deles, vai se cumprir com plena inevitabilidade. O descalabro social já vem de muito tempo atrás e a oposição democrata não tem discordado muito das posturas trumpianas e nem obstado peremptoriamente ao que elas estabelecem pro futuro. A diferença é apenas epidermica, uma variação neutralizada em estilo grupal. Mas deixemos de fazer previsões…

Paulo

Voltando ao lance de Trump, e sua insanidade. Trump, no momento.que se colocou no lugar de Jesus, e portanto de Deus na concepção cristã, e ainda por cima, passível de adoração, escancarou sua doença mental, e a interdição de sua presidência se torna algo urgente para o congresso, mesmo porque os EUA tem grande envolvimento com a religião. Ele cometeu a pior das idolatrias, a auto idolatria. Não há precedente na História dos EUA, de governantes que apresentassem este viés. Algo terá de ser feito. Com ou sem guerra. Se os congressistas fizerem vista grossa, mesmo republicanos, vão se queimar… Read more »

Fabio Araujo

Dois navios chineses tiveram que retornar, vamos ver como vai ficar a situação. A China acaba de emitir um novo regulamento sob sua Lei de Segurança Nacional.
Ele é intitulado: Regulamentos da República Popular da China sobre Contramedidas à Jurisdição Extraterritorial Injustificada por Países Estrangeiros. Agora eles possuem autorização legal para reagir caso precisem fazer!

cerberosph

Ministro da defesa da china:
…nossos navios estão entrando e saindo das águas do Estreito de Ozmuz. Temos acordos de comércio e energia com o Irã. Respeitarmos e honraremos esses acordos e esperamos que outros não se intrometa em nossos assuntos. O Irã controla o Estreito de Ormuz e ele esta aberto para nós.

Brunow

Primeiro tentaram desbloquear, não conseguiram.. Aí o Laranjão “psicopata mimado do papai” viu que não tinha jeito, decidiu “juntar se ao Iran” e bloquear também kkkk..
É aquele ditado : se vc não pode com eles, junte se a eles !
Rússia está adorando, Rússia tem capacidade de suprir todo petróleo que a Índia e China importa pelo Golfo pérsico. Bom para a Petrobrás também..

Sergio Machado

O estreito está livre e sob domínio do Irã. Creio que querem interceptar embarcações na rota, tal qual na Venezuela.
Vai dar em nada, apenas e talvez o barril subir e ferrar ainda mais a economia doméstica americana.
Ação aparentemente decidida nas coxa e sem sentido.
Mais parece uma saída A La Laranjão querendo mostrar que tem algum tipo de domínio sobre algo.

Leandro Costa

Trump deveria ter simplesmente abordado todos os navios Iranianos desde o início da Guerra e os tomado para si.

Mas não apenas deixou eles em paz como suspendeu temporariamente as sanções sobre o Petróleo Iraniano. Algo que não fez qualquer sentido porque agora o Irã não apenas controlava o Estreito de Ormuz cobrando pedágio, como também podia vender seu petróleo à preço de mercado, mais caro do que estava vendendo antes.

É loucura demais.

Comenteiro

Vai ver não podia e não tinha como fazer…

Leandro Costa

Podia e tem como fazer. Tem capacidade de sobra para isso.

Alexandre Costa

Você está afirmando que os EUA podem simplesmente tomar os navios iranianos para si? Eu devo ter entendido errado, só pode.

Leandro Costa

Claro que podem. É guerra. E mesmo se não fosse guerra, há um precedente diplomático legal: Reciprocidade. O Irã já abordou e capturou navios de bandeira Americana, inclusive mantendo tripulações prisioneiras.

Comenteiro

Talvez falte outra coisa.

Leandro Costa

Falta sim. Faltam neurônios na cabeça de Trump.

macgaren

Na verdade eles mandaram um navio deles para o fundo do mar e matou um monte de soldados.

Tivesse mantido o impeto os EUA teriam fechado tudo

Leandro Costa

Hein?

Fabio Araujo

O mundo da voltas, semana passada China e Rússia bloquearam na ONU uma resolução para a reabertura do Estreito de Ormuz, agora a China e a Rússia estão pedindo a reabertura o Estreito de Ormuz?! Mas não impediram a resolução?

Leandro Costa

Chama-se: Hipocrisia.

João

kkkkkkkkkkkk
isso ai! É tudo mentira….. hahahahahaahah