Naval Group lança vídeo institucional sobre o PROSUB e destaca cooperação estratégica entre Brasil e França

20
Prosub

São Paulo, abril de 2026 – O Naval Group lançou um vídeo institucional sobre o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), iniciativa conduzida em parceria com a Marinha do Brasil. O material apresenta os bastidores do programa a partir do olhar de profissionais que participam diretamente de sua execução, com imagens das principais etapas do projeto e depoimentos exclusivos das pessoas envolvidas no desenvolvimento dos submarinos.

O vídeo destaca a cooperação industrial e tecnológica entre Brasil e França e o papel do PROSUB no fortalecimento da engenharia naval brasileira e das capacidades estratégicas do país.

A parceria entre os dois países teve início em 2008, com a assinatura de um amplo acordo de cooperação que se materializou no ano seguinte com o lançamento do PROSUB. O programa prevê a construção de quatro submarinos convencionais da classe Scorpène, apoio ao desenvolvimento do submarino com propulsão nuclear brasileiro e a implantação do estaleiro e da base naval de Itaguaí.

Dezessete anos após o início da cooperação, três submarinos já foram entregues à Marinha do Brasil. O Riachuelo e o Humaitá foram incorporados à frota em 2022 e 2024, respectivamente, enquanto o Tonelero foi entregue em novembro de 2025. No mesmo período, o quarto submarino do programa, o Almirante Karam, foi lançado ao mar em cerimônia ocorrida no Complexo Naval de Itaguaí (CNI), representando mais um avanço na execução do PROSUB e na consolidação das capacidades industriais e tecnológicas desenvolvidas no Brasil.

Para Nicolas Viala, Country Director do Naval Group no Brasil :“O PROSUB é um projeto estruturante para a soberania marítima do Brasil. Mais do que a construção de submarinos, ele representa um processo profundo de transferência de tecnologia, formação de capacidades industriais e cooperação de longo prazo entre Brasil e França. O vídeo mostra justamente o trabalho das equipes que, ao longo de muitos anos, têm contribuído para transformar esse projeto em realidade”, afirma.

Naval Group, parceiro estratégico de longo prazo para a soberania brasileira

Além da construção dos submarinos, o PROSUB envolve um amplo processo de transferência de tecnologia e capacitação industrial. Profissionais brasileiros foram treinados em estaleiros na França, enquanto fornecedores locais foram qualificados e integrados à cadeia produtiva do programa, fortalecendo a indústria naval e de defesa no país.

Projetados para atender aos requisitos operacionais da Marinha do Brasil, os submarinos da classe Scorpène são plataformas convencionais capazes de atuar em diferentes cenários de guerra naval, incluindo combate a navios de superfície e submarinos, coleta de informações, operações especiais.■


Subscribe
Notify of
guest

20 Comentários
oldest
newest most voted
Nilo

Um projeto de grande valor estratégico para o Brasil, tanto para setor militar como civil, um vasto patrimônio contido em um espaço sem nenhuma defesa anti aérea. Onde está o 1 bilhão dado como necessário para no mínimo manter o cronograma do projeto que já se encontra atrasado em relação a previsão inicial, a importância do projeto só ficará no discurso do Presidente? É o que temos no momento.

Augusto

Tem dúvida de que “ficará no discurso do Presidente?” Assim como as 4 novas Tamandaré que todos aqui comemoraram… só discurso. Não sou mais tão novo e sei bem como funcionam as coisas no Brasil.

Luís Henrique

O programa das Fragatas Tamandaré (onde o governo mesmo com teto dos gastos que impossibilitava investimentos na época, adotou uma solução inteligente de capitalizar a Engeprom para conseguir assim adquirir as 4 Fragatas) foi muito mais eficiente em termos de prazos do que o PROSUB. Na verdade o PROSUB leva uma surra neste quesito. O PROSUB foi assinado em 2008 o primeiro submarino foi entregue em 2022 (14 anos depois) estamos em 2026 e o quarto ainda não foi comissionado. o nuclear então, está previsto para 2034 à 2037. Ja as Fragatas Tamandare foi assinado em 2020 a primeira fragata… Read more »

marcelo

O orçamento da união foi sequestrado pelo congresso (senadores e deputado) para pagamento de emendas e orçamento secreto.
Esse ano aprovado 60 bilhões para emendas parlamentares.
Oposição (direita) ao governo tem maioria nas duas casas.

Last edited 1 mês atrás by marcelo
Pedro

Acorda…pare de defender politico, principalmente os corruPTos e imcopetentes

Angus

Por um tempo acreditei que o Brasil tinha pelo menos políticas de Governo, apesar de serem necessárias políticas de Estado no que se refere a Defesa. Contudo a realidade se faz presente e nem mais políticas de Governo existem. O que temos hoje são apenas discursos que buscam trocar espaço por tempo e enganar os ainda bobos. Palavras bonitas, fotos com efeitos, discurso feito por marqueteiro. Nada de concreto. Enquanto isso temos um Estado ineficiente, preocupado apenas em manter ou melhorar privilégios e o “grupo da vez” se manter no poder. Um exemplo apenas são as Estatais, que deram prejuízo… Read more »

Haroldo

Tá, mas e depois de entregar o quarto submarino? Foco apenas no nuclear? O estaleiro deve ter capacidade de fazer pelo menos mais de um submarino ao mesmo tempo, deveriam estar correndo atrás de novas oportunidades de fazer mais navios. Ou pelo menos usar o estaleiro para criar outro tipo de navio… Logo já não vai ter mais mão de obra para manter essa empresa…

Camargoer.

Horaldo,

O estaleiro também é onde são feitas as manutençẽos dos Scorpenes. Inicialmente, eles serviria apenas para submarinos, mas já faz algum tempo que ele também pode construir navios. Considerando que o elevador foi projetado para 8 mi ton, ele poderá participar do ProNapa

Felipe Augusto Batista

ProNapa… Com 8 mi ton o elevador provavelmente pode ser usado para elevar todos os navios do ProNapa juntos de uma vez só.

Camargoer.

Caro,

creio que vocẽ faz uma grande confusão.

O estaleiro de Itaguaí foi projetado para lançar o SBN de 6 min ton. Por isso, o sei elevador foi dimensionado para opera ate 8 mil ton. Os Scorpenes de 2 mil ton são elevados ou lançados ao mar usando-o

Isso quer dizer que o estaleiro pode construir os navios de patrulha de 500 ton sem qualquer impedimento físico. O registro do estaleiros também permite que ele construa navios. Orgininalmente, ele só poda fabricar ou dar manutenção em submarinos, mas isso foi mudado.

Denis Santanna

10 convencionais 5 nucleares, 15 Tamandarés, 56 Gripens, +8 aeronaves de alerta antecipado, ampliação de alcance do AV-TM-300 para AV-TM-1000 5 baterias através da plataforma ASTROS, desenvolvimento de míssil com alcance de 4mil km, eu me sentiria razoavelmente seguro, deixo aqui o meu pedido nem que seja lá para 2040, se ainda existirmos enquanto nação.

Leandro Costa

Bota aí século 23, pelo menos.

Camargoer.

Provavelmente os quatro Scorpentes serão o últimos submarinos convenvionais da MB.

ln(0)

Acho pouco provável, acredito que teremos um mix por muitos anos, a não ser que ocorra uma mudança significativa na maneira de se financiar as forças armadas.

Fabio Araujo

Esse apoio, que veio da negociação do Scorpenne portanto não fou de graça, foi e esta sendo útil para a MB, até no projeto do submarino nuclear recebemos auxilio no projeto do casco e isso foi muito bom.

Nilo

Faço a mesma leitura, o foco da MB no projeto com os franceses foi a absorver conhecimento, parte de um projeto mais em conta, Scorpène, aprende manufatura com os classe Riachuelo, e entra em nova etapa a partir do conhecimento adquirido para o SubNuc Álvaro Alberto baseado no design estrutural dos submarinos convencionais da Classe Scorpène (com duplo casco), com modificações significativas.

Heli

Se prevalecer nosso histórico, vide fragatas Niterói e submarinos Tupi, ficará por isso mesmo. Não seguirá em frente essa transferência de tecnologia e capacitação. Infelizmente, nesse sentido, não somos a Coreia do Sul nem a Turquia.

Pedro

IGUAL O PROJETO DAS FRAGATAS NITEROI E SUB TUPI…Daqui 15 anos estaremos vendo algum governo vendendo uma nova narrativa de uma parceria estrategica

GeneralSofá

O Brasil já tinha “aprendido” a fazer submarinos com Tikuna, no AMRJ. Ter pedido transferência de tecnologia nos Scorpène, com a ideia de “aprender a construir submarinos para ter autonomia nacional” é desculpa, era só encomendar + Tikunas ao AMRJ.

Se o PROSUB se resumisse somente ao SubNuc, e os convencionais fossem padronizados com +4 Tikunas, talvez o Álvaro Alberto estivesse muito menos atrasado

dretor

Legal o Blablabla e ai pessoal vmaos ter ou nao o SBN e um segundo lote????? ou vamos ter gasto 20bi em concreto e treinamento de gente que vai sair e ir trabalhar no exterior?