Austrália fecha contrato de US$ 7 bilhões para três novas fragatas baseadas na classe ‘Upgraded Mogami’

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Frigate Mogami - 4

A Austrália formalizou a aquisição de três novas fragatas de propósito geral baseadas no projeto japonês Upgraded Mogami, em um passo importante para acelerar a renovação de sua frota de superfície e reforçar sua capacidade de combate no Indo-Pacífico. Os contratos foram assinados pelos governos da Austrália e do Japão com a Mitsubishi Heavy Industries, que construirá as três primeiras unidades no Japão.

As embarcações integram o programa australiano SEA 3000, concebido para substituir gradualmente as fragatas da classe Anzac, que se aproximam do fim de sua vida útil operacional. O plano mais amplo prevê até 11 fragatas, sendo as três primeiras construídas no Japão e outras oito produzidas posteriormente na Austrália, no estaleiro de Henderson, na Austrália Ocidental.

Segundo o governo australiano, a escolha da fragata japonesa atende à necessidade de ampliar rapidamente a prontidão da Royal Australian Navy com navios mais capazes, automatizados e de tripulação reduzida. A primeira unidade está prevista para ser entregue em 2029, no que Canberra descreve como a mais rápida aquisição de navios de superfície em tempo de paz de sua história.

Baseadas em uma versão ampliada da classe Mogami, as novas fragatas terão cerca de 4.800 toneladas, alcance de até 10.000 milhas náuticas, 32 células de lançamento vertical e capacidade para operar o helicóptero embarcado MH-60R Seahawk. A tripulação prevista é de 92 militares, número relativamente baixo para um navio desse porte, o que reflete o alto grau de automação do projeto.

Centro de Informações de Combate (CIC) da Mogami

O governo australiano informou ainda que os navios serão equipados com mísseis superfície-ar e antinavio, com forte foco em guerra antissubmarino, combate de superfície e defesa aérea. A decisão está alinhada à revisão independente da frota de superfície divulgada em 2024, que recomendou ampliar o número de combatentes de superfície e aumentar a capacidade de projeção e dissuasão da marinha australiana diante da crescente competição naval na região.

Do ponto de vista estratégico, o acordo também representa um marco para o Japão, ao se tratar de uma de suas exportações militares mais significativas desde o relaxamento das restrições de defesa em 2014. Para Canberra, a escolha reforça o aprofundamento da cooperação com Tóquio e amplia a interoperabilidade entre dois dos principais aliados regionais dos Estados Unidos.

A assinatura do contrato sinaliza, assim, uma mudança importante no equilíbrio naval do Indo-Pacífico. Ao apostar em uma plataforma furtiva, automatizada e multimissão, a Austrália busca aumentar a resiliência e a letalidade de sua esquadra em um ambiente marítimo cada vez mais disputado, marcado pela pressão crescente da China e pela necessidade de proteger rotas estratégicas no Oceano Índico e no Pacífico.■


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JHF

O Japão contratou 3 da Mitsubishi por pouco menos de US$ 1 BI. A Austrália está contratando a mesma quantidade por 7 vezes mais….. A diferença é gigantesca mas, sem detalhes do que inclui cada contrato fica difícil de comparar. Além disso, o contrato do Japão é “interno” e pago em iene. Nada como fazer em casa para economizar, nada como exportar para fazer uma grana….. Aprendemos alguma coisa?

ChinEs

A diferença esta na Transferência de Tecnologia, a Austrália é nação que mais vai gastar no AUKUS…

Luís Henrique

Uma diferença tão absurda de valor não pode ser apenas TOT.
Provavelmente no caso japonês os valores devem ser dos cascos, radares, sensores e armamentos Provavelmente serão adquiridos a parte, bem como suporte logístico, etc.

Já no caso da Austrália provavelmente os custos englobam treinamento, armamentos e principalmente suporte logístico.
Inclusive a Austrália geralmente inclui custos do ciclo de vida em vários anúncios de valores de contratos, então talvez os gastos com suporte sejam de longo prazo e não apenas dos anos iniciais.

Palpiteiro

Vale a pena conferir os valores. Parece algo irreal e oneroso

EduardoSP

https://www.navalnews.com/naval-news/2026/04/japans-mhi-awarded-contract-to-build-three-upgraded-mogami-class-frigates/

O valor do contrato japonês corresponde apenas ao casco. Armamentos e sistemas serão adquiridos em outros contratos.

Burgos

O Japão aos poucos vem se projetando também nesse mercado de tecnologia e defesa apesar de ser um País com políticas pacifistas e de não usar nem meios com propulsão nuclear.
Interessante 🤔

YUFERFLLO

Faz muito tempo que o Japão faz armas, apenas nos lembrarmos da segunda guerra e da guerra fria, que quem enfrentaria os submarinos soviéticos do Pacífico seria o Japão

Dalton

Quem enfrentaria os submarinos soviéticos do Pacífico seria os EUA cuja Frota do Pacífico era não só mais numerosa mas também mais capaz inclusive com submarinos de propulsão nuclear mais adequados contra os similares soviéticos.

Carlos Campos

Pacifismo lá sempre foi algo imposto a eles, nunca foram de espirito assim, o partido mais poderoso do Japão é herdeiro de direto do governo imperial, eles sempre se esforçaram para manter forças armadas fortes, usando o nome de Forças de Autodefesa, Autodefesa com um poder ofensivo de dar inveja em muita gente.

Carlos Campos

meu sonho é vender arma para Austrália, sempre é muito mais caro, pqp parece que é obrigatorio inflacionar o preço

Cipinha

Parece uma maldição de países que se encontram a baixo da linha do Equador kkk

Burgos

Ficou caro pq eles venderam a tecnologia da classe, 3 vão ser construída no Japão e as demais serão na Austrália, em um total de 11👍
São navios com grande índice de automação e vão operar com tripulação pequena (92 tripulantes)⚓️

Last edited 1 mês atrás by Burgos
Luís Henrique

Pesquisei e parece que o valor engloba o seguinte: 1) U$ 3,5 a U$ 4 bi para a construção das 3 fragatas no Japão (mais caro porque a Austrália exigiu navios mais capazes e com especificações como troca de radar, etc e também devido a entrega em tempo recorde até 2029, isso tb ajudou a elevar o preço); 2) U$ 1,5 bi para suporte logístico, manutenção e peças de reposição para 10 anos de operação; 3) U$ 1 bi em armamentos e mísseis e integrações com sistema de combate; 4) algumas centenas de milhões de dólares para TOT, direitos de… Read more »

JHF

Ok, o negócio não parece ruim mas…. de donde a Austrália vai tirar essa grana toda?

Mauricio R.

Navio de guerra de verdade, não aquele troço sendo montado em SC.
Será que vale a pena, trocar as reservas de mercado da TKMS e do Naval Group, por MHI e KHI?
Creio que sim, agora precisa ver se o Japão está interessado.

Cipinha

Isso mostra o quanto é caro um navio moderno de guerra

Cassini

Curioso como a Austrália não tem capacidade própria para desenvolver e produzir seus próprios meios militares. Eles importam quase tudo, e o que constroem geralmente é através de alguma filial de alguma grande corporação do ramo.

Baschera

Os japas deveriam renomear está classe de fragatas…para “Ta karo”.