Marinha Portuguesa e Marinha do Brasil assinam protocolo de cooperação

11
Marinha Portuguesa e Marinha do Brasil assinam protocolo de cooperação

A Marinha Portuguesa e a Marinha do Brasil assinaram no dia 14 de abril, em São Paulo, uma Declaração de Intenções para aprofundar a cooperação no domínio da defesa

​​A Declaração de Intenções abrange a investigação e desenvolvimento, partilha de conhecimento e projetos conjuntos de meios navais, incluindo resposta a catástrofes naturais e ajuda humanitária.

A assinatura foi realizada na feira de segurança e defesa “LAAD 2026” e contou com a presença do Superintendente do Material, Vice-almirante Jorge Pires, e com o Diretor-geral do Material da Marinha do Brasil, Almirante de Esquadra Edgar Barbosa.■

NOTA DO PODER NAVAL:

A assinatura, em São Paulo, de uma Declaração de Intenções entre a Marinha Portuguesa e a Marinha do Brasil é um movimento positivo e natural entre duas forças navais com laços históricos, linguísticos e estratégicos evidentes. Mais do que um gesto protocolar na LAAD 2026, o entendimento aponta para uma agenda de cooperação com potencial concreto em áreas sensíveis, como investigação e desenvolvimento, intercâmbio de conhecimento e projetos conjuntos de meios navais.

Do ponto de vista do Poder Naval, o aspecto mais relevante do anúncio está justamente na amplitude do texto. Ao incluir não apenas temas clássicos de material e defesa, mas também resposta a catástrofes naturais e ajuda humanitária, a declaração reconhece uma realidade cada vez mais presente: marinhas modernas precisam combinar capacidade militar, flexibilidade logística e presença institucional em missões de apoio à população e de projeção de estabilidade.

Para Portugal, a aproximação reforça a conexão com um parceiro de grande escala no Atlântico Sul. Para o Brasil, abre-se mais uma via de diálogo com uma marinha europeia inserida no ambiente OTAN e com experiência em programas recentes de modernização. Em ambos os casos, a cooperação pode gerar ganhos em doutrina, interoperabilidade e desenvolvimento de capacidades.

Como toda declaração de intenções, o valor real dependerá da execução. O passo importante agora será transformar afinidade política e institucional em programas, exercícios, intercâmbio técnico e iniciativas industriais concretas.


Subscribe
Notify of
guest

11 Comentários
oldest
newest most voted
Luiz Ignacio Gama

Igual ao plano de mandar frota para Ormuz ! Kkkkkkkkk. Ninguém maia acredita …furo feio! Kkkkkkkk

Oficial de Pijamas

É o famoso acordo “Plunct Plact Zum”, não vai a lugar nenhum.

Dalton

O ^like^ é por ter me feito rir um monte agora 😀

Adriano Madureira

Poderia ser uma opção para nós, desde que fizéssemos o dever de casa corretamente para adquirí-lo. O custo total do navio porta-drones NRP D. João II, da Marinha Portuguesa, é de 132 milhões de euros. Este valor abrange a construção da plataforma multifuncional, financiada em 94,5 milhões de euros pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e 37,5 milhões pelo Estado português, com entrega prevista para 2026. Um bom ponto sobre o navio,foi o tempo de construção: O navio porta-drones português NRP D. João II demorou aproximadamente 18 meses para passar do corte da chapa (marco inicial de construção) até a… Read more »

YUFERFLLO

Não é para nossa realidade, ele é muito pequeno e poderia até mesmo ser feito algo parecido no Brasil se quisermos, para o Brasil só se for do porte do Atlântico para cima

Last edited 1 mês atrás by YUFERFLLO
Mig

O d joão II e o Atlântico não têm nada em comum. O d joão II é um navio feito para monitorizar os cabos submarinos e a zee Portuguesa em que a Marinha como têm poucos recursos humanos adicionou mais capacidades. São navios muito distintos.

Carlos

Não te esqueças que quanto maior masi fácil é atingi-lo de longe

Adriano Madureira

E para quê fazer gigantes porta drones? Isso é para países de grandes orçamentos, nossa realidade é outra. A construção de um navio com capacidades similares ao HMS Ocean hoje em dia custaria, estimativamente, entre £300 milhões e £500 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 3,2 bilhões, dependendo do câmbio atual), caso fosse construído utilizando métodos de construção civil/naval mista, como o original. O custo anual de operação do porta-helicópteros HMS Ocean, por volta de 2015-2017 era de aproximadamente £ 12,3 milhões (libras esterlinas). Na época da compra, em dezembro de 2017, este valor convertia-se para cerca de R$ 53,9 milhões de Reais.… Read more »

Mig

Projectos que o Brasil pode estar interessado: – trator do mar é um veículo de superfície não tripulado que pode levar sensores para deteção de minas ou submarinos… – classe Viana do castelo com o projecto das fragatas e dos patrulhas 500 a Marinha do Brasil pode estar interessada em uma solução “stop gap” até a construção de uma classe de opvs de 1700 toneladas. Neste caso Portugal podia vender a 1 serie são navios que o mais velho é de 2011, Portugal vai receber 6 até 2030 de uma nova série pode ser uma boa oportunidade. – NPC são… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Mig
Mig

Nota
Erro o 1 Viana do castelo é 2010 o segundo é que é de 2011.

Carlos

Parabens editor pela NOTA. Muita gente não sabe mas este texto extraido da revista da Armada publicado em Novembro de 2025 traduz bem o que é o REPMUS “Participaram no exercício REPMUS 2025 mais de 3900 militares e civis, sob o patrocínio de 37 países (13 deles com o estatuto de observadores), apoiando a presença de representantes de 236 indústrias, 36 universidades e centros de investigação, salientando-se a participação de 33 entidades nacionais, da UE e da NATO. Relativamente ao seriado operacional, participaram 18 navios, cerca de 270 veículos não tripulados (superfície, subsuperfície e aéreos), bem como muitas outras tecnologias… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Carlos