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Pela primeira vez, o interceptador PAC-3 MSE será desenvolvido, integrado e testado no sistema de combate Aegis, ampliando a defesa aérea e antimíssil em camadas dos navios de guerra norte-americanos

A Lockheed Martin anunciou ter recebido um contrato do governo dos Estados Unidos para o desenvolvimento, a integração e os testes do míssil PAC-3 Missile Segment Enhancement (MSE) no sistema de combate Aegis, em um movimento que deverá ampliar a capacidade de defesa aérea e antimíssil integrada da Marinha dos EUA.

Segundo a empresa, a iniciativa marca a primeira vez em que o PAC-3 MSE será integrado ao Aegis Combat System, colocando a força naval norte-americana entre os usuários do interceptador, já empregado pelo Exército dos Estados Unidos e por 16 nações parceiras.

A Lockheed Martin afirmou que a integração deverá reforçar a defesa em múltiplas camadas contra ameaças aéreas e de mísseis, oferecendo aos navios da Marinha uma capacidade adicional para enfrentar vetores cada vez mais avançados. A empresa sustenta que o projeto contribuirá para tornar a defesa marítima mais abrangente e eficaz diante da evolução das ameaças.

De acordo com a companhia, o contrato também se apoia em esforços anteriores de aceleração da produção de munições, incluindo a entrega de um número recorde de interceptadores PAC-3 MSE em 2026. A empresa destacou ainda que já vinha realizando investimentos próprios para integrar o míssil ao Aegis e ao sistema de lançamento vertical Mk 41, antes mesmo de receber financiamento governamental.

O vice-presidente e gerente-geral da área de Integrated Air and Missile Defense (IAMD) da Lockheed Martin, Jason Reynolds, afirmou que a incorporação do PAC-3 MSE ao Aegis representa um passo decisivo para a defesa da frota norte-americana e dos interesses globais dos Estados Unidos contra ameaças avançadas. Já Chandra Marshall, vice-presidente de Multi-Domain Combat Solutions, disse que a integração amplia ainda mais a capacidade do Aegis de engajar ameaças em múltiplas camadas, garantindo ao combatente uma vantagem estratégica.

O PAC-3 MSE utiliza tecnologia hit-to-kill, baseada na destruição cinética direta do alvo, e é apresentado pela Lockheed Martin como um sistema já comprovado em combate contra mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro, ameaças hipersônicas e outros alvos aéreos. A empresa ressalta que esse conceito entrega muito mais energia cinética sobre o alvo do que mecanismos convencionais baseados em fragmentação explosiva.

Já o Aegis Combat System, com cerca de 50 anos de operação, é descrito pela fabricante como o sistema de combate multimissão mais maduro e capaz em serviço, apto a acompanhar a evolução das ameaças por meio da rápida incorporação de novas capacidades, atualizações de software, microserviços e containerização.

Com o contrato, a Lockheed Martin reforça a convergência entre dois de seus principais produtos no campo da defesa antimíssil, em um momento em que a Marinha dos Estados Unidos busca ampliar a resiliência de sua defesa embarcada diante da crescente sofisticação dos vetores aéreos e de mísseis.■


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2 Comentários
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Luís Henrique

Que combo, RAM + ESSM + SM-2 + PAC3-MSE + SM-6 + SM-3.

Era o que faltava nos navios da US Navy.

Bardini

Um dos pontos mais relevantes desta adição, é que um F-35 pode guiar os mísseis PAC3-MSE e SM-6 contra ameaças aéreas.O SM-6, podendo inclussive, ser empregado como míssil antinavio supersônico.