IMAGENS: Visitamos o porta-helicópteros Dixmude no Rio de Janeiro
Fotorreportagem de Edson de Lima Lucas
Rio de Janeiro — A escala do grupo naval francês da Missão Jeanne d’Arc 2026 no Porto do Rio de Janeiro ganhou, nesta quinta-feira (23), um momento de destaque com a visita de jornalistas ao porta-helicópteros anfíbio Dixmude, principal meio da força-tarefa em desdobramento global.
A atividade, organizada pela representação diplomática francesa, incluiu uma apresentação institucional e entrevistas com o comando do agrupamento, oferecendo uma visão direta das capacidades operacionais e do papel estratégico da missão. A visita ocorreu no Armazém 6/7 do porto carioca, onde o navio está atracado desde o dia anterior.
Plataforma de projeção e formação
O Dixmude, um navio da classe Mistral com cerca de 21 mil toneladas, é projetado para operações anfíbias, comando e apoio a forças expedicionárias. Capaz de operar até 16 helicópteros e transportar dezenas de veículos e tropas, o navio representa um dos pilares da capacidade de projeção da Marinha Nacional Francesa.
Durante a visita, jornalistas puderam observar áreas-chave da embarcação, incluindo o convés de voo, hangares, centros de comando e estruturas médicas — características que fazem do navio uma plataforma multifunção apta a atuar tanto em cenários de combate quanto em missões humanitárias.
Missão global com foco em interoperabilidade
A presença do grupo naval no Brasil integra um desdobramento de cinco meses que combina treinamento avançado de oficiais com operações reais em diferentes regiões do mundo. A Missão Jeanne d’Arc mobiliza mais de 800 militares, incluindo 162 aspirantes da Escola Naval francesa, e percorre diversos teatros estratégicos ao longo de sua campanha.
No Rio de Janeiro, a escala tem como objetivo principal o fortalecimento da cooperação com a Marinha do Brasil, com a realização de exercícios conjuntos voltados à interoperabilidade e ao compartilhamento de doutrina operacional.
Dimensão diplomática e estratégica
Além do caráter militar, a visita do Dixmude também possui forte simbolismo diplomático. A presença da força-tarefa francesa no Brasil ocorre dois anos após sua última passagem pelo país e reforça o relacionamento estratégico bilateral no domínio marítimo.
A Missão Jeanne d’Arc segue nas próximas semanas com novas escalas e exercícios, mantendo seu duplo papel de formação de oficiais e demonstração de capacidade expedicionária, em um contexto internacional marcado por crescente competição marítima.■

| BPC Dixmude (L9015) – Classe Mistral | |
|---|---|
| Tipo | Navio de Projeção e Comando (Porta-helicópteros de assalto anfíbio) |
| Deslocamento | 16.500 t (leve) / 21.300–21.500 t (plena carga) |
| Comprimento | 199 metros |
| Boca | 32 metros |
| Calado | 6,3 metros |
| Propulsão | Diesel-elétrica com 2 propulsores azimutais Rolls-Royce Mermaid (2 × 7 MW) |
| Geração de Energia | 3 × Wärtsilä 16V32 + 1 × Wärtsilä 18V200 |
| Velocidade Máxima | 18–19 nós |
| Alcance | até 19.800 km a 15 nós |
| Tripulação | cerca de 160 militares + estado-maior embarcado |
| Capacidade de Tropas | 450 militares (até 900 em transporte de curto prazo) |
| Capacidade de Veículos | Até 70 veículos (incluindo até 13 carros de combate Leclerc) |
| Meios de Desembarque | 4 embarcações de desembarque (LCU/EDA-R) |
| Capacidade Aérea | Até 16 helicópteros médios/pesados ou até 35 leves |
| Convés de Voo | 6 pontos de pouso simultâneo |
| Hangar | ≈1.800 m² com elevadores para aeronaves |
| Sensores | Radar MRR-3D NG (vigilância aérea/superfície) Radar de navegação DRBN-38A Bridgemaster Sistemas optrônicos de controle de tiro |
| Sistemas de Comando | Sistema de combate SENIT / comunicações avançadas (Syracuse III) |
| Armamento | 2 × lançadores SIMBAD (mísseis Mistral) 2 × canhões 20 mm / 30 mm Metralhadoras 12,7 mm e 7,62 mm |
| Capacidade Hospitalar | Hospital embarcado com 69 leitos e salas cirúrgicas |

































Deve ser caro!
Muito caro.
+/- 500 milhões
É mais barato que uma Tamandaré?!?! Tem certeza??
o Dodko da Coreia com características semelhantes custou 600 milhões.
Mas são preços de há 20 anos…
“+/- 500 milhões” de quê? Dólares, Euros, Reais, Rublos Yuan, Libra egípcia?
não é uma questão de moeda mas de quando…
mas é em euros.
Os 2 mistral russo foi vendido para o egito por 980 milhões de euros.
É não. Foi feito pra ser baratinho. Já conversei com o Nunão no passado sobre o padrão comercial de navio anfíbio inglês e francês: são grandes e suscetíveis, especialmente pela falta de subdivisões estanques nas salas de máquinas.
“poderiamos ter tido dois desses de uma vez só!
Vamos desembarcar tropas onde? Vamos retomar Fernando de Noronha dos portigueses? Nossa marinha precisa principalmente de misseis com grande alcance e muitos submarinos modernos.
Não notei defesas de ponto nele ( sou sismado com isto, além dos lançadores verticais uma das primeiras coisas que também noto são as defesas e contra medidas )
Então note a matéria. Lá no finalzinho.
Esse trator que coloca uma espécie de esteira na praia, acredito eu que seria para as viaturas ter maior tração na areia durante o desembarque, não era para termos algo assim no CFN?
O CFN possui esse tipo de veículo.
E temos. CFN tb utiliza dessas esteiras
Os ingleses ofereceu a MB os hovercraft para operar no HMS bulwark adquiridos pela MB mais ela declinou
MB: Da pra fazer em 120x sem juros no cartão?
Para mim o Gazelle é um dos helicópteros fabricados no sec XX mais belo.
Trovão Azul.
Porquê trovão azul?
Um navio da marinha cujo os helicópteros pertencem ao exército francês?
Bem observado e de fato são tropas especializadas em guerra anfibia do exército francês e helicópteros que embarcam em navios anfíbios já há muito tempo.
.
Por outro lado há um pequeno contingente de menos de 2000 fuzileiros navais subordinados a Marinha para segurança de bases navais.
Mais uma visita, mais uma protosta de venda, mais uma negativa.
Um desses adaptado para plataforma de drones como querem fazer com o Atlantico, seria mais útil do que balsa maritima.