Marinha dos EUA lança programa FF(X) no orçamento de 2027 e reposiciona fragatas na ‘Golden Fleet’
FF(X)
A Marinha dos Estados Unidos formalizou no pedido orçamentário para o ano fiscal de 2027 a criação do programa FF(X), uma nova classe de fragatas inserida em uma reestruturação mais ampla da frota. Nos documentos oficiais, o novo navio aparece ao lado do programa BBG(X), o chamado “Trump-class battleship”, no contexto da Golden Fleet, apresentada pela administração Trump como eixo de renovação do poder naval americano.
O orçamento prevê, já em FY2027, a aquisição de uma primeira fragata FF(X). No detalhamento da conta de Shipbuilding and Conversion, Navy, o navio surge com US$ 1,429 bilhão em recursos de procurement, enquanto a visão geral do orçamento classifica a FF(X) como uma das duas novas classes centrais do esforço naval do período.
A iniciativa marca uma inflexão importante na política de meios de superfície da US Navy. Segundo a própria Marinha, a nova fragata foi concebida para assumir missões de menor prioridade e para a presença naval rotineira, liberando os destróieres mais sofisticados para tarefas de combate de alta intensidade. A linha de raciocínio reforça a mudança de foco da força, que passou a priorizar velocidade de construção, modularidade e ampliação da base industrial após os problemas enfrentados pelo programa Constellation.

Embora o pedido de 2027 contemple apenas uma unidade, o planejamento associado ao programa aponta para uma cadência mais espaçada no início da série: um navio em FY2027, outro em FY2029 e dois em FY2031, dentro de uma meta total de 22 fragatas. Segundo a análise publicada pelo Army Recognition com base na documentação orçamentária, o custo total do primeiro navio é estimado em US$ 1,671 bilhão, com a diferença em relação ao valor de procurement explicada por aportes anteriores e pela estrutura de financiamento do programa. A mesma análise indica ainda cerca de US$ 212 milhões em pesquisa e desenvolvimento em FY2027 para conclusão de projeto e integração inicial.
No plano industrial e operacional, a FF(X) substitui, de fato, a lógica do programa Constellation, reduzido a duas unidades após críticas por atrasos e aumento de custos. A nova fragata será baseada no casco do National Security Cutter classe Legend da Guarda Costeira, numa tentativa de acelerar a produção apoiando-se em um projeto já maduro. A aposta da Marinha é sacrificar parte da sofisticação inicial em favor de um navio menor, mais ágil e mais fácil de colocar em serviço.
Mais informações sobre o Programa FF(X)
A fragata FF(X) é uma necessidade estratégica para suprir uma carência significativa no inventário da Marinha dos EUA em navios combatentes de superfície de pequeno porte e para construir uma frota mais equilibrada e flexível. A fragata apoia diretamente a Estratégia de Segurança Nacional de 2025, que pede “uma presença naval mais adequada para controlar as rotas marítimas, impedir migração ilegal e outras migrações indesejadas, reduzir o tráfico humano e de drogas, e controlar rotas de trânsito-chave em uma crise”. A FF(X) será uma vanguarda da estratégia de contenção da U.S. Navy, dentro da Força de Propósito Geral, executando missões de rotina ao redor do mundo e liberando a Força Principal de Combate para permanecer focada em combate de alta intensidade. A FF(X) atuará como navio de comando para os Tailored Offsets, especificamente para Sistemas Robóticos e Autônomos (RAS), integrando-se com esses sistemas para conduzir Forças Adaptadas dentro de uma abordagem coesa de combate naval.
Como elemento de menor porte na composição de meios de alta e baixa intensidade da Golden Fleet, a fragata aliviará meios de maior valor, como os destróieres da classe Arleigh Burke, de missões que não exigem grandes combatentes multimissão, incluindo interdição marítima e operações antidrogas. Seu papel principal é executar guerra de superfície, ações de combate a Sistemas Aéreos Não Tripulados (C-UAS) e missões de Comando e Controle (C2) de sistemas não tripulados, além de outras funções viabilizadas por cargas modulares em contêineres, tudo por meio de uma plataforma altamente producível, econômica e adaptável. Essas capacidades de cargas modulares em contêineres estão alinhadas e são apoiadas pelo programa dedicado da Marinha para esse tipo de carga, permitindo a rápida integração e entrada em serviço de módulos de missão, incluindo cargas de Sistema de Lançamento Vertical (VLS) em contêineres. Isso garante que, embora o Flight I da classe FF(X) (atualmente previsto para abranger pelo menos os dois primeiros navios) não incorpore uma bateria VLS fixa tradicional, ele mantenha a capacidade de empregar cargas equivalentes ao VLS por meio de configurações modulares adaptadas à missão.
Para entregar em velocidade e escala, a Marinha está adquirindo sua nova classe de fragatas com base no projeto do cutter de segurança nacional da classe Legend (NSC) da Huntington Ingalls Industries (HII) — um navio comprovado, construído nos Estados Unidos, que está em operação há 17 anos, com dez unidades entregues, protegendo os interesses dos EUA no país e no exterior. A Huntington Ingalls Industries, em Pascagoula, Mississippi, construirá o navio-líder e o primeiro navio subsequente. Além da maturidade do programa proporcionada pelo comprovado projeto NSC como base da FF(X), o programa FF(X) também está utilizando equipamentos, sistemas e materiais do cancelado NSC 11 já disponíveis no estaleiro para apoiar a execução e acelerar a produção da primeira FF(X) no ano fiscal de 2027.
A fragata adotará a mesma abordagem validada de evolução por lotes do programa Arleigh Burke DDG-51, incorporando melhorias em lotes sucessivos para desenvolver as capacidades do navio ao longo do tempo. As fragatas Flight I terão adaptações mínimas em relação ao NSC existente para iniciar a produção o mais rapidamente possível. As modificações limitadas do projeto-base do NSC para atender aos requisitos da fragata Flight I incorporam armas da Marinha, sistemas de combate e programas de comunicações já padronizados, acrescentam uma estação flexível de armamento no lugar da rampa de popa para embarcações do NSC, adicionam um turco para embarcação a boreste na seção central, incorporam melhorias de producibilidade recomendadas pelo construtor e mudam a pintura para o cinza padrão da Marinha. Estudos para os futuros lotes considerarão capacidades ampliadas, incluindo Sistemas de Lançamento Vertical e sistemas de Guerra Antissubmarino. O C2 de RAS da FF(X) é viabilizado pelo uso de programas de sistemas de guerra naval já padronizados, incluindo o sistema de combate da FF(X) e, futuramente, o Sistema Integrado de Combate (ICS) baseado no Aegis, além de sistemas de comunicações e reservas de projeto dedicadas a futuros sistemas de C2 de RAS.■


Só o tempo dirá se isso vai se tornar real ou não e se caso quando forem fabricadas se vão ser funcionais ou se vão ser um Zuwalter 2.0.
É uma fragata simples e modular, difícil dar errado, pelo que entendi desse programa é como se fosse uma FREEM mais leve e modular, talvez lembre uma FDI, não sei.
Agora, o que tenho certeza que vai dar B.O são os “encouraçados” do Trump.
A constellation tbm era para ser exatamente isso, uma fragata baseada em um projeto consolidado, uma FREEM mais pesada, difícil de dar errado… Mas deu muito errado.
Impressionante a sequencia de fracassos dos projetos de combatentes da US NAVY, Zumwalt, LCS, Constellation… O último que deu certo foi a classe Arleigh Burke.
É que como a Constellation era uma FREEM bombada, acho que era mais fácil de dar problema, de fato como deu, agora uma versão reduzida imagino que seja algo menos complexo de se fazer
Zumwalt?
Não, é somente uma fragata e daquelas bem pequenas.
Quem sabe, talvez, possa se tornar algo como um novo LCS.
Um Cutter dirfarçado de Fragata 👀🤔😏
Até que para o propósito final não ficou ruim não 👍
Ações de baixa intensidade liberando as AB para um serviço mais pesado, digamos assim.
Nada mal
Agora esperar o Laranjão desistir da ideia dos Megablasterships e partir para algo mais sério e realístico DDG(X)
A ideia dessa fragata é excelente. Era o que deveria ser a Constelation, mas zoaram tanto o projeto que o negócio se tornou caro demais e desvirtuou o propósito. A Constelation seria um combatente de primeira linha para Marinhas como a do Brasil, mas para eles, a ideia é ser segunda linha, então não pode ser tão caro.
A Itália esta construindo 2 Destroyers DDX que deverão deslocar 13.500 a 15.000 toneladas cada um.
Então não acho tão absurdo os novos Battleships dos EUA.
E já existem rumores que a China esta construindo um Battleship com mísseis bem maior, na casa das 80.000 toneladas de deslocamento e também para uso com mísseis pesados e novas armas como railguns, etc.
O erro dos americanos é justamente esse: eles vão tentar equiparar cada equipamento e cada sistema 1×1 contra a China e acabarão por perder essa corrida, porque os chineses constroem mais rápido, mais barato e mais unidades. É claro que essa discussão adentra na situação da indústria naval de ambos, o que comparando os EUA com a China não dá nem pro cheiro.
Não necessariamente, não há por exemplo um equivalente ao ^Type 55^ chinês nem se está querendo construir um ^battleship^ de cerca de 80.000 toneladas e a classe de NAes Gerald Ford segundo se diz continuará na faixa de pouco mais de 100 mil toneladas carregado enquanto o equivalente chinês será maior. . Há sim necessidade para um combatente de superfície maior que o ^Zumwalt^ se de fato será construído ou se partirá para um meio termo está no futuro, mas os EUA não estão tentando copiar o que a China faz e sim adotando formas alternativas como uma maior integração… Read more »
Serão as “Rainhas do cais” quase não vão para o mar, navio caro de operar, para serem acionados terão que ter um emprego específico e são “alvos” fáceis de serem detectados terão que ter um navio tanque a contrabordo e precisarão de pelo menos 2 escoltas a contrabordo para defesa de ponto quando estiver navegando 🥴 Velho ditado: “Quem vai pela Kbeça dos outros, é o piolho” Os EUA tá embarcando em uma furada grande, mas enfim “tamanho não é documento” 😏 Eles precisam investir em uma outra classe de DD pois daqui mais alguns anos eles já começam a… Read more »
Já se está investindo em ^DDs^ Burgos , os Arleigh Burkes III dos quais mais de 20 serão construídos.
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É necessário um navio maior e o DDG(X) menor que o ^Zumwalt^ não era uma boa solução, talvez acabe em um meio termo.
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E nada impede como já anunciado que este ou outro grande futuro combatente opere com um NAe dando proteção a ele e aos demais navios do grupo ao mesmo tempo que é protegido.
Pode ser caro Dalton;
Mas não terá vida longa esses Megabatleships do Laranjão, eu aposto em 3 Unidades.e depois como os tão falados Zumwalt vai ser abandonado por onerar os cofres públicos.
História repetida 😏
De vez em quando é bom virar o disco e escutar outra música e de preferência boa 👍
A diferença Burgos é que o ^Zumwalt^ não foi pensado para um confronto com a China, que não era uma ameaça quando do projeto. . O ^battleship^ está sendo pensado justamente para uso no Pacífico e o equivalente chinês que está em construção é ainda maior. . E por melhor que um ^Arleigh Burke III^ seja ainda há falta de espaço até mesmo para funcionar como navio coordenador para defesa de um ^CSG^ – está sendo feito com o ^Arleigh Burke IIA ^ não o ideal – que um ^Ticonderoga^ com aquela imensa superestrutura em alumínio tinha de sobra além… Read more »
Factível!!!
Publico e notório 👀
está mais para o DDG(X)
As AB tem vida útil de pelo menos mais uns 20/25 anos,vão precisar de um futuro substituto.
Não vejo o navio do “Laranjão” em larga escala de fabricação esse projeto já nasceu falido e meio que já enterrado pelo próprio Governo/Técnico/Engenheiros.
o País precisa de realidade e não de megalomania/ufanismo.
“Quem vive de passado é museu” 😏
Depende do ano de comissionamento, todos os ^Flight IIA e III servirão por 40 anos o pioneiro USS Arleigh Burke também dará baixa com 40 anos em 2031 e outros 16 da mesma versão I até 40 anos ou quase 40. . Não havendo nenhuma baixa até 2030 o número total de ^Burkes^ que hoje é de 76 deverá chegar a 84 unidades , os 3 ^Zumwalt^ finalmente estarão operacionais e este número gradualmente baixará com um número maior de antigos saindo e um número menor da versão III entrando. . Não fosse a China e seu ^Yamato^ os EUA… Read more »
40 anos ?!😏
Pouco provável, dou 25/30 anos, no máximo para todas as AB até lá se não tiverem outra classe já com o plano de substituição, vc pode ter certeza que com esse seu prognóstico elas já vão estar tudo só o “Pó da Rabiola” 🥴
E encarecendo e onerando os cofres públicos para manterem operando 🤷♂️
Pequena demais, sem VLS. Tomara que tenha sonar de casco.
“Golden Fleet”?! É esse o nome do sonho molhado de Trump?
Ele é tarado com “golden”. Tudo pra ele é isso, ele vem redecorando a casa branca com tons dourados, o tal salão de baile é predominantemente dourado. Ele gosta muito desse tom, então tudo pra ele é “golden”. Espero que ao menos o “shower” não seja “golden”
Muito cara essa coisa, talvez mais cara por tonelada-leve que a Constellation e com ainda menos capacidade – um desastre previsível. A idéia de um mix high/low não faz sentido quando o high está disponível às dezenas e com linhas de produção quentes. O conflito frívolo com o Irã provou que guerra se faz com linhas de suprimentos tanto quanto com armas – os EUA perderam bases que dariam apoio logístico em terra e no litoral do OM, ficando restrita a Diego Garcia e ao esforço do MSC. O Galante entendeu a disrupção logística e deu a dica: a comida… Read more »
Se eles fizessem destroyer de segunda linha como a China, com a China tendo as type52 que tem 64 VLS
Realmente a primeira esta caríssima, mas isso deve ser custos de projeto, preparação inicial de instalações e várias outras coisas para início da produção em série.
As demais deverão custar entre U$ 800 e U$ 900 mi cada.
Acho que esta é a previsão da US Navy.
O projeto está estereotipado, lembra? Não precisaria gastar com R&D: essa uma vantagem segundo o passado Phelan, juntamente com a experiência anterior do estaleiro com os cutters Legend da USCG (embora tenha sido previsto dispersar a construção modular por outros estaleiros). Todo equipamento, sensores e armas, é fornecido pelo governo – é bem conhecido e testado, não tem que inventar nada, apenas desenhar os shafts e conexões. Acho um acinte essa coisa custar tanto. Mas mudou o secretário, muda tudo ..
A China vai ter lançado mais de 30 Type 54B e se bobear já vão estar com type 54C quando as últimas dessas 22 fragatas terminarem de serem construídas
Eu dei uma pesquisada nas fragatas chinesas e todas são superiores a esse projeto dos EUA, eles que eram exemplo de marinha junto com a do RU, não são nem sombra.
Ter uma fragata ^meia boca^ como está é proposital para que sobre recursos para outras necessidades desde mais e novos mísseis até novos bombardeiros.
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O arsenal de um país deve ser visto como um todo e até o US Army está preparando-se para eventualmente contribuir em uma luta contra a marinha chinesa.
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E necessariamente cada tipo de fragata seja de qual marinha for não necessita fazer a mesma coisa daí uma simples comparação não fazer tanto sentido.
A diferença não é tão grande para uma Type 054A. A fragata chinesa tem 32 células VLS mas o HQ-16 geralmente usado tem entre 40 e 70 km de alcance. E são 8 mísseis antinavio YJ-83 na fragata chinesa contra 16 NSM na FFX. O míssil chinês é rápido mas menos moderno e não é furtivo. O NSM é furtivo, super moderno, um dos melhores do mundo e o dobro de mísseis. No início acharam que seria 1 SeaRAM que é usado pela guarda costeira, mas parece que a US Navy já indicou que será o RAM com 21 mísseis.… Read more »
E as capacidades ASW?
Aliás, alguém sabe o andamento das duas Constellation em construção?
Engraçado que lá fora ninguem a chamou de Corveta!!!
Engraçado não ver ninguém reclamar de canhao fraco, 57mm, sem VLS, quando é a Tamandaré sempre aparece um para compará-la com um destroyer. Quando é um projeto dos outros, “parece uma solução equilibrada, racional para as operações exigidas”
É que o principal combatente de superfície da US Navy é um grande ^destroyer^ enquanto estas futuras fragatas por mais débeis que venham a ser serão utilizadas em missões de menor risco ou contarão com a proteção fornecida por outros meios navais e aéreos.
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Acredito que seja o motivo de ^pegarem tanto no pé ^ da Tamandaré e menos na FF(X).