VÍDEO: Marinha do Brasil lança o Navio-Patrulha Mangaratiba (P73) no Rio de Janeiro
A Marinha do Brasil realizou nesta segunda (27), no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), a cerimônia de lançamento ao mar do Navio-Patrulha “Mangaratiba” (P73), quarta unidade da classe Macaé. O evento já constava da agenda oficial de marcos da força para 2026 e foi registrado por veículos que acompanharam a solenidade realizada no AMRJ.
Totalmente construído no Arsenal, o “Mangaratiba” integra o Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA), incluído no Novo PAC, e representa mais um passo no esforço de retomada da construção naval militar no País. Segundo a Agência Marinha de Notícias, o navio desloca cerca de 500 toneladas, mede 54,2 metros de comprimento e foi projetado para cumprir múltiplas funções operativas com eficiência e autonomia.
A embarcação poderá operar com tripulação de até 43 militares, incluindo reservas, e tem raio de ação de 2.500 milhas náuticas em velocidade de cruzeiro, o equivalente a mais de 4 mil quilômetros, com autonomia aproximada de seis dias. A classe também atinge velocidade máxima de 21 nós, reforçando seu perfil voltado à vigilância, presença naval e resposta rápida em áreas costeiras.
Na prática, o “Mangaratiba” deverá atuar em missões de patrulha naval, inspeção naval, busca e salvamento, reboque de embarcações e apoio a outras operações marítimas, além de contribuir para a proteção das plataformas de petróleo e gás e para a defesa dos interesses brasileiros na chamada Amazônia Azul. Para a Marinha, esse tipo de meio é central no combate a ilícitos no mar e na ampliação da presença do Estado nas águas jurisdicionais brasileiras.
O lançamento também mantém ativa a linha de produção da classe no AMRJ. Após o “Mangaratiba”, a Marinha prevê a conclusão do “Miramar”, quinta unidade da classe Macaé atualmente em construção no mesmo arsenal, dentro da estratégia de renovação e ampliação da frota de patrulha.■

Ainda acho que deveríamos ter focado em produzir algo equivalente a uma Buyan M, com alguma defesa de ponto e alguns poucos lançadores verticais. Para a guerra moderna, seriam interessantes, pois cobriríamos uma área muito mais ampla e ainda teriam capacidade de lidar com a maioria das ameaças, sem precisar comprometer o projeto das fragatas que ainda seriam o vetor principal de defesa marítma junto com os subs.
Só que nessa função elas não seriam adequadas para a realidade do Brasil, se pararmos para pensar veremos que navios de guerra modernos de até 500 toneladas são normalmente projetados para combate em mares confinados, em que elementos como a autonomia e as condições de mar não comprometem suas capacidades, o que é o completo oposto do litoral brasileiro, a utilidade de navios de combate de até 500 toneladas em mar aberto é muito limitada, pois tem baixa autonomia e as condições de mar podem impedir que o mesmo possa lançar suas armas, o que limita o seu emprego a… Read more »
Sim, tem esse ponto de que as Buyan não serviriam para o nosso tipo de mar, mas é mais por causa da dificuldade de proteção das Macaés. As principais ameaças para navios, hoje, são mais caças e drones do que outros navios. Será que pelo menos uma defesa de ponto poderia melhorar isso? Há defesas, como aqueles lançadores SeaRAM, que poderiam suprir essa lacuna. Ai não precisaria mexer muito no projeto original.
A Marinha do Brasil planeja construir um total de 12 novos NPa de 500 T. até 2036, minha pergunta, se esse planejamento persiste, os próximos que serão produzidos irão ter melhorias, falo no sentido das mudanças que estão ocorrendo, e hoje o Brasil se encontra com uma capacidade de desenvolvimento de drones capazes de atender as atuais necessidades da MB, ou os classe Macaé atuais estão aptos como navios patrulhas a utilização de drones?.
Acredito que vão manter o projeto igual, já que o foco desse navio é a patrulha mesmo. Para a situação que criei, as Tamandaré ( talvez com lançadores a mais? ) já serviriam, talvez, além das 4 novas que parece que vão encomendar, pedirem mais umas 7?
A integração com drones ( que melhoraria muito sua capacidade de policiamento ) e talvez um espaço mais modular para auxiliar em situações desastre?
Certamente, como patrulha, minha visão tb é essa, como vc mesmo afirma ” A integração com drones ( que melhoraria muito sua capacidade de policiamento ) “.
Pelo visto a MB não aprende a lição, estica até 2036 a produção de Patrulha que não tem em suas próprias produção melhorias.
Se não conseguem introduzir melhorias que o tornem mais eficientes em sua principal função, como querem anabolizar certos comentaristas o NPa para um navio de guerra rsrsr.
Quem disse que não?
Fernandão diz “…integração com drones…melhoraria muito sua capacidade…”, o que me leva a crer que que seria desejável, o que temos para hoje, existem planos da MB de integralização de Drones (qual?) no NPa sem modificações do projeto ou estudos de modificações no projeto do NPa para integralização de drones de pouso vertical nacional? o que vc sabe que ele não informou?
O que impediria o uso de drones tipo o ScanEagle nesses navios?
Patrulha Oceanico tem 90,5 m e 13,5 m de boca e 2,5m calado
Esse do video é da classe amazonas, 2000 ton.
O convés dos NPa de 500 ton. também poderiam realizar essas operações do scan eagle a um custo operacional bem menor.
11 e 3 deles são varredores de minas.
Eu não falei sobre isso, o que eu falei é que o balanço do mar pode ser forte o suficiente para impedir que um navio de guerra nessa faixa de deslocamento possa empregar suas armas, incluindo os lançadores de mísseis.
O Atlântico Sul não é uma lagoa calma.
Mas mencionei isto, tanto que até vi a inviabilidade de certos sistemas operando aonde as Macaé irão patrulhar. Mas alguns mais simples poderiam ser bem vindos
Sistema SIMBAD-RC com radares 3d compactos e sistemas ópticos. Poderiam ser bons
Para a função de patrulha não é necessário.
Em outros tipos de cenários e teatros de operação, sim eles seriam uteis, mas no do Brasil seria apenas um gasto a mais e que não teria utilidade para a função dos meios.
Será? Ter embarcações com o mínimo de capacidade defensiva, realmente é um gasto desnecessário? Fora que, tendo esse tipo de sistema, poderiam dar algum apoio em defesa também, pois esses tipos de sistema interceptam aeronaves, drones e mísseis.
As Macaés não deixariam seu foco em patrulha de lado, apenas poderiam dispor de mais opções, em caso de necessidade, para a nossa marinha.
Os SIMBAD não são meios tão extravagantes e caros. Não prejudicariam o projeto inicial e daria uma proteção extra e opção de utilização também para as Macaé.
Você não está entendendo, Fernandão. Os Macaé são Navios-Patrulha. NÃO SÃO navios de Guerra. Eles não foram feitos para combaterem. Foram feitos para policiamento.
E está ótimo. O questionamento do Nilo, mais acima é pertinente porque a utilização de drones, mesmo que pequenos, ampliariam o horizonte de patrulha. Já ao passo em que drones sendo utilizados por um navio de guerra seriam mais utilizados para reconhecimento, assinalar alvos ou mesmo atacá-los diretamente.
Em marinhas com orçamento mais enxuto e com poucos meios, ter sempre uma opção extra para suprir certas lacunas em momentos de necessidade, poderia ser uma boa.
As Macaé com esse sistema poderiam garantir, por exemplo, a defesa de cidades costeiras, enquanto as Tamandaré ficam com missões mais complexas.
Nesse argumento, o melhor caminho é o projeto de patrulhas oceânicos que possam ser armados em tempos de guerra(navios de pelo menos 1800T que possam ser armadas com 4 misseis MAR-MAR ou para guerra antisubmarina).
Navios do tamanho das Macaé poderiam ser usados em guerra da minas, mas é só isso.
As Marinhas, com orçamento mais enxuto e com poucos meios, tem sempre que exercer a opção da sensatez e não torrarem dinheiro com sistemas caros em plataformas cuja utilidade em caso de conflito vão ser nula.
Para defender cidades costeiras existe a opção (inclusive que está em evidência na Guerra no Irã) de se utilizar diversos lançadores de mísseis e drones leves que podem ser facilmente ocultados na paisagem urbana ou na nossa imensa e acidentada costa.
Esperar que uma Macaé um pouco mais armada possa defender uma cidade costeira é um desperdício absurdo de dinheiro que não temos.
Com opção de embarcar alguns drones, seria possível dar as Macaé algum poder de monitoramento e ataque de longa distancia sem gastar com alterações em seu projeto original. E com a condição do drone de bordo, em missões especiais, puder se conectar ser dirigido por uma aeronave ou drone mãe de longo alcance (baseados em terra), equipado para vigilância e com radar para a aquisição de alvos, nem mesmo precisaria instalar um novo radar no navio patrulha, que nestas missões de longo alcance seria somente uma plataforma móvel de lançamento… Se a tecnologia puder aumentar o potencial das Macaé com… Read more »
As macaés são navios para fazer policiamento, igual a uma guarda costeira, no máximo em caso de conflito, serviriam para algum apoio logístico. Elas não tem utilidade para combate no Brasil, nossa costa não tem um ambiente confinado no qual elas serviriam como lanchas de mísseis. Com sua proposta elas ficariam mais caras, e como consequência viriam em números menores, o que afetaria sua atividade fim, que é ser polícia no mar. O que você está propondo seria equivalente a colocar uma REMAX nos blindados das PM, para numa eventualidade de conflito já existir uma quantidade de extra de veículos… Read more »
Mas é só uma situação hipotética, já que precisaríamos de várias Macaé para proteger alguma área, pois 8km de alcance dos SIMBAD pouco fariam ( o que já meio que quebra o meu argumento ).
As Buyan-M (Grad Sviyazhsk, project 21631) tem 950 toneladas de deslocamento pleno. As Buyan (Astrakhan, project 21630) têm deslocamento (pleno) de 500 toneladas.
Tempos de paz. É preemente NPa. A idéia de um navio modular, que Fernandão cita para atendimento, socorro com sistema integralizado de drone de pouso vertical de vigilância. Poderia o projeto ser modular a um nível de aceitar em caso de conflito sistemas de combate como o Buyan do Projeto 21630?
As Macaes são meios distritais que fazem papel de guarda costeira. Se um.dia for criada uma CG, a MB irá perde-las e também perderá as Amazonas.
O projeto das FCT é outra coisa..
discutimos isso ha anos… uma coisas nada tem a ver com.outra….
Alguém sabe dizer qual DN que irá operá-lo?
4° DN
Boa tarde o navio patrulha Magé será construído?
Sim amigo, previsão do corte da primeira chapa em dezembro dezembro de 2026..
https://www.naval.com.br/blog/2026/02/13/marinha-do-brasil-calendario-de-entregas-e-marcos-operacionais-para-2026/
À tripulação, bons mares!
Já tem a confirmação de qual distrito naval ele vai servir,se vai para o sul do país ou para o norte ?
Norte,Belém 4° DN
Beleza,região estratégica,se construriem mais dois navios cada DN terá um Macaé,agora que faltam o 5DN em Rio grande e o 2DN em Salvador
Essa embarcação é Limitadíssima para a sua função de Patrulha. Não seria tão diferente a precificação para partir para uma classe Amazonas (Essa sim , uma unidade capaz de patrulhar de forma eficaz nas nossas condições de mar).
Apenas relembrando, na nomenclatura normalmente empregada o termo “navio” não se aplica a “embarcações” com deslocamento de 500t….
Lendo seu comentário lembrei que a marinha chama canhão de 20 mm de metralhadora…
O proposito aqui é patrulha, neste quesito um ótimo navio, que venham outros tantos pois desses meios a MB precisa e muito, assim também como os navios tanque/logísticos, espero que em breve a marinha também consiga preencher essa lacuna.
Quanto ao novo navio antártico que está sendo construído, alguem tem noticia???
O lançamento ao mar está previsto para 27 de julho.
Alguém sabe me dizer qual o custo de cada Napa?
E o que mudará para nova classe 500 BR?
Sobre o programa NaPaOc de 2000t/2400t, alguma novidade?
Com o orçamento curto a MB continua fazendo uma esforço para receber navios novos.
Já passou da hora de a Marinha mudar sua doutrina, de patrulha para uma marinha de negação de acesso. Apresento-lhes a classe Karakurt: um navio de 800–900 toneladas. Ela é muito melhor armada e com uma defesa aérea muito superior à da Tamandaré, custando no mínimo 6–7 vezes menos.
Suporta o míssil 3M22 Zircon, hipersônico, que chega a Mach 9 e tem 1.000 km de alcance. Também suporta mísseis como o Kalibr e o Oniks P-800.
E tem um endurance de 15 dias enquanto as Tamandaré tem pelo menos o dobro sem falar na capacidade da Tamandaré de operar com helicópteros do porte do SeaHawk embarcado.
essa corveta tem o drone Orlan-10 com autonomia de 16 horas. e enquanto voce fabrica ou compra uma tamandare. o valor interno da karakurt é de 30 milhoes vs 550 da tamandare.
E por acaso essa corveta seria capaz de operar plenamente(capaz de operar elançar todos os seus armamentos) no Atlântico Sul, que é um mar bem diferente dos mares confinados em que esses navios normalmente operam? Pagar mais barato em um meio que só poderia ser operado em certas condições de mar, com autonomia limitada para o tamanho da costa brasileira(o que compromete a capacidade de mobilização), prefiro as Tamandaré pois elas são plenamente capazes de operar todos os seus armamentos nas condições de mar do Atlântico Sul. Sem falar que as últimas corvetas brasileiras já superam a marca das 2… Read more »
É mais relacionado aos sistemas embarcados. Aumentar a tonelagem, mas ter meios mais “diversificados” que podem ser configurados para outras missões, tendo em vista nossas limitações, poderia ser uma boa. É para essa linha que aquele primeiro comentário meu estava indo. Ainda mais com o tempo que se leva para construir e adquirir equipamentos. Em um momento de necessidade, ter meios mais flexíveis permite lidar com certas lacunas. Claro, as Macaé não são a melhor opção para isto. Me aprofundando mais no projeto, acabei percebendo que armá-las mais, seria como colocar equipamentos militares de ponta em viaturas de polícia, por… Read more »
Novo pac… parei de ler ali.
Show!!! Alguem tem notícia daquele NaPa da Classe Macaé que foi abalroado pelo cargueiro no Porto de Santos? Teve conserto? Esqueci o nome dele!
Era o Maracanã
Esse navio armado com 4 a 8 MANSUP-ER, torna a MB bem letal…
Que tal 12 BrahMos?
E uma torre tripla com canhões de 406mm iguais os do USS Missouri! Podiam aproveitar e instalar uma bateria de Patriot’s!
E um Rafale versão naval enquanto o Gripen Naval não fica pronto!
Ia ficar show de bola! Né não?
Aí compramos umas 86 unidades para cada DN!
Aí sim íamos impor respeito!
E para patrulhar adaptamos uns CAMBURÕES das PM’s com uns barris dos lados e cada estado cuida da sua área!
Resolvido todos os problemas!
Emiradense, Falaj 3..Macaé venenosa!”
https://vpk.name/en/671235_construction-of-the-main-emirati-patrol-ship-of-the-falaj-3-project-has-begun.html
Mais navios que vão usar o mansup ER futuramente
Não pode mostrar essas coisas aqui, vai deixar alguns ai irritados. É um tipo de debate que certos especialistas de teclado querem proibir aqui ¯\_(ツ)_/¯
E também não pode criticar ou responder eles, senão o comentário é editado então… silêncio!
Pode parecer comum, mas não é:
Hoje ,4 estaleiros ativos produzem meios para MB, simultaneamente :
1)Estaleiro Brasil Sul( SC) : FCT’s
2)ICL construções navais ( RJ) : SNBr Alvaro Alberto.
3)AMRJ ( RJ) : NPAs classe Macaé
4) Jurong Aracruz ( ES) : NPo Alm. Saldanha.
Não me lembro de um período da História, onde a MB construia meios navais simultâneos em 4 estaleiros diferentes. É algo realmente novo.
Não sei se é um bom contraponto, mas em um mesmo período se teve corvetas construídas no AMRJ e no Estaleiro Verolme o ^Almirante Gastão Motta em outro estaleiro do RJ aquele com nome japonês que estou com preguiça de procurar e um ou outro ^Grajau^ no Estaleiro Mauá terminados no AMRJ que também estava construindo o submarino Tamoio.
Foi o “Ishikawajima”.
Este mesmo Franz , ainda estou ^recarregando as baterias^ 😀
Bem lembrado Paulo.
Apenas duas observações aí:
1. O nome do estaleiro onde está sendo construído o SNBr é ICN (Itaguaí Construções Navais).
2. O estaleiro Jurong Aracruz possui uma enorme estrutura de construção já pronta, não sendo necessários mais investimentos para grandes projetos, uma vez que já produz embarcações voltadas para os mercados de gás e petróleo, que é seu forte. O H-22 vai ser o primeiro de outros navios que serão construídos ali para a MB.
Parabéns a MB, precisamos de no mínimo 24 unidades dessa classe, as Gravaú estão no osso.
Os 4 maiores Bracuí são ainda mais antigos…
sim são ,tenho amigo que serviu tanto na classe Bracuí como Grajaú, ele trabalhava exatamente dando manutenção aos motores, pelo que me disse esses dois já querem descanso.
Ela está armada com um Bofors Trinity MK-IV novo? Pela foto não consegui ver.
Ela deveria estar usando um Bofors Trinity MK-III revisado de uma das Niterói Modernizadas e já baixadas.
Agora se fosse para criar escala e viabilizar o projeto do Mansup-1, acredito que ela poderia sim dispor de 02 ou 04 mísseis destes. As lanchas chilenas tem muito mais que isso.
Agora além de um datalink, um Scaneagle poderia passar os dados para uma possível interceptação a 70 km? (imaginando aqui a versão com propelente sólido com tecnologia já dominada).
Após os 11 da classe, a MB precisa focar nos Napaoc, porque somente 3 andorinhas… Se não houver uma compra na TKMS, o negócio será entregar o projeto do CV03 Napa para uma empresa privada nacional usando o AMRJ e não num estaleiro que não quer trabalhar com a MB.
Na função esperada, praticamente de guarda costeira, melhor seria um downsizing ou melhor ainda, modernizar o projeto das Grajaús e apostar em mais unidades.