Brasil e França realizam exercícios anfíbios no litoral do Rio de Janeiro
Operação “Jeanne D’Arc 2026” amplia a interoperabilidade entre as Forças do Brasil e da França
A Marinha do Brasil (MB) realizou, entre os dias 22 e 28 de abril, uma operação combinada com o Grupo-Tarefa “Jeanne D’Arc 2026”, da Marinha Nacional da França, no litoral do Rio de Janeiro. A atividade teve como objetivo ampliar a interoperabilidade entre as duas Marinhas, com ênfase em operações anfíbias e no aprimoramento do adestramento conjunto.
“A realização de exercícios combinados como a Operação ‘Jeanne D’Arc 2026’ eleva significativamente o nível de adestramento de nossos meios e fortalece a interoperabilidade com as Marinhas amigas. Trata-se de uma importante oportunidade para o aprimoramento de técnicas, táticas e procedimentos, contribuindo diretamente para a prontidão operativa da Esquadra e para o fortalecimento da diplomacia naval brasileira”, destacou o Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra.
O grupo francês foi composto pelo Porta-Helicópteros Anfíbio “Dixmude”, pela Fragata “Aconit” e pelo Navio de Apoio Logístico “Jacques Stosskopf”. Pela MB, participaram o Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Saboia”, a Fragata “Defensora”, o Submarino “Humaitá” e a Embarcação de Desembarque de Carga Geral “Marambaia”, além das aeronaves AH-11B “Lince”, UH-12 “Esquilo” e SH-16 “Guerreiro”. Também foram empregados tropas e meios do Corpo de Fuzileiros Navais, incluindo Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf), viaturas operativas e obuseiros.
Exercícios elevam nível de prontidão
Ao longo da operação, foram realizados exercícios de elevada complexidade, como Guerra Antissubmarino, Manobras Táticas, Light Line (aproximação entre navios) e Cross Deck (operações aéreas entre diferentes convoos), além de adestramentos anfíbios.
No dia 22 de abril, a Fragata francesa “Aconit” e o Submarino “Humaitá” conduziram exercícios de Guerra Antissubmarino ao sul da Baía de Guanabara, envolvendo ações de detecção, evasão e ataque simulado.
Em 24 de abril, o NDCC “Almirante Saboia” realizou o acolhimento de Carros Lagarta Anfíbios, enquanto a EDCG “Marambaia” recebeu viaturas operativas do Corpo de Fuzileiros Navais, ampliando a capacidade de participação nos exercícios seguintes.
No dia 27, após a desatracação dos navios franceses do porto do Rio de Janeiro, foram realizadas manobras táticas entre meios navais brasileiros e franceses, reforçando a coordenação e o emprego conjunto das forças.
Assalto anfíbio marca ponto alto da operação
No dia 28 de abril, foi realizado o exercício de maior complexidade da operação: o assalto anfíbio na região da Marambaia. O NDCC “Almirante Saboia” e o PHA “Dixmude” efetuaram o desembarque de seus veículos anfíbios, evidenciando a capacidade de projeção de poder sobre terra a partir do mar.
Na mesma data, foram conduzidos exercícios de Cross Deck entre os helicópteros SH-16 “Guerreiro” e AS365 “Dauphin”, operando entre navios brasileiros e franceses. Simultaneamente, as Fragatas “Defensora” e “Aconit” executaram o exercício de Light Line, aprimorando procedimentos de apoio logístico no mar.
Cooperação internacional fortalece a Esquadra
A Operação “Jeanne D’Arc 2026” reuniu cerca de 1.700 militares, sendo aproximadamente 900 brasileiros e 800 franceses, consolidando a confiança mútua e a interoperabilidade entre as duas Marinhas.
As atividades reforçam a capacidade de resposta da MB em cenários complexos, ampliam o preparo para operações combinadas e evidenciam a relevância da cooperação internacional como instrumento estratégico de defesa.
FONTE: Agência Marinha de Notícias






A ^Marambaia^ veio a bordo do ^Bahia^ quando este foi adquirido da França.
Cadê nosso Navio de Apoio Logístico ? Participou ou foi puxado por rebocadores? O Almirante Gastão Motta , com seus 34 anos de idade já deu oque tinha que dar… Mas nossos garbosos militares adoram “Gastar vela com defunto ruim”. Gastar grana com um navio que não atende as legislações modernas de casco duplo ,limitando operações internacionais, incapacitando nossa “esquadra” de navegar além do oceano atlântico, é enxugar gelo. Deixar a EMGEPRON gerenciar projetos de revitalização para manter o navio e sua capacidade de apoio logístico e reabastecimento para mim não passa de desperdício. Ao invés de queimar grana com customização… Read more »
O que você falou são barcos sob licença e não barcos dos estaleiros
Por que a Marinha faz quase toods os exercicios militares nas praias do Rio de Janeiro? Temos mais de 8.000 km de litoral,
Porque concentraram tudo no Rio, desde quando o Rio era capital e o resto do país pouco importava. Só que o país cresceu, a economia se diversificou, o poder econômico e industrial cresceram e se espalharam mais uniformemente pelo país, mas os recursos não acompanharam.
Logo, com uma marinha tão pequena, é mais fácil concentrar os poucos recursos que se tem onde já se tem toda a sua infraestrutura.
Será que a MB tem dinheiro pra mandar esses meios pra fazer um exercício no RN?
Tudo concentrado é bom para levar Tomahawk,SCALP-EG/Storm Shadow e 3M-54 Kalibr na cabeça…
Então praticamente somos uma marinha de um local só…. litoral do RJ. o resto do pais não interessa…mesmo com uma marinha pequena, temos outros locais onde esta marinha pequena estaria melhor alocada, ou em 8000 km de costa, somente o RJ é apropriado.
Já o Brasil não pode se dar ao luxo de fazer o mesmo na costa da França ou de qualquer outro aliado, pois não tem meios o suficiente
Por falar nas agruras da MB, um dado chama muito à atenção. O BR ultrapassou a marca de produção de 5 milhões de barris por dia de Petróleo, e cerca de 85% disso é extraído do pré sal, sem contar as novas províncias minerais do próprio pré sal, que vão logo entrar em produção, além, é claro das províncias ainda por prospectar da margem oriental do Amz. Como diria meu velho CEO francês, ” A bola está no seu campo ” ,no caso, no campo da MB. Vai ter de se virar nos 30 pra dar conta do recado. Isto… Read more »
Na verdade 5 milhões é barril equivalente, o gás conta junto. Somente de petróleo acho que ainda oscila na faixa dos 4 milhões de barris/dia. Poderia ser bem mais já, mas temos umA agente estrangeirA no Brasil que atua muito forte e já conseguiu atrasar em mais de 3 anos a exploração na Margem Equatorial. É por isso que muitas vezes a guerra hibrida consegue seus objetivos sem precisar de soldados, eles colocam agentes em cargos-chave pra conseguir o objetivo.
O próximo será no Chade.
Os drones iriam ficar louquinhos com tantos alvos pra escolher numa operação dessas…