HMS Queen Elizabeth - 14

Nova estrutura marítima, baseada na Joint Expeditionary Force, atuará como complemento à OTAN e terá foco no norte da Europa

O Reino Unido anunciou a criação de uma força naval conjunta com nove países europeus com o objetivo de reforçar a dissuasão contra a Rússia, em uma iniciativa que atuará como complemento à NATO e ampliará a cooperação militar no flanco norte europeu. A força não contará com navios dos EUA.

A proposta foi apresentada pelo chefe da Marinha Real britânica, almirante Gwyn Jenkins, que destacou que, apesar da crise em curso no Oriente Médio — incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz após o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã — Moscou continua sendo a principal ameaça à segurança do Reino Unido.

Força multinacional baseada na JEF

A nova força será estruturada na Joint Expeditionary Force (JEF), uma coalizão liderada pelo Reino Unido que reúne dez países do norte da Europa, incluindo nações nórdicas e bálticas, bem como os Países Baixos.

De acordo com Jenkins, os membros da JEF assinaram recentemente uma declaração de intenções para desenvolver uma força marítima multinacional, com capacidade de resposta rápida e pronta para atuar em cenários de crise.

Foco no norte da Europa

A iniciativa está diretamente ligada ao aumento da atividade militar russa no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Ártico — regiões consideradas estratégicas para a segurança europeia.

Autoridades britânicas afirmam que essa área representa uma espécie de “fronteira marítima aberta”, o que exige maior vigilância e uma capacidade de resposta coordenada entre aliados.

Dados recentes indicam que a presença naval russa nas proximidades do Reino Unido aumentou significativamente nos últimos anos, intensificando a pressão sobre as forças ocidentais para reforçar sua prontidão operacional.

Complemento à OTAN

Londres enfatiza que a nova força não substitui a OTAN, mas sim a complementa, permitindo maior agilidade e flexibilidade na resposta a ameaças emergentes.

A estrutura deverá incluir planejamento conjunto, exercícios integrados e capacidade de emprego imediato, ampliando a interoperabilidade entre as marinhas europeias.■


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5 Comentários
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Glaucus Lima

Esse complemento a OTAN parece aquela estória para inglês ver. É mais uma iniciativa sem os USA que a todo tempo ameaça os países europeus toda vez que Trump é questionado ou seus interesses não atendidos.

Burgos

Os Russos ficaram “chafurdando” os cabos submarinos no Reino Unido agora taí a resposta 💪⚓️

Dr. Mundico

Bom ver a UE apresentar alguma iniciativa em assumir sua própria defesa.
Já estava passando da hora largar esse papel de primo pobre e terceirizar sua defesa para os EUA.
Bom para a UE e bom para os EUA, que também não deve gostar de ter um aliado fraco, passivo e preguiçoso.
E bom para os negócios!

Hcosta

Não é uma iniciativa da UE mas do RU.

Francisco

Esse e só papo para aguarda opinião pública…a Europa atualmente não tem soberania militar.