Marinha dos EUA restringe comando de navios de assalto anfíbio a oficiais de superfície a partir de 2028
USS America (LHA-6) com 13 caças F-35B no convoo
Decisão busca melhorar prontidão e disponibilidade operacional da frota anfíbia, após anos de desempenho abaixo do esperado
A Marinha dos Estados Unidos determinou que aviadores navais deixarão de comandar navios de assalto anfíbio, em uma mudança significativa na política de pessoal que entrará em vigor a partir do ano fiscal de 2028. A decisão foi formalizada em diretriz emitida pelo Chefe de Operações Navais, Daryl Caudle.
Segundo o memorando, a partir da nova regra, apenas oficiais da comunidade de guerra de superfície (Surface Warfare Officers) estarão autorizados a assumir o comando de navios anfíbios, incluindo toda a frota de 31 unidades composta por navios das classes Wasp, America, San Antonio, Whidbey Island e Harpers Ferry.
Foco em prontidão e manutenção
A medida foi motivada por preocupações persistentes com a baixa disponibilidade operacional e problemas de prontidão desses navios nos últimos anos. De acordo com o comando naval, análises conduzidas recentemente identificaram falhas estruturais que exigem maior especialização técnica no comando das plataformas.
No documento, Caudle destacou a necessidade de comandantes com profundo domínio sobre manutenção, sistemas, controle de avarias e operação dos navios, além de permanência mais longa nos cargos para garantir continuidade e resultados concretos.
“Um dos elementos mais importantes é alinhar o comando dessas plataformas à comunidade de guerra de superfície, aproveitando sua experiência acumulada ao longo da carreira”, afirmou o almirante.
Mudança impacta carreira de aviadores
A decisão também terá efeitos diretos na progressão de carreira de aviadores navais, que tradicionalmente utilizavam o comando de grandes navios — requisito conhecido como deep draft command — como etapa essencial antes de assumir o comando de porta-aviões.
Com a exclusão dos navios anfíbios dessa trajetória, a Marinha indicou que está revisando alternativas para garantir oportunidades equivalentes de comando para oficiais da aviação naval.
Reestruturação em curso
A medida faz parte de um esforço mais amplo da Marinha dos EUA para melhorar a eficiência e a prontidão de suas forças, especialmente em um cenário de crescente demanda operacional global.
Ao concentrar o comando dos navios anfíbios em oficiais especializados em guerra de superfície, a expectativa é aumentar a confiabilidade dessas plataformas, consideradas essenciais para operações expedicionárias e projeção de poder.
A mudança representa uma inflexão importante na estrutura tradicional de comando da Marinha americana, com potencial impacto de longo prazo tanto na operação da frota quanto na formação de seus futuros líderes.■
FONTE: USNI News

Comandante de navio entende de navio. Comandante de avião entende de avião. Que normalmente acham que entendem de gestão, mas não entendem.
Bem por ai
Se um Comandante de Navio não entender de gestão, ele simplesmente não deveria comandar…
E a MB que comprou aviões turbo trader do deserto e não recebeu os aviões,não comprou os navios e o dinheiro sumiu .
Cada um no seu quadrado.
Se tem algo que a MB entende muito bem, é em desperdiçar o dinheiro público.
esse contrato foi cancelado.
Apenas navios anfíbios. NAes continuarão sendo comandados por aviadores, prática difundida durante a Segunda Guerra.
uma coisa é comandar navio, outra coisa é comandar a força tarefa ou grupo de combate
Correto… e a experiência em Comando de Navio faz falta em um Comando de Força…