Submarino grego Type 214 Papanikolis

Submarino grego Type 214 Papanikolis

Acordo prevê atualização de meia-vida com forte participação industrial doméstica e foco em interoperabilidade europeia

A empresa alemã ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) firmou um acordo abrangente e exclusivo com os estaleiros Skaramangas para executar o programa de modernização de meia-vida (Mid-Life Upgrade – MLU) dos quatro submarinos da Classe 214 da Marinha Helênica. O anúncio foi feito em 29 de abril, em Kiel, na Alemanha.

O programa será conduzido diretamente pela TKMS na condição de fabricante original (OEM), o que, segundo as empresas, garante compatibilidade total dos sistemas, integração eficiente de novas tecnologias e acesso contínuo a dados técnicos e peças sobressalentes.

A iniciativa busca reduzir riscos técnicos e operacionais, além de preservar a prontidão da frota submarina grega em um cenário de crescente complexidade no ambiente marítimo.

Um dos pilares do acordo é a forte participação da indústria local. Parte significativa das atividades de modernização será realizada na própria Grécia, com impacto direto na geração de empregos qualificados, transferência de tecnologia e fortalecimento da base industrial de defesa do país.

O CEO dos estaleiros Skaramangas, Miltiadis Varvitsiotis, destacou que a parceria representa um avanço relevante para o setor naval grego, consolidando a cooperação histórica com a TKMS e ampliando as capacidades nacionais.

As modernizações previstas incluem a incorporação de sistemas de combate mais avançados e melhorias voltadas à interoperabilidade com forças europeias e da OTAN. O programa também visa alinhar os submarinos gregos às novas iniciativas de defesa europeias, reforçando a integração operacional em cenários multinacionais.

Segundo Thomas Keupp, diretor de vendas da TKMS, a combinação entre a expertise da empresa e a participação industrial local permitirá manter a capacidade submarina da Grécia “robusta e preparada para o futuro”.

Além da atualização dos submarinos atuais, o acordo estabelece bases para futuras iniciativas, incluindo manutenção continuada, novos programas de modernização e até possíveis construções de novos submarinos.

O programa MLU dos Classe 214 é visto como parte central da estratégia de longo prazo da Grécia para preservar e expandir suas capacidades navais, especialmente em um contexto de elevada importância estratégica no Mediterrâneo Oriental.■


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10 Comentários
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Heli

Se colocarem baterias de lítio, visto que já possuem AIP, ficará um vetor muito capaz. Interessante que a Grécia tem 4 destes, e nós com um litoral gigante apenas 4 Scorpene…..
Segue o jogo.

Dalton

A Grécia tem a Turquia como vizinha que tem mais submarinos inclusive o ^214^ enquanto o Brasil tem quem como vizinhos ?.
.
Segue o jogo 😀

Luís Henrique

O problema não são nossos vizinhos, são nossos governantes.

Dalton

O que inferi é que não temos problemas com nossos vizinhos o grau de percepção de ameaça é nulo com relação a eles enquanto que boa parte deles tem algum problema entre eles de longa data inclusive.
.
E governante por governante difícil encontrar um realmente bom seja aqui ou no entorno e as perspectivas de melhora não parecem boas

Skyhaek

Nem para a Argentina ser igual a uma Turquia para acordar nossos militares e governantes para fazerem o mínimo pela nossa defesa.

Dalton

Jamais saberemos a ^bronca^ argentina era com o Chile e este tem o Perú um país com população muito maior que gera um maior grau de percepção de ameaça quando comparado conosco

Aéreo

Se o parâmetro for o tipo de vizinho que cada país possui, o que justificaria a MB que ter aproximadamente o mesmo tamanho de efetivo de Inglaterra e França somados?

Segue o jogo..

Dalton

Mas é o parâmetro usado como exemplifiquei com o Chile e Perú. . O fato da marinha brasileira ter um grande efetivo é em parte explicado porque as marinhas que você citou possuem Guardas Costeiras, operam navios auxiliares/pesquisa tripulados por civis, fazem parte de uma Aliança Militar que permite pontos fracos serem cobertos, uma necessidade menor de fuzileiros navais para atuar também no próprio território etc e não é segredo que falta pessoal na Royal Navy. . E aqui mais de 70% do orçamento é gasto com pessoal seja da ativa ou não enfim não há o que comparar. .… Read more »

Aéreo

Eu vejo por outro lado. As marinhas que citei possuem poder naval de classe mundial, porta aviões, submarinos de misseis balísticos, submarinos nucleares de ataque etc…E operam com metade dos efetivos brasileiros.

Dalton

Estamos discutindo coisas completamente diferentes. . Grécia e Turquia são potenciais adversárias mesmo ambas fazendo parte da OTAN e a Turquia é muito mais forte obrigando a Grécia a manter ao menos uma força de dissuasão significativa daí um grau de percepção de ameaça alto. . A marinha brasileira pode ter um efetivo grande que é bastante inflacionado por um Corpo de Fuzileiros Navais que a meu ver é importante e usar marinheiro para funções administrativas como nas Capitanias dos Portos e outras coisas que já citei como também ser uma Guarda Costeira. . Mas não há investimento significativo em… Read more »