Saiba o que o porta-aviões nuclear norte-americano USS ‘Nimitz’ fará no Brasil
USS Nimitz (CVN-68)
Como funciona a cooperação entre as Marinhas brasileira e norte-americana no contexto da Operação “Southern Seas 2026”, que traz ao Brasil o porta-aviões nuclear mais antigo em operação
A chegada do porta-aviões norte-americano USS “Nimitz” ao litoral brasileiro, prevista para o dia 7 de maio, ocorre no contexto da Operação “Southern Seas 2026”, conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos. Os exercícios no mar, com meios das duas Marinhas, serão realizados no período de 11 a 14 de maio, no Rio de Janeiro.
Realizada desde 2007, a Operação “Southern Seas” chega à sua 11ª edição como um dos principais instrumentos de cooperação marítima no hemisfério ocidental. A iniciativa reúne forças navais de cerca de dez países da América Latina, incluindo o Brasil, e tem como foco o fortalecimento de parcerias, a interoperabilidade entre as Marinhas e a resposta coordenada a ameaças comuns no ambiente marítimo.
Por que o Brasil está na rota
A participação brasileira se deve à posição estratégica do País no Atlântico Sul, área relevante para a segurança das rotas marítimas e a proteção de recursos da chamada “Amazônia Azul”. A passagem do grupo naval liderado pelo “Nimitz” pela região segue uma lógica geográfica e operacional, uma vez que a missão prevê a circunavegação do continente sul-americano, com escalas em diferentes países parceiros.
Durante a comissão, são realizados exercícios conjuntos no mar (PASSEX), intercâmbio técnico entre militares e visitas institucionais, atividades que permitem elevar o nível de adestramento e a capacidade de atuação combinada entre as Forças. No Brasil, a passagem ocorrerá exclusivamente no Rio de Janeiro.
A chegada do porta-aviões norte-americano USS “Nimitz” ao litoral brasileiro, prevista para o dia 7 de maio, ocorre no contexto da Operação “Southern Seas 2026”, conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos. Os exercícios no mar, com meios das duas Marinhas, serão realizados no período de 11 a 14 de maio, no Rio de Janeiro.
Realizada desde 2007, a Operação “Southern Seas” chega à sua 11ª edição como um dos principais instrumentos de cooperação marítima no hemisfério ocidental. A iniciativa reúne forças navais de cerca de dez países da América Latina, incluindo o Brasil, e tem como foco o fortalecimento de parcerias, a interoperabilidade entre as Marinhas e a resposta coordenada a ameaças comuns no ambiente marítimo.
A presença de meios estrangeiros em águas próximas ao território nacional é realizada com pleno conhecimento e coordenação das autoridades brasileiras. Trata-se de uma prática comum no âmbito da Diplomacia Naval, baseada em acordos de cooperação e no respeito à soberania dos países envolvidos.
As atividades são planejadas de forma conjunta, e a MB participa ativamente dos exercícios, empregando seus próprios meios navais e aeronavais. Este ano, participarão do exercício a Fragata “Independência”, a Fragata “Defensora” e o Submarino “Tikuna”, além de dois helicópteros AH-11B Super Lynx.
Experiências anteriores reforçam cooperação histórica

A participação da MB em edições anteriores da Operação “Southern Seas” evidencia um histórico consistente de cooperação com forças navais norte-americanas. Em 2024, por exemplo, meios navais e aeronavais brasileiros operaram de forma integrada com um grupo-tarefa liderado pelo porta-aviões USS “George Washington”, em exercícios realizados no litoral do Sudeste. A iniciativa reuniu diferentes capacidades, permitindo a troca de conhecimentos e o aprimoramento técnico das tripulações.
Durante essas atividades, destacaram-se operações aéreas complexas, como o “cross deck”, em que aeronaves brasileiras pousaram e decolaram de convoos estrangeiros. Caças AF-1 Skyhawk e helicópteros da MB atuaram lado a lado com aeronaves de alta tecnologia, como os F/A-18 Super Hornet, ampliando a interoperabilidade entre as forças e consolidando procedimentos conjuntos.
Além do aspecto operacional, os exercícios anteriores também tiveram forte componente diplomático e institucional. A interação entre militares, por meio de visitas técnicas, workshops e intercâmbios profissionais, contribuiu para o fortalecimento da confiança mútua e para o alinhamento de protocolos em áreas sensíveis, como segurança nuclear e monitoramento ambiental.
No mesmo contexto de cooperação, a MB e a Marinha dos Estados Unidos realizaram, em 2024, uma operação típica de guerra em apoio à população do Rio Grande do Sul (RS). Coordenada pela Marinha brasileira, a ação envolveu a transferência de 15 toneladas de doações entre o Porta-Aviões Nuclear “George Washington” e o Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, na costa do estado. A operação, cujo objetivo foi imprimir agilidade na transferência de donativos para as vítimas das enchentes, também marcou os 200 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
Esse conjunto de experiências demonstra que a presença de meios estrangeiros no Brasil ocorre dentro de um ambiente estruturado, previsível e baseado em décadas de cooperação. Mais do que eventos isolados, essas operações refletem um processo contínuo de aperfeiçoamento, que prepara a Marinha para atuar em cenários cada vez mais complexos no Atlântico Sul.
O porta-aviões e a aviação naval brasileira
O USS “Nimitz” é considerado o porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação no mundo. Comissionado em 1975, o navio dá nome a uma classe inteira de porta-aviões e permanece como um dos principais vetores de poder naval dos Estados Unidos, capaz de operar dezenas de aeronaves simultaneamente em missões de defesa, ataque e vigilância.
Com cerca de 330 metros de comprimento e deslocamento superior a 100 mil toneladas, o “Nimitz” possui propulsão nuclear, o que lhe garante autonomia praticamente ilimitada em termos de combustível. Seu grupo aéreo embarcado inclui caças, aeronaves de alerta antecipado e helicópteros, formando um complexo sistema de projeção de poder no mar.
No contexto brasileiro, a presença desse tipo de navio dialoga diretamente com a experiência da MB em relação ao “NAM Atlântico”. Incorporado em 2018, o navio é o maior meio da Esquadra e atua como plataforma de comando e controle, além de possibilitar operações aéreas com helicópteros em missões que vão desde ações anfíbias até apoio humanitário.
FONTE: Agência Marinha de Notícias

Não seria um bom momento da fragata Tamandaré entrar nessa operação? Mostrar algo de novo faz bem para o Brasil.
Ela já está totalmente operacional? E a tripulação já está certificada e pronta?
A ^Tamandaré^ foi recém incorporada, meses ainda se passarão até ser aceita como um meio operativo, então ficará para uma próxima ocasião.
Dalton fim de uma época com a saída do “Nimitz”. Espero que o JFK entre em serviço no ano que vem como está planejado.
Levando em conta que é o segundo da classe Ford. Deve vir com menos problemas e levar menos tempo que o Ford o que pensa sobre ?
Será comissionados ano que vem até já passou por testes iniciais de mar e como o ^Ford^ já passou pelos testes de choque que originalmente o ^JFK^ como segundo deveria passar, tempo e custos serão poupados. . Mais importante o ^JFK^ terá desde o início a infraestrutura para operar o F-35C coisa que será instalada no ^Ford^ quando da sua próxima manutenção que será logo. . Enquanto o ^JFK^ passará por ajustes pós comissionamento sua futura base na costa oeste está passando por melhorias também para atender um NAe com perfil diferente de um ^Nimitz^ as obras deverão estar finalizadas… Read more »
Galera do DCE da federal devem estar gritando pelas paredes kkk
De resto bem legal.
Galera é singular, DEVE estar.
Já que quer falar de Universidade, aprenda o básico.
nofa que resposta, de resto continue ai gritando pelos cantos
Ahahahahahaha
Começou o mimimimimi.
Falou pouco, mas falou bobagem.
Vergonha alheia ao ler esse comentário.
Sempre é importante treinar e se adestrar com “quem sabe mais” e opera meios “muito melhores”, seja EUA, Rússia, China, França, Inglaterra, etc Chama a atenção que não foi citado o emprego do AF-1. Será que finalmente a Marinha desistiu de gastar recurso com essa “porcaria”, armada apenas com canhão e bombas burras em pleno 2026? Talvez seja pedir muito, mas seria uma oportunidade impar para a FAB se adestrar contra os Super Hornet. Mas ai o Brasil teria que ter um Ministério da Defesa minimamente eficiente, o que não tem até hoje (por incompetência política e falta de profissionais… Read more »
Impressionante alguns comentários cheios de grosseria e falta de educação de alguns. Gente, tem mesmo que ser assim? Faz bem pensar um pouco antes desses comentários que não acrescentam nada de positivo.
infelizmente enquanto o brasileiro não parar de idolatra políticos populistas (independente de ser de direita ou esquerda). Continuaremos a ser esse pais medíocre que não tem projeto de nação, somente projetos eleitoreiros e de poder.
Vdd Pedro, não se discute mais o País em si e sim o seu lado e o seu político de estimação!!! Ainda vamos ver muita idiotice até outubro!
Pior que o povo continua votando nos mesmos que a décadas só sabem mama nas testas gorda do estado…aff
Bombardear a baía de Guanabara seria desperdício de munição para terminar de matar peixes semi-mortos. Mas Complexo da Maré, Alemão, Coréia, Manguinhos, São Carlos… são alvos interessantes se conseguirmos evacuar as pessoas de lá a tempo. Na verdade, acertar o Palácio Laranjeiras normalmente seria uma boa, mas o atual ocupante, não-eleito, está limando um bom número de pessoas e passando um pente fino nas contas e por incrível que pareça não é estrelinha. Quem sabe ainda há esperança?
Seus inimigos disseram que vão liberar uma lista comprometedora de nomes essa semana. Vai escalar rápido…
Meus inimigos estão mortos.
No caso são inimigos do governador interino. São deputados que disseram que vão liberar uma lista com nomes de amantes que recebem sem trabalhar em cargos públicos.
Não que eu conheça ou confie no atual governador interino. Mas que está fazendo uma faxina, isso está. Se lançarem essa lista de nomes que o comprometa, que seja seguida a lei e se corte o cara (de preferência com cadeia).
Eu não ficaria surpreso em se tratando de Rio de Janeiro.
Eu acho bem curioso um fato sobre como estes navios duram e como a tecnologia avança, no filme Nimitz de Volta ao Inferno de 1980, o Nimitz volta 40 anos no tempo e se vê no meio da Segunda Guerra onde nenhum navio nem se aproximava das suas capacidades, se este filme fosse feito hoje, e o Nimitz voltasse 40 anos no tempo, ele iria encontrar o próprio Nimitz! A ala aérea seria diferente, F14 vs F18 mas o navio seria o mesmo.
Não sei se é possível mas pela sua Grande importância o Nimitz deveria ser preservado e virar um museu
Praticamente impossível de acontecer.
Custos altíssimos para converter para museu, manutenção, achar um lugar para criar o museu….além do fato de já existir 5 porta-aviões museus nos EUA…..
Nem o ^Enterprise^ de 1961 o primeiro de propulsão nuclear que serviu por 51 anos com mais estórias que o ^Nimitz^ foi e não será diferente agora, além do alto custo para inclusive ^tapar o buraco^ depois que os reatores forem removidos não há mais disposição para ter um Navio museu tão grande nem o convencional John F Kennedy foi preservado.
.
Dos 5 como o Franz mencionou o ^Midway^ continuará sendo o maior e os outros 4 menores^Yorktown^, ^Intrepid^ ^Hornet^ e ^Lexington^ todos classe Essex da II Guerra muito modificados depois.
O maior crime foi não terem conseguido salvar o Enterprise (o CV-6, não o CVN-65 a que se refere). Até por ter sido o navio da USN mais condecorado.
Mas na época não havia tanto interesse popular, mesmo que alguns tivessem tentado salvá-lo. Uma pena.
Como diria o Clint …^unforgiven^ 😀
Na barca mais cedo eu cheguei à ver o AB de escolta passando, cruzando a ponte e se dirigindo para o Mocanguê. O Nimitz entrou depois. Um amigo me passou uma foto do trabalho dele em que consegue vê-lo. Está no mesmo lugar em que todos os CVN’s ficam. Ao lado do canal, relativamente próximo da ponte.
E o ^NT^ USNS Patuxent ?
Não o vi ainda Dalton. Deve ter entrado junto ou após o Nimitz ou talvez antes do AB. Interessante que quando o AB entrou, o Nimitz nem estava à vista além da barra. Podia estar oculto pela Urca.
Aliás, Dalton, poderia me informar qual AB é esse?
Respondendo pelo Dalton:
USS Gridley DDG 101, baseado em Everett, WA
Obrigado Franz! Odeio me referir apenas como “AB.”
O “Pato Oxente” tb já está na Baía de Guanabara.
Obrigado Franz!
Espero conseguir vê-los em algum momento hoje e/ou amanhã.
Prezado Leandro, o Nimitz está na área de fundeio antes da ponte e o Pato Oxente (excelente essa, rs) está fundeado próximo ao SDU… cordial abraço…
Então pelo visto será relativamente fácil de ver o Pato Oxente (hehehehe) da barca já que está próximo do SDU. Vai dar para ver o Nimitz também, mas ele vai estar mais distante como de costume.
Um dos Amazonas estava em movimento de saída quando o Gridley estava entrando. Não consegui ver qual.
Passou pela boca da barra um pouco depois do Nimitz
Obrigado XO!