Espanha constrói cinco fragatas de nova geração em Ferrol
Bonifaz F111
A classe Bonifaz F-110 e o programa naval mais ambicioso da última década
Ferrol, Galícia, 5 de maio de 2026 — No estaleiro da Navantia em Ferrol, no noroeste de Espanha, três das cinco fragatas da classe F-110 Bonifaz estão simultaneamente em construção — o programa naval mais ambicioso da Marinha espanhola na última década e um dos mais avançados da Europa. Com 145 metros de comprimento, mais de 6.000 toneladas de deslocamento e uma tripulação de apenas 150 pessoas graças a um nível de automação sem precedentes num navio de guerra espanhol, a classe Bonifaz representa um salto qualitativo nas capacidades da Armada para cenários de alta intensidade.
Uma fragata concebida para o combate de amanhã
O programa F-110 foi aprovado em 2019 com um valor contratual de 4,325 bilhões de euros para cinco fragatas destinadas a substituir as seis fragatas classe Santa María (F-80), baseadas no projeto americano Oliver Hazard Perry dos anos 1980 e em serviço há mais de três décadas.
O radar central das novas fragatas é o AN/SPY-7(V)2 da Lockheed Martin, integrado ao sistema Aegis internacional e ao sistema de combate proprietário da Navantia, o SCOMBA. A instalação do radar numa posição excepcionalmente elevada na superestrutura garante uma cobertura de linha de visão incomum para uma embarcação do seu porte.
Em termos de armamento, a F-110 está bem equipada: um canhão principal capaz de disparar munição de alcance estendido e guiada, um sistema de lançamento vertical Mk 41 de 16 células, dois lançadores quádruplos de mísseis Naval Strike Missile, e lançadores duplos de torpedos Mk 54 de 324 mm.
Automação, gêmeo digital e fábrica robotizada
O que distingue a F-110 de programas navais anteriores é o grau de integração digital desde a fase de projeto. A Navantia entregará à Armada um dos navios mais digitais e automatizados já construídos, equipado com um gêmeo digital e uma rede de sensores — o Sistema de Serviços Integrados — que permite a tomada de decisões baseada em dados. Esses navios são mais seguros, podem operar com tripulações reduzidas e são capazes de integrar veículos não tripulados.
A Navantia implementou um plano de aceleração apoiado por ensaios de produção de blocos-piloto, uma célula de soldagem robótica e o desenvolvimento de uma fábrica de blocos totalmente digital que entrou em operação em 2026. Essas medidas foram concebidas para reduzir o tempo de construção, melhorar a qualidade de produção e proporcionar processos de montagem mais confiáveis.
Três navios em construção simultânea, à frente do cronograma
A primeira fragata, F-111 Bonifaz, foi lançada ao mar em 11 de setembro de 2025, um mês à frente do previsto, com mais de 70% da construção concluída. A quilha da F-112 Roger de Lauria foi assentada em abril de 2025, e a construção da F-113 Menéndez de Avilés foi iniciada na mesma cerimônia — ambos os marcos alcançados com meses de antecedência sobre o cronograma acordado com o Ministério da Defesa.
As entregas estão programadas ao ritmo de uma fragata por ano, começando em 2028 com a Bonifaz e concluindo em 2032 com a F-115 Barceló. Os cinco navios são batizados em homenagem a almirantes históricos espanhóis: Bonifaz, Roger de Lauria, Menéndez de Avilés, Luis de Córdova e Barceló.
Impacto industrial e potencial de exportação
O programa F-110 deverá criar cerca de 9.000 empregos e envolver 500 empresas em toda a Espanha ao longo de mais de uma década. O primeiro-ministro Pedro Sánchez, presente na cerimônia de lançamento da Bonifaz, descreveu o evento como “uma nova era de esperança para Ferrol, com a reindustrialização liderando o caminho”.
O almirante Antonio Piñeiro, chefe do Estado-Maior da Armada espanhola, foi mais direto sobre a importância estratégica do programa: “A fragata Bonifaz não é meramente um novo navio; ela incorpora o compromisso da Espanha com a inovação e a soberania tecnológica. Este navio proporcionará uma vantagem estratégica e dissuasória decisiva.”
Discutem-se a possibilidade de duas unidades adicionais com capacidades aprimoradas. Em janeiro de 2026, o Egito parece estar negociando a compra de fragatas F-110 — uma indicação de que o programa já atrai interesse de exportação antes mesmo da entrega da primeira unidade.■



ISSO é uma fragata de respeito senhores.
Põe respeito nisso.
Achei fraquinha por 1 bi cada. ( 4600mn apenas, perna curta)
Engraçado é constatar que essa fragata tem “somente” 16 células de misseis MK41, muito parecida com nossas Tamandaré com 12 células. E tem gente achando que as nossas são “desdentadas”
Isso que eu ia comentar, me parece que no contexto atual as marinhas vão privilegiar menos os mísseis (caros e pouco eficientes frente a ameaça dos drones).
Besteira. Mísseis são os principais meios de defesa e ataque de um combatente de superfície, sem míssil uma corveta, fragata ou CT não tem utilidade.
As 16 células de mísseis MK 41 permitem transportar 64 mísseis RIM -162 ESSM, com mais dentes que as nossas
Muito parecida, como? Vai dizer que uma célula do Sea Ceptor da Tamandaré é equivalente de uma célula do Mk-41, quando todos sabem que o CAMM pode ser quad-packed numa célula Mk-41 de qualquer comprimento?… Os doze CAMM na Tamandaré caberiam em 3 células Mk-41.
E o custo? Esqueceram???
É uma fragata de guerra anti-submarina, com excelentes capacidades para caça aos submarinos e navios de guerra de superficie.
Excelente comentário, Alex.
Não são equivalentes!!!
O MK41 são 16 células, mas vão usar o sistema Quad-Pack com mísseis ESSM Block 2.
As 16 células terão capacidade para 64 mísseis ESSM Block 2.
Deve ser Bait seu não é possivel, MK41 cabem 4 misseis.
As F110 tem 48 VLS, uma diminuição grande no que diz respeito à outros misseis que não o ESSM
Não tem comparação um VLS como o Mk 41 e os nossos “cogumelos”.
Não só o Mk 41 pode levar “quad-packed” mísseis do porte do CAMM mas pode levar mísseis ainda maiores que os CAMM ou RIM 162.
Amigo Cada Lançador MK41 pode acomodar até 4 misseis (no caso o nosso míssil CAMM) a depender do diâmetro deles, isso traz uma flexibilidade onde podem ser acomodados misseis de curto médio e longo alcance além de possibilitar o uso de misseis de cruzeiro como o tomahawk…
Já nossas Tamandaré tem um sistema onde cada lançador VLS pode levar um único CAMM.
se fizer a conta os 16 lançadores MK41 dessa Fragata podem levar 64 misseis antiaéreo sendo que as Tamandaré somente com 12 Lançadores VLS ´´tipo cogumelo´´ levam 12 misseis CAMM, simples assim a Tamandaré merecia mais capacidade antiaérea
Concordo em gênero, número e grau.
A semelhança da célula do sea ceptor para mk41 é de uma galinha para um avestruz.
Não entende de VLS é sistemas. e fala uma besteira dessas.
Sempre achei que o Brasil precisa e tem condições de possuir pelo menos duas Fragatas deste porte . E continuaria normalmente com as Tamandares. Sejam elas Italianas ou francesas. O dinheiro está nas emendas parlamentares dos nossos egrégios, augustos e impolutos deputados e senadores.
Tem que ter pelo menos 6 Fragatas Fremm de 6000ton e 10 Tamandarés, o mínimo.
É um número razoável.
Concordo plenamente Antônio, as fragatas Tamandaré são excelentes, porém é necessário pelo menos 2 ou 3 de grande porte (acima de 5K Ton).
8 Tamandaré e mais essas de grande porte daria um poder considerável na superfície.
Acho que o proximo passo seria a Tamandaré NG com casco extendido para umas 5.500 ton….aumenta uma seção para incluir as celulas de misseis que faltam….não mexeria nada no resto….
1 ou duas seções….1 a mais a meia nau e talvez 1 a mais na proa…
A Tamandaré já atingiu o limite do projeto, teria que ser outro navio. Ela é uma versão estendida de um navio de ^2000T da TKMS, apesar que no site deles não há mais essa versão.
Não sou engenheiro naval mestre , mas qual seria o impacto em velocidade, alcance , estabilidade, etc simplesmente aumentando o comprimento mas não a boca e um deslocamento 2000 toneladas maior ?
Eu ja acho que 20 seria um número bem mais condizente com o tamanho do nosso país. Tamanho não só de território e população, mas também tamanho da nossa economia.
Tamanho disso ou daquilo é irrelevante o que importa e o que tem disponível no erário e o que a classe política esta disposta a gastar.
Nenhum dos dois permite nada muito maior que uma FCT e até essas estão difíceis de adquirir.
Hipoteticamente, se o Trump (ou o grupo dele) continuarem no poder, a transferência/venda da tecnologia relativa ao AN/SPY-7(V)2, poderia ser barrada?
No meu ponto de vista não, mas vai saber né…
Não venderiam essa tecnologia de ponta do SPY-7 para o Brasil. Nem um simples Phalanx foi autorizado.
Isso é lenda. O Phalanx que veio no Mattoso Maia veio operacional e foi testado uma vez, tendo funcionado normalmente. A MB que optou por não dar continuidade ao seu uso.
Já pensou, essas máquinas de guerra daqui alguns anos nas mãos de terroristas islâmicos???
Quem viver, verá!
Eu chuto uns 20 anos, no máximo, para muçulmanos estarem nas posições de liderança das forças armadas europeias. O problema não é um muçulmano estar na posição, o problema é o aliciamento/coerção que essa pessoa pode sofrer, partindo de alguma organização terrorista.
muito mais provável é isso acontecer na Rússia
mas como são eles que espalham essas teorias ridículas…
o ditado “não atire pedras se tiver telhados de vidro” não deve existir na Rússia…
Se fosse só na Rússia.
Como diria o outro do time deles… é “imprecionante”!
Pessoal não faz a menor ideia do que ocorre na Europa. Só seguindo “tiurizinha” dogmática de rede social.
Lembrando que as Álvaro de Bazán são navios de meia idade. A mais antiga incorporada em 2002 e a mais nova incorporada em 2012. Ainda têm alguma lenha para queimar.
Ainda tem muita lenha para queimar, as F-110 vão substituir as F-80, não as F-100, que vão ter ainda muitos anos junto das F-110.
Classe Tamandaré…é fichinha!!
Sou mais comprar duas a três Tamandarés pelo precito dessa aí.
Apenas 16 células? que ridículo, tantos sensores e capacidades avançadas mas pouca ”pólvora”
16×4=64 Mísseis CAMM ou ESSM. Estudos britânicos para integrar o Aster também dão essa opção, mas seriam menos suponho.
Acho que dá a mesma quantidade nos Sylver dos Aster 30 e do Scalp-naval.
FRAGATA….ponto .
Olha, sou leigo, só queria saber quais recursos estão usando para empregar lançamento de Drones ? e Defesas contra Drones? Me parece q os “mísseis” não devem ser o único recurso (excetuando o canhão) de ataque desses navios…
Isso é um navio de combate de primeira linha e por um excelente preço! Navantia é top