Porta-aviões Charles de Gaulle passa pelo Canal de Suez visando missão futura no Estreito de Ormuz

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Porta-aviões Charles de Gaulle passando pelo Canal de Suez

Porta-aviões Charles de Gaulle passando pelo Canal de Suez

Segundo o Ministério das Forças Armadas da França e o governo francês, o navio seguia nesta quarta-feira em direção ao sul do Mar Vermelho após cruzar o Canal de Suez, como parte de um movimento estratégico para reduzir o tempo de resposta caso seja necessária uma operação multinacional destinada a restaurar a liberdade de navegação na região.

O gabinete do presidente francês Emmanuel Macron afirmou que a movimentação busca enviar “um sinal de que não apenas estamos prontos para proteger o Estreito de Ormuz, mas também somos capazes de fazê-lo”.

O grupo aeronaval francês, liderado pelo porta-aviões nuclear Charles de Gaulle (R91), é acompanhado por fragatas e outros meios navais aliados, incluindo embarcações italianas e holandesas. A missão integra os preparativos de uma iniciativa conjunta franco-britânica voltada à segurança marítima e à proteção da navegação comercial no Golfo Pérsico.

Segundo Paris, a operação teria caráter estritamente defensivo e só seria implementada plenamente após que condições políticas e militares permitissem uma estabilização mais duradoura na região. Mais de 40 países já participam de discussões e planejamentos militares em Londres relacionados à possível missão multinacional.

Grupo do porta-aviões Charles de Gaulle passa pelo Canal de Suez

O Ministério da Defesa francês destacou que o deslocamento do grupo aeronaval é separado das operações militares atualmente em curso no Oriente Médio e visa ampliar as opções de gerenciamento de crise, além de tranquilizar operadores marítimos e seguradoras diante da persistente instabilidade no Estreito de Ormuz.

O Charles de Gaulle (R91) transporta cerca de 20 caças Rafale, aeronaves de alerta aéreo antecipado e helicópteros, sendo atualmente o único porta-aviões nuclear em operação na Europa.

Originalmente desdobrado para o Atlântico Norte no início de 2026, o navio foi redirecionado em março para o Mediterrâneo Oriental após o agravamento da crise regional e ataques iranianos em resposta às ações militares americano-israelenses.■


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16 Comentários
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Hamom

Por causa de toda disputa em torno da questão do Iran cobrando taxa de passagem por suas águas territoriais (12 milhas) no estreito de Ormuz,
fiquei curioso sobre as taxas de passagem cobradas no Canal de Suez,
encontrei isto:

 “Navios de grande porte, como porta-contêineres gigantes ou navios de guerra, enfrentam taxas elevadas que podem, em casos especiais ou com taxas adicionais, superar US$ 1 milhão”

Adriano Madureira

Se os iranianos não respeitam a UsNavy, que dirá a Marine Nationale…



Nilo

EUA e Irã estão próximos de fechar um memorando de entendimento de 14 pontos para encerrar o atual conflito no Oriente Médio, segundo relatos de 6 e 7 de maio de 2026.
Macron quer parecer na foto, rsrs

RedFox

Deixem o Charles fora desta furada , ou acabará pagando o pato alheio !

Adriano Madureira

O preço por bancar a polícia do mundo pode sair caro,mas como sempre os franceses tem essa necessidade de Autoafirmação, recorrendo a um protagonismo que nunca terão militarmente.

rui mendes

Só têm o protagonismo, de querendo, acabam com qualquer país do mundo, qualquer um, e se o destruído nao for potência nuclear, fica fácil demais, pois esses não conseguem fazer o mesmo com a França.
Gostem ou não, eles podem.

DuartePereiraMartins

Que comentário tão inteligente…
Então os Franceses não têm protagonismo militar. Uma das poucas nações do mundo com quase total autonomia no desenvolvimento e fabrico do seu hardware militar e, ainda para mais uma das apenas 9 potências nucleares. Mas não, não tem protagonismo militar…

Abymael

“recorrendo a um protagonismo que nunca terão militarmente.”
Aí forçou muito a barra….os caras são uma potência militar nuclear, somente atrás daquele trio com o qual ninguém tem como competir (EUA, Rússia e China).

Adriano Madureira

“Aí forçou muito a barra….os caras são uma potência militar nuclear, somente atrás daquele trio com o qual ninguém tem como competir (EUA, Rússia e China).”

Eles não tem tal protagonismo! Não tem bases militares ao redor do mundo e não tem embarcações suficientes para “patrulhar o mundo” sem que fiquem desfalcados na defesa de seu país…

Tem bombas nucleares mas não são poderosos como força militar ofensiva…



JuggerBR

Devem ter negociado muito com os iranianos e os Houthis antes de por seu PA nuclear na mira dos barbudinhos de chinelo… Passar pelo estreito de Bab el-Mandeb só tendo garantia de passagem segura.

Alexandre Costa

Eles não estão em conflito com o Irã. Acho que a passagem é segura.

Macgarem

Só depois que tudo acabou eles estão chegando kkk

Aéreo

Isso me lembra polícia de cidade pequena, sempre demora uns 20 ou 30 minutos para chegar na ocorrência, a fim de que as partes estejam mais calmas.

Claudio Pazotto

França é incógnita…Aparece para dizer que está presente…Mas deveria ir ao Iran e oferecer apoio contra Israel e EUA….Assim seria reconhecido como ator ativo…

PFelipe Matos

Não entrem nessa barca furada.

Marcos Ben-Hur

Lula com Macron de Janja vão mandar a fragata Tamandaré com seus mísseis de médio alcance!