Nova Zelândia avalia fragatas Mogami e Type 31 para substituir navios da classe Anzac
Type 31
Governo de Wellington iniciou consultas com Austrália e Reino Unido; decisão sobre o futuro da frota deve ser enviada ao gabinete até o fim de 2027
A Nova Zelândia iniciou uma nova etapa no processo de substituição de suas fragatas da classe Anzac, com foco em dois projetos já em produção: a fragata japonesa da classe Mogami e a britânica Type 31. A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa, Chris Penk, como parte do programa de renovação da frota naval previsto no Defence Capability Plan 2025.
Segundo o governo neozelandês, o país abriu discussões com a Marinha Real Australiana e com a Marinha Real Britânica para orientar a próxima fase do estudo de substituição das fragatas e de seus futuros arranjos de operação e sustentação. Penk afirmou que a prioridade dada à Mogami — selecionada pela Austrália — e à Type 31 reflete a necessidade de garantir interoperabilidade com parceiros e obter ganhos de eficiência.
A Marinha Real da Nova Zelândia opera atualmente duas fragatas da classe Anzac, a HMNZS Te Kaha e a HMNZS Te Mana, comissionadas em 1997 e 1999, respectivamente. Esses navios representam a principal capacidade de combate marítimo do país, mas deverão atingir o fim de sua vida útil de projeto em meados da década de 2030.
O processo de substituição está listado como investimento indicativo para o período 2029–2039, dentro de uma renovação mais ampla da frota naval neozelandesa. O governo afirma que a futura força deverá apoiar missões de combate marítimo, patrulha, segurança, transporte marítimo, operações hidrográficas, mergulho, apoio a outras agências governamentais e resposta a desastres humanitários.
Embora os dois modelos tenham sido destacados publicamente, Wellington ainda não anunciou uma decisão final. De acordo com Penk, a recomendação sobre o caminho preferencial deverá ser apresentada ao gabinete antes do fim de 2027, após a análise dos requisitos nacionais e das opções disponíveis no mercado.

A fragata japonesa Mogami ganhou força regional após ter sido escolhida pela Austrália para seu programa de fragatas de emprego geral, em substituição às Anzac australianas. A seleção australiana reforça a atratividade da plataforma para a Nova Zelândia, especialmente pela possibilidade de comunalidade logística, doutrinária e operacional entre as duas marinhas.
Já a Type 31, desenvolvida para a Marinha Real britânica, é uma fragata de emprego geral voltada a missões de presença, patrulha, escolta e segurança marítima. O modelo também serviu de base para exportações, incluindo a classe Arrowhead 140, e se posiciona como uma alternativa ocidental madura, com potencial de integração a sistemas e doutrinas já familiares aos parceiros da Commonwealth e da OTAN.
Segundo a análise da Janes, a declaração do ministro não constitui uma lista final formal, mas indica uma avaliação mais concentrada em projetos maduros e disponíveis, reduzindo os riscos de desenvolvimento e favorecendo soluções “off-the-shelf” em vez de uma fragata desenhada sob medida para a Nova Zelândia.
Para Wellington, a decisão terá peso estratégico. Como país insular e dependente de rotas marítimas para comércio e conectividade internacional, a Nova Zelândia vê a segurança marítima como elemento central de sua prosperidade econômica e de sua capacidade de atuar no Pacífico. Sem substituição, segundo o governo, a perda das fragatas Anzac teria impacto significativo na proteção dos interesses marítimos neozelandeses.
A escolha entre Mogami e Type 31 também terá implicações políticas e industriais. A opção japonesa aproximaria ainda mais Wellington da arquitetura naval que a Austrália está construindo no Indo-Pacífico. A alternativa britânica reforçaria laços tradicionais de defesa com o Reino Unido e poderia oferecer sinergias com usuários atuais e futuros da Type 31/Arrowhead 140.■
Quadro comparativo — candidatas à substituição das Anzac
| Característica | Mogami | Type 31 |
|---|---|---|
| País de origem | Japão | Reino Unido |
| Situação no programa neozelandês | Em avaliação como opção alinhada à escolha australiana | Em avaliação como alternativa britânica madura |
| Vantagem estratégica potencial | Interoperabilidade com a Austrália e presença crescente no Indo-Pacífico | Continuidade de laços com Reino Unido e ecossistema naval da Commonwealth |
| Perfil geral | Fragata multimissão moderna, com ênfase em automação e baixa tripulação | Fragata de emprego geral, modular e voltada a custo/eficiência |

Provavelmente irá ser escolhido a Mogami japonesa, vide ao alinhamento que a Nova Zelândia tem com os australianos, eu vi em fóruns os japoneses dando a ideia de se vender as mogamis já construídas para a nova Zelândia e construir a versão upgrade para o Japão seria interessante se isso acontecer, e eu acho as Mogamis lindas demais, será que cabe na MB? Kkkk
Não cabe, o Japão para fornecer coisas a países proximos é ok, mas para a America Latina é bem duvidosa a capacidade logistica militar do Japão
Depende de quanto a TKMS cobraria por uma versão da MEKO A210 para o Brasil, mais tradicional do que a Mogami, menos automação (na contramão do mundo, mas da maneira que o almirantado da MB gosta) e ela foi concorrente da Mogami na Austrália
Sem contar que seria uma forma de manter o estaleiro que está construindo a Tamandaré em funcionamento após as próximas 4 fragatas
Gosto muito F31, bom porte para mar aberto, modular, preço (Se confirmado muito competitivo). Nosso erro estratégico foi amarrar estaleiro com Thyssen, estamos presos aos produtos deles. Caso contrário poderíamos ter um plano de entrega inter cada F31 e Tamandaré e no arsenal NAPA e NAPAOC.
Mesmo com 8 Tamandarés, ainda defendo que 4 das 5 T31 sejam vendidas ao Brasil para recompor a frota que será desativada em 2028. Elas estão mais próximas das Meko A100 nacionais em armas, custos e propósito (desejo por um navio de 6.000 t, por exemplo) do que, por exemplo, as italianas Fremm e PPA. Ainda assim, qualquer delas já faria uma baita diferença com a adição importante do Aster.