Caças F/A-18 da Marinha dos EUA atacam petroleiros iranianos no Golfo de Omã para impor bloqueio naval
Aeronaves Super Hornet dispararam contra navios-tanque que, segundo o CENTCOM, tentavam violar o bloqueio a portos iranianos; ação marca nova escalada militar nas rotas próximas ao Estreito de Ormuz
A Marinha dos Estados Unidos empregou caças F/A-18E/F Super Hornet em ataques contra petroleiros iranianos no Golfo de Omã, em uma nova etapa da campanha norte-americana para impor o bloqueio naval a portos do Irã. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), as ações ocorreram nos dias 6 e 8 de maio e tiveram como objetivo desabilitar embarcações iranianas que tentavam entrar em portos do país, sem afundá-las.
O primeiro episódio envolveu o petroleiro iraniano M/T Hasna, descrito como um navio-tanque sem carga. De acordo com relatos baseados em comunicados militares norte-americanos, um F/A-18 Super Hornet lançado do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN-72) abriu fogo com o canhão de 20 mm após sucessivos avisos, atingindo o sistema de governo da embarcação e impedindo sua progressão em direção a um porto iraniano.
Dois dias depois, os EUA voltaram a empregar caças embarcados contra outros dois petroleiros iranianos, identificados como M/T Sea Star III e M/T Sevda. Segundo o Stars and Stripes, um F/A-18 Super Hornet do USS George H.W. Bush (CVN-77) disparou munições de precisão contra as chaminés das embarcações, desabilitando os navios e impedindo que prosseguissem para o Irã.
A operação representa uma mudança de patamar na aplicação do bloqueio. Até então, a presença naval norte-americana vinha sendo associada principalmente à interceptação, redirecionamento e advertência a embarcações. O uso de caças embarcados para realizar ataques de precisão contra petroleiros amplia o risco de escalada e reforça a militarização das rotas marítimas entre o Estreito de Ormuz e o Golfo de Omã.
Segundo o CENTCOM, as embarcações atingidas não estavam carregadas, e os ataques foram conduzidos de forma a evitar o naufrágio e reduzir o risco de desastre ambiental. A intenção declarada foi neutralizar propulsão, leme ou componentes críticos para impedir que os navios violassem as medidas de bloqueio. Veículos especializados informaram que, desde o início da imposição mais rígida do bloqueio, forças dos EUA já teriam redirecionado dezenas de navios e desabilitado ao menos quatro embarcações.
A ação ocorre em meio a uma deterioração acelerada da segurança no Golfo. Nos últimos dias, destróieres norte-americanos foram alvo de mísseis, drones e embarcações rápidas iranianas durante trânsito pelo Estreito de Ormuz, segundo autoridades dos EUA. Washington respondeu com ataques contra instalações militares iranianas, enquanto Teerã passou a advertir que qualquer ação contra seus navios comerciais ou petroleiros poderia provocar retaliações contra bases e navios norte-americanos na região.■


Pelo visto essa confusão vai longe mesmo 🥴
Interessante, que tipo de munição terão utilizado que causou uma explosão controlada a ponto de não causar danos catastróficos em uma embarcação civil.
Não houve revelação oficial mas especula-se que tenham usado bombas (guiadas a laser) inertes de 500 libras (225 quilogramas). O efeito foi meramente cinético sem explosão. Aliás, pra desabilitar o M/V Touska, um classe Arleigh Burke usou 9 projéteis inertes da Mk-45 pra escangalhar a sala de máquinas. Na ocasião perguntei que tipo de munição fora usada, pois não havia detonação, e se o 76 mm da triste Tamandaré poderia ter feito o mesmo e recebi, como de praxe, dislikes. Hoje, até acho que usaram o projétil HVP, mais adequado pra produzir o efeito desejado. Mas é só ‘achismo’ meu…
Mestre Cypriano, acho que o amigo está correto.
Vai parecer bobagem minha, mas apreciei muito o engenho 😎☕ da USNavy em deter os blockade runners.
👍✌️👍✌️👍✌️👍
Acho que só ela faria isso, a USCG não daria conta.