TKMS registra carteira recorde de €20,6 bilhões e amplia vendas no primeiro semestre fiscal
Fragata Tamandaré - F200
Grupo alemão confirma crescimento em submarinos, fragatas e eletrônica naval; programa Tamandaré no Brasil impulsiona segmento de navios de superfície
A TKMS AG & Co. KGaA anunciou forte desempenho no primeiro semestre do ano fiscal 2025/26, com carteira de pedidos recorde, aumento de vendas e melhora do lucro operacional ajustado. Segundo a empresa, o volume de encomendas em carteira atingiu €20,6 bilhões em 31 de março de 2026, o maior nível já registrado pelo grupo alemão de defesa naval.
No período, a TKMS recebeu €3,4 bilhões em novos pedidos, incluindo o contrato da Noruega para dois submarinos adicionais Type 212CD e o maior pedido de torpedos da história do grupo para o mesmo programa. Com isso, a carteira total avançou em relação aos €18,2 bilhões registrados em 30 de setembro de 2025.

As vendas no primeiro semestre somaram €1,168 bilhão, alta de 10% sobre os €1,060 bilhão do mesmo período anterior. O EBIT ajustado subiu 14%, para €60 milhões, enquanto a margem operacional ajustada avançou ligeiramente, de 5,0% para 5,1%. A Reuters informou que o desempenho ficou acima das expectativas, impulsionado pela demanda europeia por produtos de defesa e pelo avanço de programas navais em execução.
O CEO da TKMS, Oliver Burkhard, afirmou que a empresa “está no caminho certo” e destacou que, pela primeira vez, a carteira de pedidos superou a marca de €20 bilhões. Segundo ele, o grupo está bem posicionado para atender à demanda por soluções avançadas de defesa marítima na Alemanha e em países parceiros, além de já estudar potenciais parcerias internacionais.
O segmento de submarinos teve vendas de €601 milhões, ligeiramente abaixo dos €622 milhões do ano anterior, devido a efeitos de entrega e ajustes de cronograma. Ainda assim, o EBIT ajustado da área saltou de €2 milhões para €21 milhões, refletindo a redução do peso de projetos antigos e o avanço de contratos de nova construção.
Em navios de superfície, as vendas subiram para €277 milhões, apoiadas pela execução de contratos existentes, especialmente o programa das fragatas classe Tamandaré para a Marinha do Brasil e a construção do novo navio de pesquisa Polarstern para o Alfred Wegener Institute. O EBIT ajustado do segmento caiu para €18 milhões, pressionado por custos administrativos, expansão de pessoal e investimentos em campanhas comerciais futuras.
A área Atlas Electronics, voltada a sistemas de eletrônica naval, sonares e torpedos, também registrou forte crescimento. As vendas avançaram para €376 milhões, enquanto o EBIT ajustado aumentou de €24 milhões para €41 milhões, beneficiado por maior volume de encomendas e ciclos de execução mais curtos.
A companhia confirmou suas metas para o ano fiscal 2025/26. A TKMS espera crescimento de vendas entre 2% e 5% em relação ao exercício anterior e margem EBIT ajustada superior a 6%. No médio prazo, o grupo mantém a meta de margem acima de 7% e crescimento médio anual de vendas em torno de 10%.
No Brasil, a TKMS destacou avanços recentes relacionados à classe Tamandaré. Em abril, a empresa assinou com o Ministério da Defesa brasileiro, a Embraer e parceiros locais um memorando de entendimento para a construção de quatro fragatas adicionais, ampliando a cooperação estratégica entre Brasil e Alemanha no setor naval. O acordo estabelece as bases para uma segunda série de navios e foi anunciado em paralelo à incorporação da primeira fragata Tamandaré à Marinha do Brasil.
No mercado internacional de submarinos, a TKMS informou ter apresentado uma proposta não vinculante e pacote industrial para até 12 submarinos no programa de aquisição do Canadá, em parceria com Alemanha e Noruega. A empresa também conduz negociações finais com a Índia para a construção de seis submarinos.

A empresa também avança em programas alemães de superfície. O Comitê de Orçamento do Bundestag aprovou em março a extensão de acordo preliminar para o projeto MEKO A-200 DEU, passo relevante para a eventual aquisição de quatro fragatas destinadas a reforçar a capacidade antissubmarino da Marinha Alemã. Além disso, um consórcio liderado pela TKMS é o único concorrente no processo para a futura fragata de defesa aérea F127.
Após o fechamento do semestre, a TKMS assinou ainda um memorando não vinculante com a espanhola Navantia para avaliar a produção de produtos TKMS em estaleiros espanhóis. A empresa segue também em conversas sobre uma eventual aquisição da German Naval Yards Kiel, embora Burkhard tenha indicado que a operação é uma opção, não uma necessidade estratégica.
Outro marco tecnológico citado pela companhia foi a obtenção de uma Approval in Principle para um veículo submarino autônomo da classe Extra-Large Unmanned Underwater Vehicle (XLUUV), considerada uma etapa pioneira no processo de certificação de grandes veículos submarinos não tripulados.■

Vem MEKO A400!
Tão ou mais importante que as fragatas FCT ou talvez uma versão maior armada delas, para MB, é criar uma nova classe de Npaoc baseadas na classe Amazonas, porém maiores, com amplo deck e hangar, com armamentos mais modernos e integrados, radares avançados, capazes de multimissão, ações autônomas e escoltas leves para os NDMs em TOs onde fragatas FCTs não sejam imprescindíveis. Mesmo 8 FCTs é ainda um número bastante limitado de meios para uma área imensa da AmzAzul à cobrir, incluindo aí as ilhas oceânicas. Uma classe de Npaocs mais capazes, seria uma saída de custo menor do que… Read more »
Como especialista apenas em ^Viagem ao fundo do mar^ tenho dificuldade de compreender sua ideia não sendo sarcástico pelo seguinte:
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Não é uma ^FCT^ considerada o mínimo do mínimo nos dias atuais ainda mais décadas no futuro ?
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Em que cenário ou contra quem uma ^FCT^ poderia ser substituída por um Navio de Patrulha Oceânico ^bombado^ ainda menos capaz ?
ou usando outra analogia, porque não substituir os guaranis e equivalentes por veículos civis armados com canhões ou mísseis?
Não é só pensar com base no ataque, a capacidade de defesa/resistir é tão ou mais importante. Como os NPO’s se irão defender de ataques aéreos e de submarinos, mesmo com um heli com sonar e torpedos? Provavelmente bastariam dois helis, apoiados por uma fragata, com mísseis antinavios e radar para destruírem a maior parte dos NPO’s.
Acho que deveriam oferecer o projeto da A-300 pra nós aqui novamente, é praticamente uma A-100 com uma seção extra para mísseis no meio.
“ TKMS assinou ainda um memorando não vinculante com a espanhola Navantia para avaliar a produção de produtos TKMS em estaleiros espanhóis. ”
Se tem alguém da MB ou da Consórcio para me dizer porque não conseguimos usar o Estaleiro Brasil Sul para exportação se os estaleiros TKmS estão tomados.
Por que não fazemos como outros países: De acordo com o índice de Nacionalização, usam seus EximBanks para financiar as vendas a outras nações? Neste caso BNDES e KFW.
O mesmo valeria para Submarinos.