P-47 Gurupi e T-AO-201 Patuxment - Baia de Guanabara - 2026-05-10 2 logo

Por Guilherme Poggio

Esteve recentemente fundeado na Baía de Guanabara (RJ) o navio-tanque USNS Patuxent (T-AO 201), da Marinha dos Estados Unidos (USN). A embarcação integra o Grupo-Tarefa (GT) que acompanha o navio-aeródromo USS Nimitz (CVN 68) em sua circunavegação da América do Sul. Embora a passagem de um navio-tanque dessa classe não seja novidade por aqui — em 2024 o USNS John Lenthall fez parte do GT nucleado pelo navio-aeródromo USS George Washington —, a oportunidade reacende um assunto de grande interesse para a Marinha do Brasil (MB): a substituição do único navio-tanque da Esquadra.

Classe Henry J. Kaiser

A Classe Henry J. Kaiser já foi tema de um artigo publicado no Poder Naval em 2009, escrito pelo colaborador Marcelo Lopes. No entanto, cabe acrescentar algumas informações sobre esses navios. A Classe Henry J. Kaiser foi projetada para corrigir falhas identificadas na classe anterior. Incorporados à USN no início da década de 1980, os cinco navios-tanque da Classe Cimarron apresentavam avanços significativos em relação aos projetos anteriores (Classe Neosho e subclasses Ashtabula e Mispillion), como maior velocidade, mas foram muito criticados pela reduzida capacidade de carga e baixa autonomia.
Em função dessas críticas, quinze unidades foram canceladas em 1979 e apenas cinco concluídas. Todos foram “jumborizados” (cortados ao meio para a introdução de uma nova seção) no início da década de 1990, elevando a capacidade de 120 mil barris para 180 mil barris. Ainda assim, o alto consumo de combustível das turbinas a vapor reduzia a autonomia dos navios. Mesmo modernizados, os cinco navios-tanque da Classe Cimarron tiveram vida curta e foram aposentados com menos de 20 anos de serviço, ou seja, não chegaram à metade da vida útil projetada.

A transferência de um dos navios da classe (o USS Merrimack, foto abaixo) para o Brasil chegou a ser autorizada pelo Senado norte-americano. A ideia era substituir o antigo NT Marajó (G-27), mas a negociação acabou não se concretizando.

USS Merrimack (AO 179), classe Cimarron

O projeto “OAE 6 Fast Combat Support Ship”, que posteriormente originou a Classe Henry J. Kaiser, já nasceu com grande capacidade de carga. Entre os avanços proporcionados pelo projeto estava a adoção da propulsão a motores diesel. Pela primeira vez, um navio-tanque da US Navy era movido por esse tipo de propulsão. Os motores a diesel passaram a ocupar menos espaço e consumiam uma quantidade significativamente inferior de combustível, o que aumentou bastante a autonomia dos navios. A velocidade de 20 nós foi mantida, mais do que suficiente para a realização das transferências de óleo no mar, que ocorrem em torno de 16 nós. Outro avanço importante foi a redução da tripulação: deslocando quase o mesmo que a versão “jumborizada” da classe anterior, os Henry J. Kaiser operam com apenas metade da tripulação.

Durante a construção dos primeiros navios da classe, o Senado norte-americano ratificou novas diretrizes para o transporte de hidrocarbonetos (petróleo) no país, em grande parte devido ao acidente com o petroleiro Exxon Valdez. Segundo o Oil Pollution Act (OPA) de 1990, navios-tanque deveriam ser construídos com casco duplo. O projeto da Classe Henry J. Kaiser precisou voltar às pranchetas, mas 15 unidades já estavam prontas ou em fase de conclusão. A adição do casco duplo reduziu em cerca de 17% a capacidade de carga. O primeiro navio da classe com casco duplo foi justamente o USNS Patuxent.

Military Sealift Command

Os navios-tanque da Classe Henry J. Kaiser foram os primeiros do tipo a serem construídos para ficarem subordinados ao Military Sealift Command (MSC), organização da Marinha dos Estados Unidos (USN) responsável por fornecer apoio logístico e transporte marítimo em escala global, não apenas para a USN, mas também para outros ramos das Forças Armadas dos EUA subordinados ao Departamento de Defesa. O MSC opera uma esquadra de navios próprios (militares) ou arrendados (civis), que realizam tarefas como transporte de suprimentos, combustível, equipamentos e pessoal, além de apoiar missões humanitárias e operações conjuntas. Em essência, o MSC garante que a “máquina de guerra” dos EUA tenha autonomia e apoio contínuo em qualquer parte do mundo, funcionando como o verdadeiro braço logístico marítimo.

Embora o MSC seja um comando militar da USN (comandado por um oficial-general de duas estrelas, equivalente a um contra-almirante na MB) e os navios pertençam à Marinha, eles são guarnecidos por funcionários civis do Departamento de Defesa. No caso de navios arrendados, a tripulação é composta por funcionários das empresas contratadas. Militares embarcam com frequência, mas atuam em áreas específicas, como comunicação, defesa do navio e outras funções técnicas.

Para diferenciá-los dos demais navios da USN, as unidades subordinadas ao MSC (salvo raras exceções, como os submarine tenders) utilizam o prefixo USNS (United States Navy Ship) em vez do tradicional USS. Quanto ao indicativo dos navios do MSC, eles começam com a letra “T” (novamente, com algumas exceções). O indicativo do próprio Patuxent é um exemplo: T-AO 201. A numeração sequencial, entretanto, foi mantida: o último navio da classe anterior (o USS Platte, da Classe Cimarron) possuía o indicativo AO 186, e o primeiro da Classe Henry J. Kaiser recebeu o indicativo T-AO 187. Outra característica exclusiva dos navios do MSC é a presença de duas faixas no topo da chaminé, sendo uma azul e outra amarela.

NT Gastão Motta em fim de carreira

Desde a retirada do serviço ativo do NT Marajó (G 27), em novembro de 2016, após 48 anos de operação, o NT Almirante Gastão Motta permaneceu como o único navio-tanque da Esquadra. Isso significa que, sempre que o Gastão Motta está indisponível, a Esquadra perde sua capacidade de “ir mais longe” — lema do navio: “Nós fazemos a Esquadra ir mais longe”. Um dos períodos mais longos de indisponibilidade ocorre durante o Período de Manutenção Geral (PMG).

O mais recente PMG do Gastão Motta teve início em meados de 2024, após um demorado processo licitatório. A primeira das três fases foi realizada nos estaleiros da RENAVE, com foco em serviços de estruturas navais, máquinas e sistemas de navegação. Concluída essa etapa, o navio retornou ao mar, realizando sua última movimentação em 9 de junho de 2025. Desde então, o único navio-tanque da Esquadra permanece atracado ao cais do AMRJ, onde seguem as obras de melhorias e atualizações.

NT Gastão Motta (G 23) fotografado na sua mais recente movimentação (9-6-2026)

Segundo o Plano Estratégico da Marinha (PEM 2040), documento que orienta o futuro da Força Naval brasileira até 2040, “navios de apoio logístico são considerados fundamentais para sustentar a Esquadra em operações prolongadas”. O mesmo plano prevê a “complementação ou substituição do Gastão Motta”. No entanto, essa complementação deveria ocorrer apenas por um curto período, suficiente para colocar em operação o futuro navio-tanque da MB antes da baixa definitiva do Gastão Motta.

Este deveria ser o último PMG do navio. Com 35 anos de serviço, além da idade avançada, o Gastão Motta foi concluído em uma época de transição legislativa. Embora a OPA90 fosse uma imposição legal apenas nas águas sob jurisdição dos Estados Unidos, ela incentivou mudanças em outros países e em convenções internacionais. O projeto do Gastão Motta não atende às legislações ambientais mais recentes, o que reduz seu valor estratégico para acompanhar Grupos-Tarefa da MB em missões internacionais.

Classe Henry J. Kaiser: o fim se aproxima

A compra de navios usados sempre foi uma alternativa considerada pela MB, especialmente em momentos de urgência e escassez de recursos. Mas seriam os navios da Classe Henry J. Kaiser uma opção viável? A USN já iniciou a desativação de algumas dessas unidades e deve se desfazer de outras em breve, por dois motivos:

  • Os exemplares mais antigos não atendem às exigências das legislações modernas.
  • Os primeiros cinco dos 20 navios-tanque da nova Classe John Lewis já estão em operação, com outros em fase final de construção.

É provável que parte dos navios descomissionados seja oferecida a marinhas de países aliados. Até o momento, apenas um navio da Classe Henry J. Kaiser foi transferido para outra marinha: o USNS Andrew J. Higgins, vendido à Marinha Chilena em 2009 e renomeado Almirante Montt (AO-52).

Classe Henry J. Kaiser: limitações para a MB

As primeiras unidades da Classe Henry J. Kaiser são tão antigas quanto o NT Gastão Motta e, legalmente, enfrentam os mesmos problemas. Em outras palavras, se a Marinha do Brasil recebesse esses navios, teria que planejar sua substituição desde o primeiro dia de operação.

Há ainda outra questão pouco discutida: são navios muito maiores do que as necessidades da MB. A Classe Henry J. Kaiser foi projetada para apoiar globalmente esquadras nucleadas por porta-aviões, acompanhadas de várias escoltas, dezenas de aeronaves e milhares de militares. Para a realidade brasileira, seria muito mais vantajoso contar com dois navios-tanque menores do que com uma única unidade de grande porte. Assim, duas embarcações poderiam atender a dois Grupos-Tarefa simultaneamente ou, caso uma estivesse em manutenção, a outra seguiria servindo à Esquadra.

Outro ponto crítico é operacional. O Depósito de Combustíveis da Marinha do Rio de Janeiro (DepCMRJ), localizado na Ilha do Governador, não recebe navios com calado superior a 10 metros. Essa profundidade é suficiente para o Gastão Motta, mas insuficiente para os Henry J. Kaiser, cujo calado máximo ultrapassa esse limite.

Embora existam alternativas para a distribuição de combustível à Esquadra e ao próprio navio-tanque, operar uma unidade de apoio logístico incapaz de atracar no DepCMRJ reduziria significativamente a flexibilidade operacional da Marinha.

Infelizmente, a Classe Henry J. Kaiser não representa a melhor solução para a MB. São navios antigos, de grande porte e com restrições operacionais que não se adequam às necessidades brasileiras. A tabela abaixo apresenta algumas características da classe Henry J. Kaiser, em comparação com o NT Almirante Gastão Motta e o NT Marajó (já desativado). O futuro da logística naval da Marinha do Brasil passa por soluções mais adaptadas à sua realidade: unidades menores, modernas e ambientalmente compatíveis, capazes de garantir autonomia à Esquadra sem comprometer sua flexibilidade.

Característica NT Marajó (*) NT Alte. Gastão Motta classe Henry J. Kaiser (**)
Deslocamento carregado (em toneladas) 16 mil 10.3 mil 42mil
Velocidade máxima (em nós) 13 20,5 20
Capacidade de combustível (em barris) 62 mil 33 mil 180 mil
Capacidade de combustível de aviação não sim sim
convoo para helicópteros não não sim

* Navio desativado em 2016
** Versão com casco simples

Construção de novos navios-tanque no Brasil

Sem devaneios ufanistas, a construção de duas unidades de navios-tanque no Brasil é uma meta perfeitamente realista. Diferentemente das escoltas — embarcações complexas, equipadas com sensores avançados, armamentos variados e arranjos estruturais para reduzir assinaturas radar e térmica — os navios-tanque são essencialmente petroleiros adaptados para transferir carga em alto-mar.

Mesmo as marinhas mais modernas e ricas do mundo vêm adotando padrões comerciais de construção naval para esse tipo de embarcação. A própria Classe John Lewis, que substitui os Henry J. Kaiser, segue um projeto convencional baseado em normas comerciais.

É importante lembrar que tanto o NT Alte. Gastão Motta quanto o NT Marajó foram construídos no Brasil. Seguindo essa tradição, o próximo navio-tanque da MB pode — e deve — ser projetado e construído aqui, aproveitando a experiência nacional e fortalecendo a indústria naval brasileira.

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38 Comentários
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Gabriel

Oba navio usado !!! ✌✌✌✌

Bardini

Um projeto que casa muito bem com as reais necessidades e capacidades da MB, é o NApLog que Portugual adquiriu da STM. É basicamente uma questão de padronizar sensores e sistemas com as FCT e está pronto.
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Diego

Também sou dessa opinião, compra dois dos turcos, ou um com opção de mais um e deu, dois navios zerinho, se não vai largar na mão algum estaleiro que vai falir e essa história a gente já viu.

BVR

Salve Bardini !
Concordo que, digamos, “a solução turca” pareça mais sedutora; mas não teríamos aqui nenhum estaleiro nativo que pudesse construir a partir das especificações necessárias?

Esteves

TK Estaleiro Brasil Sul, Estaleiro Mauá, BrasFELS…

https://seatrium.com/brazil-pt.php

EricWolff

O problema de construir no Brasil é o fator BRASIL!
A verba para a contrução do Navio Antarctico Alte Saldanha, foi toda disponibilizada, antes do início da obra, e já está atrasado indo para 2 anos…

Alberto

Pandemia, se não me engano atrasou o mundo.

Marcos R

O que não nos falta é estaleiro capaz de produzir uma embarcação semelhante.

BrunoFN

Os NTs ”HJK” são grande d+ , + de 40 anos nas costas ,valeria apenas a 20 atras quando o Chile pegou 1 , seus sistemas a maioria já defasados quase no fim da vida util, fora que não cabe mais modernização ou ”retrofit” de seus ”motores” eles seriam um pesadelo logistico ,e nao possuem hangar … Oportunidade eram os ”Wave” os 2 (talvez esses ainda podem ofertados no mercado depois de ”revitalizados” ), agora e correr atras de 2 novos de médio porte e isso para talvez metade da próxima década ,com sorte …enquanto isso vamos ”entubar” PGMs generosas… Read more »

J L

É isso mesmo, tinham os classe wave encostados e em bom estado, já havíamos comprado o Oiapoc e decerto a RN fariam um bom preço para arrecadarmos os dois Waves e o Albion. Pegasse um financiamento lá mesmo e adquirisse e no caso de realmente sair aquela verba prometida para as forças armadas, ajudaria no pagamento e possíveis atualizações, pois a verba só pode ser usada para investimentos se não me falha a memória. Infelizmente uma oportunidade perdida de embarcações em muito bom estado, e construir aqui como já descrito em comentário acima tem o fator Brasil o no preço… Read more »

BrunoFN

É uma pena , são oportunidades de ouro que vamos perdendo e ate com financiamento oferecido por parte do gov britanico para reforma por la …a não aquisição desses navios é pura e simplesmente decisão da MB , achar que sao caros d+ ou que a ”muita capacidade para uma marinha modesta como a nossa ” ( isso eu ouvi ) … era solução para esquadra por pelo menos 30 anos , uma pena .. ”Albion” foi armazenado e parcialmente depenado .. ele ainda pode ser reformado e a decisão final sobre ele ainda nao foi tomada mas isso deve… Read more »

Burgos

Olha 👀
Que a MB tá precisando, ela tá 🤔
Mas tem mais opções viáveis e de até construir no Brasil mesmo e tem várias opções de médio porte aí no mercado.
Outra que me agradou muito foi a da Turquia.
Negocios, negócios, pesquisa, visita técnicas mundo afora.
E só ter calma que vai achar 👍

Marcelo

Navio tanque das USnavy e Royal navy (RFA Wave ruler )não atende a MB porque são enorme.
Infelizmente os 2 navios ultrapassaria o calado de 10 metros.
O jeito é a MB construir 2 navios tanques pequenos que seja suficientes para da suporte a esquadra em toda costa brasileira.

Last edited 22 dias atrás by Marcelo
Esteves

Se existe sequência de raciocínio e se fosse resumir a tendência atual, a MB deveria priorizar um navio-tanque moderno, interoperável e preferencialmente associado à revitalização industrial brasileira como faz com as Tamandaré, Riachuelo e NPa 500.

Se existe uma força capaz de romper a sazonalidade da construção naval, MB presente.

Se.

carvalho2008

exatamente, mestre Estevez

Alex Barreto Cypriano

Quem sabe introduzir tanques conformais pros navios? 🤪 Com a MB indo pra motorização diesel e deixando as gas guzzling GTs pra trás, deve ser bastante reduzido o volume de combustível entregue por unidade (de toda forma, as FCTs são combatentes com pequeno deslocamento e alcance – 1/4 do diâmetro terrestre, já grandes unidades como o NAM Atlântico ou o NDM Bahia tem alcance ~ 1/2 do diâmetro terrestre). Já a necessidade de viveres numa FCT é diminuta: algo em torno de 10 toneladas por mês (mas o navio só pode navegar em cruzeiro por 15 dias contínuos…). Enfim, o… Read more »

Esteves

Guerra essa que teríamos que ir. Para defender aqui não precisa de navio grandão.

Alex Barreto Cypriano

A MB é marinha de paz. 🤪

carvalho2008

rsrsrsrsrs…Mestre Cypriano….não necessariamente uma marinha de paz….

…mas efetivamente um Marinha que não precisa se distanciar mais de 3 mil km de nossa costa….e nesta distancia…ressuprimentos de combustivel e viveres não tem tanta importancia tatica…

Alex Barreto Cypriano

Corrigindo: onde se lê ‘diâmetro’ leia-se ‘perímetro’.

Fernando XO

Adquirir um navio-tanque para a MB será bem vindo, obviamente, mas o passo a ser dado é ir além, pois o apoio logístico móvel demanda mais do que o fornecimento de combustível no mar… trata-se do atendimento de necessidades de sobressalentes, munição, gêneros e água, por exemplo.

Alex Barreto Cypriano

Tem gráfico mostrando todos os navios do USNS:
https://share.google/rLdqbNSgpIfZkdJX9
E também um manual informativo bem completo:
https://share.google/aT5omL1ymhwXplhPN

Oswaldo Neves

Concordo que poderíamos projetar e construir 2 Navios aqui. Meu medo é o nosso ritmo ! A EMGEPRON está projetando o NPA500 BR há 13 anos e ele não deslancha. Dada a urgência penso que o melhor seria comprar um projeto e fábrica lo aqui, ou comprar em Estaleiros estrangeiros. Ressalto que não sou especialista, apenas um fã do assunto.

José Gregório

Sendo que a MB já tinha o CPN – centro de projeto de navios… Somos campeões em termos tudo duplicado, triplicado…são mais funcionários, mais cargos, mais diretorias, mais viagens…de concreto mesmo NADA.

Alex Barreto Cypriano

Um T-AO carrega 159 ou 180 mil barris de DMF ou JP-5. Uma Tamandaré deve demandar, em cálculo grosseiro, uns 3 mil barris pra navegar 5,5 mil milhas nauticas a 15 nós (tá, tem mais o combustível gasto nos geradores pra suprir a carga hotel, sensores e sistemas a bordo, quantidade que eu ignorei). Assim, um único T-AO poderia reabastecer 50 ou 60 Tamandarés ou, alternativamente, conceder a uma Tamandaré o alcance de 275 ou 330 mil milhas náuticas. Vamos esperar a frota de Tamandarés chegar a 50 ou 60 pra compensar pegar um Kaiser ou vamos adquirir um logistico… Read more »

Jadson S. Cabral

Não. Espero ter respondido a dúvida.

Alex Barreto Cypriano

Que a MB te ouça. 🤔 Ou não, sei lá…🤣

JACUBÃO

Na moral rapaziada?
Já ouviram a máxima : QUEM TEM UM, NÃO TEM NADA?
Pois então…………..
Existem coisas que nunca vamos entender, fico imaginando o Almirante Tamandaré vendo tudo isso da onde quer que ele esteja;
A Marinha dos Almirantes que não resolvem nada!!!

Fernando Vieira

E eu que achava que o azul e amarelo pintado no topo do navio era algum tipo de solidariedade à Ucrânia.

Souto

Boa noite pessoal está confirmada a construção do Npa Magé?

Dalton

Tem muita gente que acha que a bandeira do ^Gerald Ford^ coincidentemente azul e amarela também seria solidariedade a Ucrânia 😃

Mauricio R.

Os “alemães” de SC podiam construir 2 baseados no Type 702, até pq é um projeto da TKMS.
O Canadá comprou esse mesmo design, com modificações.
Eles deixariam de construir o batch 2 das fragatas desdentadas, para construir os navios tanque.
E nós poderíamos comprar um design de fragata digno do nome, em outro lugar.
Também não sendo francesa, tá valendo!

Mauricio R.

Poderíamos também fazer uma concorrência:

Esse alemão, que o Canadá comprou,
o turco ai de cima,
o francês,
o italiano e
por fim o britânico fabricado na Coréia do Sul.

Desconsiderando tonelagem, dimensões e capacidades, poderia ser uma bela briga.
Vence quem transferir o máximo de tecnologia relevante a operação e a manutenção, pelo menor custo unitário, apresentar o menor custo de manutenção, 100% executada no Brasil, por empresas locais capacitadas pelos fabricantes originais.

Otto Lima

O Type 702 é uma boa opção, pois tem tudo: casco duplo, boa capacidade de transporte e transferência de cargas variadas (combustíveis, lubrificantes, aguada, munições, sobressalentes e víveres), calado compatível com o DepCMRJ, capacidade de transportar contêineres no convés principal e convoo para helicópteros de grande porte. Tudo isso, somado ao já mencionado fato de o projeto ser da TKMS, que está construindo em Itajaí (SC) as Fragatas Classe Tamandaré.

A MB poderia ainda ter alguns navios menores, para atender as forças distritais.

Last edited 19 dias atrás by Otto Lima
Pedro Souza

Eita, como gostam de sucatinhhas dos EUA. Ainda mais esses navios que já sofreram adaptações.
O Brasil tem que construir umas tres unidades novas em nossas industrias navais. Basta de sucatas.

Mauricio R.

Os navios similares da Wave class da Royal Navy, eram até mais desejados que esse norte americano.

Abymael

Um dia, a Marinha terá que parar de comprar navio usado até o talo. Que comece por aí.
Acho que a frese do texto ” Para a realidade brasileira, seria muito mais vantajoso contar com dois navios-tanque menores do que com uma única unidade de grande porte” faz todo o sentido.