SeaRAM

Contrato marca a primeira aquisição australiana deste avançado sistema de defesa terminal de navios

A Raytheon, uma empresa da RTX (NYSE: RTX), recebeu um contrato da Mitsubishi Heavy Industries (MHI) para fornecer sistemas de autodefesa naval SeaRAM® em apoio ao programa australiano Sea3000 General Purpose Frigate. O programa Sea3000 prevê a substituição das fragatas classe Anzac, em processo de baixa, por 11 fragatas classe Mogami aprimoradas.

Nos termos do contrato, a Raytheon fornecerá lançadores SeaRAM, veículos de teste de explosão e serviços técnicos para apoiar a instalação e os testes dos sistemas nos três primeiros navios, que estão sendo construídos no Japão pela MHI.

“O SeaRAM amplia o alcance defensivo de um navio para além dos alcances tradicionais dos sistemas de defesa aproximada”, disse Barbara Borganovi, presidente da área Naval Power da Raytheon. “Ao integrar o SeaRAM aos novos combatentes de superfície da Marinha Real Australiana, a Austrália obtém uma camada comprovada e altamente eficaz de defesa aérea e antimíssil terminal para sua futura frota.”

O SeaRAM combina o sistema de armas de defesa aproximada Phalanx Close-In Weapon System (CIWS) com o míssil Rolling Airframe Missile (RAM) para fornecer defesa terminal autônoma contra mísseis de cruzeiro e outras ameaças aéreas avançadas. A seleção do SeaRAM ressalta a demanda de longo prazo por esses sistemas e posiciona a Austrália como novo membro da comunidade global de usuários do RAM.

O trabalho referente a este contrato será realizado em Louisville, Kentucky. As entregas devem começar no fim de 2028.

Sobre a Raytheon

A Raytheon, uma empresa da RTX, é uma fornecedora líder de soluções de defesa para ajudar o governo dos Estados Unidos, seus aliados e parceiros a defender sua soberania nacional e garantir sua segurança. Há mais de 100 anos, a Raytheon desenvolve novas tecnologias e aprimora capacidades existentes em defesa aérea e antimíssil integrada, armas inteligentes, mísseis, sensores e radares avançados, interceptadores, sistemas espaciais, hipersônicos e defesa antimísseis em terra, ar, mar e espaço.

Sobre a RTX

Com mais de 180 mil funcionários em todo o mundo, a RTX ultrapassa os limites da tecnologia e da ciência para redefinir a forma como conectamos e protegemos o mundo. Com capacidades líderes na indústria, a empresa avança a aviação, projeta sistemas integrados de defesa para o sucesso operacional e desenvolve soluções tecnológicas e de manufatura de próxima geração para ajudar clientes globais a enfrentar seus desafios mais críticos. A companhia, com vendas superiores a US$ 88 bilhões em 2025, está sediada em Arlington, Virgínia.

FONTE: RTX

Subscribe
Notify of
guest

10 Comentários
oldest
newest most voted
Fernandão

Eu amo esse sistema. Uns dois dele em qualquer navio cria um escudo quase impenetrável.

Jagderband#44

Não parece impenetrável não, pois, segundo alguns comentaristas deste forum, a USN sofreu vários ataques/baixas na recente guerra contra o Irã.

Alfredo Araujo

Só o reload que é péssimo ! Manual, feito os antigos Katiucha da 2GM.

José Gregório

Esse sistema seria ideal para as Tamanduás, no lugar daquele canhão sea snake, eu acho…

Leandro Costa

Sinceramente para proteção de navios hoje em dia eu penso em algo como uma combinação de capacidades. Não apenas o SeaRam, mas acho que uma solução de baixo custo para ameaças contra drones seria interessante, seja armamento de tubo (20mm, 30mm, 40mm com espoleta de proximidade que seja, guiados por radar, EO, IR) ou até mesmo uma versão embarcada de lançadores APKWS da vida.

Henrique A

É um sistema muito mais sofisticado, iria custar bem mais caro.

Wellington

Dúvida, esse sistema caberia fisicamente no NAM Atlântico?

Uma pena nosso navio mais importante da esquadra não ter nenhum sistema antiaereo de ponta.

Jean

Sim ele deveria ter 2 ou 3 lançadores destes nas posições anteriormente ocupadas pelos Phalanx. Seria caro, mas acredito que seja o melhor sistema CIWS existente.

Uma opção muito mais acessível seria alocar 03 canhões Bofors Trinty Mk III revisados, anteriormente usados nas fragatas classe Niterói, com os sistemas associados (RTN-30X + EOS-500) para diretor de fogo. Estes 03 canhões seria uma ótima defesa contra drones.

E, uma vez que ele possui o Artisan, 18 células para Sea Ceptor que ligariam contra ameaças como mísseis sofisticados.

YUFERFLLO

Colocar células VLS já seria mais dificil, porque o navio diferente de algumas classe não foi feito para ter um possível update para colocar VLS(mesmo as pequenas células)

Yamamoto

Esquece o RTN-30X, os poucos que a MB possui estão muito degradados e sem sobressalentes. A solução mais racional hoje seria utilizar o Sea Snake de 30mm das FCT, pois não precisa de rastreador associado e por ser um armamento CIWS no estado da arte.