Turquia inicia desenvolvimento de versão naval do Hürjet para operar em porta-aviões
Hürjet
Variante embarcada do treinador supersônico deverá receber trem de pouso reforçado, gancho de parada e proteção contra corrosão para operações no ambiente marítimo
A Turquia iniciou oficialmente os trabalhos para desenvolver uma versão embarcada do Hürjet, avião supersônico de treinamento avançado e ataque leve produzido pela Turkish Aerospace Industries (TAI). Segundo reportagem do site TRT Haber publicada em 15 de maio, o projeto prevê modificações estruturais profundas para permitir a operação da aeronave a partir de navios-aeródromo.
As principais alterações incluem o reforço do trem de pouso, o fortalecimento de partes da estrutura da fuselagem, a instalação de um gancho de parada e medidas de “marinização” para proteger a aeronave contra sal, umidade e corrosão. Esses elementos são indispensáveis para qualquer aeronave destinada a operar em convés, onde pousos são mais duros, as distâncias de parada são muito menores e o ambiente salino acelera o desgaste de componentes metálicos, eletrônicos e aviônicos.
A instalação de um gancho de parada indica que a Turquia adota o conceito de recuperação por cabos no convés, solução típica de aeronaves embarcadas convencionais. Esse sistema exige integração cuidadosa com a estrutura da aeronave, pois o gancho precisa suportar forças elevadas no momento do engate ao cabo de parada. Antes do uso operacional, normalmente são necessários testes específicos em terra e, posteriormente, em ambiente embarcado.
Outro ponto crítico será o reforço do trem de pouso. Em porta-aviões, a aeronave não “pousa” da mesma forma que em uma pista convencional: ela atinge o convés em velocidade e ângulo controlados, mas com cargas muito superiores às de uma operação terrestre. Por isso, o trem de pouso e a célula precisam absorver impactos repetidos sem comprometer a segurança estrutural.
A chamada marinização também será essencial. Ela envolve proteção de ligas metálicas, sistemas elétricos, aviônicos, entradas de ar, motores, cablagens e conectores contra os efeitos do sal e da umidade. Em operações navais, a corrosão pode reduzir a disponibilidade da aeronave, aumentar os custos de manutenção e comprometer a confiabilidade de sistemas críticos.
O desenvolvimento da variante naval está ligado aos planos turcos de construir uma capacidade futura de aviação embarcada. O projeto está associado ao conceito do MUGEM, futuro porta-aviões turco ainda em fase inicial, cuja ala aérea deverá incluir aeronaves tripuladas e não tripuladas, como o Hürjet naval, o jato não tripulado Kızılelma e o UCAV TB-3.

O Hürjet foi desenvolvido originalmente como treinador avançado para substituir aeronaves mais antigas da Força Aérea Turca e preparar pilotos para caças modernos. O primeiro protótipo voou em 25 de abril de 2023 e, desde então, o programa avançou em ensaios de voo, tendo superado a barreira do som e alcançado altitude superior a 45 mil pés, segundo a imprensa turca.
A aeronave também ganhou impulso internacional após ser selecionada pela Espanha para atender ao seu requisito de treinamento avançado. O acordo, envolvendo a Airbus, prevê entregas a partir de 2028 e um total de 30 aeronaves nos anos seguintes, segundo o Naval News.
A versão naval, porém, representa um desafio técnico distinto. Transformar um treinador de operações a partir da terra em um treinador embarcado não é apenas adicionar um gancho de parada. O projeto precisa considerar fadiga estrutural, impacto em pouso, exposição marítima, integração com sistemas de controle de convés, segurança em emergência, manutenção em espaço restrito e compatibilidade com futuras operações em navios-aeródromo.
Mesmo assim, a decisão evidencia a ambição crescente da indústria aeronáutica turca. Depois de avançar em drones armados, caças não tripulados, helicópteros, treinadores e no caça de nova geração KAAN, Ancara busca agora construir uma doutrina própria de aviação naval, combinando plataformas tripuladas e não tripuladas.
Se bem-sucedido, o Hürjet naval poderá cumprir missões de treinamento embarcado, ataque leve, apoio aéreo, patrulha armada e qualificação de pilotos para operações navais. Mais importante: servirá como ponte tecnológica para que a Turquia desenvolva procedimentos, infraestrutura e cultura operacional na aviação embarcada — uma área historicamente restrita a poucas marinhas no mundo.■

Seriam ideais para substituir os A4 da MB.
Desculpe, mas não faz sentido comprar aeronaves capacitadas para pouso em PA se NÃO temos PA, nem teremos nas próximas décadas. Basta Gripens baseados em bases litorâneas para fazer exatamente o mesmo serviço. Na penúria atual das FFAA não dá pra ter Gripen junto com qq outro caça, custo elevado demais. Marinha precisa de navio, ponto…
O custo e a hora de voo de um Gripen são realizáveis para a MB no momento atual?
Esse avião terá uma versão naval,com gancho,asas dobráveis e etc.
A MB pode comprar a versão inicial igual ao da Espanha.
O Hürjet é um bom candidato.
A MB precisa de navio. Navio para ocupar o mar. Essa história de supremacia aérea não faz parte do racional.
A MB precisa de navio, mas igualmente de aviação de defesa e ataque.
Se não desperdiçassem tanto dinheiro em verbas no meio político com as clássicas emendas parlamentares, fundo eleitoral (o político quer se eleger ponha a mão no bolso e pague a despesa); daria para se fazer mais pelas Forças Armadas.
“Desculpe, mas não faz sentido comprar aeronaves capacitadas para pouso em PA se NÃO temos PA, nem teremos nas próximas décadas”. Discordo de sua opinião amigo! Indiferente se temos porta-Aviões ou não, isso não é motivo algum para não adquirirmos tais aeronaves. A Força Aérea do Kuwait opera uma frota de F/A-18C/D Hornets e os mais recentes F/A-18E/F Super Hornets. O Kuwait opera caças F/A-18 Hornets a partir de bases terrestres (como a Base Aérea de Ahmed Al-Jaber) porque essas aeronaves são extremamente versáteis e robustas. O fato de um jato ser projetado para pousar em porta-aviões não o impede… Read more »
A AKAER de SP produz a estrutura e avionicos para esse caça turco.
E acrescentando o comentário, o super honesto quase foi o caça que a FAB iria adquirir, só não ocorrendo por causa da denúncia sobre a espionagem a presidente Dilma, a FAB precisa de um 2º caça e esse modelo faria três coisas ao mesmo tempo ,forneceria um caça leve que a FAB deseja, um treinador avançado para conversão para os gripens e a marinha teria sua plataforma já apta para operações em solo e embarcadas tudo em uma plataforma, e de quebra ainda pode aproveitar a proposta turca de combinar aeronaves tripuladas e não tripuladas.
O quê quer dizer FFAA? O quê siginfica os dois FF e os dois AA ? Não seria correto somente FA abreviatura de Forças Armadas? Gostaria que explicasse se possivel
Discordo, acho que os KAI FA-50 Fighting Eagle poderiam ser uma melhor opção do que essa aeronave turca e ao badalado Leonardo M-346FA (Fighter Attack). A Marinha do Brasil, adquirindo uns seis desses para ocupar o lugar dos A-4 SkyHawk,fazendo uma boa negociação com termos vantajosos e até usando moeda própria para a aquisição. A PAF adquiriu tais aeronaves com um investimento de aproximadamente 40 bilhões de pesos filipinos, por 12 novos caças leves FA-50. O governo da Tailândia adquiriu seus T-50TH em um primeiro acordo com a Korea Aerospace Industries para o fornecimento de quatro T-50TH TCBMS foi assinado… Read more »
Concordo,sou muito fã do F50,a MB vai precisar analisar(dinheiro) todos os aviões no mercado,o que não vai acontecer é a MB querer um Rafale M,um F18 ou um F35B,temos que ser realistas e não sonhar alto.
F-35?! Isso é sonho molhado de uma noite quente de verão…
Se não for na realidade um belo pesadelo.
A Marinha deveria substituir esses A-4 inúteis e gastadores, por uns 12 Super-Tucanos, que já são suficientes para patrulha e para as funções de caça naval.
Será que estão visando também a concorrência para o novo treinador na US Navy? Por mais que os requisitos foram alterados para não necessitar mais o pouso completo em porta aviões, seria uma ótima ferramenta de marketing e promoção da aeronave.
Vejo mais a Espanha como cliente, visto que já encomendaram o Hurjet para a Força Aérea.
Sabe quando um avião turco ganha uma concorrência americana? Num governo Trump? Já foi um grande milagre o Harrier ter sido adquirido pelos Marines…
Não houve milagre O AV-8B é um Harrier melhorado pelos EUA pensado para uso pelos ^Marines^.
Que inveja que tenho da Turquia kk
Eu não, somente admiro, vivo em um país maravilhoso, apesar de sua classe política!
Tenho inveja da indústria de defesa e da vontade política.
Eu tenho dos hospitais de lá. O Erdogan construiu 5 hospitais de 2400 leitos cada lá. Pra se ter uma ideia, o maior do Brasil, o da USP, tem 900 leitos.
Erdogan não é um ditador?
Detalhes importantes: 1) O PIB nominal da Turquia no ano passado foi de US$ 1,64 bi, contra US$ 2,64 bi do Brasil. 2) A Turquia fechou 2025 com uma inflação de 30,89%, contra 4,26% do Brasil. 3) A Turquia tem hoje a maior taxa de juros real do mundo: 17,80% ao ano, contra 9,44% ao ano do Brasil. 4) A dívida publica da Turquia atualmente é de 25% do PIB, contra 80% do Brasil. Este último detalhe é a razão pela qual a Turquia consegue investir tanto em defesa e em outros setores vitais, mesmo com uma economia menor e… Read more »
Os turcos diziam que seria criado uma versão naval do KAAN, e até pode ter no futuro, mas sempre suspeitei que navalizariam o Hurjet, o KAAN é imenso, maior que um F-15 se não me engano, e logo mais os turcos terão um porta-aviões, então imagino que não daria tempo de criar uma versão naval do KAAN até o navio ficar pronto.
A MB deveria procurar um treinador navalizado para substituto dos A-4 até se decidir o que fazer com a aviação naval
A29 bastaria para a MB…
Depois, no dias melhores, aí sim poderiam comprar Gripens E/F
Concordo que para os tempos atuais uns 6 a 10 A29 para marinha hoje seria o suficiente. Importante para patrulha/caça no policiamento da área ao redor do RJ.
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E mantém alguma estrutura de caça aeronaval na Marinha.
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Em tempo vejo com bons olhos essa evolução do Hurjet para uma hipotética marinha brasileira pós 2035. Tem envolvimento da industria nacional no projeto e pode ser, a versão naval, se um caça puro e não um treinador, uma matriz interessante para um low em relação ao Gripen, estando focado no litoral e alocado na marinha,
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A ver.
Mestre Neto, não acho nenhum jato neste momento, como benéfico como substituto dos A4 exceto, o próprio F39…. Para doutrina e continuidade à custos acessíveis, vai de A29, o qual está muito longe ainda do uso de seu potencial em 100% do que pode propiciar a MB ou fuzileiros…. Qualquer coisa para defesa contra agressores, precisa ser um caça parrudo…e aí, somente o F39 em nosso contexto passa a fazer sentido….como um Nae está longe de ser reposto ou improvisado, o F39 não fica perdido lá….se um dia algo for realizado neste sentido, eles podem ser transferidos a FAB e… Read more »
Não vale a pena gastar uma grana em algo que tenha eletrônica similar ao A4M….tem de ser algo acima, bem acima…é qualquer dos lifts atuais não conseguem apresentar isto….
Um substituto, tem de apresentar um poder de ataque e também um poder de defesa aerea superior…
Como o A4 anda em evidência ultimamente, sei que o Hurjet vai entrar na lista sucessória para a MB, segundo os entusiastas. Vamos lembrar para que servem(ou deveriam servir) os A4…interceptação, ataque, e apoio de fogo. Mas principalmente, defender a esquadra. A MB pode até escolher um quebra-galho, mas corre o risco de não fazer bem nenhuma das funções. Um caça de verdade, especializado em ataque de superfície e interceptação, daria total segurança a esquadra, e a iniciativa em caso de combate. Não há no Atlântico Sul, força que poderia avançar sobre nós, com um esquadrão desses disponível na base… Read more »
Esquadra? Navio perna longa?
A MB quer asas? Então assumam a patrulha. Os recursos utilizados para mantar a caça podem ser remanejamento para a patrulha marítima que deveria ser função da MB.
Também acho.
Primeiro a MB precisa de 8 Tamandare
depois de pelo menos 6 Fragatas Pesadas com maior capacidade contra submarinos e defesa antiaérea mais robusta, de área.
Idealmente mais 4 Destroyers
E pelo menos o dobro de submarinos, subindo de 4 para 8.
Depois que tiver tudo isso e ainda sobrar orçamento, ai pensa em um navio aeródromo leve ou médio com caças modernos.
Caças modernos embarcados entregam uma capacidade única e muito importante, mas só deveriam ser cogitados em marinhas que possuem todo o resto.
Tu não acha nada disso porque tu sabes muito bem que não existe a grana que tu pensa que acha.
Cade o contrato de + 4 Tamandarés e cadê a grana para operar e manter 8 Tamandarés?
Se aqueles 800 bi pedidos pelos militares forem liberados, podemos chegar perto do que eu escrevi.
Ou se aprovarem a PEC dos 2% do PIB para orçamento militar, aí fica melhor ainda.
Mas se for mantido o orçamento atual, próximo de 1% do PIB, aí vamos no máximo, conseguir +4 Tamandare, ficando com 8 no total e só.
De qualquer modo o que eu disse é que devemos esquecer caças embarcados e navio aeródromo enquanto a MB não tem nem navios de combate direito.
Sem contar os navios mais leves de patrulha das 500t-2000t,
Assunto cansativo e exaustivamente debatido aqui.
Avião de caça é uma coisa, avião de patrulha naval com missões SAR, reconhecimento, alerta, guerra, é outra. Avião de patrulha naval voa 12 horas. O Gripen não passa de 3.
Poderia haver integração, cooperação e valsa entre MB e FAB ou…um cenário de absoluta interoperabilidade.
A MB não convenceu sequer o TCU sobre as manutenções das Tamandaré. Esse país tem muita conversinha.
Exatamente! Não faz nenhum sentindo a MB buscar caças enquanto a Aviação de Patrulha fica na FAB. Alguém precisa colocar um fim nisso! Chega da MB brincar de Top Gun! Por exemplo: Qual tipo de aeronave traz mais beneficios a MB: um caça, Hurjet, M346 ou Gripen OU C295 ASW, P3 Orion MLU ou KC390 MPA?… A MB deve sim continuar com asas fixas, mas deve assumir a Aviação de Patrulha e deixar o orçamento da FAB para assumir aeronaves de missões especializadas ex.: ELINT, SIGINT, EW entre outras… Por fim, deixo como exemplo a Força Aeronaval da Marinha do… Read more »
No máximo para a marinha, super tucanos para os fuzileiros, e um patrulheiro naval para as bases litoraneas e só……!!!!!!
O Brasil por meio da empresa AKAER, colabora no desenvolvimento do jato de treinamento avançado e caça leve supersônico HURJET. A Akaer é responsável pela estrutura e sistemas da fuselagem traseira.
Não pensar numa segunda esquadra é um erro imenso, não faz sentido algum ter uma esquadra no Rio e deixar toda a parte norte e nordeste sem proteção alguma. Óbvio que falta recursos mas isso deveria entrar no planejamento da Marinha para os próximos anos. Duas esquadras com 10 navios de escolta e pelo menos 6 submarinos em cada, não tem como um país do tamanho e da relevância do Brasil ter menos que isso.
A ideia de uma Segunda Esquadra é antiga e alguns locais já foram analisados com vantagens e desvantagens então a marinha já tem um plano se e quando implementado. . Uma Segunda Esquadra provavelmente será menor que a Primeira com base no que já foi publicado. . O que não se pode fazer é enfraquecer uma Primeira Esquadra favorecendo a Segunda com o risco de não ter nenhuma efetiva e é até normal os países terem uma base onde a maioria dos meios é concentrada a França por exemplo os tem em Toulon no Mediterrâneo. . Da mesma forma a… Read more »
Não vale a pena gastar uma grana em algo que tenha eletrônica similar ao A4M….tem de ser algo acima, bem acima…é qualquer dos lifts atuais não conseguem apresentar isto….
Um substituto, tem de apresentar um poder de ataque e também um poder de defesa aerea superior……
É certo que a FAB necessita de uma segunda aeronave e o Hurjet, por ser um projeto novo, parece ser o ideal. A aquisição de 36 aeronaves Hurjet para substituir o AMX pode ser uma boa oportunidade, tendo montagem nacional. Na verdade, o ideal seria de, pelo menos, 120 aeronaves, 60 Gripen e 60 Hurjet. A Marinha, futuramente, poderia ser beneficiada com essa versão naval.