U.S. Navy incorpora o USS Cleveland, último LCS da variante Freedom
Navio foi comissionado em Cleveland, Ohio, e seguirá para a Base Naval de Mayport, na Flórida; cerimônia encerra a linha de produção Freedom dos Littoral Combat Ships
A Marinha dos Estados Unidos comissionou no sábado, 16 de maio de 2026, o USS Cleveland (LCS-31), mais novo e último navio de combate litorâneo da variante Freedom. A cerimônia foi realizada em Cleveland, Ohio, cidade que dá nome ao navio, marcando a entrada oficial do navio em serviço ativo na U.S. Navy.
O USS Cleveland é o 16º e último Littoral Combat Ship da variante Freedom construído para a Marinha norte-americana, encerrando uma das linhas de produção mais discutidas da construção naval recente dos Estados Unidos. O navio foi construído pela Lockheed Martin e pela Fincantieri Marinette Marine, em Marinette, Wisconsin, e agora seguirá para seu porto-base designado na Naval Station Mayport, na Flórida.
Durante a cerimônia, o secretário interino da Marinha, Hung Cao, destacou o papel da tripulação na entrada em serviço do navio. “Hoje celebramos os marinheiros que dão vida a este navio. Aos oficiais e tripulantes do USS Cleveland, hoje é o dia de vocês”, afirmou Cao, segundo comunicado da Marinha.
A madrinha do navio é Robyn Modly, natural de Cleveland e esposa do ex-secretário da Marinha Thomas Modly. Na semana anterior ao comissionamento, os marinheiros do Cleveland participaram de eventos comunitários na cidade, reforçando a ligação simbólica entre a tripulação e a comunidade que dá nome ao navio.
O comissionamento também teve valor histórico para Ohio. Segundo a USS Cleveland Legacy Foundation e a imprensa local, foi a primeira vez em 250 anos que um navio de guerra da U.S. Navy foi comissionado no estado. O Cleveland é o quarto navio da Marinha dos EUA a receber o nome da cidade.

Os Littoral Combat Ships foram concebidos como navios rápidos, ágeis e modulares, voltados para operações em áreas costeiras, patrulha, guerra de superfície, contramedidas de minas, interdição marítima e apoio a operações em ambientes litorâneos. A variante Freedom tem casco de aço com superestrutura de alumínio, propulsão combinada diesel e turbina a gás, e velocidade superior a 40 nós.
A classe LCS foi criada para responder a ameaças do século XXI em regiões próximas à costa, onde navios maiores, como destróieres e cruzadores, nem sempre seriam a solução mais eficiente. A própria U.S. Navy descreve os LCS como pequenos combatentes de superfície capazes de operar de forma independente ou integrados a uma força naval em rede, ao lado de navios multimissão de maior porte.
Apesar disso, o programa LCS tornou-se um dos mais controversos da Marinha norte-americana. As duas variantes — Freedom, construída pela Lockheed Martin/Fincantieri, e Independence, construída pela Austal USA — enfrentaram críticas por problemas de confiabilidade, custos de manutenção, mudanças de conceito operacional e limitações de armamento. Ao longo dos anos, a U.S. Navy retirou de serviço antecipadamente alguns navios mais antigos da classe, enquanto buscava adaptar os restantes a missões mais específicas.

Mesmo com as críticas, os LCS continuam relevantes em funções de presença, patrulha, contramedidas de minas, operações com sistemas não tripulados e missões em teatros onde não se justifica o emprego de grandes combatentes Aegis. Nos últimos anos, a Marinha também reforçou parte da frota com o míssil antinavio Naval Strike Missile (NSM), aumentando a letalidade dos navios em guerra de superfície.
A incorporação do USS Cleveland ocorre no contexto da chamada Fleet of the Future, conceito pelo qual a Marinha dos EUA busca combinar navios de alto valor, pequenos combatentes, plataformas não tripuladas e meios logísticos para sustentar operações distribuídas. O fim da linha Freedom simboliza o encerramento de uma fase e a transição para novos programas de superfície, incluindo fragatas, destróieres modernizados e futuros navios não tripulados.■


O LCS-1 e LCS-2 prometiam tudo. Não entregaram nada.
Se os Estados Unidos quisessem vender esses navios por 1 dólar para marinhas amigas, ainda estaria caro.
Estão ^entregando^ sim os últimos da versão Freedom sairam de fábrica sem problemas na propulsão e os da versão Independence tem problemas nos módulos de guerra anti minas não nos navios.
.
Com 8 misseis ^NSM^ um SeaRAM um helicóptero tripulado e um não tripulado além de outras possibilidades cumprirão bem seus papéis tão bem como uma fragata leve ou corveta liberando os ^DDGs^.
A classe foi abandonada e só chegou nesse número de unidades por muita pressão do congresso, que forçou a continuidade das encomendas para não parar os estaleiros. Pela US Navy já tinha parado muito antes. Se “entregassem” assim o congresso não precisava forçar elas goela abaixo da US Navy.
Depende da ^fonte^ tenho lido elogios recentes mesmo ainda vários deles não terem sido desdobrados pela primeira vez por conta de ^atrasos^ ,mas a medida que forem provarão suas capacidades mesmo liberando ^DDGs^ para funções mais importantes.
.
Independente disso não dá para ficar só ^reclamando^ e sim coloca-los para trabalhar com novas tecnologias e armas sendo desenvolvidas
E além disso, os LCS tem se mostrado extremamente efetivos em operações de desminagem.
Essa não era a função deles. Mas a que encontraram para esses navios.
Entregaram tanto que foram descontinuados. Construíram menos que o planejado.
Impressionante a sequência de fracassos nos projetos de superfície da US Navy. Tirando os novos porta aviões, que ainda assim tiveram e têm problemas sérios, todos os últimos quatro projetos de combatentes de superfície foram abandonados antes do planejado. Zumwalt, LCS 1, LCS2, Constellation… Inacreditável!!!
Foram abandonados ou tiveram o número planejado diminuído porque o ^inimigo^ mudou^ mas os ^LCSs^ gradativamente estão mostrando suas capacidades .
.
Os ^ Zumwalt^ são considerados bem avançados e serão os únicos durante muitos anos capazes de embarcar os novos mísseis hipersonicos.
.
Quanto a ^Constellation^ a ideia foi boa mas a ^FREMM^ que seria usada como base provou ser incapaz de atender requisitos e equipamentos da US Navy tornando-a cara demais e apenas duas deverão ser construídas.
Talvez seja o inverso. Foram os requisitos da US Navy que se provaram ser inviáveis e o resultado é este projeto de fragatas ligeiras que provvelmente não deverão cumprir o mesmo papel.
Ou seja, acompanhar e complementar os battlegroups, com mais sensores, vls’s, etc. enquanto as suas substitutas terão uma função quase de guarda costeira.
Acho que o que escrevi ao Abner vale como resposta aqui também que basicamente é que os EUA necessariamente não terão que usar suas fragatas da mesma forma que outras nações usam as suas.
Dalton olhando a missão para qual as novas fragatas serão construídas.
A primeira versão delas parece bem menos capaz que alguns modelos de outras marinhas ?
Quanto ao LCS eles vão da evasão para os Arleigh fazerem o que deve ser feito.
Abner quando se olha as futuras fragatas de maneira isolada ou comparando com fragatas mais capazes de outras marinhas parece estranho, mas é preciso ter em mente que haverá um formidável arsenal por trás delas dependendo da situação e com o advento de navios não tripulados estes poderão operar em conjunto abrindo mais possibilidades. . Fora isso haverá casos onde uma fragata e/ou LCS poupará os ^Arleigh Burkes^ e números são importantes quando se leva em conta as que estarão em manutenção e treinamento daí precisam ser^baratas^ de adquirir/manter . . Basicamente o que pode funcionar bem para os EUA… Read more »
Os LCS já estão sendo retirados de serviço com pouco mais de dez anos de uso. O que estão recebendo agora são os que o congresso não deixou cancelar.
As Constellation foram concebidas para substituir o LCS, todavia o projeto, baseado na FREMM, já fracassou também é esta sendo abandonado. A US Navy vai tentar agora adaptar o projeto dos cutters da guarda costeira para uma versão combatente. A ver se vai vai funcionar, o histórico recente não permite otimismo quanto ao sucesso dessa adaptação.
Não ser capaz de “funcionar” com o inimigo mudando já é a evidencia de um projeto mal concebido. Uma classe de combatente de superfície é projetada para cumprir suas missões por 40/50 anos ou mais, entre a vida útil do navio e o tempo que suas unidades vão sendo construídas. O fato de a US Navy já estar retirando unidades de serviço com menos de 15 anos de uso é a prova cabal do fracasso da classe.
The Littoral Combat Ship Might Be the Navy’s Biggest Mistake Ever – National Security Journal
Evidente que há críticas, mas não há apenas críticas e depois do projeto pronto não é tão fácil mudar, porque o inimigo mudou, pagar multas por cancelamento, deixar o estaleiro definhar e coisas assim então adaptações tiveram que ser feitas até como os navios serão tripulados e mantidos, não é o ideal, mas há uma máxima que diz “Combate-se com o que se tem não com o que se quer”. . Estes navios não foram projetados nem para 40 anos muito menos para 50 anos e como há necessidade de pelo menos 50 “pequenos combatentes de superfície” cerca de metade… Read more »
Opa, vamos avisar a Marinha Americana , ops, estadunidense , sobre o seu alerta. Vamos repassar pra ela o projeto da Tamandare.
Concordo. Constellation por exemplo, era só mandar fazer nos EUA, e Ctrl C, Ctrl V, mas foram adicionando requisitos disso e daquilo, e estouraram os custos.
Quem ainda acredita que meios militares ficam caros por casualidade? Zumwalts e LCSs ficaram caros e o congresso não pode fazer nada senão cortar as quantidades a adquirir sem reembolso da R&D já paga. As Constellation também seguiram por aí, encarecendo paulatinamente, caminho que também seguirão LSM, FF, BBGN (que, de saída, já é mais caro que um CVN classe Ford), etc. Com a consolidação industrial (a organização em monopolio) emergiu a complexidade tecnica crescente do meio (vendido sempre a cliente único): lá nos 1980, o primeiro Burke (a unidade low do mix high/low Zumwaltiano) foi orçado em 320 milhões… Read more »
Especialmente nas LCS quem quis manter as quantidades foi o congresso. A Marinha queria cortar mais e mais cedo. O congresso forçou varias unidades que a marinha não queria para manter os estaleiros (e empregos) vivos.
Você está correto, Renato. No caso dos LCSs foi a USNavy que fez os cortes, mesmo porque as circunstâncias e necessidades foram mudando, e o Congresso se opôs pelos motivos que você apontou (manter os estaleiros produzindo e conservando os 4 mil empregos diretos da Austal USA e os 2,5 mil da Fincantieri Marinette Marine – grosseiramente 6% dos empregos diretos na indústria de construção naval militar ianque). Quando falei no bloqueio de fundos ou cancelamento de programas que quebram o limite de custo da lei Nunn McCurdy me referi ao Congresso por ser dele o poder de supervisão e… Read more »
Excelente comentário, Xará! abs.
Obrigado, Galante. Abs.
se fizessem uma configurção de 4000 t dava uma bela de uma fragata
para quem dizia que era um falhanço, 16 navios……….
…que estão sendo retirados de serviço com menos de quinze anos de uso. Os que estão sendo recebidos agora foram forçados goela abaixo da US Navy pelo congresso, a marinha quer se livrar desses navios.
Quer, mas não pode enquanto não houver certeza de substituto. Olha, os seaframes Freedom e Independence têm limitações inerentes aos seus designs (sobrevivenciabilidade, fragilidade estrutural, alcance e armamentos, principalmente, embora a falha mecânica da caixa de engrenagens combinatórias da Renk AG nos Freedom remanescentes está resolvida) mas podem cumprir um leque de missões que a USNavy precisa sob DMO, inclusive operar conjuntamente com a frota não-tripulada. Tentam fazer a limonada com os limões disponíveis, por assim dizer.
Daqui a 35 anos a nossa tão competente Marinha do Brasil poderá comprar duas unidades semi velhas (uma para ficar encostada na base naval e outra para canibalização de peças) e assim teremos uns 5 navios atracados.
Ah sim, ia me esquecendo. Eu adoro a opnião dos ESPONES….
Esta classe possui dimensões parecidas com as das Tamandarés, mas a maior diferença delas é que foram projetadas para velocidades altas. Penso que no geral as Tamandarés possuem configurações mais equilibradas. Gosto desse projeto, mas como o Dalton bem falou o inimigo mudou, então perderam o sentido e tiveram que ser adaptadas a outras funções.
E como já foi mostrado aqui no “PN” os “LCSs” se necessário poderão ser armados com “Tomahawk V”,”SM-6″, operar com navios e aeronaves não tripulados, ter cobertura aérea fornecida por um NAe ou pela USAF enfim os navios podem ter suas limitações atenuadas enquanto que uma fragata mais capaz ou equilibrada de outra marinha poderá ter seus movimentos mais restritos. . Não é o ideal, mas, também não dá para considerar um fracasso até porque vários foram recém incorporados, estão passando por ajustes pós incorporação, em treinamento nem mesmo fizeram o que lá chamam de “maiden deployment” e como já… Read more »
É um belo projeto